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ORGANİZASYONEL TOPLAM İŞ GÜVENLİĞİ (SİSTEM GÜVENLİĞİ

5. KAZA ÖNLEME ARAÇLARI – İŞ SAĞLIĞI VE GÜVENLİĞİ

5.4. ORGANİZASYONEL TOPLAM İŞ GÜVENLİĞİ (SİSTEM GÜVENLİĞİ

Concebendo o currículo como um documento de identidade (Silva, 1999), procuraremos investigar e apresentar os elementos que compõem o currículo da formação investigada.

No Parecer CNE/CP no 9/2001, Parecer CNE/CP no 27/2001, Parecer

CNE/CP no 28/2001, Resolução CNE no 1/2002, Resolução CNE no 2/2002,

em relação ao perfil profissional, o professor da educação básica, licenciatura plena em Educação Física, deverá estar qualificado para a docência desse com- ponente curricular na educação básica tendo como referência a legislação própria do Conselho Nacional de Educação. De acordo com essas prerrogativas, a pro- posta do curso de Formação de Professores de Educação Física tem como funda- mento e

[...] base obrigatória de sua formação e identidade profissional, a docência – uma docência que traz subjacente a ela como condição sine qua non o conhecimento do movimento humano (motricidade humana) aplicado ao fenômeno educativo. De modo que esta formação deverá incluir conhecimentos, competências e con- teúdos [...]. (UNESP, 2005, p.31)

Dessa forma, sendo a docência a base dessa identidade, concordamos com Chauí (2003) quando defende a revalorização da docência na perspectiva de:

a) formação de verdadeiros professores, isto é, conhecedores dos clássicos de sua área, dos principais problemas da mesma, considerando os impactos filosó- ficos, científicos e tecnológicos de sua disciplina;

b) ter infraestrutura de trabalho adequada para a formação universitária com bibliotecas e laboratórios equipados;

c) realização de concursos para atender com qualidade o aumento do acesso dos estudantes nas universidades;

d) garantia de condições salariais dignas que permitam ao professor traba- lhar em regime de tempo integral dedicando-se à docência e à pesquisa, a fim de favorecer o processo de formação e atualização docente;

e) através do incentivo de intercâmbio com universidades do país e estran- geiras promova a plena formação do professor, familiarizando-o com as dife- renças e especificidades regionais, nacionais e das linhas de trabalho internacional. Nessa perspectiva, espera-se também que a universidade forme intelectuais, isto é, pessoas que interrogam, buscam, amam, cultivam e contestam o saber, as ciências, a Filosofia, as artes, a investigação e a criação de novos saberes, for- mando, desse modo, indivíduos da cultura, do pensamento, da ação e da política, de seres humanos e de sociedades felizes (Coelho, 2005).

Porém, ainda no que diz respeito ao perfil profissional da pessoa formada pelo curso de Educação Física da universidade pública estudada,

[...] espera-se que esses profissionais tenham amplo domínio e compreensão da realidade, domínio de instrumentais teóricos e práticos e consciência crítica que lhes permitam interferir e transformar as condições de seu ambiente de trabalho e da própria sociedade. (UNESP, 2005, p.31)

Alegre (2006) assinala que, se a concepção do papel do professor não for es- tabelecida e descrita no projeto pedagógico do curso, não é possível identificar as capacidades, ou habilidades, ou conhecimentos que os futuros professores de- verão apresentar como prova de sua competência. Nesse sentido, entende que a área deve discutir o trabalho do professor buscando definir indicadores de com- petência, a fim de orientar os programas de formação profissional.

Retomando Neira (2010) – que sinaliza que a escolha de determinadas expe- riências, conteúdos e saberes em detrimento de outros reflete o sujeito-professor que se quer formar –, o curso de licenciatura em Educação Física defende:

[...] que a preparação deste professor de educação básica (educação infantil, en- sino fundamental e ensino médio) deverá enfatizar o conhecimento do movi-

mento humano (cultura corporal de movimento e/ou cultura de movimento) aplicado ao fenômeno educativo. Portanto, deverá adquirir um profundo conhe- cimento da Educação Física e da educação formal, possuir uma visão da função social da escola, de sua história, problemas e perspectivas na sociedade brasi- leira, compreender, ainda, o papel da Educação Física no contexto curricular e seus objetivos no processo da educação e avaliação de programas adequados aos seus alunos, SABER e incluir um conhecimento profundo da criança e do jovem, suas necessidades e interesses em relação à atividade motora no contexto brasi- leiro. Dessa forma o que se objetiva é a formação de professores que atuem na produção e difusão de conhecimentos no campo da Educação Física, bem como participem da organização do processo de gestão escolar, unidades e projetos educacionais, por meio de uma sólida formação teórica articulando teoria e prá- tica [...]. (UNESP, 2005, p.32)

Sendo que, ao final do curso, o estudante deverá ser capaz de:

– buscar de forma criativa, inovadora e com responsabilidade social, res- ponder às demandas surgidas em seu campo de atuação profissional; – organizar, coordenar, planejar e avaliar as diferentes situações de ensino

e aprendizagem que caracterizam a prática docente nos diferentes níveis e modalidades da educação básica para os quais está sendo formado;

– exercer atividades de coordenação pedagógica em unidades escolares, sis- temas de ensino e demais instituições de educação formal, tendo em vista o exercício da democracia como diretriz para a tomada de decisão;

– comprometer-se com a superação de quaisquer práticas excludentes pre- sentes nos rituais educativos. (UNESP, 2005, p.32)

Os descritores apresentados não deixam de apresentar uma interface com as concepções de perspectiva pós-crítica, na medida em que buscam conhecer e in- tervir em prol da construção de significados e valores democráticos (Neira & Nunes, 2009). Porém, para que isso aconteça, Nóvoa (1992) nos lembrará que tanto a dimensão pessoal como a dimensão profissional do professor formam um todo orgânico, na medida em que uma parte do profissional está na pessoa e vice- -versa. Assim, o desenvolvimento ou a aquisição dos saberes, competências e habilidades tem a ver com aquilo que somos, com a produção de sentidos que damos aos eventos e fatos em nossa vida, o que tem sido negligenciado.

Dessa forma, é necessário que essas duas dimensões, pessoal e profissional, encontrem espaço para interagir e para se apropriar dos processos de formação, e deem sentido às suas histórias de vida, bem como estimulem uma perspectiva

crítico-reflexiva. Enfim, deveriam proporcionar ao professor um pensamento autônomo e facilitar a autoformação participada, ou seja, remeter ao processo de formar-se ao invés de formar, de um investimento pessoal, de um trabalho livre e criativo, objetivando a construção de uma identidade que é também profissional.

Para Tardif (2002), o professor é, antes de tudo, alguém que sabe alguma coisa e cuja função consiste em passar esse saber para os outros, ou seja, a for- mação por meio da delimitação do perfil profissional deve privilegiar o ensino, domínio e mobilização de diversos saberes, para contribuir com a constituição desse futuro professor.

Concepções, eixos, corpo de conhecimento e atividades