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BORÇLARININ ETKĐLERĐ

2.1. Borç Yükü

2.2.1. Borç Yönetimi Türler

2.2.1.2. Olağanüstü Borç Yönetim

A gueroba começa produzir coco em média 5 anos após o plantio, porém esse período pode ser menor ou maior, principalmente conforme a fertilidade e textura do solo onde a palmeira se desenvolve.

Os cocos começam madurar no mês de maio e caem do cacho nos meses de julho a janeiro. Porém, os cocos caem com maior intensidade entre os meses de setembro e novembro. Almeida et al. (2000) citam que na região de Aragoiânia (GO), os cocos caem dos cachos de agosto a janeiro e com maior intensidade de novembro a dezembro.

Os entrevistados consideram que o período necessário para o cacho de flores se abrir e os cocos começarem a cair é em média de 3 a 6 meses, conforme a época e as condições do ambiente onde a gueroba está plantada.

Os cachos de cocos de uma gueroba normalmente se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento, desde cachos recém formados, até cachos maduros cujos cocos estão caindo.

Enquanto aquele cacho tá caindo coco, o outro tá quase no ponto também bem adiantado, tem o outro que já tá novo, e vem o outro pequenininho, o outro tá dando flor, o outro já tá nascendo a banana lá em cima, eles produz dos dois lados, cê pode ver que ela fica cheia de cacho. (Sebastião)

Normalmente, numa mesma gueroba, quando acabam de cair todos os cocos de um cacho, os cocos de outro cacho começam a cair, porém, pode ocorrer dos cocos de dois ou mais cachos caírem ao mesmo tempo. A diferença de maturação de um cacho para outro, quando os cocos começam a cair, pode variar em média de 5 a 15 dias. O tempo necessário para todos os cocos caírem de um cacho é em média uma semana. Porém, segundo um dos entrevistados, esse tempo pode variar se a gueroba é roxa ou branca.

Depois que o cacho amadurece, os cocos do cacho podem cair com uma semana, os cocos amarelinhos da gueroba branca caem mais ligeiro, cai de

turma, com uns três dias cai tudo, agora os cocos verdinhos da gueroba roxa, aquelas vai caindo de pouco a pouco. (Litronita)

Depois que todos os cocos caem do cacho, o cacho seco pode demorar mais de um ano para cair da palmeira.

Nos anos que a produção de frutos é grande, normalmente a gueroba possui três a quatro cachos de cocos formados de uma só vez, que se renovam duas vezes durante a safra, totalizando a produção média de 4 a 8 cachos de cocos por safra.

A quantidade de cocos por cacho depende da época de frutificação, sendo que no início da safra, de julho ao início de setembro, a produção é menor e de meados de setembro a dezembro, o número de cocos por cacho é maior. “Quando começa o tempo dela dá, um cacho dá 10 litros, aí quando dá fim de setembro, novembro, ela dá até de quarta7” (Litronita). A gueroba continua produzindo cachos em janeiro, porém com pequena produção de cocos.

Figura 15. Cachos de cocos gueroba. Fonte: Jaqueline Evangelista Dias

Para se calcular o número aproximado de cocos por cacho foi consideradas as informações dos entrevistados que haviam cortado cachos para plantio e

também foram coletados 04 cachos de diferentes tamanhos. No cacho bem pequeno foram encontrados 52 cocos; no cacho pequeno 150 cocos; 02 cachos médios com 219 e 228 cocos; o cacho grande com 300 cocos; e no cacho muito grande 350 cocos. A média obtida foi de 216,50±106,22 cocos/cacho. Assim, como a gueroba produz em média 4 a 8 cachos por safra, a produção de cocos/palmeira/safra pode variar de 866 a 1.732 cocos. Segundo Almeida (1998), o número de frutos de gueroba por planta pode variar de 750 a 2.000.

A produção de cocos não é igual todos os anos. “Tem ano que ela produz coco que só dá pra araras comer” (Donino). “Tem ano que a gueroba não dá, tem ano que é custoso coco, faia um ano, dois anos, três anos ela já dá no normal outra vez” (Litronita). Segundo os entrevistados, a razão da produção de cocos se diferenciar de um ano para outro está relacionada com a capacidade de produção da palmeira. “Ela se desgasta com o ano que produz muito, e por isso, no outro ano produz menos, é essa a lógica” (Natalício).

Figura 16. Somatória da precipitação (mm) de agosto de um ano ao mês de julho do ano seguinte, no

município de Anicuns GO).

Fonte: Estação meteorológica de Anicuns (GO).

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Precipitação: Agosto/Julho (mm)

Essa diferença de produção de cocos também pode estar relacionada com a quantidade de chuva que antecede a safra. Dados sistematizados anteriormente pela Articulação Pacari (DIAS; LAUREANO, 2008), demonstrou que no ano de 2007 houve uma alta produção de cocos, sendo que no ano seguinte, em 2008, a produção foi suficiente apenas para alimentar a fauna silvestre, e em 2009, a produção foi um pouco melhor, porém, voltando a ser alta apenas em 2010. Dados pluviométricos da região, obtidos na estação meteorológica de Anicuns (GO), município distante 70,0 km de Buriti de Goiás, foram comparados com as safras de cocos registradas pela Articulação Pacari. Pelo gráfico (Fig. 15) pode-se verificar que os períodos com menores precipitações foram agosto de 2007 a julho de 2008 e agosto de 2010 a julho de 2011, coincidindo com os períodos de maior safra de cocos. É importante notar que nos anos que a seca se estendeu por mais tempo a gueroba produziu muito coco, no ano seguinte a estes anos, por causa da menor umidade nos solos, a gueroba produziu uma quantidade menor de cocos. Por outro lado, os anos que antecederam o ano de seca, foram anos com maior quantidade de chuva.

A produção de cocos também está diretamente relacionada com o tipo de solo onde a gueroba está plantada. Em solos férteis e de textura média, a gueroba produz cocos em maior quantidade e com mais freqüência em relação à gueroba que está plantada em solos de fertilidade média a fraca, sendo que neste caso, a produção é mais dependente do período chuvoso.

A gueroba produz mais cachos quando é plantada na terra massapé, a terra roxa, em terras mais baixas, onde o solo é mais úmido, ela produz constantemente e dá mais cacho, já na terra de cascalho, em terras mais altas, a gueroba não tem ano certo para produzir os cocos, é conforme a chuva, e produz menos cachos. (Valdir)

A relação entre a produção de cocos e a umidade do solo pode ser exemplificada através de uma gueroba plantada próxima a um açude, em uma das propriedades visitadas, sendo que a palmeira produz cocos continuamente.

A produção de cocos também está relacionada à quantidade de luz que a gueroba recebe, pois em guerobais muito adensados, as guerobas que recebem pouca luz produzem menos cocos.