OKUL ÖNCESİ EĞİTİM
1.8. Okul Öncesi Eğitime Erişim
(10 anos e mais)
451.163 541.347 584.609 639.786
População Economicamente Ativa - PEA
276.608 334.552 350.181 403.705
Ocupados 244.305 284.113 290.300 346.379
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idade superior a 40 anos. (Pesquisa Emprego/Desemprego – SEADE/DIEESE FIBGE)
A reestruturação da cidade e as novas formas de gestão e o brilho no olhar
A ditadura trouxe sérios problemas para a política da infância e juventude. Um desses problemas foi a manutenção da política do bem estar do menor. Decorridos 7 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, São Bernardo do Campo ainda não tinha feito adequações às novas diretrizes nacionais de atenção àquela população, apesar de ser considerado o berço da nova democracia, das idéias inovadoras e da defesa dos direitos humanos.
“O que sobrou de um sistema de atendimento ao menor (FEBEM), concebido pela ditadura militar, se tornou um reformatório lúgubre, produtor de pequenos monstros, já embrutecidos pela miséria de suas vidas e pelo que lhes reservou o país em termos de educação, lazer, emprego, cultura e convívio social sadio. Em São Bernardo tínhamos quase uma réplica desse tema, principalmente no que se refere ao trato com os adolescentes autores de atos infracionais”. (Mauricio Soares em entrevista)
A população Infanto-juvenil de São Bernardo do Campo em 1997 representava 37,93 % do total de habitantes, sendo que 266.777 na faixa etária de 0 a 19 anos. Alguns indicadores de risco/violência na área de atenção à infância e juventude mereceram destaque: trabalho infantil, situação de rua, violência doméstica e número crescente de jovens infratores.
O combate a esses indicadores negativos revelara-se prioritário de intervenção municipal.
Eleito em 1996, o Dr. Maurício Soares de Almeida assumiu a gestão municipal de São Bernardo do Campo em janeiro de 1997.
Dentre suas propostas de governo estava a modernização da máquina pública e um trabalho intersetorial nas Secretarias Municipais. Uma rede interna foi constituída com o objetivo de articular políticas e serviços sociais. Neste mesmo período, o Dr. Maurício Soares assumiu a presidência do Consórcio Intermunicipal do ABC e propôs à Câmara Regional do ABC a priorização de ações estratégicas de combate à violação de
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direitos de crianças e adolescentes do Grande ABC, pois este segmento sempre foi motivo de preocupação. A proposta foi aceita dando origem ao “Movimento Criança Prioridade 1”.
“... a situação das crianças e adolescentes era grave naquela época. Abandono, drogas, exploração sexual, trabalho infantil, violência e exclusão social. (...) os mais novos eram vítimas preferenciais da violência. Chegamos ao limite de um caos social. Nossa juventude morria mais nos crimes e chacinas do que em muitas guerras civis. A fome campeava nos lares. A saúde e a educação claudicavam gravemente. Ainda é assim. Pouca coisa mudou. Os pequenos moram mal, comem mal, não tem acesso aos bens da cultura e do lazer. São párias nesse país rico, cuja elite embrutecida jamais prestou atenção aos excluídos...” (Mauricio Soares em entrevista)
O seu governo se propôs a implementar uma rede de serviços que contemplasse prioritariamente o combate à situação de risco social e pessoal da Infância e Juventude, criando a Fundação Criança de São Bernardo do Campo.
É importante ressaltar que São Bernardo do Campo já possuía uma Fundação, criada nos anos 70, de nome FUBEM – Fundação do Bem Estar do Menor de São Bernardo do Campo- nos moldes das FEBEMs estaduais e da FUNABEM.
“São Bernardo do Campo foi à luta. Como propositor do Movimento Criança tinha que ser o primeiro a dar o exemplo”. (Mauricio Soares em entrevista)
Nos idos de 1986, o Dr. Maurício Soares havia sido presidente da FUBEM/SBC, permanecendo no cargo por apenas 6 meses. Já naquela época, preocupado com a situação dos ‘menores assistidos’ pela instituição tentou reformular a gestão, a composição do Conselho Curador e a Diretoria. Apesar de pressionar durante todo o tempo por mudanças não obteve êxito.
“...um defeito grave que a FUBEM tinha era o Conselho Curador. Tinha diferentes origens- clubes de serviço, câmara municipal, representantes do governo e de outras instituições – e era muito grande. Nunca entravam em acordo durante as reuniões. Algumas pessoas eram bem intencionadas, outras nem tanto, se apegavam à instituição como se fosse coisa de sua propriedade.”.(Mauricio Soares em entrevista)
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Quando eleito prefeito para o mandato 1989/1992, tentou fazer uma reformulação completa no trabalho, por via de projeto enviado à Câmara de Vereadores. Naquele tempo, a sociedade civil, a Promotoria Pública da Infância e Juventude, conselheiros e funcionários da instituição reagiram e os objetivos foram frustrados.
“...incapazes de enxergar os efeitos do tempo, a inadequação dos meios, a disfuncionalidade da estrutura e as conquistas mais modernas na área pedagógica, principalmente no que respeitava à reedeucação e proteção dos meninos infratores.” (Mauricio Soares em entrevista)
Ao reassumir a prefeitura em 1997, sua gestão logrou êxito na transformação da instituição. Após muita argumentação, busca de subsídios dentro e fora da administração, busca de profissionais competentes para dirigi-la, encaminhou uma proposta de projeto de Lei à Câmara Municipal onde, basicamente, mudava três pontos na antiga FUBEM.
Alterava o nome para Fundação Criança de São Bernardo do Campo. O objetivo era desligar a nova Fundação, a partir do novo nome, do sistema encabeçado, em nível nacional, pela antiga FUNABEM.
Reformulava o Conselho Deliberativo da entidade, que considerava complicado por causa do grande número de conselheiros. O novo Conselho passou a ser enxuto, efetivo, ágil, constituído por cinco membros representantes da administração das entidades.
Mudava os métodos, os princípios e os objetivos, por meio de uma equipe qualificada, tendo por objetivo investir em formação e na melhoria da qualidade de vida.
“... é importante dizer e registrar aqui que aos gestores de uma política social, principalmente voltada à população de crianças, adolescentes e adultos excluídos, não basta que tenham conhecimento teórico da matéria específica ou, quem sabe, conhecimento da política local. É preciso mais. O mais importante para mim é o ‘brilho no olhar’, a paixão pela causa, o desejo de insistir. É preciso sentir o que eles sentem e lutar por eles. Foi isso que vi quando montei a equipe que fez a transformação, que efetivou a mudança, indiscutível Também há qualificação da equipe da área. (Mauricio Soares em entrevista)
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