V. ARAġTIRMANIN TEMEL KAYNAKLARI
2.6. ġÂFĠÎ‟DE TEÂRUZ VE ĠLGĠLĠ KAVRAMLAR
2.6.3. Muhtelifu‟l-Hadîs/ Ġhtilâfu‟l-Hadîs
Tendo elaboIado o questionáIio, foi Iealizado um pIé+teste. É sugeIido um númeIo pequeno de casos paIa pIé+testes, entIe 15 e 30 (MALHOTRA, 2001). Desta pesquisa, o pIé+ teste foi Iealizado com 19 empIesas, paIa validação das escalas utilizadas, analisando sua confiabilidade paIa cada um dos cinco constIutos desenvolvidos. A análise de confiabilidade peImite estudaI as mensuIações utilizadas e os itens que compõem as escalas. PaIa essa análise de confiabilidade do pIé+teste, foi utilizado o Alpha de CIonbach (CRODBACH, 1951), que é uma medida de confiabilidade que veIifica a consistência inteIna do modelo, baseando+se na coIIelação inteIitem dos indicadoIes.
Da tabela 1, tem+se o Alfa de cada um dos cinco constIutos, o númeIo de indicadoIes de cada constIuto, e o Alfa caso deteIminado indicadoI fosse IetiIado do questionáIio a seI utilizado.
Com a Iealização do pIé+teste foi possível uma validação das escalas. Todos os constIutos apIesentam Alfa supeIioI a 0,80, com exceção do constIuto ImeIsão Relacional – Clientes, que apIesentou valoI de 0,663, que também é aceitável, pois sugeIe+se que seja supeIioI a 0,60. A IetiIada de alguns indicadoIes podeIia aumentaI o Alfa, mas optou+se poI mantê+los, dada que sua IetiIada não pIovocaIia alteIação significativa. PoI exemplo, IetiIando+se o indicadoI tIês do constIuto ImeIsão Institucional, o Alpha passaIia a seI de 0,919, muito pouco supeIioI ao Alpha do constIuto, que é de 0,901. Da mesma foIma, o constIuto Capacidades. A IetiIada do indicadoI um levaIia o Alpha a 0,905, também muito pouco supeIioI ao Alpha do constIuto, 0,881. PoI outIo lado, a IetiIada do indicadoI 2, do constIuto ImeIsão Relacional com Clientes, faIia com que o Alpha fosse de 0,414. Então, o indicadoI foi mantido, bem como os demais.
Tabela 1
PIé+teste do questionáIio – Alpha de CIonbach
CO STRUTOS CRO BACHALFA DE I DICADORESº. DE I DICADORES
ALFA DE CRO BACH SE O ITEM FOR RETIRADO 1 0,801 2 0,713 Laços ão Redundantes 0,813 3 3 0,727 1 0,642 2 0,414 3 0,609 Imersão Relacional Clientes 0,663 4 4 0,694 1 0,844 2 0,746 3 0,823 Imersão Relacional Fornecedores 0,846 4 4 0,811 1 0,890 2 0,868 3 0,919 4 0,854 Imersão Institucional 0,901 5 5 0,854 1 0,905 2 0,803 3 0,871 4 0,840 Aquisição de Capacidades 0,881 5 5 0,825
Fonte – ElaboIada pelo autoI da tese
Além da análise da confiabilidade, medida pelo Alpha de CIonbach, foIam Iealizadas entIevistas pessoais, pois são consideIadas uma das melhoIes maneiIas paIa IealizaI pIé+teste de questionáIios (MALHOTRA, 2001). O questionáIio foi apIesentado paIa validação junto a cinco empIesáIios do setoI e a uma geIente do Sindinova, tendo sido consideIado claIo, de fácil entendimento e Iefletindo a Iealidade do setoI de calçados.
O pIocesso de coleta de dados iniciou+se com uma pesquisa na inteInet em sítios que continham infoImações locais e nacionais a Iespeito da indústIia de calçados, com o objetivo de coletaI infoImações paIa descIição do setoI: númeIo de indústIias e pessoal ocupado entIe outIas infoImações. A seguiI, o sítio do Sindinova foi acessado paIa se obteI o cadastIo dos associados ao Sindicato.
De posse desse aIquivo, selecionaIam+se as empIesas que são fabIicantes de calçados, que podeIiam compoI a amostIa da pesquisa. As demais empIesas associadas (foInecedoIes de mateIiais e outIos seIviços) foIam eliminadas da amostIa, pois não compõem o peIfil desejado paIa a pesquisa: indústIia de calçados.
Tem+se na tabela 2, o Iesumo do cadastIo obtido.
Tabela 2
Dados das empIesas sindicalizadas
TOTAL SI DICALIZADO 439
SAPATOS, TÊDIS E SADDÁLIAS 355
OUTROS SETORES E PRODUTOS (OUTRAS IDSTITUIÇÕES,
FORDECEDORES DE COMPODEDTES E SERVIÇOS E FABRICADTES DE BOLSAS)
84
ÚMERO FI AL DISPO ÍVEL 355
Fonte – ElaboIada pelo autoI da tese, com base nos dados do Sindinova
PaIa a coleta de dados, foIam contIatados quatIo alunos da Faculdade de Dova SeIIana – FADS –, os quais IecebeIam, poI escIito, oIientações a Iespeito da condução da pesquisa e uma caIta do pesquisadoI paIa as empIesas, caso fosse necessáIio algum esclaIecimento. Esses documentos encontIam+se nos APÊDDICES B e C, Iespectivamente, deste tIabalho.
De posse dos questionáIios Iespondidos, foi veIificado o coIIeto pIeenchimento dos mesmos, tendo sido excluídos tIês que apIesentavam campos não pIeenchidos. Em seguida, foi veIificado no campo “CARGO DA EMPRESA DO RESPODDEDTE” qual caIgo havia sido infoImado. Em 39 questionáIios, o caIgo infoImado foi proprietário. Desses, doze foIam
confiImados, poI meio de ligações telefônicas, coIIespondendo a 30,77% do total. Dos questionáIios Iestantes, 52, os caIgos infoImados no questionáIio eIam diIetoI, geIente ou geIente geIal. Todas as pessoas que IespondeIam esses questionáIios foIam contatadas. Ao final, 20 eIam pIopIietáIios e 32 eIam não pIopIietáIios. Desses 32 que não eIam pIopIietáIios, 13 foIam excluídos pelo fato de as pessoas não exeIceIem funções na empIesa compatíveis com os cIitéIios da pesquisa.
A tabela 3 apIesenta um quadIo+Iesumo com as infoImações dos Iespondentes. Tabela 3
InfoImações da amostIa e Iespondentes
QUESTIO ÁRIOS \ SITUAÇÃO TÁRIOS (1 )PROPRIE TÁRIOS (2)PROPRIE OUTROS(3) EXCLUÍDOS(4) TOTAIS
TOTAIS 39 20 19 16 94 CODFIRMADOS 12 20 19 13 64 CODFIRMADOS + % 30,77% 100% 100% 100% 54,26% TOTAL QUESTIODÁRIOS 94 TOTAL VÁLIDOS 39 20 19 – 78 % DA POPULAÇÃO 21,97% POPULAÇÃO 355
(1) Campo pIeenchido como pIopIietáIio
(2) É pIopIietáIio, mas pIeencheu campo como geIente e outIos
(3) Campo pIeenchido como geIente; não é pIopIietáIio, mas geIencia e toma decisões
(4) PoI motivo de pIeenchimento, tIês questionáIios; e poI caIgo do Iespondente incompatível com a pesquisa, 13
Fonte – ElaboIada pelo autoI da tese
Dessa foIma, tem+se como Iespondentes 21,97% do total da amostIa consideIada (empIesas fabIicantes de calçados sindicalizadas).
A coleta de dados qualitativos foi um pouco facilitada pelo fato de as pessoas já teIem paIticipado da pIimeiIa fase da pesquisa (quantitativa). De posse dos questionáIios dos Iespondentes, váIios questionáIios foIam selecionados, aleatoIiamente. Tomou+se apenas o cuidado de manteI, nessa seleção, a pIopoIção de micIo, pequenas e médias empIesas no total de empIesas. Essa infoImação já estava disponível, pois os dados quantitativos já haviam sido tabulados.
Feita a seleção, as pessoas foIam contatadas poI meio de ligações telefônicas, solicitando que paIticipassem da segunda fase da pesquisa (qualitativa). ConfoIme mencionado anteIioImente, esta pesquisa é, assumidamente, sequencial, ou seja, os dados qualitativos foIam coletados após a Iealização do survey.
Da Tabela 4 tem+se a paIticipação de cada gIupo de empIesas nas pesquisas quantitativa e qualitativa, poI poIte.
Tabela 4
EmpIesas pesquisadas – pesquisas quantitativa+qualitativa
PESQUISA QUA TI PESQUISA QUALI
º. DE FU CIO ÁRIOS º. % º. % ATÉ 19 – MICRO 27 34,6% 4 28,6% 20 A 99 – PEQUEDA 42 53,8% 7 50% 100 A 499 – MÉDIA 9 11,5% 3 21,4% MAIS DE 500 + GRADDE 0 0,0% 0 0,0% TOTAIS 78 100% 14 100%
Fonte – ElaboIada pelo autoI da tese.
A exata pIopoIção não foi obtida devido às dificuldades paIa se conseguiI as entIevistas, pois os Iespondentes alegaIam diveIsas Iazões paIa não paIticipaI da fase qualitativa, pIincipalmente falta de tempo. Pelo menos 35 empIesas foIam contatadas, paIa se chegaI ao númeIo final, 14.
Concomitantemente à agenda das entIevistas, o IoteiIo de entIevistas foi elaboIado. ConfoIme mencionado anteIioImente, a pesquisa quali busca IespondeI a mesma questão de pesquisa da fase quanti. Dessa foIma, as peIguntas do IoteiIo foIam baseadas nos indicadoIes dos constIutos e no questionáIio da pesquisa quantitativa. EntIetanto, confoIme sugestão de BIyman (2006a, 2007), optou+se poI teI um IoteiIo difeIente do questionáIio, paIa que se pudesse obteI novas e outIas evidências paIa ilustIaI e complementaI os dados e análises quanti. Esse IoteiIo encontIa+se no APÊDDICE D deste tIabalho.
Já de posse do IoteiIo seis viagens foIam Iealizadas a Dova SeIIana paIa a Iealização das entIevistas. Foi Iealizado um total de 14 entIevistas, que foIam gIavadas e tIanscIitas, tendo ao final 11 hoIas e 29 minutos de gIavação, o que IepIesenta uma média de 49 minutos poI entIevistado. As tIanscIições geIaIam um documento de 216 páginas.
3.6 TIatamento e análise dos dados
Desta seção, são apIesentados os pIocedimentos paIa o tIatamento e análise de dados. Da pIimeiIa subseção, Ielatam+se os pIocedimentos utilizados paIa o tIatamento dos dados quanti e, na segunda, os pIocedimentos paIa os dados quali.
3.6.1 Dados quantitativos
PaIa a tabulação dos dados, optou+se, poI comodidade, pela utilização do sítio na inteInetwww.suIveymonkey.com. Esse sítio ofeIece funcionalidades que peImitem a geIação de tabelas e gIáficos dos dados coletados, além de peImitiI o cIuzamento das infoImações, com a definição, pelo pesquisadoI, dos cIitéIios de cIuzamento, tais como númeIo de funcionáIios, anos de existência da empIesa etc.
Após a tabulação, foIam geIadas planilhas eletIônicas e documentos de texto que pudessem seI utilizados nos passos seguintes das análises a seIem Iealizadas. Essas análises consistiIam em tIataI os dados com o uso de estatística descIitiva e análise multivaIiada. A estatística descIitiva teve poI objetivo veIificaI a distIibuição de fIequência, as médias e o desvio+padIão (REA; PARKER, 2000). PaIa a análise multivaIiada, foi utilizada a técnica de Modelagem de Equações EstIutuIais. Esses passos seIão detalhados a seguiI (HAIR et al. 1998).
O pIimeiIo passo da análise descIitiva dos dados da pesquisa foi IealizaI a distIibuição de fIequência dos itens que compuseIam o questionáIio. Assim, foIam geIados, poI meio do software utilizado, surveymonkey, planilhas e gIáficos dos dados Ielativos às caIacteIísticas das empIesas que paIticipaIam da pesquisa, contemplando númeIo de empIesas, númeIo de funcionáIios (poIte), anos de existência, fatuIamento e pIodução física. A seguiI, ainda no pIimeiIo passo, com a utilização do software SPSS, foIam geIadas tabelas que peImitissem analisaI as médias e o desvio+padIão dos dados coletados. PaIa os passos
seguintes utilizou+se o software SmaItPLS. Esses softwares são amplamente Ieconhecidos como adequados paIa as análises aqui pIopostas.
O segundo passo foi IealizaI a análise fatoIial, tomando+se o cuidado paIa veIificaI as caIgas fatoIiais dos indicadoIes, que devem seI supeIioIes a 0,50, paIa que haja algum gIau de significância. As comunalidades, que IepIesentam quanto da vaIiância de cada vaIiável é explicada pela análise fatoIial, devem seI maioIes que 0,50, paIa que se possa teI uma inteIpIetação coeIente e consistente dos dados. OutIas duas medidas compõem os cuidados a tomaI. O indicadoI Kaiser"Meyer"Oikim (KMO), que veIifica a adequação da amostIa, deve seI supeIioI a 0,50, indicando que a análise fatoIial é Iecomendada paIa a pesquisa. E, finalmente, o Alpha de CIonbach, que é o coeficiente que avalia a confiabilidade das escalas utilizadas nos questionáIios da pesquisa, que indica sua consistência. SugeIe+se que este coeficiente seja supeIioI a 0,70, emboIa valoIes supeIioIes a 0,60 sejam aceitáveis em pesquisas exploIatóIias (HAIR et al., 1998, MALHOTRA, 2001).
Finalmente, no último passo, pIocedeu+se à Modelagem de Equações EstIutuIais, que tem como pIopósito investigaI as vaIiáveis que mais influenciaIam as capacidades competitivas das fiImas. Essa técnica é utilizada paIa se veIificaI em que medida as vaIiáveis independentes IefeIentes aos Ielacionamentos das fiImas foIam capazes de explicaI as capacidades competitivas das fiImas (veI seção 3.3 paIa as Ielações estabelecidas entIe as vaIiáveis). Segundo HaiI et. al. (1998), tIês diIetIizes são aconselhadas paIa se IealizaI esse tipo de análise. A pIimeiIa delas é veIificaI o coeficiente de deteIminação da IegIessão (R2). Esse coeficiente Ievela o gIau em que a vaIiável dependente é explicada pela independente. VaIia de 0 a 1, e quanto maioI, maioI o podeI de explicação. A segunda diIetIiz é a análise de multicolineaIidade, que significa analisaI se uma vaIiável está coIIelacionada com as demais vaIiáveis independentes. Se a coIIelação é pIóxima de 1, pode+se afiImaI que as vaIiáveis estão coIIelacionadas, que estão medindo o mesmo fenômeno. E, poI último, deve+se analisaI o coeficiente de caminho, ou coeficiente Beta. Esse coeficiente peImite veIificaI o efeito que cada vaIiável independente exeIce na vaIiável dependente. Quanto maioI esse coeficiente, maioI o efeito sobIe a vaIiável e maioI o podeI de explicação.
Com a utilização do software AtlasTI, as entIevistas foIam analisadas, individualmente. Duma pIimeiIa etapa, foi Iealizada uma pIimeiIa leituIa da entIevista. Dessa pIimeiIa leituIa, as naIIativas são codificadas. Os códigos utilizados paIa a categoIização não difeIem significativamente dos constIutos e indicadoIes utilizados no modelo de pesquisa e no questionáIio do survey. Até poIque é sugeIido que se tenha, em análises de estudos de caso, um quadIo de análise paIa que seja possível alguma compaIação (HALIDED; TÖRDROOS, 2005). Assim, o quadIo de análise é o modelo de pesquisa quanti.
O quadIo 4 mostIa a lista de códigos obtida com todas as entIevistas Iealizadas. Evidentemente, de acoIdo com as naIIativas, nem todos os códigos foIam utilizados em cada entIevista.
Acessibilidade/IecipIocidade FoInecedoI mp (matéIia+pIima)
Afinidade FoInecedoI solado
ApIendizado FIequência
Aquisição capacidades Institucional
BaIIeiIas à entIada Dão Iedundante
Capacidades Degociação
Clientes lojistas PaIceIias
ColaboIação PIoximidade Ielacional
CompIomisso RepIesentantes
ConcoIIentes Seleção foInecedoIes
Confiança Solução pIoblemas
Conselhos TeIceiIização
DuIação Ielacionamento TIoca infoImações
FamiliaIes Vendas
FoInecedoI banca
QuadIo 4 – Lista de códigos utilizados paIa análise qualitativa