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Müellefe-i Kulûba Zekât Verilmeyişinin Gerekçesi 1 Klasik Fıkıh Ulemasının Gerekçeler

HZ ÖMER'İN MÜELLEFE-İ KULÛB'A ZEKÂT KONUSUNDAKİ UYGULAMASI VE HANEFİ

3. Müellefe-i Kulûba Zekât Verilmeyişinin Gerekçesi 1 Klasik Fıkıh Ulemasının Gerekçeler

Historicamente, o processo de decisão nas empresas, especialmente nas agropecuárias, sempre foi altamente intuitivo e subjetivo, baseados em aspectos como

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criatividade, intuição e experiência anterior do administrador, conforme destacam Cândido et. al (2005) e Turban e Aronson (1998). Desta forma, a incerteza permeava o ambiente em que as empresas estavam inseridas.

De modo a contornar a incerteza, a partir da metade do século XX, o mundo científico passou a atentar mais para o problema da tomada de decisão, de modo que a Teoria da Decisão vem encarando um rápido avanço nas últimas décadas. Com o objetivo de tentar minimizar a subjetividade e a componente intuitiva intrínseca do processo decisório, um ferramental teórico foi desenvolvido para subsidiar a ação racional dos decisores. O processo de tomada de decisão assumiu então um caráter complexo e passou a fazer parte da rotina de gerenciamento das empresas, especialmente no final da década de 1990.

O gerenciamento de uma empresa, é, segundo Kay (1986), um processo contínuo e dinâmico de tomada de decisão, no qual o produtor se defronta com:

· Recursos limitados em terra, trabalho e capital;

· Múltiplas alternativas de produção e organização da propriedade; e · Metas e objetivos a serem atingidos.

O gerenciamento de uma empresa exige vários tipos de decisão. Woiler e Mathias (1996) enumeram três tipos de decisões que permeiam o processo gerencial: decisões estratégicas, administrativas e operacionais. As decisões estratégicas são voltadas ao relacionamento entre empresa e meio ambiente, as administrativas estão relacionadas com a forma e a estrutura da empresa e as operacionais dizem respeito às decisões associadas ao processo de transformação. Já Chiavenato (1983) divide as decisões em programadas e não programadas e associa a elas diferentes técnicas de tomada de decisão, tais como pesquisa operacional, análise matemática, processamento eletrônico de dados, etc.

Além de vários tipos possíveis de decisão, a complexidade do processo decisório exige a observação de algumas etapas para sua correta condução. Segundo Simon (1977), as etapas que compõem o processo de decisão são: inteligência, projeto, escolha e implementação. Na etapa de inteligência, ocorre a investigação e exploração do ambiente, busca e processamento de dados com o propósito de identificar os problemas e variáveis importantes ao assunto. Na etapa de projeto, acontece a criação, o desenvolvimento e análise das possíveis soluções. Então, procede-se a escolha entre as alternativas disponíveis, buscando a melhor opção. Durante essas etapas, podem acontecer eventos que retomem as etapas anteriores; a retroalimentação (“feedback”) de informações pode contribuir em melhorias para as etapas

anteriores. Por fim, procede-se a implantação e as posteriores avaliações sobre seu desempenho. A Figura 3 esquematiza as etapas do processo de tomada de decisão.

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Projeto Escolha Implementação

Inteligência

“Feedback”

Figura 3 – Etapas do processo de tomada de decisão

Fonte: Adaptado de Simon (1977).

Adicionalmente, Freitas et al. (1995) e Contini et al. (1984) , citam outras etapas. Os primeiros autores mencionam as etapas de monitoramento e revisão, posteriores à etapa de implantação. O monitoramento consiste em acompanhar a nova situação decorrente da implantação do projeto e a revisão é a fase na qual a alternativa implantada é readaptada / readequada para alcançar os objetivos, etapas que não são contempladas nesse estudo. Já o segundo autor menciona a obtenção de dados e informações da própria empresa como uma etapa complementar à etapa de projeto, subsidiando a determinação de possíveis alternativas.

O momento da tomada de decisão pode trazer várias dificuldades, devido à complexidade do processo e em decorrência das múltiplas alternativas que um projeto pode apresentar. Essas dificuldades são tratadas por Kendall et. al (1991) e por Clemen (1996). Kendall et. al (1991) apresentam estes obstáculos relacionando-os com as fases do processo decisório de Simon (1977). Na fase de inteligência, podem surgir dificuldades de identificação, definição e categorização do problema; na fase de projeto, complicações de geração, quantificação e descrição de alternativas e de estabelecimento de critérios de desempenho podem emergir. Na etapa de escolha, os impedimentos podem surgir na identificação do método de seleção e na organização e apresentação da informação. O processamento da informação que surge durante todo o processo de tomada de decisão pode complicar a retroalimentação do sistema.

Clemen (1996), por sua vez, enumera as situações que tornam complexo o processo decisório: quando o problema envolve diversas alternativas que complicam tanto a decisão quanto a estruturação do problema, quando o horizonte de tempo é longo aumentando

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os riscos e incertezas e dificultando a mensuração destes, quando existem objetivos conflitantes e quando existem vários tomadores de decisão na empresa.

Frente à complexidade e às dificuldades que permeiam o processo decisório, é necessária a adoção de procedimentos que tornem estruturado o processo de decisão. Isso não garante o sucesso de uma decisão, uma vez que o tomador de decisão dificilmente terá disponibilidade de acesso a todas as informações e capacidade para processar todas elas.

Para aumentar ainda mais a complexidade do processo decisório, inúmeros são os métodos e técnicas de tomada de decisão que a literatura cita. Na área agropecuária, Arêdes (2006) procedeu ao cálculo de indicadores de viabilidade econômica e análise de risco para a condução de lavouras de café irrigada, assim como Fernandes (2001), que utilizou a mesma metodologia para milho irrigado. Ávila (2004), por sua vez, executou uma análise sistêmica do processo produtivo de leite em uma unidade produtora mineira para a construção de modelos matemáticos. Seguindo a mesma linha, Resende Filho (1997), aplicou modelos de programação matemática para desenvolver um sistema de apoio à decisão para confinamento de bovinos de corte. Silva (2001), por fim, utilizou métodos de programação sob múltiplos critérios (Método de Ponderação, Método de Geração de Soluções Eficientes e Método da Análise Hierárquica) para auxiliar na decisão sobre o tipo de cultura a ser implantada no Projeto Jaíba.

Este estudo utiliza a metodologia de avaliação de projetos, uma vez que o objetivo proposto é a análise de viabilidade econômica.

Benzer Belgeler