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3. Bölüm Yöntem

4.2. Tasarlanan Mesleki Öğrenme Topluluğu’nun öğretmenlerin mesleki gelişimine

4.2.2. MÖT’ün öğretmenlerin mesleki gelişimi üzerindeki etkisinin zamana bağlı

A utilização da Internet como a principal fonte de informação na área de saúde tem suas implicações e conseqüências. Impicciatore et al. e Wyatt (apud Hogg et al. 2003, p.480) afirmam que “um dos desafios enfrentados pelos consumidores na interação com este tipo de recurso de informação é a questão da precisão e qualidade da informação disponível”.

Edwards e Bruce (2002, p.187) também alertam que a Internet é uma mídia porosa, barata e de fácil utilização e exploração por qualquer pessoa que possa acessá-la. Estas características nos obrigam a efetuar uma avaliação crítica dos materiais encontrados, o que normalmente é uma tarefa mais complexa do que a simples procura por informação. A grande revolução ocasionada pela Internet é o compartilhamento da informação em um canal virtual.Se pensarmos na rapidez com que as informações são geradas, na velocidade com que o usuário acessa a informação, lê, interpreta e a absorve, entenderemos que essa volatilidade da Internet se torna um complicador para se estabelecer controles de qualidade mais detalhados.

A complexidade desse tipo de controle é justificada também pela carência de avaliação da qualidade em momentos que antecedem a veiculação na web, ou seja, no estágio de

produção do material. Autores de sites, responsáveis por novos artigos e e-mails, por diversas vezes permanecem sem identificação e assim, o anonimato acaba causado problemas adicionais. (EYSENBACH, DIEPGEN, 1998). Já os meios tradicionais de informação, como por exemplo, um material impresso, possuem características e exigências próprias de publicação, registro e muitas vezes, sofrem avaliação de pesquisadores da área. Isso, de certa maneira, significa que algum tipo de controle ou verificação da fonte já foi realizado.

No mundo da web a avaliação da qualidade do material a ser lido ou pesquisado ficará muitas vezes a cargo do próprio usuário. Caberá a ele, identificar um site de qualidade, atualizado e com informações confiáveis. Edwards e Bruce (2002) sugerem de maneira superficial algumas questões que deveriam ser consideradas ao se avaliar informação da Internet:

- quem colocou isto na Internet?

- qual era a sua intenção em colocar esta informação aqui? - esta informação é uma opinião pessoal?

- como eu posso saber/avaliar a confiabilidade dessa fonte? - a fonte é uma autoridade na área?

- como eu posso avaliar a precisão desta informação? - esta informação é atualizada?

- com que frequência esta informação é atualizada?

- esta informação é claramente ou indiretamente oferecida como propaganda de venda de algum produto?

- as afirmações são baseadas em referências e evidências verificáveis?

Eisenbach e Kohler (2002, p.574) apresentam os resultados de um interessante estudo observacional, desenvolvido em Setembro de 2001 na Alemanha, com o objetivo de se descobrir como os usuários fazem pesquisa na web na área da saúde e quais são os critérios de qualidade usados por eles. Alguns depoimentos são citados abaixo:

- “Preciso saber de onde a informação vem. Algumas vezes é difícil encontrar quem é o responsável pelo conteúdo e isso me irrita”.

- “Considero que informação confiável é aquela que tem a origem em instituições públicas ou publicações científicas”.

- “Eu certamente acredito mais em um site de uma organização ou associação do que em um site privado”.

- “Eu gostaria de saber quando o conteúdo selecionado é a opinião de uma pessoa ou instituição, se está de acordo com um critério científico ou se é baseado em uma experiência pessoal”.

b) Layout e aparência

- “A apresentação profissional de um site é muito importante”.

- “É importante que a aparência geral seja agradável”.

c) Publicidade

- “Estive visitando um site sobre AIDS e existiam banners de sites pornográficos no topo da tela. Isto, é claro, teve um péssimo efeito para a credibilidade do site”.

d) Leitura do texto

- “Na minha opinião, o texto não deveria ter muita terminologia da área médica. A linguagem deveria ser de fácil entendimento”.

- “O texto não deveria ser sensacionalista.”

e) Links externos

- “Se um site confiável oferece links com outros sites, acredito que eles sejam confiáveis também”.

- “Talvez a foto do dono/responsável do site seria útil. Contaria a favor do site se ele tivesse uma aparência/ rosto agradável”.

- “Eu acredito que é a primeira impressão. Se existisse a foto de um homem sorridente, isso seria muito importante”.

g) E-mail

- “Deve existir a possibilidade de contactar o responsável através de e-mail e ele deverá respondê-lo”.

h) Qualificações

- “Se possível, o responsável pelo site deveria expor suas qualificações, comprovando que é qualificado para fazer aquelas declarações. Ex: referências de trabalhos anteriores ou seu currículo”.

i) Atualização de conteúdo

- “Quando percebo que o site não está atualizado, não prossigo a navegação”.

Apesar de todas as dificuldades a serem enfrentadas, os benefícios potenciais da Internet não podem ser negados. Evitando-se fontes de má qualidade, as pessoas estarão se precavendo e selecionando materiais de alta qualidade. Cooke (1999) reforça que não é mais concebível a idéia de um ambiente de trabalho sem e-mail e cada vez mais, os profissionais da saúde usarão a Internet para acessar a informação.

Critérios / Diretrizes de avaliação de sites de qualidade na área de saúde

A avaliação da qualidade da informação circulante na web não é tarefa exclusiva do usuário. Felizmente, uma série de organizações preocupadas e interessadas no aprimoramento da qualidade de sites de saúde, estabeleceram uma série de critérios que ajudarão os usuários

na difícil missão de se identificar as características desejáveis de um site dessa área e os parâmetros de qualidade a serem seguidos.

Conforme uma pesquisa apresentada por Gagliardi e Jadad (2002, p.571), desde 1997 foram identificados cerca de 149 sites envolvidos na avaliação da qualidade de informações em saúde na Internet, sendo que vários deixaram de existir e alguns, que continuavam ativos, não apresentavam informações atualizadas. A partir dessas informações, procuramos selecionar as principais associações internacionais que continuam ativamente engajadas nos objetivos descritos anteriormente:

1) OMNI – Organising Medical Networked Information - (<http://www.omni.ac.uk>)

A OMNI é uma organização inglesa que oferece recursos de qualidade na Internet na área de saúde e medicina. Dirigida a estudantes, pesquisadores, acadêmicos e profissionais da área de saúde e ciências médicas, ela foi criada por um time de especialistas em informação e assuntos diversos da University of Nottingham Greenfield Medical Library. Com o apoio e parceria de diversas organizações chave por toda a Inglaterra, a OMNI referencia associações que estão preocupadas com a qualidade da informação em sites de saúde. A seguir, serão citadas três associações e seus respectivos critérios de avaliação de qualidade:

1.1) Hi Quality - (<http://www.hiquality.org.uk>)

Hi Quality foi desenvolvida pelo Centre for Health Information Quality (CHIQ) através de um financiamento do departamento de saúde da Inglaterra. O objetivo principal dessa associação é aumentar a consciência sobre os problemas de qualidade em relação à informação em saúde. Este site oferece uma relação de diretrizes/parâmetros de avaliação da qualidade da informação em sites de saúde (Hi Quality Guidelines – ver Anexo D)

1.2) Health Summit Working Group – (<http://hitiweb.mitretek.org/hswg>)

The Health Summit Working Group selecionou, avaliou e definiu os sete maiores critérios para avaliação da qualidade de informação em saúde na Internet (ver Anexo E).

As diretrizes apresentadas pelo projeto Judge são baseadas nas percepções de consumidores da área de saúde e grupos de apoio. Tem como objetivos principais a disponibilização de informações a fim de ajudar os usuários em suas tomadas de decisões sobre sites de saúde, informar parâmetros de avaliação da qualidade e de como a informação deve ser escrita (ver Anexo F).

2) The Health on the Net Code of Conduct - (<http://www.hon.ch/HONcode/Conduct>)

Esta associação se preocupa com problemas relacionados à confiabilidade e credibilidade da informação em saúde na Internet e apresenta algumas premissas de avaliação de qualidade:

- a informação dever ser fornecida somente por profissionais treinados e qualificados da área médica e de saúde. Quando isso não ocorre, deverá ficar claro para o usuário quem foi o responsável pelo conselho disponibilizado e quais são suas qualificações; - é desejável que toda informação disponibilizada seja apoiada por uma referência clara da fonte e que se forneça os links para a sua localização;

- informações referentes aos benefícios ou performance de um tratamento deverão ser apoiadas por evidências apropriadas;

- endereços de contato deverão ser oferecidos para esclarecimento de dúvidas de qualquer informação veiculada;

- caso o site/organização possua algum tipo de financiamento, as fontes do mesmo deverão ser claramente identificados.

Além das associações citadas acima, inúmeras outras em todo o mundo estão sendo criadas anualmente com o objetivo maior de se evitar a circulação/divulgação de informações de má qualidade em saúde na web. De qualquer forma, apesar de todas as tentativas e pesquisas financiadas por estas associações, a volatilidade da Internet continuará sendo por muito tempo um obstáculo ao sucesso desses trabalhos.

O caminho a ser percorrido para se obter um eficiente controle é longo e por um período indeterminado, os usuários correrão o risco de estarem acessando informações de má

qualidade. Eysenbach e Diepgen (1998) acreditam que nos dias de hoje, uma possível solução para este problema seria a contratação de serviços especializados de monitoramento da informação, onde as necessidades informacionais de grupos de apoio e listas de discussão sobre assuntos específicos seriam devidamente atendidos.

Finalizamos esse capítulo com a compreensão de que forçosamente as práticas informacionais da área médica irão se configurar de maneira diferente com o domínio da Internet. Em países em desenvolvimento como o Brasil, onde o acesso à web ainda é limitado, vislumbramos possibilidades inúmeras de coalisões, parcerias, melhorias e benefícios aos diversos segmentos formadores do setor saúde.