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BÖLÜM 3: YAKIN KOMŞU ÜLKELERLE TİCARET VE DOĞRUDAN

3.2. Lokasyon Teorisi

FAIXA ETÁRIA DE ONDE SÃO/VIERAM O QUE OS USUÁRIOS BUSCAM DIFICULDADES/ FRAGILIDADES DO USUÁRIO M1 -solteiro(a)s 60 a 92

Cidade de São Carlos e região Paz, diálogo, um lugar para ser cuidado -dependentes de carinho, descaso da família, dificuldades financeiras M2 -viúvo(a)s 60 a 97

Cidade de São Carlos e região Carinho, assistência médica -baixa auto-estima e falta de iniciativa M3 -solteiro(a)s 40 a 97

Cidade de São Carlos e região Abrigo e local para comer -deficientes físicos e mentais, demências, ausência de vínculo familiar, pessoas carentes socialmente, dependentes químicos (álcool) M4 -viúvo(a)s 60 a 80

Cidade de São Carlos Lugar para morar, companhia

-aspectos relacionados à saúde física e mental

uma diversidade de dificuldades/fragilidades dos usuários, dentre elas: deficiência física e mental, demências diversas, ausência de vínculo familiar e dependência química (principalmente do álcool). Nessa instituição, a maior e a mais antiga do município, observou-se, em especial, uma variação maior da faixa etária (40 a 97 anos).

Constatou-se que, na instituição M3, existem características parecidas com as de asilos: “o cuidar, o abrigar” pessoas da comunidade, de todas as faixas etárias, econômica, física e mentalmente. Os “desamparados”, ou seja, pessoas que por algum motivo não têm a possibilidade de estar junto da família, ou de se manter sozinhas na comunidade, também são evidentes neste tipo de instituição. Elas são acolhidas em um espaço físico comum, não havendo critérios de escolha da clientela e serviços de atendimento específicos. O papel da instituição é puramente “abrigar”, oferecendo um “lugar para ficar”, na maioria das vezes sem condições adequadas (QUEIROZ, 1993, apud PAVARINI, 1996). Ela, a M3, demonstra características típicas das dos asilos de mendicidade do século XIX. Atualmente, não se deveriam encontrar mais essas peculiaridades nas instituições que atendem idosos e outras pessoas com particularidades e necessidades especiais. Quando este tipo de situação acontece, os objetivos e desenvolvimento das atividades a serem realizadas ficam comprometidos por causa da imensa heterogeneidade de necessidades, e de faixas etárias de cada morador. Além disso, a escassez de recursos humanos e de uma qualificação específica dos funcionários, de forma geral, agrava ainda mais a qualidade do cuidado nesses locais.

Observa-se que a maioria dos usuários é pessoas com baixa renda, de nível socioeconômico-cultural baixo e que procuram essas instituições ou são levados pela família, devido à falta de outros recursos na comunidade. Além disso, a falta e/ou escassez de outras instituições que atendam outras demandas (problemas sociais, mentais, físicos, psíquicos, etc) de pessoas de outras faixas etárias fazem com que as instituições desta categoria recebam um contingente de pessoas que não deveriam ocupar o mesmo espaço, descaracterizando e comprometendo a qualidade dos serviços de atendimento ao idoso e a todas as outras pessoas que dividem o mesmo espaço. Essas dificuldades podem acarretar um isolamento social tanto interno

quanto externo à instituição no que diz respeito aos seus usuários, podendo causar e/ou acentuar aspectos de exclusão social e dependência.

As instituições M1, M2 e M4, também apresentam características semelhantes a M3, onde oferecem muito mais um “lugar para morar” sem considerar a individualidade de cada morador. Também, na sua maioria, são lugares adaptados, sem uma estrutura de atividades cotidianas que possam proporcionar ao morador uma interação entre ambos e com a comunidade, assim como uma escassez de recursos humanos no seu quadro de funcionários. A grande diferença delas (M1, M2 e M4) é que a maioria dos moradores restringe-se à faixa etária dos idosos, o que não acontece com a M3, onde existe um número grande de pessoas abaixo dos 60 anos.

Uma fiscalização melhor das leis e normas para funcionamento de instituições asilares deveria ser mais efetiva neste município, segundo os critérios e exigências mínimas para funcionamento e qualidade de atendimento (FÓRUM DE INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA, 2003; SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA-SBGG-SP, 2003; BORN, 2002).

Sabe-se que o ingresso de idosos em instituições do tipo moradia é necessário em determinadas situações. O desafio é fazer desses lugares espaços de valorização da vida e, acima de tudo, oferecer e desenvolver serviços de qualidade (BORN, 2002). Esse desafio tem que ser respaldado pela legislação brasileira, por normas e direitos humanos, no sentido de maior socialização de informações e oferecimento de serviços adequados e de qualidade (CACHIONI, 2003; FARIA, 2002; MENDIONDO, 2002; PENA, 2002; RODRIGUES, 2002; PAVARINI et al., 2001a; MENDES & RODRIGUES, 2000; TIRADO, 2000).

2.3.2 Cultura, lazer, esporte, educação e social

As características das organizações agrupadas neste trabalho como cultura, lazer, esporte, educação e social têm como objetivos principais a socialização e a integração do idoso. O fortalecimento da sua auto-estima, a criatividade, a independência, a autonomia e a socialização entre os usuários dessas organizações

são aspectos valorizados e enfatizados em seus trabalhos. Elas têm como característica marcante as atividades sociointegrativas.

O QUADRO 1.6 apresenta dados obtidos por entrevistas com os representantes e/ou dirigentes quanto ao número de vagas disponíveis, número de vagas preenchidas, profissionais que trabalham na organização e divulgação na comunidade.

QUADRO 1.6 – Características das organizações/grupos da categoria cultura, lazer, esporte,

educação e social, segundo relato de um representante e/ou dirigente.

ORG. VAGAS DISPONÍVEIS VAGAS PREENCHIDAS PROFISSIONAIS DIVULGAÇÃO NA COMUNIDADE C1 60 60 (20 M e 40 F) -professores, terapeutas, artistas plásticos, músicos -rádios, jornais, cartazes,panfletos, e-mail C2 100 84 (13 M e 71 F) -professores de educação física, professores de dança, assistente social, palestrantes

-boca-a-boca

C3 200 200 (25M e 175 F) -professores, palestrantes -rádios, jornais, cartazes, televisão, boca-a-boca

C4 80 80 (20 M e 60 F) -professores de educação física, professores de dança, palestrantes

-rádios, jornais, cartazes, televisão

C5 700 280 (80 M e 200F) -voluntários -boca-a-boca

C6 Em aberto 200 (200 M) -nenhum -rádios, jornais, boca-a- boca C7 700 700 (210 M e 490 F) -animador cultural, instrutor de dança, técnico de teatro

-jornais, cartazes, folhetos, boca-a-boca

C8 550 550 (400 M e 150

F)

-serviços gerais -rádios, jornais, panfletos

C9 Em aberto Em aberto -agentes culturais, escritores, poetas, palestrantes

-rádios, jornais, panfletos, convites

C10 30 30 (12 M e 18 F) -pedagogos, engenheiros, analista de sistema, administrador de empresa, psicólogos

-rádios, jornais, boca-a- boca

C11 40 15 -professores, terapeutas

ocupacionais, alunos de terapia ocupacional

-serviço público de saúde, rádios, jornais, televisão, boca-a-boca C12 15 8 (3 M e 5 F) -professores, psicólogas, terapeutas ocupacionais, enfermeiras, alunos de enfermagem e de psicologia

-rádios, cartazes, jornais, boca-a-boca

C13 Em aberto 10 (10 M) -nenhum -boca-a-boca

C14 50 26 (3 M e 23 F) -professora, voluntários, alunos

-rádio, televisão, boca-a- boca

Deve-se ressaltar que essas organizações estão distribuídas em diferentes bairros da comunidade e que, dentre elas, a C2, C6, C8 e C9 estão distribuídas em mais de uma unidade no município em que este estudo ocorreu. O QUADRO 1.7 mostra a relação das organizações encontradas com seus respectivos números de unidades.

QUADRO 1.7: Número de organizações encontradas na categoria cultura, lazer, esporte, educação e social,

e quantidade de suas respectivas unidades

ORGANIZAÇÃO NO. DE UNIDADES