BÖLÜM 3: YAKIN KOMŞU ÜLKELERLE TİCARET VE DOĞRUDAN
3.1. Çekim Modeli Yaklaşımı
M1
Surgiu por meio da iniciativa de um pequeno grupo de pessoas vinculadas à Sociedade Presbiteriana. A idéia inicial era a construção de um orfanato. Receberam o terreno onde o abrigo foi construído, por meio de doação, e a construção do prédio com ajuda da Sociedade Presbiteriana. O abrigo foi fundado em 1975, com a solicitação de vários idosos vinculados à mesma sociedade, deixando a idéia original de orfanato.
M2
Surgiu no ano de 1995, a partir da iniciativa individual e privada de uma auxiliar de enfermagem, segundo suas observações ao longo de sua vida profissional e pessoal, devido à demanda de pessoas que procuravam este tipo de atendimento para idosos na cidade de S.Carlos e região.
M3
Surgiu da iniciativa de um grupo de pessoas vinculadas à Sociedade São Vicente de Paula, que procuravam ajudar pessoas carentes. Iniciou suas atividades em 1922, após doação do terreno onde o prédio atual foi construído e de materiais para a sua construção, por famílias tradicionais da cidade. Os membros da Sociedade São Vicente de Paula também contribuíram para construção e manutenção do local.
M4
Iniciou suas atividades no ano de 1982, pela iniciativa de um grupo de pessoas de uma Sociedade Espírita. Os membros desse grupo, assim como pessoas da comunidade, contribuíram financeiramente e com trabalhos voluntários para que a organização se concretizasse e desenvolvesse o objetivo principal de ajudar pessoas idosas em suas necessidades.
sempre fundadas com o apoio de entidades religiosas e assistenciais (BORN, 2002; MENDIONDO, 2002; PAVARINI, 1996).
A forma como essas instituições foram estruturadas e funcionam reforça, de certa forma, a limitação de se ver a velhice em sua totalidade, cuidando do idoso através do assistencialismo e caridade, atendendo as necessidades dos desprovidos e desamparados. É como se fosse impossível ver a pessoa idosa como um ser capaz, hábil e competente.
Diferentes nomes também são dados a esse tipo de assistência aos idosos, dentre eles “abrigo”, “asilo”, “casa de repouso” e “lar” (hoje são conhecidos por Instituições de Longa Permanência ou Instituições de Cuidados de Longo Prazo (BORN, 2002). Todas são consideradas instituições para idosos, e a maioria é mantida por filantropia, embora haja um aumento significativo das organizações que visam lucro e que são mantidas pelo pagamento dos serviços prestados por seus usuários nos últimos anos (PAVARINI, 1996). A tendência mais atual de novos lugares de atendimento ao idoso onde os usuários pagam pelos serviços prestados, e que demonstram características similares às do asilo tem se difundido nos últimos anos, principalmente em decorrência da demanda crescente, e também pela percepção de pessoas que vêem aí uma oportunidade de obter retorno financeiro. Encontram-se, na organização (M2), essas características.
É preciso muita cautela e uma visão mais crítica a respeito dessas instituições que visam retorno financeiro, pois, na maioria delas, os idosos aparentemente são acolhidos em um lugar mais estruturado, em termos de condições físicas e de cuidados diários, em virtude de serem pessoas que podem arcar com os custos das mensalidades. Entretanto, é necessário observar não só as instalações, assim como a qualidade do serviço oferecido em todos os aspectos: recursos humanos, que atividades são desenvolvidas, qual o incentivo à integração dos moradores, qual o incentivo à integração dos moradores com a comunidade, dentre outros. Alternativas diversas de terapia, para evitar a exclusão social e isolamento, além da medicamentosa, devem fazer parte da rotina institucional. Deve-se observar isso quando se faz a opção por esse tipo de instituição (MENDIONDO, 2002; PAVARINI, 1996).
No Brasil, há um número pequeno de instituições de longa permanência (ILP) em que se oferecem, de forma efetiva, condições adequadas em todos os aspectos quanto aos cuidados ao idoso. Observa-se que essas instituições têm crescido em número, mas, para que se veja o idoso em sua totalidade, muito devem ser melhoradas (BORN, 2002; MENDIONDO, 2002; SIQUEIRA, 2000 e 1997; PAVARINI, 1996). A discussão sobre as ILP, apontando que, na maioria das vezes, não é a opção mais adequada de cuidados aos idosos, é encontrada nas pesquisas dos últimos autores citados, principalmente em decorrência da exclusão do ambiente familiar e comunitário. Entretanto, observa-se nas discussões de pesquisas e nas práticas cotidianas, de forma empírica, que a procura continua por esse tipo de cuidado, e que, em certos momentos, é necessário. Em alguns países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, na Alemanha, essas instituições partem do pressuposto de que o ambiente “acolhedor” e preparado para sua finalidade é um dos fatores determinantes para uma boa qualidade do cuidado. Como salienta MENDIONDO (2002):
“O ambiente acolhedor, ameno, seja infra-estrutural ou de relações é de extrema importância para o idoso. Este ambiente acolhedor é utilizado em alguns países como terapia não-medicamentosa para o idoso. Entrar numa instituição e sentir que ela foi “preparada” para acolher o idoso, que conta com mudanças arquitetônicas sutis e feitas com bom gosto, mantendo a harmonia do ambiente, definitivamente, é muito gratificante. Por exemplo, a combinação de cores, a estrutura e disposição dos móveis, vem como a decoração, em geral, que tiveram como primazia e como idéia central o idoso, e suas necessidades não somente físicas mas de sentir-se num ambiente íntimo, agradável são indicadores de que o idoso nesse local é considerado como alguém que tem direitos, tem dignidade, e lhe é ilícito utilizar e receber serviços de qualidade”.(p.123)
Quando foi perguntado aos representantes dessa categoria (moradia) se tinha havido alguma mudança ou reformulação na organização nos últimos anos, a maioria apontou: estruturação no espaço físico, aumento do quadro de funcionários em todos os níveis (médio e qualificado), aquisição de equipamentos de ajuda e um jeito diferente de entender o trabalho desenvolvido no asilo e denominou-o de “um lar para os idosos”, o que dá uma conotação mais acolhedora.
Observou-se que, em primeiro lugar, os entrevistados identificaram as mudanças referentes à estrutura física e à contratação de funcionários e profissionais
qualificados. Grande parte dessas mudanças são decorrentes de exigências de leis e normas para o funcionamento de casas de repouso, clínicas geriátricas e outras instituições destinadas ao atendimento de idosos (FÓRUM DE INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA, 2003; SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA-SBGG-SP, 2003; BORN, 2002). Estudos e pesquisas sobre o tema apontam que essas mudanças estão longe de alcançar o patamar adequado às necessidades dos usuários. Parte dessa distância é resultante da dificuldade dos responsáveis por esses lugares de fazerem uma leitura mais apropriada sobre aspectos da velhice e envelhecimento, com sua heterogeneidade e complexidade, visto que, na sua maioria, não têm uma formação qualificada para trabalhar com essa população.
A combinação de vários fatores, dentre eles, a falta de fiscalização da qualidade desses serviços, a visão capitalista de que esses lugares são um meio de vida com fins lucrativos, a desqualificação de recursos humanos de uma maneira geral, contribuí para que qualidade do atendimento aos usuários seja não adequada (CACHIONI, 2003; BORN, 2002; DUARTE, 1994; PINTO, 1990; MENDES, 1989).
A contratação de recursos humanos qualificados para lugares que prestam serviços ao idoso tem aumentado nos últimos anos, apesar de pesquisas mostrarem que ainda existe uma deficiência na formação de profissionais e técnicos qualificados no atendimento, assim como no treinamento dos funcionários de maneira geral que desenvolvem atividades nas instituições/programas/grupos para idosos (CACHIONI, 2003; MENDIONDO, 2002; PENA, 2002; RODRIGUES, 2002; MENDES & RODRIGUES, 2000; TIRADO, 2000).
A forma como os representantes e/ou dirigentes das organizações vêem os idosos e como compreendem as suas necessidades, sem dúvida, são aspectos que interferem nas mudanças e na formulação das atividades cotidianas nesses locais que ilustram as discussões descritas acima. Nesse sentido, é importante conhecer um pouco desses representantes. O QUADRO 1.4 descreve, brevemente, o perfil do representante e/ou dirigente da organização/grupo da categoria moradia.
QUADRO 1.4– Panorama geral do perfil do representante e/ou dirigente da organização, entrevistado da categoria moradia
Todos os representantes e/ou dirigentes dessa categoria são mulheres, na faixa etária de 25 a 50 anos, predominando o ensino médio como grau de instrução. Somente uma tem curso superior. Os cargos desempenhados são: diretora administrativa, assistente social, secretária e administradora. A maioria está no cargo e na organização por mais de 3 anos e menos de 8 anos. Antes de estarem vinculados a essas organizações, esses dirigentes estiveram envolvidos em trabalhos voluntários junto às organizações religiosas das quais fazem parte.
Perguntou-se a todas as entrevistadas “o que representa fazer parte dessa instituição/grupo”. Na maioria das respostas, afirmaram que ia além de um local de trabalho. Era também dedicação de vida, um lugar para aprendizado pessoal e profissional. Algumas falas ilustram as respostas:
- “...fazer parte da vida dos idosos, trazendo mais alegria, amor”. - “...tudo...relacionamento, aprendizado pessoal e profissional”. -“...dedico todo o meu dia a trabalhos para o asilo e os idosos”.
Essas falas nos mostram os valores das pessoas envolvidas no dia-a-dia com a tarefa de cuidar dos idosos. Ela engloba sentimentos, aprendizado pessoal e profissional, que fazem parte da construção de cada pessoa envolvida, e encerra uma visão humanitária: “oferecer cuidados a alguém que precisa e que está desamparado”. Certamente, neste conteúdo, a possibilidade de considerar a pessoa idosa em sua totalidade, com capacidade e potencialidade é restrita, persistindo uma ajuda que mantém, no fundo, características iniciais que deram origem a esse tipo de