LOJİSTİK KAVRAMINA GENEL YAKLAŞIM
1.1. LOJİSTİK KAVRAM
1.1.6. Lojistikte Yeni Yaklaşımlar
1.1.6.1. Lojistikte Dış Kaynak Kullanımı
Na leitura das matérias publicadas pela Folha de São Paulo, foi constatado que 68,93% das matérias (284 das 412) apresentaram contextualização dos fatos, enquanto que 31,07% (128) caracterizaram-se pelo exclusivo relato da violência.
Cabe lembrar que, se a violência apareceu em destaque em cerca de 30% das matérias, o fato não indica necessariamente que ela foi secundarizada, pois, enquanto os demais 70% dividiram-se em um conjunto de outros temas, envolvendo o contexto geral do conflito, estas matérias se concentram, quase que exclusivamente, em narrar, com detalhes, a violência. Além disso, é importante destacar que, em muitas das matérias que compõem os demais 70%, a violência também esteve presente, mesmo que de maneira secundária.
Gráfico 1: Destaque do Contexto ou da Violência do Conflito – Folha de São Paulo (Total)
Contexto 284 (68,93%) Violência 128 (31,07%)
Na primeira fase de análise da Folha de São Paulo, observa-se o destaque na categoria Contexto do conflito sobre a Violência do conflito. Em 65,95% das 185 matérias, houve a predominância no contexto contra 34,05% que ressaltaram mais a violência. Entretanto, a grande maioria das matérias que contextualizava o conflito restringia-se a relatar o estopim dos fatos e não, a sua origem real
Das 185 matérias, nesta etapa, poucas abordaram a questão carcerária, as desigualdades sociais no Brasil, a corrupção institucional e os problemas da justiça criminal ou mesmo a falta de investimento na área de segurança. Na entrevista feita com o coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG, Cláudio Beato, publicada no dia 16 de maio,
observa-se que o foco não está centrado na narração da guerra, mas sim, em suas causas. Como define Beato: “a ação do PCC é um urro de um animal acuado” (TORRES, 2006), ver Anexo A. Segundo ele, o que está acontecendo não é novidade, mas o reflexo da crise no sistema prisional que é causada, entre outros motivos, pela opção majoritária pela pena privativa, misturando presos comuns com perigosos.
Outra matéria que busca contextualizar é “Maioria dos jovens mora em área de risco” (BILLI, 2006), ver Anexo A. O texto jornalístico mostra a vulnerabilidade de jovens que vivem em “condições de risco”, seja pela falta de acesso aos estudos para superarem a pobreza, seja pelo risco de optarem por atividades ilegais para terem acesso às necessidades básicas e aos bens de consumo.
Verifica-se também que, na segunda fase mantém-se a mesma tendência com um pequeno aumento no Contexto 67,83% sobre a Violência 32,27%. Já na terceira onda de violência, período no qual ocorre o seqüestro do jornalista Guilherme Portanova, houve o aumento na contextualização do conflito que passa para 75,00%, reduzindo as matérias com foco na violência para 25,00%, como mostra o gráfico abaixo:
Gráfico 2: Destaque do Contexto ou da Violência do Conflito – Folha de São Paulo (três fases)
Contexto 122 Contexto 78 Contexto 84 Violência 37 Violência 28 Violência 63 - 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200
Fase 01 Fase 02 Fase 03
N º d e m at ér ia s (34,05 %) (67,83 %) (65,95 %) (32,17 %) (75,00 %) (25,00 %)
Pode-se dizer que houve preocupação em se relatar como ocorreram os fatos, mas pouco foi dito sobre suas causas primeiras. Explicar à população o porquê da ação do PCC dirigida aos policiais não é difícil, o que faltou foi contextualizar por que as coisas vieram a se tornar desse jeito.
O percentual de aproximadamente 30% das matérias que se concentrarem apenas no relato da violência representa um número menor do que as que contextualizam o conflito, mas esta quantidade é significante para demonstrar a presença de elementos do Jornalismo de Violência nesta cobertura.
Apesar do percentual de matérias com destaque para a Violência ser inferior ao número de matérias que abordam o Contexto do conflito, alguns elementos presentes nas matérias indicam o sentido oposto. A cartola17, utilizada em muitos dias da cobertura dos atos violentos, é um bom exemplo. A cartola escolhida, Guerra Urbana, estava presente com muita freqüência nas matérias da primeira fase. Em 99 das 185 matérias da primeira fase foi utilizada a cartola
Guerra Urbana. Neste período, houve críticas à atuação de várias emissoras de
TV acusadas de fazer sensacionalismo sobre os fatos, utilizando inclusive efeitos sonoros para intensificar o tom dramático. Na matéria “Para Ombudsman, TVs ajudaram a criar pânico” (COLUNISTA, 2006) observa-se a repercussão da postura dos veículos de comunicação. Estas avaliações influenciaram não só o comportamento das televisões, mas de toda a mídia. Nas etapas seguintes, este número reduz-se bastante, confirmando os dados que mostram uma gradual diminuição dos textos que destacam a violência. Na segunda fase, o número passa para cinco e, na última, para apenas três.
Outra questão presente, que favoreceu o predomínio do contexto, foi a proximidade das eleições para o governo estadual e a presidência da república. Isto acabou por direcionar os olhares da mídia. Verifica-se, em função disso, durante vários dias, a secundarização do problema da violência criminal que aflorava nas ruas de São Paulo em conseqüência da preocupação com o relato do uso dos conflitos na disputa política explícita entre os poderes.
Na terceira onda de violência, o seqüestro do jornalista da Rede Globo polarizou os debates sobre a atitude da emissora de atender à exigência do PCC e transmitir o vídeo gravado pelo “Comando”. A mensagem de um representante do
17
No jornalismo, cartola é “o mesmo que retranca ou chapéu. Uma ou mais palavras usadas para definir o assunto da matéria. É usada sobre o título do texto” (RIBEIRO, 2008).
PCC, encapuzado, foi exibida no plantão de notícias da Rede Globo, às 0h28min de sábado (13/08), no intervalo do programa "Supercine", em rede regional, em São Paulo.
O programa “Supercine” costuma superar a marca de dez pontos nas pesquisas de audiência, o que equivale a mais de 550 mil domicílios18. No dia seguinte, o vídeo foi editado e reprisado no “Fantástico19”, um programa que atinge, em média, 30 pontos de audiência e é assistido por mais de 20 milhões de brasileiros.