3) Okuldaki Eğitimin
2.2.2. Kaliteli Öğretmen Kimdir?
2.2.2.3. Etkili Öğretmenin Beceriler
2.2.2.3.2. Liderlik Beceriler
O Interacionismo Simbólico teve sua origem no fim do século XIX, no pensamento de George Herbert Mead que foi influenciado pelo pragmatismo filosófico e behaviorismo. Mead fundamentou a teoria na descrição do comportamento humano. Entretanto, foi Herbert Blumer, sociólogo, ex-aluno e discípulo de Mead, que apresentou de forma sistemática os pressupostos básicos da abordagem interacionista, atribuindo à sua abordagem teórico- metodológica a expressão “interacionismo simbólico” (DUPAS et al, 1997; LOPES e JORGE, 2005).
O conceito central do interacionismo simbólico é o significado das ações individuais e coletivas, com base na interação, que dá sentido ao objeto. Busca compreender como as pessoas percebem os fatos ou a realidade a sua volta e como elas agem em relação às suas convicções, pois, considera que as ações individuais e coletivas são construídas a partir da interação entre as pessoas, que definindo situações, agem no contexto social que pertencem (BLUMER, 1969; LOPES e JORGE, 2005).
Desta forma, permite a compreensão do modo como as pessoas interpretam os objetos e as outras pessoas com as quais interagem e como tal interpretação conduz o comportamento individual em situações específicas. Para Blumer (1969), a ação do sujeito depende do significado que atribui ao objeto e da sua relação com o objeto e para compreender o mundo, é necessário analisá-lo em termos das suas ações e interações.
Três premissas fundamentam o interacionismo simbólico. A primeira é que o ser humano orienta seus atos em direção às coisas em função do que estas significam para ele. A segunda é que o significado dessas coisas surge como consequência da interação social que
70 cada qual mantém com seu próximo. A terceira é que os significados se manipulam e se modificam mediante um processo interpretativo desenvolvido pela pessoa ao defrontar-se com as coisas que vai encontrando em seu caminho (BLUMER,1969).
Baseada nestas premissas a teoria é levada a desenvolver um esquema analítico da sociedade humana e da conduta humana que envolve ideias básicas relacionadas a grupos humanos ou sociedades envolvendo: interação social, objetos, o ser humano como ator, a ação humana e as interconexões entre as linhas de ação (LOPES e JORGE, 2005, CARVALHO, BORGES e RÊGO, 2010).
A teoria estuda as interações e reações, as atividades interpretativas determinadas pela situação e pela interação das pessoas e está fundamentada em alguns conceitos como self, mente, símbolo, ação humana e interação social.
Para explicar esse processo de interação que envolve definição e redefinição de objetos do ambiente percebido, a teoria utiliza os conceitos de Self, Eu e Mim. A característica da pessoa, como objeto para si, está representada pelo termo Self (si mesmo) e esse Self permite que a pessoa interaja socialmente consigo mesmo como interage socialmente com outras pessoas (CARVALHO, BORGES e RÊGO, 2010).
O Self é o ambiente interno do indivíduo, motivador de sua própria ação, o objeto social, definido e redefinido segundo a interação com os significados do outro, na relação com o mundo, permitindo o controle, direção e manipulação da própria vida. É formado pelo Eu e Mim. O Eu é a resposta para as atitudes do outro, o lado impulsivo, que impulsiona a ação do indivíduo. O Mim é o outro generalizado e é composto de padrões organizados, compartilhados com outros. As atitudes que o indivíduo adota a partir da interiorização da sociedade é o self social. O comportamento do individuo, a ação, é resultante da interação do Eu e Mim (LACERDA,2000; LOPES e JORGE, 2005).
A mente é a ação simbólica para o self, é um processo que se manifesta sempre que o indivíduo interage consigo próprio usando símbolos significantes. A mente também é social porque ela surge do processo social de comunicação. Através da atividade da mente, o individuo define os objetos para si em uma situação, rotulando e desenvolvendo as ações relação aos objetos.
Quando um determinado gesto representa a ideia que há por trás de si e provoca essa ideia no outro indivíduo, tem-se um símbolo significante. No momento em que tal gesto promove uma reação adequada do outro indivíduo, tem-se um símbolo que responde a um significado na experiência do primeiro indivíduo e que também evoca esse significado no segundo indivíduo (CARVALHO, BORGES e RÊGO, 2010, p.150).
71 O símbolo é o que vemos e o que interpretamos e dá o sentido à ação individual, por isto, é desenvolvido socialmente como resultado da interação caracterizando-se por ter um significado. Quando o indivíduo se identifica com os símbolos se torna consciente do significado (CARVALHO, BORGES e RÊGO, 2010).
Segundo Lacerda (2000),
O indivíduo apreende símbolos e, também, seus respectivos significados e valores de outras pessoas com quem interage e os usa para pensar, comunicar e assim o faz de forma interacional, com objetivo de dar significado, um sentido para si e para o outro (Lacerda 2000, p.48).
A ação humana é um processo constante de tomada de decisão, diante da interação com o self e com os outros, cujo significado leva o indivíduo a determinar objetivos, definir suas linhas de ação para realizá-los, redefinir a situação e revisar suas linhas de ação (LACERDA,2000).
A interação social é construída com base na ação que é guiada pelo o que os outros fazem na situação. Na interação são usados os símbolos e direcionado o self; desenvolve-se a ação mental para tomadas de decisões e define-se a realidade ou a situação. Para que uma ação seja simbólica deve haver uma comunicação, seja ela por atos, escrita ou linguagem (DUPAS et al, 1997).
O significado é formado dentro e através de atividades definidas pelos indivíduos quando interagem e o processo interpretativo é derivado do contexto da interação social. O que ocorre é que o individuo escolhe, checa, suspende, reagrupa e transforma o significado à luz da situação como um processo formativo, com o qual os significados são usados e revisados como um instrumento para as diretrizes da ação (BLUMER, 1969).
A contribuição do interacionismo simbólico como referencial teórico baseia-se na compreensão dos significados atribuídos aos atos e objetos, das ações empreendidas ao defrontar com diversas situações, indicando linhas de ações aos outros e interpretando as ações indicadas pelos os outros. Tendo como conceito central o significado, considera que ações individuais e coletivas são construídas a partir de interações entre os indivíduos e que as ações dependem do contexto social ao qual pertencem.