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Öğretmenlere Göre Kaliteli Öğrencinin Akademik Özellikler

BULGULAR VE YORUM

4.5. Öğretmenlere Göre Kaliteli Öğrencilerin Özellikler

4.5.1. Öğretmenlere Göre Kaliteli Öğrencinin Akademik Özellikler

 “Cada desvio de uma etapa que pode provocar um desfecho que não o esperado”.

 “Uma situação que vai expor a pessoa a danos à sua saúde”.  “É quando você expõe o outro a algo que não é o ideal”.  “É o que pode provocar um agravo de qualquer tipo na saúde”.

 “É algo fora do padrão, se colocado dentro da legislação”.  “É qualquer tipo de alteração numa determinada ação, num determinado processo ou num determinado local que possa causar uma situação adversa, uma situação agravante”.

185  “É o que foge aos parâmetros”.

“ É a probabilidade de um evento danoso” “È a possibilidade de ocorrer um evento”

ANVISA

 “É qualquer situação ou relação da pessoa com o produto que coloque alguma ameaça para a qualidade de vida”.

 “É tudo aquilo que você identifica que pode fazer uma alteração de uma situação adequada, que pode provocar um agravo de qualquer tipo na saúde do profissional ou do usuário”.

 “O risco está associado a um dano”.  “O risco está associado à potencialidade”.

 “É a probabilidade de acontecer um dano importante à pessoa ou à saúde coletiva”.

 “É a probabilidade de ocorrência de perigo”.  “O risco vai se dar com a noção epidemiológica: probabilidade, magnitude e exposição”.

 “É a probabilidade de acontecer um evento de magnitude”.  “A noção de risco na VISA tem que estar ligada com a ideia de precaução”.

 “O conceito de risco não é universal”.  “É uma percepção de perigo”.

“É o que compromete a saúde”.

Estes significados expressos refletem diferentes níveis de abstração: de um lado, a diversificação dos sentidos do risco em diferentes ações desenvolvidas e de outro, a delimitação do objeto e as razões para o seu controle.

O risco passa pela descrição técnica, no sentido cientifico (“noção epidemiológica, probabilidade, magnitude e exposição”) e remete tanto aos aspectos formais relativos às questões administrativas, políticas e jurídicas (“é algo fora do padrão, se colocado dentro da legislação”, “tem que estar ligada com a ideia de precaução”) quanto aos aspectos ligados às representações e sistemas de valores (um prejuízo à saúde, um produto de má qualidade). O que há de comum nos três grupos são os sentidos que refletem as circunstâncias interacionais

186 (como e quando) das relações estabelecidas para proteção à saúde. Portanto, apresentam múltiplos significados: o risco como dano, como consequência, como probabilidade, como ameaça, como perigo, relatando fatos negativos ou indesejáveis.

Slovic (2002, p.06) em um de seus estudos sobre percepção de risco, apresenta as formas mais comuns de significados de risco:

 Risco como um perigo: derivado de um agente exterior.

 Risco como probabilidade: a probabilidade de ocorrência de um evento adverso. Exemplo: qual é o risco de contrair AIDS de uma agulha infectada?

 Risco como consequência: a consequência direta resultante de uma ação. Exemplo: qual é o risco de deixar seu parquímetro expirar?

 Risco como adversidade ou ameaça potencial: derivado de uma ação perpetrada pelo agente. Exemplo: Qual é o risco de andar de moto ?

Ao comparar os significados expressos entre os grupos observam-se duas categorias indissociáveis e interdependentes: o perigo e o dano. Estas categorias conectam o risco (fonte potencial de dano), um objeto em risco (um alvo potencial do dano) e uma avaliação (implícita ou explícita) das consequências (BOHOLM, 2003). Os significados assim expressos apresentam, então, duas dimensões para a ação: o presente baseado nos problemas encontrados e o futuro, baseado em algo que é provável ou possível de acontecer, os perigos, justificando a regulação dos riscos.

Como afirma Douglas (1982), o uso da palavra risco já não está mais associada a cálculos de probabilidade, significando agora perigo e alto risco significa muito perigo sendo, portanto, usado como referência a consequências negativas e indesejáveis.

Para Luhmann (1993), quando possíveis danos são consequências da própria decisão, isto se refere ao risco e quando os danos ou as perdas estão relacionados com causas fora do próprio controle, isto se refere ao perigo. O risco e o perigo estão associados à ideia de potencial perda futura. O perigo está relacionado às consequências ou prejuízos de um determinado acontecimento que ocorrem de forma independente da vontade, ou seja, as origens do evento provem de fontes externas, fora do próprio controle. Risco e perigo estão interligados.

O dano está associado à gravidade de um resultado. Quanto maior o númerode pessoas afetadas, maior a probabilidade de qualquer indivíduo ser afetado e um resultado que afeta

187 grande número de pessoas pode ser percebido como sendo de maior gravidade ( LUHMANN, 1993).

As variações dos significados atribuídos ao risco pelos profissionais relacionam-se a causa e o efeito e se referem ao risco como um evento não desejado que poderá ou não ocorrer - um agravo à saúde, um dano e, também, como a causa do evento não desejado - uma ameaça, qualquer falha na cadeia de produção, uma produção incorreta, uma troca de substância por outra.

Tais variações podem ser compreendidas em uma interação onde os profissionais, significados, ações e intervenções constituem conexões, existindo uma equivalência entre como se apresenta o risco e a interpretação que se faz dele.

Figura 10. Relação de causa e efeito atribuída ao significado de risco.

As relações causais são estabelecidas conforme o risco, sua localização no espaço e no tempo e o contexto. É através da relação de causalidade que o risco ascende à visibilidade e estas relações causais derivam da percepção.

Os significados expressos sobre o risco contribuem para ultrapassar o seu sentido meramente quantitativo e, sem negarem a sua importância para algumas ações, mostram que eles são permeados pela cultura (crenças, normas, valores) e pelas formas de pensar que são produzidas socialmente e que marcam as identidades e particularidades dos grupos. O que é percebido como risco e como esse risco é percebido varia de acordo com o contexto (DOUGLAS E WILDAVSKY , 1982).

CAUSA:

Manipulação de substâncias perigosas; Falha ou desvio na cadeia de produção; Produção incorreta;

Troca de uma substância por outra. desvio de uma etapa

Estar fora dos parâmetros.

Alteração de uma situação adequada; Não ter rastreabilidade

EVENTO NÃO DESEJADO: