5. KRĐZ YÖNETĐMĐ SÜRECĐ
5.1 Kriz Öncesi Đşletme Yönetimi
5.1.2 Kriz yönetimi yaklaşımları
5.1.3.1 Krize yönelik kullanılabilecek plan çeşitleri
A fim de demostrar o que é um culto típico da IMPDVA considero ser a sexta- feira a reunião ideal para isso, embora os cultos aos domingos de manhã tenham uma maior quantidade de pessoas, é na sexta feira que a maioria dos membros frequentes da igreja se reúnem, em relação as demais reuniões da semana é o culto com maior apelo, tanto sobre as práticas espirituais de curas e milagres, carro chefe das Igrejas Mundiais, quanto nas práticas de consumo de quinquilharias religiosas.
Em um dia normal chego na IMPDVA as 19hs00, trinta minutos antes do culto dar início, a igreja, embora não possua um estacionamento, muitas pessoas estacionam seus carros dentro do templo, entre as cadeiras e o banheiro, há espaço para 10 carros, e um lugar especial para o carro pastoral. Mesmo de carro, e com lugares a disposição, percebi que os membros que tinham veículos não estacionavam seus carros na igreja, apenas alguns obreiros e membros que possuíam motos, que ocupam bem menos espaço.
Ao entrar na igreja sou recebido por um obreiro que me dá as boas-vindas, pergunta como tenho passado e me dá uma toalhinha com as inscrições da igreja e um copo de água, esse objeto pode variar dependendo do dia, ou mesmo da temática do culto, houve momentos em que recebi um pedaço de peixe frito, algemas feitas de cartolina, pão, e muitos outros objetos dependendo da dinâmica do culto.
Ainda com meia hora para começar o culto quase não há pessoas na igreja, em minha primeira contagem existiam dez pessoas, contanto com a presença dos obreiros. Normalmente as pessoas que chegam a igreja tem uma das três reações, oram em voz baixa ou em silencio, conversam, principalmente se estão acompanhadas, leem a bíblia, muito embora essa atitude seja mais rara de se ver, pois a maioria não carrega a bíblia.
Os obreiros circulam entre os bancos conversando com as pessoas, é comum ver pessoas chegarem mais cedo para pedir oração para os obreiros/as, ou mesmo colocar fotografias, peças de roupas, chaves de casas e carros, carteiras de trabalho, no púlpito, as orações feira pelos obreiros/as são rápidas, não duram mais que um minuto, e é
sempre por algo especifico, mesmo quando os membros pedem orações pela vida delas, os obreiros/as pedem para que eles especifiquem o pedido.
Aos poucos as pessoas vão chegando na igreja, muitas mulheres, algumas acompanhadas de crianças, poucos homens, e quase nenhum jovem, suas vestimentas são simples, calça jeans e camiseta, algumas mulheres usam saias, alguns homens as vezes vão de camisa, mas em geral a roupa padrão é jeans e camiseta, nenhuma roupa é chamativa, todos procuram estar com roupas neutras sem nenhuma marca de grife ou algo do tipo.
Aos obreiros/as é reservado uniformes, calça preta ou azul escuro, camisa branca ou azul, gravata vermelha para os homens e lenço vermelho para as mulheres e sapato preto, obreiros/as que vem diretamente do trabalho, vestem-se rápido, na maioria das vezes não conversam com ninguém sem o uniforme, muitos já comparecem as reuniões com o uniforme, ao serem questionados sobre o uso dos uniformes eles responderam que “ é motivo de orgulho”, a maioria possui mais que dois conjuntos de uniformes em suas palavras “o uniforme é o reconhecimento que somos obreiros, sem ele somos pessoas comuns”(obreira 8).
As 19hs28 o pastor aparece da cozinha e começa a conversar com as pessoas, ele faz brincadeiras, conta piadas e provoca um clima de descontração. As 19hs28 o pastor coloca uma música instrumental baixa e as pessoas começam a ficar em silencio, algumas baixam a cabeça, aquelas que estavam orando de joelhos sentam nas cadeiras e os obreiros/as que circulavam entre as pessoas posicionam-se no corredor ou na frente perto do púlpito.
O culto tem início as 19hs40 minutos, com cerca de 35 pessoas, até o final do culto esse número sobe para 42 em média, o pastor vai até a mesa do notebook muda a música, mas ainda é instrumental, e com a voz empostada começa a orar, o conteúdo da oração é sua petição e abnegação diante de Deus, de não ser merecedor de estar ali, faz referência ao seu “passado pecador” e insiste não ser digno de conduzir o culto, mas reconhece que ele está ali somente pela graça e misericórdia de Deus, e que se Deus levantou-o para ser pastor e o “tirou do lamaçal de lama” que Deus podia usá-lo poderosamente para realizar milagres.
Em meio as orações pastorais o grupo fecha os olhos, pessoas gritam “amém” outros “gloria a Deus e “misericórdia”, pela sugestão pastoral há um clima de contrição, algumas pessoas choram, outras balbuciam frases, mas ninguém fica aquém ao clamor e oração feita pelo pastor.
Logo após a oração o pastor MN diz “eu tenho um leão dentro de mim, e hoje quero passar esse leão o rei da natureza para vocês, vocês confiam em mim? Acreditam no meu ministério? Acreditam que sou um verdadeiro servo de Deus?” Para todas as perguntas feitas pelo pastor MN as pessoas diziam “amém”, com uma resposta de confirmação e apoio, ele pede para que as pessoas formem uma fila para que pudesse abraça-los, enquanto um dos obreiros coloca uma música sobre força e confiança, as pessoas formam um fila e vão ao encontro do pastor, ele as abraça e unge suas cabeças.
Após abraçar a última pessoa da fila o pastor diz “vamos louvar” e coloca uma música de autoria do compositor e cantor Regis Danese “faz um milagre em mim”, em seguida o pastor coloca uma música do grupo Trazendo a Arca que se chama “Marca da Promessa”, o pastor escolhe uma terceira música, agora da pastora Ludmila Ferber “Sonhos de Deus”.
É interessante notar que todas as músicas fazem referência a curas e milagres, o pastor acompanha a música cantando junto, e muitas vezes, usa palavras ou frases de efeito da canção antecipando e dando destaque a frase, contribuindo para que as pessoas cantem com mais animo, é bastante comum o pastor MN pedir para as pessoas realizarem ações no intervalo das canções, seja repedir uma frase, que pode ser da música ou não, mas sempre é uma frase de efeito, ou algum gesto, como bater palmas para Jesus, levantar a mão bem alto, etc.
Os fiéis da igreja geralmente fecham os olhos, levantam as mãos para cima, batem palmas e repetem todas as ações pedidas pelo pastor, mesmo aquelas pessoas com uma clara dificuldade de ficar em pé por longos períodos permanece em pé durante as músicas. Diferente dos fiéis da igreja, os obreiros/as permanecem de olhos abertos durante todas as músicas, eles também circulam pela igreja, entre as cadeiras e oram aleatoriamente pelas pessoas, colocando a mão em suas cabeças, costas, ombros, olhos, boca, etc. existe, ao que parece uma orientação de cada obreiro/as somente orar com pessoas do mesmo sexo. Ao contrário dos fiéis os obreiros sabem as músicas de cor e cantam em voz alta, mesmo aquelas canções que o pastor toca pela primeira vez nos cultos, demostrando que há um preparo dos obreiros/as sobre as músicas tocadas.
Com o termino da música o pastor MN começa a orar, mas agora pedindo a Deus que expulse toda a enfermidade e “sorte de doenças”, ele pede para que cada pessoa coloque uma das mãos no lugar enfermo, e as pessoas que não tem enfermidade coloque uma das mãos no coração, com a outra pede para que levantemos “bem alto” o
copinho com água que recebemos na entrada46. O pastor MN volta a orar, mas dessa vez o enfoque está no copinho com água, ele pede para Deus ungir, abençoar, consagrar esse copo com água, e mais uma vez faz menção de exortação de demônios e curas pela fé dele e dos fiéis, pede também pelas famílias das pessoas que estão presentes e intercede pelas fotografias, chaves de casas e carros e peças de roupas que estão sobre o altar. Para finalizar a oração o pastor e todas as pessoas colocam suas mãos na cabeça e repetem “sai” três vezes, movimentando com as mãos para traz da cabeça, o ritual termina em uníssono “sai e não volte nunca mais”.
A rotina normal do culto estabelece que o pastor comece a pregar, mas também pode ocorrer um testemunho de algum membro ou obreiro/a, ao contrário do esperado, a IMPDVA não dedica muito tempo para os testemunhos, como acontece com a igreja sede e nos programas televisivos do líder Valdemiro, dessa maneira os testemunhos são esporádicos tendo mais espaço nas reuniões vespertinas.
É interessante notar que, embora o “carro chefe” da IMPD seja os testemunhos públicos de curas e milagres, na igreja em Vila Alpina, esse tipo de narrativa é bem pequeno, somente em dois cultos foi possível observar testemunhos de pessoas que declararam curas milagrosas. Na maioria das vezes, os cultos que o pastor convida a testemunhar, os relatos de cura são de: dores de cabeça, dores nas costas e pernas, mudanças de empregos, cirurgias bem sucedidas, ou seja, testemunhos quase corriqueiros em ambientes eclesiais.
O pastor MN abre a bíblia e pede para as pessoas abrirem no texto de Isaias 43.1-14, enquanto isso reconto o número de pessoas no local, dessa vez há 8 obreiros/as, 4 crianças, 17 homens e 22 mulheres, apenas duas adolescentes com cerca de 14 a 16 anos. No total de 53 pessoas.
A maioria das pessoas não trazem a bíblia, os obreiros/as distribuem algumas para que os fiéis possam acompanhar o pastor na leitura bíblica, o pastor lê de forma pausada e emposta a voz, em determinados momentos ele para a leitura, e interage com as pessoas “vocês estão entendo do texto?”, repete a pergunta três vezes durante a leitura.
Após a leitura o pastor começa a ler novamente versículo por versículo e vaguear pelas palavras, percebe-se que não existe um roteiro programado sobre a
46 Esse ritual dependendo do dia da semana, da temática do culto, ou mesmo daquilo que é entregue na
entrada pode variar, mas o comum é usar os itens recebidos após três cânticos, o pesquisador já presenciou algumas variações do mesmo rito como: peixe frito, mel, sal, corrente de papel, etc. embora diferentes todos representavam a libertação do mal, a cura sobrenatural e a prosperidade financeira.
pregação, nem tampouco um estudo mais aprofundado do texto, para preencher as lacunas o pastor conta histórias de vida dele e do apóstolo Valdemiro, a mensagem em si tem vários tons, começa com foco em animo, sobre como Deus não permitirá nada toca-lo pois você é filho Dele, passa por âmbitos familiares como o cuidado com o marido, arrumar a casa e cuidar das crianças, fala-se das boas práticas que a pessoa cristã precisa ter no trabalho.
Em determinado momento da mensagem, o pastor pergunta quem é migrante, muitas pessoas levantaram a mão, a maioria, ele diz ser filho de migrante e portanto migrante também, ele então bate o pé no chão e diz “quem construiu São Paulo fomos nós, São Paulo é nossa, Deus quer que tomemos posse de todas as coisas, inclusive de São Paulo”, os presentes respondem amém, batem palma e vibram, indicando sua aprovação e concordância com a pregação pastoral.
Com a mensagem concluída o pastor pergunta “posso pedir seu dizimo?”, nesse momento os obreiros começam a bater palmas e excitar a congregação fazer o mesmo, o pastor MN fala sobre como tem sido difícil pagar o aluguel de vinte e dois mil reais, afirma que muitas pessoas tem lutado contra ele e contra a igreja, mas “em nome de Jesus vamos vencer”, o pastor segue dizendo que com sua vinda a igreja, ela tem economizado em água, luz e telefone, mas isso não basta, por isso a necessidade da contribuição dos fiéis.
Ainda sobre os dízimos o pastor alega que eles precisam ajudar o programa do apóstolo, mas que em primeiro lugar vem os carnes da própria igreja, chega a citar o texto bíblico “primeiros os da família da fé”. O pastor continua, apresentando uma toalha de rosto com a mão dele e de sua esposa pintada (lembra muito as toalhas que as crianças de 1° serie fazem para suas mães), ele afirma que como servo de Deus sua mão simboliza a mão de Deus, bem diferente da oração feita por ele no começo do culto, sendo assim quando as pessoas limparem suas mãos, seu rosto, sua casa “estarão invocando a benção de Deus na sua casa”, ele oferece as toalhas “gratuitamente”, mas pede para aqueles/as que pegarem contribuíram com um valor mínimo de trinta reais, em pouco tempo todas as toalhas se esgotam.
O pastor MN pede para que as pessoas segurem suas ofertas e dízimos na mão, ou mesmo aqueles/as pessoas que não trouxeram nada ergam as mãos para cima, os obreiros ficam perfilados na frente com as sacolinhas, envelopes de dízimos, cds, dvds, e diversos outros produtos, apenas dois obreiros ficam na porta, o pastor chama uma
obreira para orar sobre os dízimos e ofertas, ao final da oração as pessoas formam uma fila para entregarem seus dízimos enquanto o pastor coloca uma música para tocar.
Quanto todos já estão sentados o pastor MN troca a música pela mesma do começo do culto, mas dessa vez mais baixo ainda. Ele se despede e diz “digam tchau para o pastor” as pessoas fazem o gesto de despedida balançando as mãos, mais uma vez ele entrega o microfone para um obreiro para fazer a oração final, enquanto as pessoas fecham seus olhos para a oração, o pastor sai da igreja rumo a cozinha/copa, ao final da oração o obreiro se despede das pessoas e diz “até amanhã, a reunião será ainda mais abençoada”.
São 21hs15 minutos quanto a oração acaba, os fiéis saem apresados, muitas moram longe e apresam-se para pegar o ônibus em um ponto em frente à igreja, os obreiros não conversam com ninguém, nem entre si, começam logo a arrumar as cadeiras e recolher algumas coisas, algumas pessoas que querem falar com o pastor MN vão a frente e esperam, outras caminhão até a esposa do pastor que está vendendo panos de prato, bijuterias e peças de roupas intimas, ao sair da cozinha o pastor brinca com as pessoas que estão comprando da sua esposa, ele diz “pode comprar na fé que já é ungindo por mim”, vira-se para as pessoas que estão esperando por ele e começa a conversar, geralmente são conversas rápidas e orações mais rápidas ainda, se ele percebe que vai demorar pede para marcar um horário de atendimento com um dos obreiros.
Terminado os atendimentos pastorais os obreiros/as já tinham fechado a igreja e arrumado o templo, ele se reúne com o grupo e instrui para as reuniões de sábado e domingo, instrui também sobre como proceder com uma obreira que “está dando trabalho”, embora todos soubessem do que se tratava ele não tornou o assunto explicito. Uma das obreiras traz um caderno de anotações com pedido de orações, outro obreiro pega as roupas e fotos deixadas no púlpito e formam uma roda, colocam os objetos no centro e oram, todos, em voz alta, sobre os pedidos, após isso o pastor MN despede-se de cada um, entra no carro com sua esposa e vai embora, muitos seguem o pastor e fica apenas uma pessoa para terminar de fechar a igreja e ver se está tudo apagado, desligado e fechado.