• Sonuç bulunamadı

3. KRĐZ SÜRECĐ

3.1 Kriz öncesi dönem

Após a construção da Vila Prudente pelos irmãos Falchi, a região ingressa no século XX com uma rápida expansão, principalmente entre as décadas de 30 e 50, nos primórdios do século, o bonde chega como novidade em Vila Prudente, no dia 19 de julho de 1912 é inaugurada a rota do Bonde 32 que saía do centro de São Paulo e percorria 16 km para chegar a Vila Prudente.

Dessa forma os moradores do bairro testemunharam grandes melhorias, com a Light abastecendo a região com luz elétrica, o surgimento de encanamento de esgoto, as primeiras linhas telefônicas, oficialização dos correios, etc.

A explosão populacional experimentada pela região de Vila Prudente está relacionada não só as melhorias significativas na região, mas também a continuação do processo de migração, principalmente com a Segunda Guerra Mundial ameaçando países do continente europeu, como é o caso dos italianos.

A comunidade estrangeira, e de um modo especifico a italiana, crescia e escolhia o bairro, muito pelo preconceito dos brasileiros, que os consideravam ladrões de emprego e invasores de terra21. Dessa forma os imigrantes buscavam lugares perto de seus patrícios, onde a rivalidade era menor e as ofertas de emprego e moradia eram melhores.

Em 1934 duas grandes empresas começam seus trabalhos no bairro, Matheus Bei Construtora e Parque da Mooca Construções, ambas construíam e vendiam casas na região o que tornou a especulação imobiliária mais acirrada, nesse processo era comum a grilagem de terras e golpes em pessoas analfabetas.

As vendas proliferaram tanto em pouco tempo nada mais havia para ser vendido. Houve também em outros locais do bairro verdadeiros problemas, por vendedores desautorizados e pessoas sem escrúpulos que arrebanhavam os terrenos dos próprios donos e assim conseguiam assinaturas, recibos, documentos e toda a sorte de papeis falsos criando uma calamidade nesse setor. Muitas

21 MEDEIROS, Marcos Vinicius Gomes. O Crescimento Urbano e Industrial do Bairro da Vila Prudente

Através dos Clubes Desportivos locais. Disponível em: http://lemad.fflch.usp.br/sites/lemad.fflch.usp.br/files/Marcos%20jun%202010%20Trabalho%20V.%20Pr

mortes pudemos constatar durante esses anos devido as brigas de terras. (FILHO,1990: 87)

De todas as fabricas construídas em Vila Prudente as que mais se destacaram nessa época eram a Tecelagem Vania e as indústrias de louça Zappi. A tecelagem Vania comprou o prédio de outra tecelagem que estava falindo, assim com uma forte propaganda no rádio e uma estratégia comercial diferenciada conquistou os moradores da região e de outras localidades de São Paulo, que faziam filas nas madrugadas para poder adquirir seus produtos.

Outra empresa que merece destaque é a indústria de Louças Zappi. Jose Zappi um conceituado ceramista italiano vem ao brasil para conhecer e estudar novas formas industriais, a pedido do cônsul brasileiro em Milão é designado para manter a primeira fábrica de louças no Brasil, que localizava-se em São Paulo, fundada no Bairro da Água Branca, com a administração de Zappi a fábrica de louças cresce e se expande rumo ao interior de São Paulo.

Zappi decide montar sua própria fábrica de louças e escolhe o bairro de Vila Prudente para tal, assim começa-se a produção de jogo de mesa para café, azulejos, artigos sanitários, objetos de adorno, suas obras eram reconhecidas mundialmente, ganhando prêmios em exposições e posteriormente importando seus produtos.

José Zappi doou ao Círculo Operário de Vila Prudente, uma área de dois mil metros quadrados, cuja finalidade era construir uma sede e escolas profissionalizante para os operários, contribuindo diretamente para a formação de novos profissionais e aumento da demanda da força de trabalho.

Uma terceira indústria que merece algum destaque é a Papaiz, inaugurada em Vila Prudente por Luigi Papaiz, italiano nascido em Bologna, vem ao Brasil fugindo a Segunda Guerra Mundial, em busca de melhores condições de trabalho. Aqui ele inicia a fabricação e o fornecimento de fechaduras para industrias de moveis, posteriormente investe na fabricação de cadeados e fechaduras residenciais, hoje a fábrica está alocada em Diadema.

Os italianos não foram os únicos a imigrar para o bairro e seus arredores, Vila Prudente também recebia ucranianos, lituanos, húngaros, russos etc. a geração de imigrantes que chega no final dos anos 40 são chamados de ‘Russos Brancos’ são técnicos e comerciantes, não investem, a exemplo dos italianos, em empreendedorismo, mas ajudam a fortalecer o comercio, por isso se concentram mais nos grandes centros urbanos.

A distribuição das nacionalidades pelos bairros de São Paulo, primeiro quanto as empresas empregadoras e depois quanto ao local de residência, auxilia na compreensão das aglutinações. De uma forma ou de outra, as regiões Centro, Oeste, Leste, Sul apresentam as maiores concentrações no que se refere às empresas, [...] nesse processo merece destaque a tendência à industrialização que incorpora regiões suburbanas. (SALLES, 2013:190)

A importância da participação de imigrantes de diversas nacionalidades na cidade de São Paulo está relacionada a ocupação do espaço urbano e a evolução da mão de obra qualificada, especialmente na formação dos bairros industriais. Embora seja aceita a ideia que na cidade de São Paulo, não há um bairro com uma formação étnica, como é o caso da cidade de New York, Salles orienta que:

Talvez a não visibilidade desse grupo de nacionalidades na cidade de São Paulo e no interior se deva exatamente ao fato de que se tratam de grupos menos expressivos numericamente. A localização desses imigrantes na cidade de São Paulo evidencia aglomerações que nos ajudam a entender as aproximações a determinados grupos, como os de mesma nacionalidade ou religiosas. (2013:183)

Com o aumento da população, expansão industrial e a acelerada urbanização, as primeiras favelas paulistas começam a constituir-se. Na década de 1940 em pesquisas feitas pela Divisão de Estatísticas e Documentação da Prefeitura de São Paulo enumeram informações sobre as favelas de São Paulo, sendo elas: Mooca (Favela do Oratório), Lapa (na rua Guaicurus), Ibirapuera, Barra funda (Favela Ordem e Progresso) e Vila Prudente. Em 1957 na capital paulista estimava-se um total de 141 núcleos, com 8.488 barracos.

Foi na favela de Vila Prudente, na década de 1970 que surge o Movimento de Defesa do Favelado (MDF), o movimento origina-se nas reuniões da Legião de Maria, grupos religiosos que rezavam de casa em casa na Favela da Vila Prudente. Com a influência da Teologia da Libertação no final da década de 70 as reuniões passaram a discutir política, além das orações.

A opção preferencial pelos pobres professada pelos novos padres e irmãs, agora também moradores das periferias urbanas, encontravam um solo propicio para se desenvolver. Além dos pobres serem muitos, os vínculos entre a religiosidade e a celebração do trabalho e do progresso, presente nesta narrativa, casavam-se perfeitamente com a utopia privada das famílias que chegavam as periferias. (FELTRAN, 2007:89)

Nesse contexto a ação religiosa foi uma tentativa de organização popular para melhorias concretas do bairro, e mais especificamente, da favela que ali estava inserida.

Assim grupos de jovens, estudantes e moradores passaram a auxiliar os religiosos em ações comunitárias, sendo a primazia a alfabetização de adultos seguindo o método de Paulo Freire.

No começo dos anos 80 as notícias de greves que estouravam no ABC, onde alguns moradores trabalhavam chegaram as reuniões religiosas, o que trouxe discussões sobre o sindicalismo, também falava-se sobre a criação de um partido político de trabalhadores.

Além dos sindicalistas do ABC, como Lula. Muitos dos personagens que voltavam do exilio político também se empenharam na criação do partido em São Paulo, como Paulo Freire, que passou a frequentar assiduamente as reuniões da ‘comunidade’ da Vila Prudente. (Ibidem: 90)

Com a conscientização política os moradores favelados passaram a frequentar espaços de luta social, passeatas, sindicatos e manifestações eram corriqueiros na vida deles, dessa forma, sem nenhuma organização previa ou formalizada, eles passaram a identificar-se como MDF.

O MDF foi conhecido pela sua luta em levar água canalizada, esgoto, luz e lutas por taxas mínimas de água e luz, para moradores em contexto periférico. O movimento

dos favelados mobilizados construía poder político e, portanto: as mazelas sociais das maiorias deixavam de ser figuradas como fracasso pessoal ou familiar e passavam a ser vistas como injustiça social. (Ibidem:94)

Enquanto o MDF lutava pelas melhorias nas favelas, em especial a de Vila Prudente, o bairro sofria processos de verticalização, acompanhando a urbanização paulista nas décadas de 60 e 70 onde os edifícios eram símbolos de modernização, progresso e êxito econômico.

Edifícios altos e verticalização não são consequências naturais da urbanização, mas opções possíveis de configuração no largo espectro das soluções urbanas. A verticalização constituiu um dos traços característicos da urbanização brasileira22.

A verticalização do bairro só foi possível pelo período econômico vigente no país, o chamado Milagre Econômico. A situação econômica desfavorável do início da década de 60 é superado com ajuda dos investimentos internacionais, a procura por

22 SILVA, Luís Octávio. A Constituição da Bases para a Verticalização na Cidade de São Paulo.

Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.080/280. Acesso em 21 de abril de 2014.

investimentos externos, e a busca de países desenvolvidos por matérias primas, mão de obra barata e novos mercados em países periféricos.

Esse novo momento da economia brasileira permitiu o aumento da demanda interna por bens de consumo, devido a maior concentração de renda, crescimento de credito ao consumidor, expansão do setor de construção civil, aumento das exportações etc.

Dessa forma a verticalização do distrito de Vila Prudente torna-se um fenômeno relevante para as novas dinâmicas urbanas implementadas partir de 67. Embora o existiu um esgotamento do Milagre Econômico e uma certa paralização da verticalização do distrito o fenômeno nunca de desfez por completo, em 2000 o número de apartamentos no distrito era de 23.508 mil, em 2010 esse número sobe para 28.777 mil apartamentos.

Como no período anterior os bairros que mais se verticalizaram entre 1968 e 1972 foram Pinheiros, Cerqueira Cesar e Santa Cecilia. Durante este novo período, surge um novo bairro vertical, o Itaim, que alcança números similares à verticalização nos centros da cidade de São Paulo. Além do Itaim, surge mais 5 bairros com relevante crescimento vertical, destaca-se Indianópolis (atualmente denominado como Moema). Os outros bairros que surgem na lista são; Penha, Vila Madalena, Sumaré e Vila Prudente. (GAGLIOTTI, 2012: 18)

O aumento da verticalização em áreas mais periféricas da cidade deve-se também a criação de novas centralidades urbanas, o zoneamento mais permissivo do centro se deslocou para a avenida paulista, e com isso, o aumento dos preços fundiários aliado as ofertas e demandas deslocou o centro para novas áreas como a Faria Lima, Berrini, Marginal Pinheiros entre outras.

Segundo o SECOVI-SP, em seu levantamento anual a Vila Prudente foi o bairro campeão de lançamentos imobiliários em 2013 com cerca de 2.297 unidades lançadas23. Atualmente os investimentos imobiliários no bairro são elevados, muito pelos constantes investimentos em infraestrutura, o que estimula a especulação imobiliária e a segregação espacial, criando espaços distintos de pobreza e riqueza em convivência mútua.

Atualmente o distrito de Vila Prudente é o 49° mais populoso da cidade de São Paulo com a população de 531.113 mil habitantes, com uma taxa de crescimento de

23 CORREIA, Vanessa. Vila prudente teve o maior número de lançamentos em 2013. Folha de São Paulo.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/02/1410819-vila-prudente-teve-o-maior- numero-de-lancamentos-imobiliarios-em-2013.shtml. Acesso em: 28 de abril de 2014.

0,14% anual, a taxa demográfica é 159,49 pop/ha24, uma das regiões mais densas da cidade de São Paulo, superando por exemplo Vila Mariana, São Miguel, Santo Amaro, Penha etc., ficando apenas atrás dos distritos da Campo Limpo e Sé, respectivamente 165,42 e 164,54 pop/ha.

Tabela 9:Domicílios Segundo Tipo de Ocupação: Distrito de Vila Prudente – 2010

Bairros Total de Domicílios Domicílios Particulares Permanente Ocupado Domicílio Particular Improvisado Ocupado Domicílio Coletivo com Morador São Lucas 45.960 45.788 11 161 Sapopemba 84.805 84.700 16 89 Vila Prudente 35.527 34.708 0 819 Total 166.292 165.196 27 1.069

Fonte: IBGE Censo 2010, Infocidade

Tabela 10:Domicílios Segundo Tipologias Residenciais: Distrito Municipal de Vila Prudente -2010

Bairros Total de Domicílios

Casa Casa de Vila ou Condomínio Apartamento Habitação em Casa de Cômodos, Cortiços ou Aglomerados subnormais São Lucas 45.788 36.645 350 8.530 263 Sapopemba 84.700 71.332 1.168 11.948 251 Vila Prudente 34.708 25.012 528 8.298 870 Total 165.196 132.989 2.046 28.777 1.385

Fonte: Infocidade, IBGE, * Total de Domicílios: Base universo do Censo 2010. Dado levantado apenas para os domicílios particulares permanentes.

As tabelas 9 e 10 acima, demostram a ocupação e as tipologias do distrito de Vila Prudente, embora tradicionalmente fosse um refúgio operariado e de imigrantes, o

24 Infocidade, Prefeitura da cidade de São Paulo, baseado nos dados censitários de 2010. “População

Recenseada, Taxa de Crescimento Populacional e Densidade Demográfica. Município de São Paulo, Subprefeituras e Distritos Municipais, 1980, 1991,2000,2010. Disponível em: http://infocidade.prefeitura.sp.gov.br/htmls/7_populacao_recenseadataxas_de_crescimento_1980_701.ht ml. Acesso em 1 de maio de 2014.

que podemos constatar que atualmente o perfil, tanto do bairro quanto do distrito, tem se alterado, em grande medida pelos investimentos públicos e privados no local, quer seja pela construção de metrôs e monotrilhos, quer seja por grandes inaugurações de shoppings center e condomínios fechados, as melhorias tem atraído cada vez mais classes médias e altas para o local.

Vila Prudente tem sofrido um processo de modificação histórica, antigamente o bairro que era quase que exclusivamente de trabalhadores e imigrantes, tem se reformulado em uma grande área de serviços terciários, assim fenômenos como a verticalização e a especulação imobiliária são, na verdade, um processo dinâmico de reorganização espacial no qual toda a cidade de São Paulo tem experimentado.

Atualmente faz parte da infraestrutura de Vila Prudente a Linha 2 – Verde do metrô de São Paulo, Terminal Vila Prudente, além do Monotrilho que passará na região e será inaugurado em breve, a última estimativa de inauguração seria no final do mês de março de 2014. Além do transporte há também o centro comercial Central Plaza Shopping, inaugurado em setembro de 1999 e conta com 240 lojas, um crematório Dr. Jayme Augusto Lopes, implementado em 1974, sendo um dos maiores da América Latina e pioneiro em seu tempo.

O distrito é bem atendido quando instituições de saúde, ele contém uma UBS, três AMAs, três CAPS, um hospital público e dois particulares.

Ainda reside na região o Parque Ecológico Professora Lydia Natalízio Diogo, o parque ecológico de Vila Prudente, situado nos limites dos bairros de Vila Zelina, Vila Alpina, Vila Ema, Jardim Independência e Jardim Avelino. O perfil industrial do distrito bem como o uso lúdico do córrego já ocorria em 1969. Contudo, somente com a desindustrialização das de áreas da várzea do córrego foi cedido, pela futura instalação do cemitério de Vila Alpina um espaço para a construção de um parque para o distrito. Dessa forma em 27 de dezembro de 2004 a realizou-se a inauguração do parque, cerca de mil e quinhentas pessoas utilizam-se diariamente do parque, desse número 80% são moradores de áreas próximas25.

Ainda hoje existem cerca de 500 indústrias instaladas no distrito, mas esse número tem diminuído gradativamente, muitos dos lotes que pertenciam as indústrias

25 HONÓRIO, Rosely Marchetti. Contribuição da Historia Oral. Disponível em:

http://each.uspnet.usp.br/gephom/encontroregional2011/Anais_IX_ERSHO.pdf#page=176. Acessado em 1 de maio de 2014.

tem servido como cortiços, loteamentos clandestinos ou na construção de prédios e condomínios fechados.

As zonas industriais em 1972 eram cerca de 1000 há, em contraposição aos 513 das atuais. As restantes ainda se concentram ao longo da linha férrea e se localizam nos distritos da Mooca, Ipiranga e de Vila Prudente. Avaliou-se que para as áreas que tiveram seu zoneamento alterado em zona mista a realização do levantamento do uso e ocupação atual alimentaria, com dados primários, o entendimento das dinâmicas de transformação e da reprodução urbana. Pode-se antecipar que esta alteração estimulou a atuação do setor privado que realizou nos lotes de ex industrias a substituição rápida das edificações, propondo um produto residencial de médio alto padrão que não dialoga com o entorno, sendo a ocupação do lote condomínio fechado vertical.26

As indústrias estão cada vez mais deixando espaços, não somente para mordias, mas também para estabelecimentos comerciais, são cerca de 758 atividades comerciais no distrito, 635 espaços para o terceiro setor de serviços, e 56 empresas de construção civil.

Tabela 11:Estabelecimento educacionais em Vila Prudente – 2010

Instituições de Ensino Publicas Privadas

Creches 8 7

Educação Infantil 5 18

Ensino Fundamental 16 12

Ensino Médio 7 10

Universidade/ Faculdade 0 1

Fonte: São Paulo Bairros – estáticas de Vila Prudente, Dados censitários 2010

Na Vila Prudente também há um significativo número de instituições de ensino infantil, fundamental e médio, faltando uma representatividade maior de cursos superiores através da faculdades e universidades. Mesmo com a verticalização do bairro, e a mudança de um espaço do operariado para um a bairro de serviços, as populações residentes que concluiu um curso universitário é ainda baixo, como demostra a tabela abaixo:

26 GARRAFOLI, Fábio Takayama, VITALE, Letizia. Áreas industriais em obsolescência: Potencialidade

para reconversão urbana ou mera mercadoria imobiliária? Disponível em: http://www.ppgau.ufba.br/urbicentros/2012/ST229.pdf. Acesso em 1 de maio de 2014.

Tabela 12:População de 10 anos ou mais de idade, por nível de instrução em Vila Prudente – 2010.

São Lucas Sapopemba Vila Prudente

Sem Instrução e fundamental incompleto 43.135 111.931 31.695 Fundamental Completo e Médio Incompleto 25.352 53.581 16.071 Médio Completo e Superior Incompleto 38.735 64.499 27.108 Superior Completo 17.201 11.683 17.362 Não determinado 1.086 2.865 1.307 Total 125.509 244.560 93.543

Fonte: Infocidade, IBGE Censo 2010.

O nível de escolaridade interfere de maneira significativa na aquisição de emprego e na renda familiar a tabela a seguir demostra a o emprego por escolaridade no distrito.

Tabela 13:Empregados por Escolaridade, Segundo os Distritos Administrativos – Vila Prudente Vila Prudente N° % Ensino Fundamental Incompleto 5.295 16,89

Ensino Fundamental Completo 6.322 20,17

Ensino Médio incompleto 2.882 9,20

Ensino Médio Completo 12.653 40,37

Ensino Superior Incompleto 1.024 3,27

Ensino Superior Completo 3.165 10,10

Total 31.341 100

Tantos os indicadores educacionais relativamente baixos para o distrito de Vila Prudente não refletem no rendimento familiar, segundo o Observatório Cidade Nossa São Paulo, o rendimento médio dos moradores Vila Prudente/Sapopemba em 2012 era de 1.922,76, rendimento esse superior a muitos distritos da capital, superando Ipiranga, Casa Verde/Cachoerinha, Freguesia/Brasilândia, Pirituba etc. Ficando, inclusive, maior que o rendimento médio da cidade de São Paulo, que em 2012 era de 1.839,98.

Desde 2008 o distrito de Vila Prudente conta com a AMOVIZA, eles são responsáveis pela organização de grandes eventos na região, principalmente a festas típicas de cultura do leste–europeu, além disso, organizam junto a órgãos públicos benefícios para o bairro de Vila Zelina e seus entornos.

Atualmente a AMOVIZA é a grande responsável pela discussão da tematização do bairro em Vila Zelina, a ideia é barrar a pujante verticalização e tematizar o bairro e adjacentes com construções que beneficiariam a cultura, culinária, festas, religião entre outras coisas dos imigrantes do Leste Europeu.