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4. KİMLİK VE KÜLTÜRLEŞME

1.4. Dini Kimlik

Além da estatística descritiva das diversas variáveis registradas, a análise estatística teve três abordagens diferentes. Inicialmente procedeu-se à análise pareada dos índices temporais e espectrais da VFC entre as avaliações 1 e 2, a fim de verificar a reprodutibilidade da análise. No segundo momento, foi realizada análise pareada das três avaliações da variabilidade da freqüência cardíaca para se julgar, em última instância, a existência e/ou a magnitude dos efeitos da intervenção proposta (aumento de 3500 passos/dia) sobre os diversos índices escolhidos como representativos da função autonômica cardíaca. Nesse caso considerou-se para efeito de comparação não só os valores das manobras por si, mas o grau de resposta frente ao estímulo da mudança postural ativa nas três avaliações realizadas. Seguindo a mesma lógica, procedeu-se também à análise comparativa pareada das duas avaliações ergoespirométricas com o objetivo de se verificar a existência e/ou magnitude da diferença nas diversas variáveis escolhidas como representativas do desempenho físico ao nível do limiar anaeróbico (VO2, FC, tempo de teste e o desempenho físico expresso pela distância percorrida).

Em uma terceira abordagem, procedeu-se a uma análise de associação de eventos, por meio do estudo da existência ou não de correlação entre variáveis representativas do balanço vago-simpático com variáveis representativas do

desempenho físico e com o padrão de quantidade de passos/dia realizado pelos voluntários.

Em todas situações a estatística empregada para todas as análises e variáveis estudadas foi a não-paramétrica, em função da maioria das distribuições das variáveis amostrais ter sido do tipo não-normal, especialmente nos índices da variabilidade da FC. Para a verificação da normalidade de distribuição empregou-se tanto o teste de Kolmogorov-Smirnov quanto o de Shapiro-Wilk, tendo este último revelado um número bastante maior de distribuições não-normais. Na abordagem inicial, onde se comparou pareadamente índices da VFC para análise da reprodutibilidade, empregou-se o teste de Wilcoxon. Nas análises do status autonômico nos três diferentes momentos de avaliação e demais análises de variância, também de forma pareada, foi empregado o teste Friedman, com teste post hoc de Dunn, quando aplicável. Na terceira abordagem, usou- se a correlação de Spearman quando da associação entre as diferentes variáveis analisadas.

As diferenças entre as diversas comparações instituídas foram consideradas estatisticamente significativas quando as probabilidades bi-caudais das suas ocorrências devidas ao acaso (erro tipo I) foram menores ou iguais a 5% (p ≤ 0,05). Considerou-se ainda essas diferenças como tendência estatística quando 0,05 < p < 0,10. Para os cálculos matemáticos e composição gráfica, utilizaram-se os aplicativos estatísticos GraphPad Prism 4 for windows e SPSS versão 13.0.

A apresentação dos dados foi feita em grupos de tabelas correspondentes a cada tipo de análise, com acréscimo de alguns gráficos para ilustrar pontos de destaque. A expressão gráfica do tipo box plot incorpora sempre valores medianos, os quartis 25% (inferior) e 75% (superior), bem como os valores extremos inferior e superior. No estudo dos efeitos da intervenção foram comparados os valores individuais para cada índice em cada uma das três avaliações realizadas. Além da comparação estatística, foram analisadas as diferenças percentuais de índices obtidos na postura ortostática comparativamente ao repouso supino, bem como a comparação estatística do grau de resposta em cada uma das três avaliações.

Na seqüência, são apresentados os resultados obtidos das variáveis analisadas no presente estudo.

RESULTADOS

Os resultados serão apresentados em cinco grandes blocos, conforme os tipos de variável e de análise instituídos. Inicialmente serão apresentados os dados relativos ao número de passos/dia realizados pelos voluntários nas duas fases do estudo, bem como as análises do perfil do número de passos no que se refere à especificidade do dia da semana. Optou-se pela apresentação inicial do número de passos/dia uma vez que é a base da intervenção instituída, requerendo assim a demonstração da efetividade da mudança pretendida no nível de atividade física. Nesse primeiro bloco serão considerados:

¾ Comparação do número de passos/dia entre as duas fases do protocolo de estudo, independentemente do dia da semana;

¾ Comparação do número de passos/dia, nas duas fases do protocolo de estudo, separando-se os dias úteis dos finais de semana/feriados

No segundo bloco serão apresentados os dados relativos às variáveis de caracterização funcional e antropométricas dos voluntários nas três avaliações seriadas instituídas. Nesse bloco serão considerados:

¾ Comportamento da freqüência cardíaca (FC) no repouso supino e na postura ortostática nas 3 avaliações seriadas;

¾ Comportamento da freqüência respiratória (FR) no repouso supino e na postura ortostática, nas 3 avaliações seriadas;

¾ Comportamento da pressão arterial sistólica (PAS) no repouso supino e na postura ortostática, nas 3 avaliações seriadas;

¾ Comportamento da pressão arterial diastólica (PAD) no repouso supino e na postura ortostática, nas 3 avaliações seriadas;

¾ Comportamento do peso corporal nas 3 avaliações seriadas; ¾ Comportamento do índice de massa corporal (IMC) nas 3

avaliações seriadas;

No terceiro bloco da série de dados serão apresentados os valores comparativos dos índices das análises temporal e espectral da variabilidade da freqüência cardíaca - VFC. Nesse bloco, procedeu-se à apresentação dos dados em três

subgrupos, conforme o tipo de análise. No item III.I são abordados dados da reprodutibilidade entre as avaliações 1 e 2 da FAC. Neste tópico apresentam-se os seguintes dados:

¾ NO DOMÍNIO DO TEMPO:

¾ Comparação seriada, em cada uma das posturas avaliadas (repouso supino e ortostático), nas avaliações 1 vs 2, dos seguintes índices:

o média dos intervalos R-R do ECG;

o desvios padrão da média dos intervalos R-R do ECG; o coeficientes de variação dos intervalos R-R do ECG;, o percentual de intervalos R-R do ECG com variação

superior à 50 ms comparativamente ao intervalo anterior (pNN50);

o raiz quadrada do quadrado das diferenças sucessivas dos intervalos R-R do ECG (r-MMSD);

¾ NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA:

¾ Comparação seriada, em cada uma das posturas avaliadas (repouso supino e ortostático), nas avaliações 1 vs 2, dos seguintes índices:

o área espectral total;

o áreas absolutas de baixa freqüência espectral; o áreas absolutas de alta freqüência do ECG;

o razão da baixa freqüência espectral pela alta freqüência espectral (razão BF/AF);

o áreas relativas normalizadas de baixa freqüência espectral; o áreas relativas normalizadas de alta freqüência espectral.

No subitem III.II são apresentados os dados da comparação seriada nas três avaliações da VFC, medindo-se portanto os possíveis efeitos da intervenção experimental. São apresentados neste ponto dados das mesmas variáveis acima indicadas, acrescida ainda do número de intervalos R-R.

Ainda no terceiro bloco, item III.III, serão apresentas comparações de índices temporais e espectrais da variabilidade da freqüência cardíaca na postura ortostática comparativamente ao repouso supino. Nesse item serão demonstrados, para as três avaliações realizadas, os dados relativos aos efeitos da mudança postural em alguns índices do domínio do tempo (médias dos intervalos R-R, no pNN50, no rMSSD) e de alguns no domínio da freqüência (área espectral total, razão ABF/AAF e áreas relativas normalizadas de baixa e alta freqüências espectrais). São ainda apresentadas neste item as comparações da magnitude do efeito da mudança postural ativa nas três avaliações seriadamente.

No quarto grande bloco de dados serão apresentados os resultados relativos às variáveis de desempenho físico submáximo medidas no teste ergoespirométrico - TE, a saber:

¾ Comparação pareada da FC atingida no limiar anaeróbico nas duas avaliações ergoespirométricas instituídas;

¾ Comparação pareada do consumo de oxigênio atingido no limiar anaeróbico nas duas avaliações ergoespirométricas instituídas; ¾ Comparação pareada do tempo de teste necessário para se atingir

o limiar anaeróbico, nas duas avaliações ergoespirométricas instituídas;

¾ Comparação do desempenho físico até se atingir o limiar anaeróbico, nas duas avaliações ergoespirométricas instituídas; ¾ Comparação seriada do Polar Fitness Test medido em cada uma

das 3 avaliações instituídas;

¾ Observação da variação absoluta da FC medida após 1 minuto de recuperação no TE em relação à FC de pico;

¾ Observação do percentual da FC máxima prevista pela idade (220 – idade) atingido no momento do limiar anaeróbico.

¾ Observação do incremento relativo da FC no limiar anaeróbico, comparativamente à FC de repouso na postura ortostática (para este cálculo foi considerada a FC de repouso no ortostatismo, medida no momento dos testes de FAC, no mesmo dia do TE, uma vez que a FC imediatamente anterior ao TE já sofre influências da excitação provocada pela expectativa do teste.

Finalmente, no quinto e último bloco dos resultados serão apresentadas as análises de correlação, realizadas com índices temporais e espectrais da variabilidade da freqüência cardíaca e índices de desempenho físico. Nesse ponto apresentam-se dados de:

¾ Correlação entre o número de passos/dia nas fases pré- e pós- intervenção com a média de intervalos R-R do ECG, o pNN50 e o rMSSD, no domínio do tempo, e com a área espectral total e a razão BF/AF, no domínio da freqüência.

¾ Correlação dos mesmos índices da função autonômica cardíaca acima citados, com o consumo de oxigênio no limiar anaeróbico e com o desempenho físico expresso pela distância percorrida, como variáveis representativas do desempenho físico submáximo;

¾ Correlação entre o percentual de incremento da FC no limiar anaeróbico em relação ao repouso, com a própria FC de repouso prévia, também na postura ortostática.

Em relação a todos os dados a serem apresentados, empregou-se indicação textual dos valores em termos medianos e extremos inferior (Ext Inf) - superior (Ext Sup), com a complementação da estatística descritiva expressa em tabelas (Tabelas 03 a 34). Das tabelas constam demais medidas de tendência central e dispersão, como média, desvio padrão (DP), quartil inferior (Qtl Inf) e quartil superior (Qtl Sup), bem como o nível de significância das comparações instituídas. Nos casos onde se julgou necessário qualquer tipo de destaque, são apresentados gráficos específicos.

De forma resumida portanto, a apresentação dos dados seguirá a seguinte estrutura:

I. Comparação seriada do número de passos/dia

II. Comparação seriada de variáveis funcionais e antropométricas nas três avaliações realizadas

III. – Comparações da variabilidade da freqüência cardíaca: III.I – quanto à reprodutibilidade

III.III – quanto aos efeitos da mudança postural e ao comportamento da magnitude das mudanças nas avaliações seriadas

IV – Comparações das variáveis de desempenho físico no teste de esforço -TE

V – Correlações entre o padrão de passos/dia e índices da VFC e/ou índices do TE

I – ANÁLISE DO NÚMERO DE PASSOS/DIA