DİZGECİ İŞLEVSEL DİLBİLGİSİ
2.2. KESİT DİL VE METİN TÜRÜ
Inicialmente a palma pode ser classificada taxonomicamente devido à posição assimétrica do embrião e à presença de somente um cotilédone na semente, na classe das monocotiledôneas (MORENO, 1984). As folhas de classe penada e a formação de frutos simples indicam que essa espécie pertence à família das palmáceas. O agrupamento das folhas em espádices unissexuadas a classifica como uma palmácea do gênero Elaeis (CONCEIÇÃO; MÜLLER, 2000). Do gênero Elaeis, existem duas espécies: uma espécie ocorre nas Américas e a outra no continente africano (Guineensis). São plantas de tronco único, grosso, ereto e alto na espécie Guineensis, e algo inclinado na americana (LORENZI et al., 2004). Dos diversos gêneros de palma nativos, a Elaeis foi o único que adquiriu importância econômica e a espécie Guineensis constitui, atualmente, a base para a exploração agrícola intensiva.
A espécie americana é conhecida comumente como caiaué, cujo nome científico é
Elaeis oleifera, e a africana é a palma ou dendezeiro, cientificamente denominada como Elaeis Guineensis Jacq. O gênero recebeu o nome de Elaeis com base nas palmas
Guineensis Jacq, vem do se descobridor o botânico Jacquin e de sua origem atribuída à costa
da Guiné, na África (HARTLEY, 1986).
Numa classificação mais recente, Lorenzi et al. (2004) incluíram a Elaeis Guineensis
Jacq na ordem Palmales e na família Arecaceae (Palmae). Está é uma palma que pode atingir
até 20 metros de altura, com aproximadamente 24 folhas de 5 a 6 metros de comprimento. Dos frutos da palma, extraem-se duas classes de óleo: o óleo de palma obtido do mesocarpo e o óleo de palmiste, obtido da amêndoa (Figura 19). Ambos podem constituir matéria-prima para o biodiesel, porém o óleo de palma é cerca de 20% da massa do fruto contra 1,5% do óleo de palmiste.
Em resumo:
Classe: Monocotiledônea Ordem: Palmales
Família: Arecaceae (Palmae) Gênero: Elaeis
Espécie: Elaeis guineesis Jacq.
Figura 19 - Óleo cru de palma e palmiste.
Fonte: (FEDEPALMA, 2006)
A palma ou Elaeis Guineensis Jacq apresenta melhor desenvolvimento em regiões tropicais e equatoriais, com clima quente e úmido, precipitação elevada e bem distribuída ao longo do ano. Essa espécie é encontrada naturalmente dispersa na África, desde o Senegal até
Angola, sendo as populações mais densas encontradas na Costa do Marfim, Camarões e Zaire. É comercialmente utilizada por ter alta produtividade em óleo. É uma palma com raízes fasciculadas, estipe (tronco) ereto, escuro, sem ramificações, anelado (devido a cicatrizes deixadas por folhas antigas). As folhas têm bases recobertas com espinhos.
Seu sistema radicular na idade adulta é fasciculado, constituído de 8.000 a 10.000 raízes adventícias primárias, com 4 a 10 mm de diâmetro, emergindo principalmente da base do tronco. A maioria das raízes é encontrada na faixa de 20 a 60 cm de profundidade, próximo à base (FERWERDA, 1975).
O tronco é ereto e sem ramificações, sendo denominado de estipe, espesso na juventude, nas plantas velhas torna-se mais fino e marcado por cicatrizes e restos de pecíolos de folhas já caídas. O tronco é uma coluna de diâmetro quase constante, que se prolonga do bulbo radicular (CONCEIÇÃO; MULLER, 2000). Pode alcançar 30 m de altura, porém, em condições de florestas, é raro atingir mais de 20 m. O diâmetro médio é de 22 a 75 cm, com variações em função da espécie, do cultivar e do ambiente (GONÇALVES, 2001).
As folhas são encontradas na parte superior do estipe, aproximadamente 35 a 50 folhas, geralmente pinadas, medindo de 5 a 7 m e pesando de 5 a 8 kg cada uma (SURRE; ZILLER, 1969). A copa é constituída de 40 a 50 folhas abertas e um cone central com primórdios foliares em vários estágios de desenvolvimento (GONÇALVES, 2001). O ritmo de emissão foliar e de produção de cachos de palma varia segundo a idade e com as condições edafo-climáticas (HARTLEY, 1986). Em um ano uma palmeira emite aproximadamente 24 folhas e produz de 4 a 20 cachos.
A palma é uma planta monóica, ou seja, as flores masculinas e femininas são produzidas na mesma planta, mas separadas, nesse caso em inflorescências masculinas e femininas. Cada grupo de inflorescências possui os dois sexos, porém um deles fica, quase sempre, rudimentar. A razão sexual (relação entre o número de inflorescências femininas e o número total de inflorescências) vai diminuindo conforme aumenta a idade da planta. Se o clima é favorável, a razão sexual é elevada, mas uma severa eliminação de folhas reduz bastante o número de cachos produzidos por alguns meses (CONCEIÇÃO; MÜLLER, 2000).
Os frutos da palma são mais ou menos esféricos e alongados, o que o torna protuberante no topo. Tem 2 a 5 cm de comprimento e 3 a 30 g de peso. O exocarpo é brilhante, liso, encimado pelo estigma lenhoso persistente. O fruto imaturo possui coloração que varia de violeta-escura a preta e a metade inferior é marfim. A metade superior apresenta cor marrom durante o amadurecimento, podendo variar com o grupo (GONÇALVES, 2001).
De acordo com Surre e Ziller (1969), o fruto está composto da superfície para o interior, dos seguintes componentes:
a. Exocarpo ou epiderme, ou casca do fruto, é liso, brilhante e fino;
b. Mesocarpo ou polpa tem coloração amarela ou alaranjada, é muito oleoso e contém estreitas fileiras de fibras. Dele se extrai o óleo de palma (40 a 60% da massa fresca do fruto);
c. Endocarpo ou coque é muito duro, de cor negra, envolvido por fibras aderentes.
d. Endosperma (ou amêndoa) tem forma ovóide e ocupa toda cavidade do endocarpo. O endosperma é composto de tegumento, albume e o embrião. O tegumento é muito fino e está aderido ao albume, que é cartilaginoso e rico em óleo (da qual se retira o óleo de palmiste), em cujo centro há uma fendidura ou cavidade central. O embrião tem 4 a 5 mm de comprimento, ficando alojado em uma pequena cavidade do albume. O endosperma, depois de retirado da semente e seco, é conhecido comercialmente como amêndoa de palmiste.
Adicionalmente, em função da morfologia do fruto a Elaeis Guineensis é classificada da seguinte maneira (Figura 20):
• Macrocaria: possui frutos com endocarpo com espessura acima de 6 mm; sem importância econômica.
• Dura: fruto com endocarpo de espessura entre 2 a 6 mm, com fibras dispersas na polpa. Usado como planta feminina na produção de híbridos comerciais.
• Psífera: frutos sem endocarpo separando polpa da amêndoa. Usada como fornecedora de pólen na produção de híbridos comerciais.
• Tenera: híbrido do cruzamento Psifera e Dura; tem endocarpo com espessura entre 0,5 mm e 2,5 mm, com anel de fibras ao redor do endocarpo. Suas sementes são recomendadas para plantios comerciais. Tem vida econômica entre 20-30 anos, produz 10-12 cachos anualmente, que pesam entre 20 a 30 kg (cada), portando 1.000 a 3.000 frutos (cada cacho). É boa produtora de inflorescências femininas.
Mesocarpo 35-65% Endocarpo 20-50% Endospermo 4-20% Mesocarpo 92-97% Endospermo 3-8% Mesocarpo 60-96% Endocarpo 3-20% Endospermo 3-15%
DURA
TENERA
PISIFERA
Figura 20 - Morfologia do fruto de palma.
Fonte: (FEDEPALMA, 2006) Elaboração própria.
O óleo de palma, como já foi mencionado, é constituído basicamente por triglicerídeos, que são tri-ésteres de ácidos graxos com glicerol. Os ácidos graxos podem variar em função das condições climáticas, do estado de maturação dos frutos, das variedades da palmeira e de diversos outros fatores. A Tabela 8 apresenta a composição para o óleo de palma (VIANNA, 2006).
Tabela 8 - Composição química do óleo de palma.
Designação Faixa de presença Teor médio
Láurico Nd – 0,1% 0,05% Mirítico 0,9 – 1,1% 1,0% Palmítico 43,1 – 45,3% 44,1% Palmitoleico 0,1 – 0,3% 0,15% Esteárico 4,0 – 4,8% 4,4% Oléico 38,4% -40,8% 39,6% Linoleico 9,4% -11,1% 10,1% Linolênico 0,1 – 0,4% 0,2% Araquídico 0,1 – 0,4% 0,2% Fonte: Rittner (1996)
Em uma tonelada de cachos com fruto, 650 kg correspondem ao fruto, do qual se extraem entre 190 kg até 250 kg de óleo de palma bruto e aproximadamente 30 kg de óleo de palmiste bruto. Igualmente se obtém em peso úmido 35 kg de resíduos, 350 kg do cacho e 380
kg de fibra, quantidade suficiente para gerar energia para os processos de produção (Tabela 9).
Tabela 9 - Composição e produtos extraídos dos cachos frescos de fruto de palma.
Cacho (100 %) Fruto (65 %) Mesocarpo (40 %) Óleo cru (19 %) Óleo Refinado (17 %) Oleína Estearina Resíduos (2 %) Fibra (21 %) Noz (25 %) Amêndoa (8 %) Óleo cru de palmiste (3 %) Óleo refinado de palmiste (2,5 %) Resíduos (0,5 %) Torta de palmiste (4 %) Resíduos (1 %) Casca (17 %) Cacho Vazio (35 %) Fonte: (BERNAL, 2001) adaptação própria
A palma é uma cultura perene, que na fase jovem é associada às leguminosas de cobertura, podendo ser considerada um sistema de boa estabilidade ecológica e baixos impactos negativos ao ambiente (EMBRAPA, 2006).
Segundo FEDEPALMA (2006), a cultura da palma apresenta uma produção distribuída durante todos os meses, iniciando seu ciclo econômico produtivo entre o terceiro e quarto ano após seu plantio, atingindo a plenitude de produção em torno do sétimo ano, podendo se estender comercialmente até o trigésimo ano, quando deve ser eliminada pela dificuldade da colheita. Na Tabela 10 descreve-se a taxa de rendimento em função da idade e do nível tecnológico aplicado, referente à eficiência dos fertilizantes, variedades usadas e características de colheita.
A cultura da palma é de fundamental importância na conjuntura atual, tornando-se uma alternativa energética para o país como fonte de matéria-prima para a produção de biodiesel. Além de menos poluente, poderia reduzir os gastos com a importação de petróleo e outros insumos componentes da matriz energética dos países em desenvolvimento (CUENCA; NAZÁRIO, 2005).
Tabela 10 - Rendimento da palma em função da idade.
Produtividade anual média da palma em função do nível tecnológico aplicado.
Idade Produção baixa
(Nível Tecnológico baixo) Produção média (Nível Tecnológico médio) Produção alta (Nível Tecnológico alto)
18 a 24 meses --- --- 2 a 4 t/ha
2 a 3 anos --- 2 a 4 t/ha 8 a 12 t/ha
3 a 4 anos 2 a 4 t/ha 8 a 12 t/ha 14 a 18 t/ha
4 a 5 anos 8 a 12 t/ha 14 a 18 t/ha 22 a 26 t/ha
5 a 6 anos 12 a 18 t/ha 18 a 22 t/ha 28 a 32 t/ha