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DİLBİLGİSEL EĞRETİLEME VE ÖRTÜKLEŞTİRME YAPILAR

3.3. DİLBİLGİSEL EĞRETİLEME VE TÜRLERİ

, nos países em desenvolvimento é completamente possível ter uma indústria rural baseada em economias de pequenos produtores, e cita o sucesso da indústria aviária no Brasil onde mais de 60% da produção nacional é fornecida pelos pequenos produtores, e ainda o Brasil é o terceiro produtor de frango no mundo com pouco mas de 11 milhões de toneladas em 2008. Ele acredita que a participação do governo é fundamental e que deve centrar seu apoio em garantir o acesso dos pequenos produtores aos recursos econômicos e às novas tecnologias (SILVA, 2009).

Para Puerto (2007), na Colômbia, as atividades da agroindústria da palma são desenvolvidas conforme os parâmetros de desenvolvimento sustentável, embora, existem alterações de caráter social e econômico que são conseqüência dos problemas de guerrilhas, narcotráfico e paramilitares, que incidem negativamente no setor agrícola e, em particular, no setor da palma dificultando sua evolução.

Devido a esses problemas a contextualização do meio social nas regiões nas quais se desenvolve a agroindústria da palma é um fator fundamental, já que desde a óptica econômica, de segurança e disponibilidade de mão-de-obra, esses conflitos dificultam e impossibilitam a implantação e desenvolvimento de qualquer sistema agrícola. Cada região apresenta características singulares sociais e culturais, como é descrito a seguir (PUERTO, 2007).

Os habitantes da região Norte utilizam o solo na atividade agrícola e pecuária extensiva. A zona apresenta carência na cobertura de serviços públicos e sociais. Há alguns anos os cultivos tradicionais da região tiveram fortes quedas nos preços, levando a uma queda na renda dos produtores e, em conseqüência, deteriorando o nível de vida dos habitantes da região. Em resposta, os pequenos produtores desenvolveram sistemas associativos para conseguir comercializar seus produtos fora dos mercados locais. Essa região apresenta uma grande carência de cobertura de serviços públicos e sociais.

Na região Central, a prestação dos serviços públicos e sociais tem cobertura insuficiente. A economia é camponesa com vocação agrícola e pecuária tendo como

limitantes o acesso aos créditos, concentração da propriedade e aumento da violência pela diversidade dos grupos armados.

Na região Leste se desenvolvem as atividades econômicas relacionadas à exploração petroleira, à produção pecuária extensiva e, em menor proporção, à agricultura. A cobertura de serviços públicos e sociais na área rural é deficiente. Os cultivos ilegais ocasionam enfrentamentos armados entre os diferentes atores do conflito.

Na região Oeste há conflitos territoriais derivados da expansão das áreas de algumas culturas permanentes, dos cultivos ilegais, da presença de grupos armados e da titulação coletiva a comunidades negras, o que cria ações violentas constantes entre os diferentes atores pelo domínio do território.

Em geral em todas as regiões existem conflitos relacionados à distribuição da terra, à proliferação de culturas ilegais e conflitos armados de caráter político, em diferentes proporções. Esses são fomentados por problemas de rentabilidade econômica do setor agrícola e falta de emprego rural que, pouco a pouco, tem causado o abandono do campo pelos trabalhadores rurais e alguns pequenos produtores. Uma parte dessa população destina seus recursos a produções fora da lei e, em conseqüência, salientam a proliferação da insegurança rural e de grupos armados ilegais financiados por essas economias ilícitas.

Entretanto, segundo o MADR (2008), do ano de 2002 a 2008 a cultura da palma passou a empregar de 30.429 para 58.722 trabalhadores diretos, um aumento de 93% durante esse período. No caso dos empregos indiretos gerados por essa cultura o crescimento durante esse período teve o mesmo aumento de 93%. Não obstante, a palma tem um índice de emprego baixo quando comparada a outras culturas. Mas, desde o ano de 2000 apresenta o maior aumento na geração de empregos superando as culturas de milho e café principais geradoras de emprego do setor agrícola. Na cultura da palma a distribuição dos empregos varia dependendo do tamanho da empresa. Assim, uma plantação de mais de 1.000 hectares tem, em geral, 73,8% dos trabalhadores em campo, 7,4% na usina de extração, 14,7% na área administrativa e 4,1% em outras áreas. Para empresas menores de 1000 hectares a distribuição dos trabalhadores é tipicamente 77,3% na plantação, em geral não tem usina de extração, 16,5% trabalhadores administrativos e 6,2% em outras áreas. A cultura é caracteristicamente intensiva na utilização de mão-de-obra e os empregos gerados são permanentes e estáveis. A contratação dos trabalhadores na plantação se distribui de maneira equitativa em fixos (52%) e por contrato (48%).

A expansão do cultivo de palma africana se mantém desde 1960. Estima-se que a área potencial para o cultivo da palma africana seja superior que três milhões de hectares

(ROMERO, 1999). O MADR (2008) ratifica esse potencial e destaca a participação de região Leste com aproximadamente 60% do potencial total, ou seja, 1.933.821 ha. O MADR (2008) apresenta as áreas potenciais por região para expansão dos cultivos de palma e determina a quantidade de empregos diretos gerados com um índice de emprego de 0,27 para vários cenários de expansão, incluindo a fase agrícola e industrial. Para uma expansão de 100%, seriam gerados 883.786 empregos diretos, aproximadamente 900% mais que em 2007, dos quais 522.132 seriam só da região Leste (Tabela 16). Segundo Goldemberg (2002), a geração de emprego tem sido reconhecida como uma das maiores vantagens das energias renováveis, em especial da biomassa, quando comparada às dos combustíveis fósseis. As produções de biomassa além de gerar empregos rurais, têm grandes vantagens econômicas, já que requerem baixos investimentos por emprego gerado em relação a outros setores industriais.

Tabela 16 - Área potencial para de palma e empregos gerados para diferentes expansões.

Região Área Plantada (ha) Área Potencial (ha) Empregos hoje*

Empregos 20% Área Potencial Empregos 50% Área Potencial Empregos 100% Área Potencial Central 83.626 693.103 22.579 37.428 93.569 187.138 Norte 118.872 579.493 32.095 31.293 78.232 156.463 Oeste 41.471 66.865 11.197 3.611 9.027 18.054 Leste 113.358 1.933.821 30.607 104.426 261.066 522.132 Total 357.327 3.273.282 96.478 176.757 441.893 883.786 Fonte: (MADR, 2008)

Puerto (2007), conclui que a Colômbia apresenta as características de aptidão agrícola e de superfície para expandir as culturas energéticas, também tem uma organização comunitária em algumas regiões para incentivar a agricultura familiar, embora as características do conflito armado sejam coincidentes nessas áreas, além da palma apresentar todas as características do monocultivo, razão pela qual o governo deve incentivar e regular de maneira eficaz as interações do setor, garantindo oportunidades para todos os participantes da cadeia.

Culturas com alta rentabilidade econômica como a palma fomentam o retorno da população ao campo, a expansão do setor agrícola, garantem disponibilidade de empregos, maiores rendas e, em geral, crescimento da infra-estrutura em beneficio da sociedade. Na atualidade a maioria das empresas colombianas estão regidas por normas internacionais como as estabelecidas pelo Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO) e pela Organização Internacional para Padronização (ISO). A norma do RSPO visa promover o crescimento e uso do óleo de palma e derivados através de uma produção sustentável com características de

normalização internacional e compromisso social das partes envolvidas, essa norma é exigida às empresas produtoras de óleo de palma ou derivados que desejem exportar seus produtos para a União Européia. As normas ISO 9001, referente ao sistema de gestão da qualidade da produção, ISO 14001, referente ao sistema de gestão ambiental, e as OHSAS 18001, referentes ao sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho, são igualmente exigidas tanto por entidades públicas e privadas locais como internacionais. Essas normas são cobradas pela sociedade consumidora, obrigando, de maneira direta, as empresas produtoras a garantir sistemas de produção eficientes, ótimas condições laborais para os empregados e sistemas produtivos que reduzam o impacto sobre o ambiente. Adicionalmente, incentivam as empresas a otimizar continuamente os processos, sempre em busca de melhores eficiências.