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Jeoloji, jeomorfoloji ve hidrojeoloji

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Yönetici Özeti

2. Gediz-Bakırçay Havzalarının (İzmir) Yapısal Durumu

2.1.3. Jeoloji, jeomorfoloji ve hidrojeoloji

A estrutura do trabalho procurou seguir uma ordem cronológica do processo de urbanização do litoral da Cidade, de sua transformação de zona portuária e de meretrício em zona residencial que varia de alta à baixa renda. A opção por estruturar a dissertação no formato de paisagem surgiu partindo da idéia de contribuir para uma melhor fluidez na sua leitura, servindo para a comunicação visual e escrita do trabalho. Destarte, o trabalho está estruturado com a seguinte distribuição:

2. Portuário. Partindo dos antecedentes históricos das relações do homem com o ambiente litorâneo,

busco descrever as venturas teórico-metodológicas para a construção deste trabalho, destacando sob a perspectiva Geo-Histórica temas como o desenvolvimento da cartografia e da fotografia, até chegar as primeiras formas de ocupação do espaço litorâneo brasileiro;

3. De Manuel Francês a Adolfo Herbster. Utilizando a cartografia tida sobre a Fortaleza até o final do

século XIX, esta parte do trabalho tem o objetivo de discutir o modo de ocupação e expansão urbana da Cidade, destacando os diversos usos do espaço litorâneo;

4. De Amedeé Mouchez a Saboya Ribeiro. Onde, por meio da cartografia e fotografia, venho tratar da

Belle Époque até as novas dinâmicas do litoral da Cidade, com a descoberta da zona costeira como ambiente

para o lazer e veraneio bem como os novos projetos portuários.

Finalizando o trabalho com as considerações finais, as referências das fontes consultadas e os anexos. Boa Leitura!

ara o início deste trabalho destinamos a apresentar a ventura metodológica empreendida para a sua construção, partindo da busca em organizar uma

estratégia metodológica no sentido de compreender a complexidade do enfoque

escolhido para o estudo do litoral de Fortaleza ao qual nos propomos a pesquisar, a fim de contribuir na construção intelectual para o ato da investigação.

Dada essa premissa, para a formação da base para pesquisa nos ocorreu primeiramente a necessidade de se compreender – sem as amarras impostas das ditas humanas ou físicas geografias –, o ambiente escolhido para o estudo: a zona costeira.

A zona costeira, ou litoral, representa um dos mais complexos sistemas ambientais do planeta. Ela é a faixa de conexão entre quase todas as forças da natureza que atuam entre o oceano, o continente e a atmosfera. Caracterizada pela interface entre três sistemas ambientais diferentes: hidrosfera, litosfera, e atmosfera, nela estão presentes e em interação as forças da gravidade, do vento, das chuvas, do sol, dos rios, das marés, das ondas e das correntes marinhas, formando a planície costeira. A essa interação deram origem as dunas, falésias, manguezais, praias, lagoas e biodiversidade a elas associadas (MEIRELES, 2003; VASCONCELOS, 2005)

Antônio Carlos Robert Moraes, em seu livro Configuração de Metodologia para o Macrozoneamento

Costeiro do Brasil, conceitua litoral como sendo uma área terrestre contígua à costa que:

“[...] compreende os ecossistemas formados pelas faixas praiais, cordões litorâneos, dunas, antedunas, planície litorânea, planícies flúvio-marinhas, planície de marés, pântanos salgados, estuários, zonas deltáticas e regiões de plataforma continental interna até 10-20 metros de profundidade”. (MORAES, 1996, p. 3)

O litoral concentra também os atrativos urbanos, lugar de virtude paisagística (dunas, falésias, ambientes lacustres...) e econômica (pesca, atividades portuárias e hoteleiras...), concentrador demográfico e também fonte

P

de recursos naturais utilizados pelas populações humanas (VASCONCELOS, 2005). Em virtude de sua imagem atrativa, a região litorânea torna-se o lugar de preferência do homem como lugar de primeira moradia, reforçando o caráter dependente de nossa economia, o qual impõe à configuração territorial um desenho voltado para o exterior que privilegia as localidades próximas ao mar.

Além de influenciar na distribuição espacial da humanidade (as maiores aglomerações do mundo são quase todas portos marítimos; quase todos os maiores focos de concentração populacional são marítimos), as zonas de costa influenciam na distribuição espacial das atividades (mar atrativo e mar repulsivo). Uma fração importante da população ativa mundial dedica-se às atividades direta ou indiretamente ligadas ao mar – atividades primárias, secundárias ou terciárias (BOUDOU, 2001).

Aproximadamente 2/3 da população mundial vive atualmente a menos de 50 km do mar. Agrupadas em centros urbanos, cerca de quatro bilhões de pessoas vivem em terras litorâneas que ocupam menos de 2% do território terrestre (VASCONCELOS, 2008). No Brasil, mais da metade da população vive a menos de 200 km do mar, sendo que vinte das vinte e nove regiões metropolitanas brasileiras encontram-se próximas a praia (BOUDOU, 2001).

No litoral a problemática ocupacional é mais profunda e evidente, aonde o “caráter caótico” (DORNELAS, 2004, p. 144) da produção do espaço urbano irá se manifestar mais assiduamente, transitando por um discurso que Lima e Meireles (2007) definem como de “artificialização e mercantilização da paisagem” (P. 356), em decorrência da dinâmica e dos modelos desenvolvimentistas verificados pelas políticas públicas.

Partindo-se desse prisma emerge, por exemplo, a preocupação de estudiosos que vão se dedicar especificamente ao ambiente litorâneo, que interessados na problemática do uso e da ocupação das “fachadas marítimas” (BOUDOU, 2001, p. 71), buscam compreender a importância do impacto potencial do mar sobre a

sociedade. Nessa nova onda se propôs até mesmo a mudança etimológica da Geografia para se buscar o alcance do estudo do mar:

A “Geografia” pretende estudar, investigar... e ajudar a compreender a superfície do globo terrestre, a “face da terra”, a distribuição dos seus “habitantes”, suas inter-relações... etc. A etimologia revela-nos que a palavra “geografia” vem de duas raízes gregas que significam “descrição da terra”; mais lógico seria, portanto, usar a expressão “talassografia”, ou seja, thalassa (mar) + grapheim (descrição). (BOUDOU, 2001, p. 71).

É partindo dessa emergência dos estudos na zona de costa, sobretudo na sua estruturação urbana, que emerge a necessidade da volta ao passado, da busca reflexiva sobre a tomada da expansão urbana em direção à praia.

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