GOUD HTLAL’NN YUNAN ve OSMANLI BASININDA YANSINMASI
2) Jön Türk Devrimi’ne Kıyasla Gudi Darbesi
As crescentes exigências de saúde em idade pediátrica, concomitantemente com o avanço tecnológico e a evolução da disciplina de Enfermagem impõem um Cuidar especializado à Criança e Família na preparação do regresso a casa. Assim, durante o percurso de estágio procurei desenvolver competências que permitissem a prestação de cuidados especializados à Criança e Família qualquer que seja a sua condição de saúde. Fruto da minha experiência profissional e das minhas necessidades formativas enquanto futura EEESCJ dei especial atenção à preparação do regresso a casa da Criança em diálise peritoneal e sua Família. Ao longo deste percurso formativo, em diferentes contextos de cuidados, o conceito e o modo de Cuidar a Criança e Família foi sofrendo alterações. Posso afirmar que a mobilização do metaparadigma proposto por Callista Roy, aliado à Filosofia de Cuidados Centrados na Família, foi facilitadora do Cuidar de Enfermagem com vista à maximização da saúde da Criança em situações de especial complexidade. Sendo notório que considerar os pais como parceiros nos cuidados durante o internamento da Criança é reconhecer que, ao Cuidar a Criança, estamos a Cuidar a Família, no sentido de capacitá-los como participantes autónomos, adaptando o seu papel parental, respeitando e favorecendo a sua participação na tomada de decisão. À luz do Modelo de Adaptação de Roy, que incorpora em si a dimensão do holismo e humanismo, pude adquirir uma consciencialização mais clara da preparação do regresso a casa da Criança e Família reforçando, na minha prática de cuidados, a importância de conhecer em profundidade a pessoa alvo de cuidados.
Não obstante o corpo de conhecimentos mobilizado, considero que este processo de desenvolvimento de competências só foi possível pela prática reflexiva que, resultando de um esforço ativo de racionalização da ação com o confronto entre o pensamento e a prática, viabilizou a reestruturação das práticas, quebrando a rotinização. Assumo, porém, que promover a adaptação parental com vista à maximização da saúde da Criança tem uma estreita relação com o processo reflexivo da prática e o desenvolvimento profissional do Enfermeiro.
Em jeito de balanço, considero que a prestação de cuidados à Criança e Família sustentada por uma prática baseada na evidência, me permitiu desenvolver competências de Enfermeiro Especialista ao nível comum e específico segundo os
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Regulamentos n.º 122 e 123/2011. A tal facto estão inerentes atividades que visam a promoção da saúde infantil, da vinculação e parentalidade tal como a avaliação do desenvolvimento infantil indo de encontro, no meu entender, a competências como: “Desenvolve uma prática profissional e ética no seu campo de intervenção” (A.1., Regulamento n.º 122/2011); “Concebe, gere e colabora em programas de melhoria contínua da qualidade” (B.2., Regulamento n.º 122/2011); “Baseia a sua praxis clínica especializada em sólidos e válidos padrões de conhecimento” (D.2., Regulamento n.º 122/2011); “Assiste a criança/jovem com a família, na maximização da sua saúde” (E.1., Regulamento n.º 123/2011); “Cuida da criança/jovem e família nas situações de especial complexidade” (E.2., Regulamento n.º 123/2011); “Presta cuidados específicos em resposta às necessidades do ciclo de vida e de desenvolvimento da criança e do jovem” (E.3., Regulamento n.º 123/2011).
Por outro lado, foram desenvolvidas atividades mais direcionadas à temática concretizando, assim, o desenvolvimento de competências que visem a prestação de cuidados especializados, de grande complexidade e com elevado grau de qualidade, na preparação do regresso a casa da Criança em diálise peritoneal e Família.
Tendo em conta o objetivo supracitado, admito que a concretização de atividades nos diversos contextos de estágio com foco na preparação do regresso a casa em situações de saúde da Criança de especial complexidade, tal como a formação de pares, permitiram o desenvolvimento de competências comuns e específicas nomeadamente aos níveis: “Desenvolve uma prática profissional e ética no seu campo de intervenção” (A.1., Regulamento n.º 122/2011); “Concebe, gere e colabora em programas de melhoria contínua da qualidade” (B.2., Regulamento n.º 122/2011); “Cria e mantém um ambiente terapêutico e seguro” (B.3., Regulamento n.º 122/2011); “Gere os cuidados, optimizando a resposta da equipa de enfermagem e seus colaboradores e a articulação na equipa multiprofissional” (C.1., Regulamento n.º 122/2011); “Baseia a sua praxis clínica especializada em sólidos e válidos padrões de conhecimento” (D.2., Regulamento n.º 122/2011). Relativamente às competências específicas do EEESCJ, apesar de existir um maior enfoque ao nível de “Cuida da criança/jovem e família nas situações de especial complexidade” (E.2., Regulamento n.º 123/2011), também houve uma incidência, apesar de discreta, nas competências “Assiste a criança/jovem com a família, na maximização da sua
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saúde” (E.1., Regulamento n.º 123/2011) e “Presta cuidados específicos em resposta às necessidades do ciclo de vida e de desenvolvimento da criança e do jovem” (E.3., Regulamento n.º 123/2011).
A diálise peritoneal em idade pediátrica, pela sua complexidade e continuidade de cuidados no domicílio, representa um sério desafio quer para a Criança e Família quer para os profissionais de saúde. Sendo, a intervenção de Enfermagem especializada, no seio multidisciplinar, um elemento-chave na aquisição de conhecimentos e habilidades por parte da Família e na promoção das competências parentais. Não descurando as estratégias que otimizem a identificação e mobilização de recursos, familiares ou na Comunidade. Sendo, assim, um elemento fulcral na preparação do regresso a casa e no processo contínuo de adaptação aos novos desafios em saúde.
Foi percetível ao longo deste percurso que uma articulação adequada entre as várias estruturas de apoio no âmbito da saúde infantil, sobretudo nas crianças com doença crónica e suas famílias, permite a continuidade e manutenção de um nível de cuidados eficazes na melhoria da qualidade de vida destas pessoas.
O percurso de estágio delineado, pela diversidade e complexidade dos contextos, constituiu uma fonte de contributos para a elaboração de um Programa de preparação do regresso a casa no meu contexto profissional. Considero, ainda, que o permanente desafio, tanto exigente como enriquecedor, durante o estágio despoletou uma construção do saber e um desenvolvimento de competências num caminho que se expecta como de perito na área do Cuidar a Criança com DRC em diálise peritoneal e Família no regresso a casa.
Inerente à minha experiência profissional e ao percurso académico, tanto a constante reflexão sobre a prática, percetível nos diários de campo, como a partilha e discussão de saberes nos contextos foram cruciais na concretização dos objetivos propostos e no desenvolvimento de competências de natureza científica, técnica, relacional, cultural e ética no Cuidar especializado à Criança e Família. A par da prestação de cuidados tive, ainda, oportunidades de agir como elemento formativo procurando, incessantemente, uma prática baseada na evidência que incida nos Padrões de Qualidade dos Cuidados Especializados em Enfermagem de Saúde da Criança e do Jovem (OE, 2011b).
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No âmbito formativo, atualmente e a par da implementação do Programa de preparação do regresso a casa da Criança em diálise peritoneal e Família, tenho desenvolvido sessões em grupo para os pais no sentido de validar e aperfeiçoar conhecimentos e habilidades nos cuidados ao catéter peritoneal. Decorrente da avaliação das duas sessões realizadas, preveem-se futuras sessões com outras temáticas nomeadamente a alimentação e a execução da técnica dialítica.
Neste momento é gratificante constatar, após uma profunda reflexão, que o Programa “Preparação do regresso a casa da Criança em diálise peritoneal e Família”, a par das competências comuns e específicas desenvolvidas (Regulamentos n.º 122 e 123/2011), contribuirá para a melhoria contínua da qualidade do Cuidar em Enfermagem, uma vez que prevê a gestão, prestação e avaliação dos cuidados no regresso a casa da Criança e Família numa situação de especial complexidade. Não desvalorizando o facto do desenvolvimento pessoal e profissional, previsto com a concretização deste percurso, ser um dos alicerces na eficácia e eficiência do processo de cuidados. Em síntese, tal facto também advém de uma complexidade crescente nas atividades desenvolvidas ao longo do estágio adjacente a uma tomada de decisão e julgamento clínico sustentados pela prática baseada na evidência e pelo cumprimento da Ética e Deontologia profissional.
Ainda, na busca pela excelência do Cuidar, quer ao nível das competências comuns quer ao nível das competências específicas, estive presente no Seminário “Cuidar com Competência, Crescer com Saúde” (Anexo I) e no 1º Encontro Enfermeiros de Neonatologia da área de Lisboa “Cuidar para o Desenvolvimento” (Anexo I).
Em suma, importa referir que o desenvolvimento de competências mencionado e decorrente do percurso profissional e académico, no âmbito do CMEEESCJ, visa atingir a mestria no Cuidar de Enfermagem à Criança e Família em situações de especial complexidade não descurando o reconhecimento e a valorização das competências do cliente como um recurso para uma intervenção especializada. Neste sentido e na ótica de Benner (2001), considero que tenho vindo a construir um sólido caminho de competente a perito, sendo que este último “age a partir de uma compreensão profunda da situação global” (p. 58).
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