2.4. Gayri Mübadil Olmak İçin Yapılan Çalışmalar ve Gerekçeleri
2.4.5. İstanbul Fener Rum Patriği Konstantin Araboğlu’nun Mübadelesi
Kouzes e Posner interessaram-se pelo estudo da temática da liderança ao longo de muito tempo e sustentaram o seu trabalho em relatos de liderança para apresentarem o seu modelo de liderança: As Cinco Práticas da Liderança Exemplar, que se baseia em mostrar o caminho; inspirar uma visão conjunta; desafiar o processo; permitir que os outros ajam e encorajar a vontade. De acordo com este modelo, as oportunidades de liderança surgem em qualquer altura em qualquer lugar e de acordo com Kouzes e Posner (2007) “A liderança não tem preocupações com questões raciais ou religiosas, não conhece impedimentos étnicos ou culturais. Encontrámos liderança exemplar em todos os sítios onde procurámos.” (p. 35) Segue-se uma breve descrição das práticas conducentes de uma liderança exemplar.
Mostrar o caminho
Os líderes têm de ser claros, partilhar com seus seguidores os princípios orientadores da sua ação e clarificar quais os valores importantes para a sua organização baseados nas suas crenças mas, sobretudo, resultantes do diálogo que estabeleceram com as pessoas na edificação de princípios e valores coletivos. Os líderes têm de ser coerentes, agirem em conformidade com o que advogam e darem o exemplo. Segundo Kouzes e Posner (2007) “Os líderes exemplares sabem que se querem conseguir empenho e alcançar os padrões mais elevados, têm de mostrar o comportamento que esperam dos outros.” (p. 36) e conquistar o respeito dos seus seguidores através das suas ações, possibilitando-o de exercer a sua liderança.
Inspirar uma visão conjunta
O ser humano é movido pelo desejo de ter aquilo que ainda não possui quando o objeto de desejo é visualizado como sendo seu num futuro próximo. Ser capaz de partilhar uma visão de futuro aliciante e alicerçada em vontades coletivas é um dos fatores chave na liderança exemplar. Assim, o líder deverá ser capaz de ouvir as pessoas e construir
uma imagem de futuro coletiva, apresentar possibilidades reais de desenvolvimento pessoal e organizacional, ainda não experienciadas, para captar o apoio dos seus colaboradores. Como referem os autores Kouzes e Posner (2007), o líder não age sozinho e deverá estar ciente dos desejos, das crenças das pessoas para com elas construir uma visão de futuro, traçar objetivos e concretizar ações de mudança. Para Fraga (2014) a capacidade do líder inspirar uma visão conjunta “(…) se viabiliza a partir dos códigos linguísticos do líder e da sua habilidade em incorporar no seu discurso e na sua visão as necessidades do grupo.” (p. 154) Conforme Kouzes e Posner (2007) “As pessoas têm de acreditar que os líderes compreendem as suas necessidades e que têm noção dos seus interesses. A liderança é um diálogo, não um monólogo.” (p. 39)
Desafiar o processo
Os líderes que pretendam ser eficazes e exemplares têm de ser capazes de quebrar as amarras da rotina e empreenderem esforços no sentido de conduzirem as organizações num processo de inovação e, consequentemente, de mudança. Para isso, terão que correr riscos, embora calculados, e criarem janelas de oportunidades para a experimentação, o reconhecimento dos esforços individuais e coletivos e criar uma rede de apoio com o intuito de fomentarem o desenvolvimento organizacional. Como salientam Kouzes e Posner (2007) o líder deve ter a capacidade de se auto superar na procura da inovação que advém da sua capacidade em ouvir e não ter medo de falhar e de avançar dando pequenos passos. “As pequenas vitórias, quando empilhadas em cima umas das outras, dão uma confiança que nem os maiores desafios conseguem abalar. Assim fortalecem o compromisso com o futuro a longo prazo.” (idem, p. 41) O líder deverá estar consciente da capacidade dos seus colaboradores para assumirem riscos e empreenderem mudanças sob a pena de, se não o fizer, estar a ditar o fracasso da organização originado pela insegurança das pessoas.
Permitir que os outros ajam
Uma liderança exemplar pressupõe a criação de ambientes colaborativos que fomentam a participação ativa das pessoas baseada em relações de confiança e apoio mútuo que permitam criar uma visão coletiva e uma organização viva. As práticas da liderança tradicional de comando e de instrução já não têm lugar nas organizações de hoje. De acordo com Kouzes e Posner (2007) “(…) os líderes trabalham no sentido de que as pessoas se sintam fortes, capazes e empenhadas. Os líderes permitem que os outros
ajam, não a exibir o poder que têm, mas a abrir mão dele e a transmiti-lo.” (p. 43) Ao estabelecer relações de confiança e de apoio profissional, ao criar ambientes participativos e incutir nas pessoas a predisposição para a mudança e a inovação, os líderes formais estão a possibilitar que os seus colaboradores sejam também eles líderes.
Encorajar a vontade
A capacidade de encorajar os outros a seguir em frente em momentos de cansaço, desapontamento ou fraqueza é essencial numa liderança que se quer exemplar. O líder deve ser capaz de demonstrar a sua preocupação com as pessoas e reconhecer os seus feitos tanto a nível individual como publicamente. De acordo com Kouzes e Posner (2007) “Faz parte do trabalho do líder mostrar gratidão pelos contributos das pessoas e criar uma cultura de celebração de valores e de vitórias.” (p. 45) O encorajamento e o reconhecimento dos feitos das pessoas geram sentimentos positivos, de pertença e de identidade que contribuem para que as pessoas tenham vontade de fazer mais e melhor, de se superarem em prol do sucesso da organização.
Para Kouzes e Posner (2007) o seu modelo de liderança - As Cinco Práticas da Liderança Exemplar – desenvolve nas pessoas energia, empenho, produção, poder, influência e “ quanto mais se usar as práticas dos líderes exemplares, mais probabilidades se vai ter de influenciar positivamente as outras pessoas da organização.” (p. 375)