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1.4. Mübadelenin Uygulanma Süreci ve Karşılaşılan zorluklar

2.1.1 Etablis Meselesinin La Haye Daimi Adalet Divanına Sevk Edilmesi

O PCEx considera que existe autonomia na escola, mas em certas áreas encontra-se muito limitada. Realça que “continua a não existir autonomia na questão da gestão do currículo e na questão da gestão dos horários dos colegas”. Neste sentido, a VPCE corrobora estas condicionantes e acrescenta “vamos jogando com a margem de autonomia, ao complementar a formação dos alunos com alguns projetos, com o convite a preletores de fora (…) que trazem as suas experiências aos alunos”. Menciona que a autonomia do professor sofreu uma enorme redução. E, para justificar o seu ponto de vista, argumenta que estes “estão sujeitos à bitola do exame nacional e às metas que foram implementadas pelo Ministério”. A VPCE acrescenta que a colocação dos professores é feita pela SRE, “a opinião da escola é muito reduzida e é relativa aos contratados”. A este propósito, os autores Ventura, Castanheira e Costa (2006, cit. por Silva, 2010) evidenciam essa falta de autonomia nas escolas, sobretudo na questão da gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros, dos currículos, da avaliação e do recrutamento de professores e de pessoal não docente.

Os mesmos autores assinalam um ponto relevante e muito debatido nas escolas contemporâneas, designadamente com a autonomia da administração dos recursos financeiros. Sobre este tema, o PCEx afirma que “autonomia financeira nós não temos nenhuma, acabamos por administrar o orçamento apenas para pagar ordenados e pouco mais”. Assim sendo, a capacidade de decisão atribuída ao Conselho Administrativo é muito limitada, devido ao reduzido orçamento. Visto que as necessidades da escola são tão evidentes, o próprio argumenta: “nós acabamos por utilizar as nossas verbas naquilo que precisamos mesmo”. Tanto o PCEx como a VPCE pretendiam proporcionar aos alunos mais visitas de estudo, mas não conseguem atingir esse objetivo, porque não têm capacidade financeira para tal. Todavia, a VPCE salvaguarda que a escola tenta superar esses entraves, rentabilizando os seus espaços e serviços, conseguindo desta forma proporcionar diversas atividades pedagógicas, com a ajuda de parcerias. Este enfoque encontra-se em conformidade com o que está descrito no PEE (2010-2014) da EBSGZ, quando enuncia que esta recorre a apoios e financiamentos externos. Este aspeto foi, igualmente, assinalado por Cabral e Bessa (2014), ao referirem que as escolas devem procurar outras formas de financiamento.

Ainda a propósito da questão financeira, o PCCE dá a sua opinião sustentando que “a situação financeira que a escola detém, condiciona muito a sua atuação”. Segundo as palavras do mesmo, a escola não está a conseguir sustentar um funcionamento normal, porque efetivamente “há uns anos, passamos de uma situação em que havia uma certa abundância,

para uma situação em que não há dinheiro para questões essenciais”. Concluímos com o parecer de Cabral e Bessa (2014), quando afirmam que as fortes restrições orçamentais atuais são um obstáculo à autonomia que se está a tentar construir nas nossas escolas.

Sob outra perspetiva, o PCEx está convicto que existe “uma outra autonomia que é o ser escola”. A EBSGZ tem todo o apoio da Secretaria Regional de Educação para apresentar projetos, já que, relativamente a este ponto, a escola tem tido uma grande autonomia. De facto, a VPCE explica que a SRE concede uma espécie de bolsa de horas, em que uma parte é atribuída aos projetos da própria Secretaria, que são implementamos com alguma flexibilidade, sendo que a outra parte dessa bolsa de horas é gerida pela escola com projetos internos. De acordo com Cabral e Bessa (2014), a autonomia impulsiona, nos estabelecimentos de ensino, a implementação de projetos próprios, defendendo que estes devem ser elaborados em estreita colaboração com a comunidade local.

Retomando o discurso do PCEx, mesmo do ponto de vista das aulas, existem diversos currículos alternativos, embora os seus programas sejam muito limitados e não venham dar resposta às necessidades dos alunos. Porém, a autonomia está em tentar pegar nesses programas e adaptá-los consoante essas necessidades. Acrescenta, ainda, que “desde que tenhamos crédito horário, desde que tenhamos professores, nós conseguimos desenvolver um conjunto de projetos na escola, com a autonomia que queremos”. O Despacho Normativo n.º 10-A/2015, de 19 de junho, esclarece este tópico do crédito horário atribuído às escolas.

Atendendo aos vários pontos de reflexão, apresentados anteriormente, podemos afirmar que existe autonomia para tentar aos poucos mudar a escola, mas sempre dentro dos limites legais estabelecidos. A VPCE considera que esta “é uma autonomia relativa”, porque “há um conjunto de regras a respeitar”. São vários os autores (Formosinho, Ferreira & Machado, 2000; Nóvoa, 1995; Barroso, 2005; Silva, 2010; Cabral & Bessa, 2014), que classificam como relativa a autonomia escolar. Visando este contexto, Cabral e Bessa (2014) advogam que “se analisarmos a realidade somos levados a concluir que as nossas escolas não são verdadeiramente autónomas” (para. 1). A margem de manobra das escolas torna-se reduzida face ao centralismo do ME e à excessiva regulamentação existente (Idem).

Segundo a opinião do PCEx, “a autonomia dá trabalho e a autonomia acarreta responsabilidade”. Muitos docentes defendem que é preciso mais autonomia para as escolas, “mas eu não sei se querem realmente essa autonomia”. Justifica, argumentando que “a autonomia vai obrigar a decidir e a assumir aquilo que decidimos”. É muito mais fácil um superior delegar funções e tarefas, do que termos de decidir por nós próprios e assumirmos as nossas escolhas. Por vezes, “a autonomia é muito bonita de se dizer, mas eu gostava de ver

uma verdadeira autonomia nas escolas, na qual estas pudessem decidir a escolha dos professores, a escolha dos programas, a escolha até dos alunos”. Frisa que as escolas não estão preparadas para assumir essa autonomia no seu todo.No seu entender, “era preciso uma grande capacidade de organização, uma grande capacidade de liderança e, mesmo assim, não seria fácil”. Reforçando esta ideia, o PCEx dá o exemplo das metas curriculares. O ME deu autonomia aos grupos disciplinares para definirem os conteúdos e as metas que seriam alcançadas ao longo de três anos, mas só esta tarefa provocou muitos problemas. Esta perspetiva vai ao encontro da apreciação de Cabral e Bessa (2014), quando afirmam que “a realidade de cada escola é diversa e nem todas estão preparadas para receber o mesmo grau, ou o mesmo tipo, de autonomia” (para. 55).

Contudo, o PCEx não está a querer dizer com isto que não devemos ambicionar uma maior autonomia, pelo contrário, não há dúvida que “é preciso dar mais autonomia às escolas, pois muitos dos problemas se resolveriam se essa autonomia fosse dada, assumida e praticada”. Esta opinião é coerente com a de Nóvoa (1995), ao reconhecer que a autonomia proporciona às escolas os meios para responderem prontamente e eficazmente aos desafios quotidianos.

5.2.4.3. Abertura da Escola à Comunidade

Na opinião do PCEx, “a escola nunca poderá estar fechada dentro de muros”, devido à “quantidade de pessoas que entram e que circulam na escola, seja para formações ou para a implementação de projetos”. Neste sentido, o mesmo afirma que não concorda com “a teoria de que a escola existe apenas para os alunos”. Os professores, os funcionários, os pais e todas as entidades com quem a escola tem parcerias, “tudo isto é a escola”.

A este propósito, o PCCE considera que “a escola não é nem nunca foi um sistema fechado”, quanto mais não seja, porque está dependente exatamente da comunidade à sua volta para existir, “sem alunos e sem encarregados de educação a escola não existe, deixa de ter sentido”. Neste contexto, a VPCE assegura que relativamente a um ponto de partida anterior, vê a escola atualmente um pouco mais aberta, ao nível das colaborações e parcerias. Considera que a Escola Gonçalves Zarco, comparada com outras escolas, tem uma grande abertura, tendo em conta os diversos projetos que desenvolve. A PCP partilha esta mesma ideia e refere “somos uma escola sem dúvida aberta à comunidade e tentamos sempre ouvir os nossos parceiros”. Salienta, “a escola não pode estar fechada, a escola tem que ser uma organização aprendente, nós aprendemos todos os dias, nós não somos detentores do saber, se