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İSİG HİZMETLERİNDE FİNANSMAN, YÖNETİM VE ORGANİZASYON

6. TARTIŞMA

6.2. İSİG HİZMETLERİNDE FİNANSMAN, YÖNETİM VE ORGANİZASYON

O fluxo de caixa consiste em um quadro síntese, que indica as entradas e saídas dos recursos financeiros previstos para um determinado projeto, explicitando os períodos de tempo nos quais esses devem ocorrer. Quase sempre, os fluxos de caixa são discretos, estando receitas e gastos alocadas apenas no início ou no término de cada período. Os investimentos ocorridos ao longo de um período são, por convenção, alocados no início desse período, enquanto os custos operacionais e receitas são considerados como realizados ao final do período em questão (PAULA, 1983; HESS et al., 1992).

Geralmente, em projetos industriais, o intervalo de tempo utilizado é medido em anos, podendo-se, em casos especiais, serem considerados períodos diferentes, tais como semestres ou meses. O número de períodos a serem considerados em um fluxo de caixa é denominado vida útil do projeto (PAULA, 1983). O valor a ser considerado para a vida útil depende da natureza do projeto realizado, sendo, de modo geral, para projetos de mineração, de 10 a 20 anos.

Todo fluxo de caixa deve levar em consideração o valor de dinheiro ao longo do tempo, que faz com que mesmas quantias de dinheiro apresentem valores diferentes no tempo atual e no futuro. O denominado valor temporal do dinheiro ocorre devido aos juros existentes, que podem ser definidos como os retornos obtidos em um investimento de capital. Por definição, a taxa de juros consiste na razão entre o dinheiro obtido no final de um período e o dinheiro investido no início desse mesmo período, sendo o intervalo de tempo geralmente mensal ou anual. Em engenharia

econômica são praticados os juros compostos, ou seja, os juros acumulam-se sobre o montante com o passar dos períodos de tempo (GRANT, 1982; BREALEY, 2008).

4.3.1 INVESTIMENTOS

Em um projeto, os investimentos correspondem a todo capital despendido durante todo o ciclo de vida, incluindo desde estudos técnicos e econômicos preliminares até os equipamentos e partida das instalações produtivas. O investimento total pode ser decomposto em investimento fixo, despesas financeiras durante a implantação e capital de giro (PAULA, 1983).

O investimento fixo, por sua vez, pode ser dividido entre custos diretos e indiretos. Entre os custos diretos, destacam-se a compra e montagem de equipamentos, tubulações, instrumentos, materiais elétricos, entre outros. Já entre os custos indiretos, podem-se citar os gastos administrativos e de supervisão, além de despesas necessárias durante a construção do empreendimento (PAULA, 1983). Freqüentemente, o investimento fixo é avaliado de acordo com os métodos descritos no item 4.1.

Além disso, caso haja a necessidade de se obter capital emprestado para a execução do projeto, devem ser consideradas também as despesas financeiras relativas à amortização desse empréstimo. É importante ressaltar que, em alguns casos, os empréstimos podem possuir um período de carência, durante o qual os pagamentos não são realizados até que o empreendimento esteja em funcionamento (PAULA, 1983).

Adicionalmente, quando necessário, deve ser considerado também o capital de giro, que corresponde aos recursos financeiros necessários para que a empresa possa operar e comercializar seus produtos de forma satisfatória, englobando desde estoques até reservas de caixa necessárias. Esse capital consiste em um complemento de investimento requerido permanentemente, sendo, de modo geral, para mercados não sazonais, considerado como 15% do valor do investimento fixo (PAULA, 1983).

4.3.2 RECEITAS

As receitas são comumente definidas pela multiplicação entre o volume produzido e o preço de venda, para cada um dos bens ou serviços produzidos. O preço de venda pode ser estimado a partir de estudos de mercado ou então, em caso de uma empresa já existente, podem ser empregados os preços de venda vigentes (PAULA, 1983).

Em projetos, as receitas podem ser dadas tanto pelo aumento de produção quanto pela redução de custos ocasionada pela execução desses. No caso especial de projetos de eficiência energética, a redução do consumo de energia elétrica constitui a principal forma de receita, garantindo a viabilidade do projeto.

4.3.3 GASTOS

Os gastos existentes em um projeto podem ser divididos em despesas, que não possuem relação direta com a produção, e em custos, que se dividem entre fixos e variáveis. Entre os principais gastos a serem consideradas em um projeto, deve-se destacar os custos de manutenção e o aumento de custeio ocasionado, por

exemplo, devido ao aumento de recursos necessários para determinada atividade. Adicionalmente, quando aplicável, devem ser considerados também os juros referentes à amortização de empréstimos previamente efetuados. Por fim, é recomendado incluir uma margem de contingência no cálculo dos custos totais, com o intuito de cobrir imprevistos tais como greves, enchentes e flutuações de preços. A margem de segurança geralmente utilizada consiste em 5% do custo total do projeto (PAULA, 1983).

4.3.4 IMPOSTOS

Entre os custos associados à implantação de um projeto, devem-se destacar os impostos relativos aos produtos adquiridos e produzidos, além do imposto que recai sobre os lucros da empresa.

Na aquisição de equipamentos e instrumentos, deve-se sempre atentar para a existência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incide sobre o preço de venda dos produtos. Alguns produtos são isentos de IPI, enquanto sobre outros produtos incidem taxas variáveis, que atingem, como no caso de instrumentos, valores médios de 15% (RECEITA FEDERAL, 2011). No entanto, para efeitos de fluxo de caixa, esse imposto já costuma estar incorporado ao investimento a ser despendido em equipamentos.

Adicionalmente, outro imposto que merece destaque é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que consiste em um imposto estadual calculado com base no valor agregado pelo produto gerado, apresentando percentuais diferentes para cada estado (PAULA, 1983). Além disso, sobre os lucros da

empresa, incorre o Imposto de Renda, que representa, como aproximação, um percentual de 30% (PAULA, 1983; HESS et al., 1992).

4.3.5 DEPRECIAÇÃO

A depreciação consiste na perda de valor sofrida pelos ativos fixos renováveis, como, por exemplo, os equipamentos, com o decorrer do tempo, devido ao desgaste causado pelo uso ou pelo obsoletismo. Corresponde a um custo não-desembolsável, uma vez que não ocorre saída de dinheiro do caixa. No entanto, é considerada no fluxo de caixa como um custo, apenas para efeito do cálculo do imposto de renda, contribuindo para uma redução desse (PAULA, 1983; HESS et al., 1992).

Adicionalmente, devido à depreciação, os ativos apresentam seu valor reduzido ao longo dos anos, restando apenas um valor residual ao fim da vida útil desses, permitindo a recuperação de parte do capital investido. O método mais comumente utilizado, sobretudo por sua simplicidade, consiste na depreciação linear, na qual o valor da depreciação é dado pela diferença entre o investimento inicial do ativo e o valor residual desse, dividido pelo tempo de vida útil do ativo. De modo geral, considera-se que a depreciação para equipamentos que operam em apenas um turno é de 10% ano, enquanto para equipamentos que operam em dois ou três turnos a depreciação é de 15% e 20% ao ano, respectivamente (PAULA, 1983).