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2. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİ KAVRAMI, TANIMI, AMACI,

2.3. İnsan Kaynakları Yönetiminin Fonksiyonları

Nesta subseção, pretendemos, de forma breve, esclarecer nossa escolha pelo conceito de Bloco Construcional (doravante, BC). Fazemos uso desse conceito porque entendemos que com ele podemos alcançar toda a dimensão discursiva imbricada no PD.

Ao entender a charge sob a forma de Padrão Discursivo, compreendemos a necessidade de ter, em nossas mãos, uma ferramenta metodológica que nos possibilitasse trabalhar a noção de texto em uma perspectiva discursiva. A noção de BC, conforme proposta por Santos (2011) permitiu-nos abarcar as bases subjacentes à construção do sentido humorístico no PD Charge tanto no que diz respeito àquelas oriundas das experiências sensório-motoras do sujeito, os esquemas imagéticos, quanto às originadas de suas experiências socioculturais, os frames.

Acompanhamos a definição de (SANTOS, 2011, p. 35), para quem

o conceito de Bloco Construcional (BC) é entendido por nós como um todo oriundo do pareamento entre forma/sentido. Quando pensamos em Padrões Discursivos, podemos dizer que o BC abarca determinadas dimensões discursivas, formando um padrão, uma vez que seu todo vai além de uma sentença. O que sustenta, desse modo, o BC é sua capacidade de agregar determinada dimensão do discurso, seja através de uma ligação metafórica, integração, expressão idiomática, modelos situacionais [...] Portanto, a dimensão do Bloco Construcional abarca determinadas dimensões do discurso de acordo com o foco a ele dado.

Os Blocos Construcionais analisados neste trabalho são compreendidos como constructos discursivos alicerçados pelas dimensões que compõem os frames e os esquemas imagéticos que, em conjunto, estão em jogo no processamento do humor decorrente da leitura do Padrão Discursivo charge. A charge nos permite essa dimensão discursiva que perpassa a linguagem verbal e não verbal, e nos leva à construção de percepções impregnadas de críticas e crenças que são acionadas a partir dos frames e esquemas durante o processo de compreensão do texto. A ativação de certos frames, especialmente, tem grande relevância nesse processamento, por evidenciarem o quanto certos elementos de natureza cultural contribuem para a construção do efeito humorístico que caracteriza a charge.

É importante ressaltar, conforme já observado por Santos (2011), que, em se tratando de investigações acerca do processamento discursivo, a ferramenta analítica denominada Bloco Construcional não só é coerente com a noção de Padrão Discursivo, como também permite, ao pesquisador, adaptá-la ao objeto e aos objetivos de pesquisa, dado que um BC pode ter sua dimensão discursiva estruturada por elementos diversos. Independentemente de qual seja a natureza dos BCs, a análise destes permite chegar a conclusões sobre o processamento discursivo do corpus como um todo.

Nas próximas seções, explicitaremos a metodologia adotada (a introspecção e a metacognição); e em seguida, nos procedimentos metodológicos, explicitaremos passo a passo, a realização das atividades desta pesquisa. Com isso, pretendemos aplicar os conceitos teóricos acerca do acionamento dos Domínios Cognitivos na análise textual dos alunos. Esperamos, a partir dos BCs, alcançar dados que evidenciem a influência dos domínios cognitivos (frames e esquemas) no processo de compreensão do texto.

3. METODOLOGIA

Nesta seção, relataremos sobre os procedimentos metodológicos utilizados em nossa pesquisa, que se utilizará tanto dos métodos experimentais qualitativos quanto dos métodos quantitativos. A metodologia da Introspecção, utilizada pela LC, será a única adotada por nós, uma vez que nossos dados se constituem da nossa observação a partir das compreensões de textos produzidas pelos alunos. À medida que realizarmos nossa pesquisa de caráter introspectivo, alcançaremos dados mais concretos a partir dos quais serão as nossas estratégias para motivar o acionamento de domínios cognitivos (frames e esquemas) no processo de compreensão de charges por alunos do Ensino Médio.

A metodologia da introspecção ocupa o espaço central na Linguística Cognitiva. A

Introspecção é a atenção direcionada pelo usuário da linguagem para aspectos particulares como manifestado em sua própria cognição (TALMY, 2006). Mais especificamente, certos

aspectos de linguagem espontaneamente ou através da evocação podem aparecer na consciência do usuário da linguagem, o que pode ser denominado de ‘primeiro nível de consciência’. No mesmo usuário da linguagem, um segundo nível de consciência pode também ocorrer quando tiver seu objeto de conteúdo do primeiro nível de consciência. A introspecção tem vantagem em cima de outras metodologias porque é a única capaz de ser acessada diretamente. O sentido é o fenômeno da consciência e, se é levado como alvo de pesquisa, introspecção – um processo que ocorre na consciência – um instrumento capaz de alcançar seu acontecimento cultural. A introspecção acessa o sentido de vários tipos. Uma maneira é o sentido de uma palavra individual. A segunda condição de atendimento é atenção direcionada de um, para vários aspectos da linguagem ocorridos enquanto ele é engajado como um falante ou ouvinte no processo do discurso (isso pode ser estendido a uma leitura ou escrita fluente).

Optamos pela metodologia da introspecção porque acreditamos que este método nos auxilie no sentido de descrever os domínios cognitivos\conceptuais acionados pelos alunos durante o processo de leitura de charges. Ao utilizar a introspecção, compreendemos o fato dos domínios cognitivos estarem associados à integração dos frames e esquemas. Isto, porque acreditamos que a introspecção ultrapassa a junção entre o conteúdo conceptual associado à representação linguística, ela nos dá total acesso à memória, neste caso, a memória do aluno. Assim, podemos ter acesso ao universo cultural do aluno e entender o discurso impregnado de

criticas, emoções, gostos através do acionamento dos frames e esquemas. Inferimos que todo este discurso proferido pelo aluno é motivado pelas experiências corpóreas de cada um, em interação com o entorno sociocultural.

Os métodos experimentais que dão conta de nossa pesquisa serão qualitativos e quantitativos: qualitativos, porque buscamos explorar, por meio da produção escrita dos alunos, as percepções, o entendimento acerca das temáticas selecionadas por nós; e quantitativos, porque nos apropriaremos da projeção dos resultados impressos nos textos de cada aluno.

O corpus de nossa pesquisa se constitui de cinco (5) Blocos Construcionais (ver próxima subseção), que possibilitaram a produção de vinte e cinco (25) textos produzidos por cinco alunos (5) selecionados de uma turma composta por aproximadamente trinta alunos (30), estudantes da terceira série do Ensino Médio, da Escola Estadual Professor Antônio Basílio Filho, localizada na cidade de Parnamirim (RN).