1.2. SOSYAL MEDYA
1.2.1. SOSYAL MEDYA ARAÇLARI
1.2.1.6. İçerik Paylaşım Siteleri
em geral é a questão da dança folclórica, dança no período das festas juninas, danças populares. Todos os anos tem um período que a gente acaba fazendo a dança, mas nessa perspectiva mesmo como dança folclórica. Geralmente no período das festas juninas tem um período que a gente dança muito, faz as festas. Sim, eu acho que a gente tem tido a oportunidade, mesmo no período de festa junina, trazer essa dança mas não só, eu acho que é procurando só [...] Eu acho que não estou conseguindo falar. [...]
O que eu quero dizer é que a gente procura estar contextualizando essa dança, não dançar porque é São João, dançar quadrilha, mas contextualizar mesmo, ver de onde é essa dança, a origem dela como é que ela é dançada, a gente procura esta contextualizando mesmo, tanto na nossa região como em outras regiões do país. Exemplo foi o Boi que a gente dançou o ano passado, que a gente foi em busca de pesquisar essa dança do Boi, como é que ela era vista aqui na região do Rio Grande do Norte, e aí a gente foi ver como era que ela era realmente algo que era no Brasil inteiro e a gente viu que sim. E aí a gente foi ver as diferentes manifestações dessa dança do Boi nas diferentes regiões dos pais. E o que contagiou o grupo foi o Boi dançado no Maranhão. Por que? Porque a gente foi ver que o Boi ele é dançado aqui mas ele não era dessa época das festas juninas, mas no Maranhão sim. O Boi, ele está presente nessas festas juninas, enquanto que aqui no Rio Grande do Norte é uma dança que está representando mais a questão de período natalino, do cristianismo, essas coisas. E ai a gente foi em busca desse Boi do Maranhão, esse Boi de São João, foi em busca dessa história e foi bem legal mesmo, as crianças [...]. Em outra experiência, na festa junina, a gente foi ver essa dança folclórica e a gente foi ver que danças que faziam parte aqui no Rio Grande do
Norte, a gente viu o coco. E aí a gente foi ver que dança era essa, também viu, a gente viu a origem, a gente via a coreografia, como que ele era dançado em diferentes lugares o que mudava, que elementos eram acrescentados e a gente fez uma releitura. Na verdade, as crianças nunca dançam exatamente como a gente tem levantado no contexto em que essa dança, ela é vivida, ela é vivenciada. Geralmente as crianças fazem uma releitura, os passos, a coreografia, o figurino, é uma releitura que a gente faz a partir dessa história em que a gente levanta a partir dessa pesquisa que a gente faz com as crianças bem dentro mesmo da metodologia, mesmo do ‘tema de pesquisa’. Teve um ano que a gente dançou o Boi, o coco e uma outra experiência de dança foi quando a gente foi trabalhar com música e acabou fazendo essa relação da música com a dança, que foi Villa-Lobos. A gente foi conhecer Villa-Lobos, as músicas de Villa-Lobos, a história dele, e aí assim, quando a gente foi ver a música mesmo, o que mais o grupo se identificou foi o trenzinho caipira. A gente trouxe a proposta para as crianças da gente, tá vivenciando, tá pensando nessa música e poder estar representando essa música com o corpo, como é que a gente poderia estar representando? Aí veio a questão da dança, porque as crianças quando pensavam na música, elas imaginavam um trenzinho, uma viagem, e ai assim, essa relação da música com a dança foi muito forte no grupo, e aí assim, quando elas começavam a pensar nessa viagem elas não viam esse trem viajando.
Ao mesmo tempo em que o trem viajava, eles imaginavam a questão da dança presente. Quando a gente foi propor por onde esse trem ia viajar, as crianças mesmo trouxeram. Esse trem, ele viajava e as crianças imaginavam esse trem viajando e a relação que elas faziam dos lugares que elas conheciam era dos ritmos. Quando a gente foi ver “aí o trenzinho pode ir pra Recife”, como, como que seria essa viagem do trenzinho em Recife. “O Recife tem frevo”, a relação que elas faziam era sempre dos ritmos dançados. Então a gente imaginou que esse trem ia viajar e ele vai viajar em épocas de festas. Então a gente foi ver esse percurso por onde esse trem ia passar e, assim, as crianças queriam dançar mesmo, elas não queriam fazer só uma viagem com o trem, elas queriam dançar. Então esse trem vai passar por esses lugares no período de festas. Então vamos ver que tipos de danças marcam esses lugares. Tinha crianças que tinham experiências do carnaval de Pirangi e aí uma criança propôs que o trem iria primeiro passar por Pirangi. Em que período que ele iria passar? No período de carnaval. Então a gente foi ver o carnaval, como era que a gente dançava e como era que o carnaval ele era representado lá em Pirangi. E ai assim, a gente foi ver muito essa coisa de rua, de pular na rua, de dançar na rua. A gente foi retomando isso de quem tinha essa experiência e a gente criou essa coreografia, dessa viagem do trenzinho Pirangi no período de carnaval, as crianças dançando no meio da rua. E ai o trenzinho continuou partindo e a gente foi ver todo um levantamento geográfico, como é que poderia se feito [...] o percurso? Eles queriam que o trenzinho fosse por muitos lugares, mas a gente tinha que levantar esse sentido dessa viagem. Então esse trenzinho saiu de Natal, foi para Pirangi no período de carnaval, continuou o percurso e foi pra Recife. Quando o trenzinho chegou em Recife tinha uma criança que tinha uma avó, parente em Recife, lembrava muito do frevo. Era interessante. Quando pensava num lugar eles já [...] eles imediatamente faziam relação ou com alguma paisagem ou com o ritmo que era dançado no lugar e era o frevo. Então a gente foi pesquisar o frevo, como era o frevo e ver como era que a gente poderia fazer e foi ver a coreografia do frevo o figurino do frevo, pra poder esse trenzinho parar em Recife pra poder a gente dançar o frevo, ficava um tempo pouco em Recife e depois o trenzinho partia de novo para ir a outros lugares. E assim o trenzinho foi viajando. E a gente foi [...] os lugares que a gente não sabia que ritmos que caracterizavam aquele lugar, a gente foi pesquisar. A gente tinha, por exemplo, crianças que tinham experiência no Rio de Janeiro, então o Rio de Janeiro era o samba. Quando a gente foi ver o Rio de Janeiro, “ah o Rio de Janeiro tem samba”. Então a gente passou no Rio de Janeiro e foi ver o samba, como era que a gente dançava o samba, por que esse trenzinho parou e todo mundo parou, desceu no Rio de Janeiro e teve o samba. Teve outros lugares: no Amazonas, o Boi. Todos esses ritmos foram levantados por causa da viagem desse trem. Aí foi legal que, assim, o conhecimento que a gente não tinha, o que é que a gente fez? A gente trouxe Larissa, que era a mãe de Gabriel, na época, e Larissa acabou ficando um tempo vindo na sala alguns dias com as crianças, trabalhando com esses ritmos mesmo. Inclusive Larissa é... até a música... porque ao mesmo tempo em que a gente ia nessa melodia na viagem do trem com Villa-Lobos, quando o trem parava não era mais Villa-Lobos. A gente tava dançando carnaval, depois tava dançando frevo, e assim em todos os lugares aonde esse trenzinho foi passando. E tava sempre presente a música, a dança, esses ritmos. E foi uma experiência legal mesmo, porque a gente foi realmente conhecer esses ritmos, como é que eles dançavam, a gente dançou, a gente pensou nisso. É assim, todo esse contexto, não só o ritmo, mas a questão do figurino, que tipo de figurino a gente poderia ta usando quando chegasse nesses lugares, como é que esses ritmos eram dançados?
Eu acho que, assim, que não é algo muito presente não, a gente acaba dando conta de muitas coisas, mas a dança parece que realmente é num período aonde isso é suscitado que é a questão
das festas juninas, a questão do período do folclore, tem o dia do folclore, tem a semana do folclore, a gente pára e pensa nisso, mas no dia a dia a gente dança muito pouco, muito pouco. Assim, até essa coisa do dançar por dançar, que as crianças gostam muito, parece que essa coisa do tumulto, da agonia, da inquietação, todo mundo em pé pulando, acaba deixando a gente acomodado, é melhor não mexer com isto porque vai perder o controle, o domínio do grupo, da turma, a gente acaba deixando isso de lado no dia a dia. Assim, mesmo que a gente já tenha vivenciado, acho que a gente já teve experiência de oficinas com professores, essa coisa da dança mesmo voltada pra questão da dança conhecimento, voltada pras questões dos conteúdos da Educação Física. Acho que a gente não tem muito essa experiência, eu não tenho, eu não vejo muito isto na escola, não essa experiência voltada para esse olhar do movimento. Geralmente, quando a gente faz essa coisa, entra, mas a gente tem essa preocupação de contextualizar, de levantar a história, de saber, de construir um conhecimento que é da arte pra questão da história mesmo. Essa coisa da Educação Física, a gente não tem tido muito não, eu acho que assim como era com a questão, outras questões voltadas pra arte. A gente se preocupa mais com isso quando a gente está construindo um conhecimento igual a gente fazia, ah, vamos pintar um bicho porque a gente está estudando um bicho, vamos pintar uma árvore porque a gente está estudando uma árvore. Agora as crianças descobriram que o escorpião ele dança, teve um período que foi a abelha, e tem a dança das abelhas, vamos compreender e a gente acabou fazendo a dança das abelhas. Aí agora é o escorpião, as crianças descobriram que no acasalamento tem uma dança, então eles estão imaginando, querem fazer e tudo; aí a gente ta pensando nisso e, assim, até propus à professora que tá fazendo este trabalho de Educação Física, ah! vamos fazer junto porque você tem esse conhecimento de Educação Física. Mas eu sinto um pouco de resistência de trabalhar dessa forma, de estar contextualizando isso, sabe, é algo que a gente tá tentando compreender, voltado pra esse tema que é o escorpião, e essa dança vai ajudar as crianças a compreender como é que é mesmo isso, essa história do acasalamento.