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A. HZ ALİ’NİN HALİFE SEÇİLMESİ

2. Hz Ali'nin İktidara Gelişi

As pessoas, ao entrarem em contato com seu ambiente social, formam impressões sobre outras pessoas e procuram meios econômicos de tomar conhecimento de seu ambiente. Para isto utilizam-se de esquemas sociais, heurísticas e atribuição diferencial de causalidade (RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005).

Uma consequência direta do processo de tomada de conhecimento do ambiente social que nos circunda é a formação de atitudes, que são integradas por componentes cognitivos, afetivos e comportamentais (HADDOCK, 2004).

Segundo Ajzen (2005), as explicações do comportamento têm uma história longa e distinta na personalidade e na psicologia social. No domínio da psicologia da personalidade, o conceito de traço carregou o ônus dessa explicação. Uma variedade de traços de personalidade tem sido identificados – entre os quais a dominância, a sociabilidade, a independência, a consciência, a hostilidade, a utilidade, a autoestima, a estabilidade emocional, a ambição – e novas dimensões deste traço continuam a aumentar a lista. De forma semelhante, o conceito de atitude tem sido o foco de atenção dos psicólogos sociais para a explicação do comportamento humano. Mester (2003) destaca que, embora haja muitos fatores que afetam as atitudes e os comportamentos dos subordinados, muitos estudos têm demonstrado que estes construtos são influenciados também pelo estilo de liderança. Este autor ressalta que a Teoria da Liderança sugere uma relação positiva entre a liderança transformacional e outros construtos, tais como o comprometimento organizacional, o envolvimento e a satisfação no trabalho, e o comportamento de cidadania organizacional.

2.7.1 Inferindo atitudes por meio do comportamento

Atitudes se formam durante nosso processo de socialização. Elas decorrem de processos comuns de aprendizagem (reforço, modelagem); podem surgir em atendimento a certas funções; são consequências de características individuais de personalidade ou de determinantes sociais; e ainda podem se formar em consequência de processos cognitivos (busca de equilíbrio, busca da consonância) (RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005).

Uma consequência direta do processo de tomada de conhecimento do ambiente social que nos circunda é a formação de atitudes (RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005). Segundo Ajzen (2005), uma atitude é uma disposição de resposta favorável ou desfavorável a um objeto, pessoa, instituição ou evento. Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) definem atitude social como sendo uma organização duradoura de crenças e cognições em geral, dotada de carga afetiva pró ou contra um objeto social definido, que predispõe a uma ação coerente com as cognições e afetos relativos a este objeto. Embora as definições formais de atitude variem, a maioria dos psicólogos sociais contemporâneos concordam que o atributo característico da atitude é sua natureza avaliativa (pró-contra, agradável-desagradável) incluindo assim aspectos de natureza afetiva126, cognitiva e comportamental. (EDWARDS,

1957 apud AJZEN, 2005; OSGOOD et al., 1957 apud AJZEN, 2005; BEM, 1970 apud AJZEN, 2005; FISHNBEIN; AJZEN, 1975 apud AJZEN, 2005; HILL, 1981 apud AJZEN, 2005; OSKAMP, 1991 apud AJZEN, 2005; EAGLY; CHAIKEN, 1993 apud AJZEN, 2005).

Da mesma forma que o traço de personalidade, a atitude é um construto hipotético que, sendo inacessível à observação direta, deve ser inferido por meio de respostas mensuráveis. Dada a natureza do construto, estas respostas podem refletir as avaliações positivas ou negativas do objeto de atitude. Para simplificar o problema, é útil categorizar as respostas relevantes de atitude em vários subgrupos.

2.7.2 Atitudes versus traços

Ajzen (2005) menciona que há, entretanto, algumas diferenças importantes entre traços e atitudes. Ambos termos se referem a construtos hipotéticos que se manifestam em uma grande variedade de respostas observáveis. No caso das atitudes, estas respostas são avaliáveis por natureza e são dirigidas a determinado objeto ou alvo (pessoa, instituição, política ou evento). Por outra parte, os traços de personalidade não são necessariamente avaliáveis. Eles descrevem tendências em um dado domínio, tais como a tendência a comportar-se de uma maneira consciente, a ser sociável, a ser autoconfiante etc. As respostas que refletem um traço subjacente não focam em um alvo externo específico. Em vez disso, eles se focam no indivíduo e podem ser usados para diferenciar entre indivíduos e classificá-los em diferentes tipos de personalidade. Embora as atitudes e os traços sejam relativamente estáveis, as atitudes são tipicamente vistas como mais maleáveis do que os traços de personalidade. As avaliações podem mudar rapidamente quando os eventos se desdobram e novas informações sobre uma pessoa ou questões tornam-se disponíveis, mas a configuração dos traços de personalidade que caracterizam um indivíduo é muito mais resistente à transformação.

2.7.3 Tipos de influência derivados de diferentes bases de poder

Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro o desejo de poder (NIETZCHE).

French e Raven (1965 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005) apresentaram uma taxonomia das bases do poder social na qual distinguem os seguintes tipos de base de poder127.

i. Poder de recompensa: Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) destacam que, quando A é capaz de influenciar B em virtude da possibilidade que A tem de recompensar B caso este obedeça, a base da influência exercida é o poder de recompensa. Este tipo de influência é diretamente ligada ao reconhecimento, por parte da pessoa sobre quem a influência é exercida, da capacidade do influenciador de mediar recompensas;

ii. Poder de coerção: Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) mencionam que, quando A é capaz de influenciar B em virtude da possibilidade que A tem de infligir castigos a B caso este não obedeça, a base da influência exercida é o poder de coerção. Este tipo de influência é diretamente dependente da possibilidade reconhecida por B de A aplicar-lhe sanções caso ele não ceda à influência exercida por A. O poder de A sobre B cessará no momento em que B não mais reconhecer em A, a possibilidade de mediar-lhe punições por não aceitação da influência exercida. Posteriormente, Raven (1993 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005) distinguiu entre recompensa pessoal e impessoal e coerção pessoal e impessoal. O primeiro tipo se refere a recompensa ou punição envolvendo uma pessoa, já o segundo tipo diz respeito a recompensas materiais (dinheiro, promoção, prêmio etc.) e a punições de mesma natureza (castigo, multa, demissão etc.);

iii. Poder de legitimidade: Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) descrevem que muitas vezes somos participantes de situações em que determinados comportamentos são apropriados e outros inapropriados. A propriedade ou inapropriedade do comportamento em uma situação específica pode decorrer da tradição, de crenças, de valores, de normas sociais etc. Um grupo de escoteiros, por exemplo, tradicionalmente obedece às determinações do chefe do grupo. Tal comportamento é tradicional, faz parte integrante do sistema de crenças e valores prevalentes na organização e é, consequentemente, reconhecida como legítima a prescrição de determinados comportamentos por parte do chefe do grupo. Sempre que B emite comportamento desejado por A, em virtude do reconhecimento de legitimidade de A prescrever tal comportamento, estamos diante da influência baseada em poder legítimo. Em relação ao poder de legitimidade, Raven (1993 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005) inclui quatro tipos: a) legitimidade decorrente da posição ocupada por uma pessoa; b) legitimidade em função da necessidade de retribuir um favor recebido;

c) legitimidade em função de equidade, ou seja, a necessidade de dar a cada um de acordo com seu merecimento; e d) legitimidade decorrente da dependência, como ocorre quando um líder depende da cooperação de seus liderados para atingir um objetivo comum;

iv. Poder de referência: Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) destacam que as pessoas podem desempenhar em relação a outras o papel de ponto de referência positiva ou negativa. Há pessoas com quem nos identificamos (referência positiva) e outras com as quais não temos nada em comum (referência negativa). Quando a influência exercida por A sobre B decorre do fato de B ter A como ponto de referência (positiva ou negativa), a base da influência exercida é o poder de referência. O poder de referência pode ser verificado em casos de identificação, nos quais uma pessoa depende de outra por várias razões, e emite comportamentos semelhantes ao desta outra de forma espontânea (identificação) ou porque esta outra assim o deseja (referência);

v. Poder de conhecimento: Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) descrevem que A tem poder de conhecimento sobre B, quando B segue as prescrições determinadas por A em virtude da aceitação do conhecimento abalizado de A. Quando um médico por nós reconhecido como especialista num assunto prescreve um medicamento, nós o tomamos porque reconhecemos os méritos profissionais do especialista. Esta influência é dependente deste reconhecimento e deixará de ser eficaz no momento que B deixa de reconhecer em A os méritos que lhe atribuía;

vi. Poder de informação: Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) mencionam que B muda seu comportamento ou atitude em função de uma reorganização cognitiva provocada pelo conteúdo de uma influência exercida por outra pessoa A, e não em virtude de alguma característica especificamente associada a A, neste caso, a modificação verificada é decorrente do poder de informação. Um vendedor, por exemplo, pode fazer com que o comprador veja por si mesmo as vantagens de adquirir a mercadoria que lhe está sendo oferecida. Se a argumentação do vendedor gera no comprador novas ideias que o levam a decidir-se pela propriedade de adquirir a mercadoria, a influência aqui descrita se enquadra no poder de informação.

2.7.4 Justiça

Os estudos sociopsicológicos vêm revelando que os julgamentos sobre o que é justo e merecido, sobre direitos e deveres, sobre o certo e o errado, estão na base dos sentimentos, atitudes e comportamentos das pessoas em suas interações com os outros. O foco é significado subjetivo de justiça, sentimentos e ideias que não se justificam necessariamente por referência a padrões particulares de autoridade ou a fontes objetivas (TYLER; BOECKMANN; SMITH; HUO, 1977 1993 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005).

Segundo Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005), a justiça128 é fundamental para as pessoas dentro dos grupos sociais, organizações e sociedade, não só porque seus pensamentos, sentimentos e atos são bastante afetados pelos julgamentos que fazem acerca da justiça ou injustiça de suas próprias experiências, como também porque eles constituem uma fonte importante de suas reações aos outros. Nesse sentido, são esses julgamentos que permitem aos grupos interagirem, ou não, produtivamente, sem conflito ou desintegração social.

Justiça distributiva

Ao reformular a regra fundamental de justiça distributiva, Homans129 (1961

apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005) retoma o princípio

aristotélico de que o “justo é o proporcional”. As pessoas acreditam que uma distribuição justa deve ser proporcional às contribuições de cada um, e essa crença é universal. Assim, um indivíduo, numa relação de troca com o outro, tem duas expectativas: a) as recompensas de cada um serão proporcionais aos custos de cada um – quanto maior a recompensa, maior o custo; b) as recompensas líquidas, os lucros, de cada um serão proporcionais aos seus investimentos – quanto maior o investimento, maior o lucro.

Rodrigues, Assmar e Jablonski (2005) mencionam que as ideias de Homans sobre justiça distributiva aparecem resumidas nas cinco proposições sistematizadas por Deutsch (1995 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2005):

A. A injustiça distributiva ocorre quando uma pessoa não obtém a quantidade