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HZ ALİ'NİN HALİFELİĞİNE KARŞI YAKLAŞIMLAR

Esse estudo tem uma proposta de campo descritivo e explicativo, de natureza aplicada e abordagem correlacional. Para a coleta dos dados, foi realizada uma pesquisa quantitativa, estruturada, de corte transversal pautada na aplicação de questionários virtuais padronizados sobre liderança, clima organizacional e cultura organizacional, considerando o indivíduo como unidade de análise para as variáveis, a partir do qual podem ser realizadas agregações para compreender os níveis organizacionais.

As pesquisas quantitativas são mais adequadas para apurar opiniões e atitudes explícitas dos entrevistados já que elas trabalham com questionários estruturados, e contam com uma amostragem (número de entrevistados) grande o bastante para dar sustentação estatística aos dados coletados. Essas pesquisas são usadas frequentemente na área das ciências sociais e, sobretudo, em estudos de levantamento. Segundo Creswell (2010), nos estudos quantitativos, a pessoa utiliza a teoria dedutivamente e a coloca no início da proposta de um estudo com o objetivo de testar uma teoria, em vez de desenvolvê-la. Assim, o pesquisador propõe uma teoria, coleta os dados para testá-la e reflete sobre sua confirmação ou não por meio dos resultados observados. Desse modo, a teoria torna-se uma estrutura para todo o estudo, um modelo de organização para as questões ou hipóteses de pesquisa e para o procedimento de coleta de dados. As hipóteses de pesquisa contêm variáveis (ou dimensões) que o pesquisador precisa definir e são previsões que o pesquisador faz sobre as relações esperadas entre as variáveis. Este autor destaca que, a partir daí, o pesquisador localiza instrumentos para serem usados na medição ou na observação das atitudes ou dos comportamentos dos participantes em estudo. Depois, o pesquisador coleta as pontuações nesses instrumentos e realiza análises estatísticas para confirmar ou não as hipóteses levantadas.

As pesquisas qualitativas, por sua vez, são eficazes se o objetivo for constatar particularidades e interpretações individuais dos entrevistados. O número de entrevistas nessas pesquisas costuma ser menor, e podem ser individuais ou no formato de grupo focal (que é quando um mediador conduz uma discussão de aproximadamente 10 pessoas, sobre um tema proposto).

A escolha de determinada metodologia requer a aproximação com o objeto de estudo, excluindo-se a ideia de superioridade de um determinado método ou abordagem. Cada método tem suas características, adequando-se às especificidades do problema, dos objetivos e dos propósitos de investigação. O problema não está em como usar determinado método e sim

em ter claro o limite que cada método pode determinar no processo de investigação de uma dada realidade. Neste estudo, foi adotada a abordagem quantitativa porque ela é preponderante nos artigos científicos que tratam dos construtos estudados, é uma extensão lógica da literatura, sobretudo com relação à unidade de análise e permite melhor entendimento das hipóteses e das questões de pesquisa.

Entre os diferentes questionários estudados na pesquisa bibliográfica, foram escolhidos três questionários. O questionário sobre liderança foi desenvolvido pelo autor deste trabalho com uma amostra piloto e se baseia nos seguintes estudos: a) Multifactor Leadership

Questionnaire (MLQ) desenvolvido por Bass e Avolio (1997); b) Instrumento de Medición de Clima Organizacional y Liderazgo (IMCOL) desenvolvido por Mellado (2004); e c) Leadership Practices Inventory (LPI) desenvolvido por Posner e Kouzes (1998). O questionário

sobre cultura organizacional foi desenvolvido por Wallach (1983) e denomina-se

Organizational Culture Index (OCI). O terceiro questionário, Organisational Climate Survey

(OCS), que trata do clima organizacional, está dividido em duas partes (I e II) e foi desenvolvido por Robert Stringer (1986). Esses questionários foram organizados em quatro seções distintas que foram antecedidas por uma seção que solicitava informações de caráter sócio- organizacional que tem por objetivo estratificar a população para conhecer o grupo de trabalhadores e saber se alguns destes indicadores influenciavam ou marcavam diferenças significativas nas medições do construto de clima organizacional. Os questionários são detalhados em seções específicas.

O desenho da pesquisa se apoia nos estudos teóricos que assinalam que a cultura organizacional e a liderança (inclusive as práticas de liderança), variáveis independentes (ou independente e interveniente, respectivamente), são construtos que afetam o clima organizacional (variável dependente). As dimensões que constituem esses construtos são as variáveis latentes e as questões (ou itens) respondidas são as variáveis observáveis. Nesta proposta de pesquisa, o clima organizacional também pode ser correlacionado às variáveis sociodemográficas de idade, tempo de serviço, tempo de serviço público e tempo de nomeação. Esse estudo visa a verificar e esclarecer as relações entre as variáveis dependentes e independentes apontadas na subseção das hipóteses. Para tanto, realizou-se uma coleta dos dados entre os dias 29/04/2013 e 15/05/2013, período no qual os formulários de pesquisas autoadministrados foram enviados, por meio da ferramenta de pesquisa do Google Drive, ao correio eletrônico institucional de Peritos Criminais Federais, chefes intermediários e subordinados de unidades de Criminalística da Diretoria Técnico-Científica do Departamento de Polícia Federal (DITEC). Esses questionários foram separados entre as cinco regiões

geográficas do país com o propósito de comparar os subgrupos para analisar o impacto diferencial sobre os construtos estudados. Para este estudo, foi escolhida a ferramenta do Google Drive em razão da facilidade de utilização e do tipo de procedimento de coleta de dados. No entanto, tendo em vista a limitação do número de destinatários dessa ferramenta e o tempo de espera imposto pelas contas de correio eletrônico entre cada postagem, o questionário teve que ser encaminhado em diferentes dias e a partir de distintas contas de correio eletrônico de modo a atingir o número de respondentes (tamanho da amostra) que se pretendia para a pesquisa. Uma semana após o início da pesquisa, os formulários foram re-encaminhados à lista de correio eletrônico de respondentes de modo a aumentar o tamanho da amostra. Neste período, foi avaliado o viés de resposta pela análise de onda que tem por finalidade determinar se há alteração nas médias das respostas, sobretudo nas semanas finais de aplicação dos questionários. Somente foram aceitos os formulários de pesquisa completamente preenchidos e entregues até o dia 25/05/2013.

Para Creswell (2010), há várias ameaças à validade que levantam questões sobre a competência de um experimentador para concluir que a intervenção afeta um resultado e não algum outro fator. Este autor destaca que os pesquisadores precisam identificar as ameaças potenciais à validade interna de seus experimentos e planejá-los de tal modo a não permitir o surgimento delas, ou minimizá-las, caso surjam. Para ele, as ameaças à validade interna são procedimentos, tratamentos ou experiências dos participantes que ameaçam a possibilidade de o pesquisador extrair inferências corretas dos dados sobre a população de estudo. Segundo Creswell (2010), as ameaças internas podem ser divididas naquelas que envolvem os participantes (história, maturação, regressão, seleção e mortalidade), naquelas relacionadas ao uso de um tratamento experimental (difusão, desmoralização compensatória e ressentida e rivalidade compensatória), e naquelas que envolvem os procedimentos utilizados na pesquisa (testagem e experimentos). As ameaças à validade externa surgem quando os pesquisadores extraem inferências incorretas dos dados da amostra para outras pessoas, para outros locais e para situações passadas ou futuras. Algumas das ameaças são tratadas de forma particular na subseção de limitações do estudo e considerações para futuras pesquisas. No entanto, vale destacar que durante o experimento não houve eventos externos (história) significativos que pudessem influenciar indevidamente no resultado, e isso pôde ser comprovado pela análise de onda. Com relação às demais ameaças internas, tanto a participação voluntária (para seleção) como o tempo de aplicação dos questionários (para maturação e regressão) e o tipo de pesquisa de aceitação de questionário completo (para mortalidade) limitava seu acontecimento. Além disso, como o desenho da pesquisa não apresenta grupos experimental e controle, as ameaças

relacionadas ao uso de um tratamento experimental, assinaladas por Creswell (2010), não ocorrem. Do mesmo modo, pelo próprio desenho da pesquisa é possível afastar as ameaças que envolvem os procedimentos utilizados no experimento (testagem e instrumentação).

Por fim, é importante destacar que os formulários encaminhados aos Peritos Criminais Federais apresentavam um cabeçalho no qual se comunicava o propósito do estudo que seria descrito pelos participantes. Nesta comunicação, se destacava que o preenchimento desses formulários era voluntário e que aos respondentes era garantido a confidencialidade de sua identidade. Conforme abordado por Creswell (2010), essa confidencialidade ultrapassa a coleta dos dados, alcançando também a análise e interpretação dos dados, visto que, pela forma como o estudo foi concebido, ele protege, desde o princípio, o anonimato dos indivíduos e de seus locais de trabalho, isto é, a pesquisa se desenrola de tipo simples cego para o pesquisador.