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Haram Koyma Yetkisi ve Azgınlık

GELENEĞİN KAVRAMLARI ÜZERİNE

6.6 Haram Koyma Yetkisi ve Azgınlık

O termo blog, embora mais conhecido no Brasil, é na verdade uma corruptela da palavra inglesa

weblog, que pode ser traduzida como um diário virtual.

“Um blog, blogue, weblog ou caderno digital, é uma página da WEB que permite o acréscimo de atualizações de tamanho variável, chamados artigos ou posts”, organizados numa forma cronológica inversa ou separados em links sequenciais, dentro da temática da página, podendo ser escritos por várias pessoas, ou só pelo seu criador, como em um diário pessoal, dependendo das regras estabelecidas (SENRA; BATISTA, 2011, p. 4).

O que se publica no blog é chamado de postagem, e o ato de postar é o mesmo que blogging. Já o conjunto dessas postagens, ou o universo resultante do blogging é a blog-o-sphere ou

blogosphere, ou simplesmente blogosfera, como chamamos no Brasil o ambiente cibernético

intelectual ocupado pelo blogueiro, o usuário do blog (KOZIKOSKI, 2007).

Surgidos em 1994, como criação do estudante norte-americano Justin Hall, os blogs se popularizaram a partir de 1999, sendo considerados um fenômeno do século 21, pelo seu papel na divulgação de fatos que marcaram a humanidade, como a queda das torres gêmeas no 11 de setembro de 2001 (FOSCHINI; TADDEI, 2006).

O formato inicial de um diário pessoal eletrônico, onde o criador da página relatava suas próprias experiências e interesses, expandiu-se ao longo das duas últimas décadas para um importante ambiente de ferramentas colaborativas e interativas, onde os visitantes da página podem cooperar com a postagem de informações sobre variados assuntos, que ficam gravadas e à disposição de qualquer um para leitura e novo comentário.

Segundo Foschini e Taddei (2006, p. 9), “a evolução significativa reside no fato de que, sem conhecimento avançado, pessoas comuns tornam-se criadoras de obras, que ficam disponíveis a qualquer internauta. Tudo isso sem custos ou mediação”.

Os blogs, que podem ser compostos com textos, ou qualquer recurso multimídia, contam com aplicativos e serviços gratuitos, ou de baixo custo, à disposição do internauta, que não exigem deste grandes recursos ou conhecimentos sobre informática ou tecnologias.

Constituem “um ambiente de múltiplas semioses (textos, imagens, sons, etc.) que o torna um ambiente interativo, dinâmico e atrativo” (LENDENGUE; SILVA, 2010, p.3).

Por isso também, inobstante suas duas décadas de existência, os blogs ainda se enquadram no conjunto das chamadas novas tecnologias, que diz respeito às tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC1), as quais diferem das retromencionadas TICs por unirem

diferentes mídias com a presença de tecnologias digitais (ALMEIDA, 2010).

O blog pode ser inscrito pelo seu criador em uma base de dados que pode ser acessada por qualquer um que navegue na internet, o blogspot.com, por exemplo, permitindo aos leitores usuários que intervenham publicando e até apagando mensagens e comentários, embora não possam evitar que outros leiam o que eles mesmos postaram; ou pode também ser inscrito em bases privadas, fechadas, para leitura exclusiva do autor ou das pessoas por ele autorizadas (GOMES, 2005).

Podem ser “uma forma privilegiada da presença idiossincrática de uma pessoa na web ou podem assumir a forma de uma presença “institucional” de uma associação ou instituição” (GOMES, 2005, p. 312).

E mesmo não sendo ferramentas criadas para o uso em educação, os blogs têm se destacado nesse meio pela “interatividade que promovem, permitindo um letramento digital, formando redes colaborativas no processo de construção dos saberes” (SENRA; BATISTA, 2011, p. 6). Estima-se que os primeiros professores a utilizarem blogs no contexto educacional surgiram na Inglaterra, onde desde 2001 funciona o portal britânico schollblogs.com, entretanto, a entrada do blog no ambiente acadêmico é atribuída à ação de Dave Winer, em 2003, pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde em 2004, em virtude do concurso internacional Edublog

Award, os blogs educacionais ganharam destaque, despertando o interesse dos pesquisadores

nessa espécie de tecnologia digital (KOZIKOSKI, 2007).

1 Atualmente o termo TDIC tem sido mais utilizado do que o termo TIC, tendo em vista que as discussões contemporâneas sobre o uso de tecnologias se baseiam na cultura digital.

Desde então ela tem se difundido no ensino superior, especialmente por estimular os alunos a aprimorarem a habilidade de comunicar dentro de um convívio ético. No ambiente do blog, pautado em diretrizes e limites traçados pelos próprios usuários, cada um é responsável pelo que publica, assumindo os efeitos de seu ato. Tal como endossa Seabra (2010, p. 14),

as habilidades envolvidas na publicação de um blog, principalmente se ele tiver consistência editorial e continuidade (não precisa ser atualizado diariamente, podendo sê-lo semanalmente ou sem periodicidade definida), são diversas e levam os alunos a selecionar o que publicar, e a preocupar-se com a redação do texto.

Além disso, Lendengue e Silva (2010) lembram que por conterem principalmente textos curtos, com linguagem informal, permitem a publicação de ideias em tempo real, incluindo os comentários, o que só eleva o grau de interação entre as pessoas. Também chamam a atenção para o fato dos blogs armazenarem hiperlinks que complementam o assunto postado ou relacionam estes a outros, interligando o blog a outros blogs e a sites.

Pelo formato de seu uso como ferramenta de ensino-aprendizagem, o blog incentiva a oralidade, a leitura e a escrita, assim como a reflexão sobre o que se lê, e sobre a crítica ou comentário que é feito. Também favorece a interdisciplinaridade e a comunicação entre professor-aluno, e entre este e outros grupos de alunos, exercitando o diálogo e a troca de saberes, de modo dinâmico e participativo.

Por fim, facilita as intervenções do professor, que pode corrigir e orientar as postagens, independente do limite de tempo na sala de aula, do mesmo modo que facilita para aluno poder cumprir suas tarefas com maior liberdade de horários, seguindo um ritmo próprio, conforme outros compromissos e disposição (SENRA; BATISTA, 2011).

Trata-se, portanto, de uma forma mais rica e estimulante de discussão dos conteúdos disciplinares, mais focada no desenvolvimento da autonomia do aprendiz, na construção de competências, do que na habilidade de ensinar do professor.