B. ONARIM GARANTİSİNİN İŞLEVLERİ
I. Genel Olarak Ürün Garantilerinin İşlevleri
No início da instalação do experimento, realizaram-se em ambas as regiões a caracterização físico-química dos solos na profundidade de 0,0 a 20,0 cm (Tabelas 2 e 3).
Tabela 2 - Características químicas dos solos das áreas experimentais de Quixadá e Tejuçuoca
Localidade P K Na
+ Ca2+ Mg2+ Al3+ SB CTCt pH MO
---mg dm-3--- ---cmolc dm-3--- H2O g kg-1
Quixadá 5,0 260,0 20,0 3,40 3,40 0,00 7,55 7,55 6,1 5,28
Tejuçuoca 6,0 243,0 7,0 4,00 3,20 0,00 7,85 7,85 6,2 8,17
Fósforo (P), potássio (K), sódio (Na+), cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+), soma de bases (SB), capacidade de troca
de cátions efetiva (CTCt), potencial hidrogeniônico (pH) e matéria orgânica do solo (MO).
Tabela 3 - Características físicas dos solos das áreas experimentais de Quixadá e Tejuçuoca
Localidade Areia grossa Areia fina Silte Argila Dp Classificação textural
---g kg-1--- g cm-3
Quixadá 513 363 89 35 2,62 Areia
Tejuçuoca 164 590 153 93 2,57 Franco arenoso
Densidade das partículas (Dp).
Determinou-se ainda, a densidade do solo (ρ) e porosidade total do solo (α) na profundidade representativa da camada de 0,0 a 20,0 cm. A densidade do solo foi determinada pelo uso de cilindros volumétricos (Figura 6A, B, C, D, E e F), por meio da aplicação da equação (REICHARDT, 1990):
em que,
ρ = Densidade do solo (g cm-3);
Ms = Massa do solo seco (105 oC até massa constante) presente no volume do cilindro (g); V = Volume do cilindro (cm3).
A porosidade total do solo (α), definida pela relação entre o volume ocupado pelos poros e volume total do solo, foi determinada a partir da relação aproximada, utilizando-se a seguinte fórmula (REICHARDT, 1990):
α = [1 – ρ/Dp] em que,
α = porosidade total do solo (cm3 cm-3); Dp = Densidade das partículas (g cm-3).
Determinou-se também, a porosidade livre de água em dois períodos (seco e chuvoso), a partir da equação seguinte (REICHARDT, 1990):
β = α – θ em que,
β = porosidade livre de água (cm3 cm-3); α = porosidade total do solo (cm3 cm-3);
θ = Umidade atual do solo à base de volume (cm³ cm-3).
Com o propósito de conhecer a dinâmica da água no solo, determinou-se a curva de retenção de água no solo, que representa a relação entre o conteúdo de água e a energia com a qual está retida. Realizaram-se amostragens dos solos por meio da abertura de mini trincheiras, retirando-se amostras indeformadas na camada de 0,0 a 20,0 cm de profundidade. As amostras foram encaminhadas para o laboratório de Irrigação e Drenagem do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará-UFC.
Em condições de laboratório, saturaram-se por um período de 24 horas as amostras de cada recipiente (cano PVC de 100 mm de diâmetro), por meio da imersão do recipiente da amostra em outro recipiente com água, de tal forma que a lâmina de água alcançasse aproximadamente o mesmo nível do solo dentro do recipiente. Posteriormente, drenou-se o excesso de água do recipiente. Após 24 horas em saturação, os tensiômetros (cápsula porosa, tubo PVC, borrachas para vedação) foram preenchidos com água destilada. Os tensiômetros foram colocados no centro dos recipientes a 5,0 cm do fundo do recipiente, buscando-se uma profundidade de instalação de aproximadamente 12,0 cm (Figura 7A), representativa da camada de 0,0 a 20,0 cm, para o sistema radicular da palma forrageira que concentra-se em sua maioria (mais de 90%) na referida camada.
Figura 6 - Obtenção de amostras indeformadas para determinar a densidade do solo, incluindo as etapas: retirada das amostras em Quixadá (A), Tejuçuoca (B), padronização das amostras em Quixadá (C), Tejuçuoca (D), preparo e acondicionamento em Quixadá (E) e Tejuçuoca (F)
(A) (B)
(C) (D)
Utilizou-se um tensímetro digital para mensuração diária da tensão de água no solo, com leituras feitas em mmHg (Figura 7B e C). Nesse momento, registrou-se também, a massa do recipiente com o tensiômetro e solo saturado, através de uma balança de precisão (Figura 7D). Esse processo contínuo de registro de tensão e pesagem seguiu até que a leitura do tensímetro alcançasse aproximadamente 730 mmHg.
Figura 7 - Determinação da curva característica de retenção de água para os solos de Quixadá e Tejuçuoca, incluindo as seguintes etapas: instalação dos tensiômetros (A), registro da tensão (B e C) e pesagem do conjunto (D)
(A) (B)
(C) (D)
Ao final do processo, todas as amostras de solo foram encaminhadas para estufa de circulação forçada de ar com temperatura de 105 ºC, por período de 48 horas, para
determinação da umidade. Registrou-se a massa do solo seco e massa dos equipamentos (recipiente, tensiômetro). A partir dos valores de umidade à base de massa e densidade do solo, determinou-se a umidade do solo à base de volume.
De posse dos valores de tensão e umidade do solo, determinaram-se os parâmetros (θr, θs, α, m e n, representando as umidades residual e de saturação do solo, respectivamente, e os parâmetros de ajuste) do modelo de Van Genuchten (1980), por meio do software SWRC versão 3.0 beta (DOURADO NETO et al., 2001). Posteriormente, com os valores estimados de potencial matricial e umidade do solo, realizou-se o ajuste da curva de retenção de água no solo através do software ORIGIN versão 6.0.
Nas duas regiões do estudo (Quixadá e Tejuçuoca) foram acompanhadas, ao longo do período experimental, as médias mensais de temperatura (9:00 h, 15:00 h e noite), umidade relativa do ar (9:00 h, 15:00 h e noite), precipitação (diária, mensal e total) e radiação solar. Os registros de radiação solar global foram convertidos em radiação fotossinteticamente ativa (RFA) incidente, por meio da multiplicação do valor de radiação global por 0,45, considerando-se que a RFA representa 45% da radiação solar total (HEATH; HEBBLETHWAITE, 1985; MORRISON; STEWART, 1995).
Os dados climáticos da área experimental de Quixadá foram obtidos no próprio local do experimento (Fazenda Lavoura Seca), na Estação Agroclimatológica da Universidade Federal do Ceará. Para o ensaio realizado na Fazenda Quilombo, em Tejuçuoca, foram obtidos do Posto Agroclimatológico da FUNCEME, localizado no referido município (FUNCEME, 2011, 2012).
A partir dos valores de temperatura do ar foi determinada a pressão de vapor d’água do ar saturado, conforme equação seguinte (REICHARDT, 1990):
es = 0,6108*10[7,5T/(237,3 + T)]
em que,
es = pressão de vapor d’água do ar saturado (kPa);
T = temperatura do ar (ºC).
Posteriormente, por meio dos dados de umidade relativa do ar e da pressão de vapor d’água do ar saturado, foi determinada a pressão de vapor d’água do ar atual, conforme equação que segue (REICHARDT, 1990):
ea = (UR/100)*es
em que,
ea = pressão de vapor d’água do ar atual (kPa);
O déficit de pressão de vapor d’água no ar (DPV), que representa a medida da quantidade de vapor d’água necessária para que o ambiente atinja o ponto de saturação, foi quantificado pela diferença entre a pressão de vapor d’água do ar saturado (es) e a pressão de
vapor d’água do ar atual (ea), a partir da fórmula apresentada a seguir(REICHARDT, 1990):
DPV = es – ea
em que,
DPV= déficit de pressão de vapor d’água no ar (kPa).
O Potencial hídrico do ar (Ψw) foi estimado a partir dos valores de pressão de vapor
d’água do ar atual (ea) e pressão de vapor d’água do ar saturado (es), conforme proposto por
Reichardt (1990), com uso da seguinte equação: Ψw = 138,34*[ln(ea/es)]
em que,
Ψw = potencial hídrico do ar (MPa).
3.5 Relações hídricas, fluorescência da clorofila ‘a’ e caracterização morfométrica na