• Sonuç bulunamadı

2.1. İslam Borçlar Hukukunda Açıklık İlkesi

2.1.3. Garar ve Cehalet İlişkisi

O século XXI é considerado por muitos como a Era da Internet. Amorim e Vieira (2006, p. 97) descrevem que “[...] a rede mundial promete ser um meio de que todos possam participar, onde todos possam publicar e gerar conteúdo. Promete ser um meio de comunicação não apenas de massa, mas construído pela massa – os internautas”.

A fim de provar essa realidade, Amorim e Vieira (2006) destacam justamente os blogs, afirmando tratar-se da Era não só da internet, mas também dos Blogs. Desse modo, define-se

blog de acordo com a explicação clássica de um diário virtual mantido por qualquer pessoa na Internet. Ainda de acordo com os autores acima, em 1994 foi criado o primeiro blog do mundo, o Links.net, sendo que o termo “blog” surgiu em 1997, quando John Barger denominou de “weblog” (registro da web) seu diário pessoal na Internet. Dois anos depois, outro internauta resolveu fazer um trocadilho com esse termo, gerando, dessa forma, a expressão inglesa “we blog” (nós blogamos). A partir daí a palavra blog ganhou vida própria, virando sinônimo de diário virtual, isto é, de qualquer tipo de registro escrito e mantido na Internet.

Uma outra versão do surgimento do blog aparece em Orihuela (2007), o qual relata que possivelmente ele tenha sido o primeiro meio nativo originário da web:

De fato, considera-se que o primeiro blog tenha sido a página What’s new in 92, publicada por Tim-Berners Lee a partir de janeiro de 1992 para divulgar as novidades do projeto World Wide Web. Embora mais tarde tenham ficado parecidos com diários pessoais, inicialmente a base dos blogs foi o link: links com um breve comentário, um registro (log) da navegação na web. Jorn Barger, que cunhou o termo “weblog” em 1997, mantém até hoje o estilo original do meio em seu famoso

blog Robot Wisdom. (ORIHUELA, 2007, p. 2)

Amorim e Vieira ressaltam que “o tamanho da blogosfera é impressionante. O número de

blogs em todos os idiomas é hoje 60 vezes maior do que há três anos e já ultrapassou a marca de 40 milhões de páginas.” (AMORIM; VIEIRA, 2006, p. 98). De acordo com o site

Technorati, que cataloga e faz buscas em blogs no mundo inteiro, como informam Amorim e Vieira:

São criados 75 mil blogs por dia. Isso dá uma média de um novo blog por segundo. Há um blog para cada 25 pessoas on-line (...) no Brasil, dos quase 20 milhões de internautas, estima-se que algo como 25% vasculhem blogs todo dia em busca de informações ou entretenimento.(AMORIM; VIEIRA, 2006, pp. 98 e 99)

Blog, portanto, é uma ferramenta interativa existente na Internet, é gratuito e de extrema facilidade de criação, manutenção, atualização e edição de textos, imagens, vídeos, etc. O serviço mais conhecido a nível mundial é o blogger. Esse sistema de criação e edição de blogs é muito procurado pela facilidade de manutenção, pois permite facilmente “postar” um artigo. Os blogs vieram, de certa forma, substituir as páginas pessoais na Internet e diários arcaicos – aqueles que possuíam chave e cadeado para que ninguém tivesse acesso – passando a ser um diário eletrônico, constantemente atualizado, que pode ser publicado para que todo o mundo possa ler e, se quiser, até comentar, embora não possamos negar que há muitas pessoas que ainda recorrem ao gênero de papel. Com efeito, vale ressaltar que para o autor do blog, quanto maior o número de acesso diário em sua página, maior a sua satisfação pessoal.

Os blogs, de acordo com Komesu (2005, pp. 115 e 116), caracterizam-se, portanto, da seguinte maneira:

numa relação temporal síncrona, ou seja, constituída na simultaneidade temporal entre o que é escrito e o que é veiculado na rede. As marcações do dia e da hora exata do evento textual, indicadas de modo automático pelo programa, apontam para um duplo caráter na atividade de reformulação dessa escrita. Ao mesmo tempo que o texto do blog é eternizado porque materializado pelos suportes (da escrita, da Internet), ele é, também, extremamente fugaz, porque é prontamente substituído ou apagado do espaço de sua circulação.

Como citado anteriormente, existem diversos tipos de blogs: os de humor, notícias, pedagógicos, jornalísticos, tecnológicos, de curiosidades, específicos a cada universo discursivo (ligados à medicina, ciências, engenharia) entre outros, dependendo da ideia que seu criador quer transmitir.

As expressões mais utilizadas no mundo dos blogs são a blogosfera – nome que foi dado ao universo dos blogs, uma espécie de comunidade aberta para que todo o mundo possa ler e até comentar os artigos publicados; o blogueiro ou bloguista – relacionado às pessoas que criam

os seus blogs e interagem com todos os outros; postar – termo utilizado para expressar a ação de publicar uma foto, um texto ou um vídeo; comment – comentário efetuado à publicação de determinado artigo postado; e link – uma hiperligação em que é possível navegar entre documentos diferentes que estão entre si interligados com outros documentos ou arquivos a partir de palavras, imagens ou outros objetos dentro dos blogs.

Esse mundo da blogosfera é muito amplo e interessante, mas, por vezes, quando criamos um

blog, elaboramos uma rotina de trabalho em que passa a ser “obrigatório” a “postagem” de novos artigos diários, para que os seguidores desse determinado blog não desanimem e assim não desistam de visitar o nosso blog. Segundo Marcuschi (2005, p. 62):

A maioria dos blogueiros mantém mais de um blog de acordo com suas flutuações de espírito, mas há os que não mantêm nenhum e escrevem nos blogs dos outros ou em blogs públicos e abertos como livros de recados. Qualquer blog tem uma abertura para receber comentários, pois são interativos e participativos. Não são como e-mails nem como chats, pois cada qual pode pôr no livro do outro o seu recado ou comentário sobre algo que o outro escreveu.

Desse modo, uma das principais características dos blogs é que sejam atualizados diaramente, seja qual for o tipo de blog, para que as informações estejam sempre atuais e assim mantenham sempre a atenção e assiduidade dos seguidores que, de certa forma, se identificam com o tipo de blog acessado.

Outra característica dos blogs ou weblogs, segundo Orihuela (2007), é que eles multiplicaram as opções dos internautas de publicarem conteúdos atuais e de utilidades para pesquisadores, sem ter que passar por intermediários. Tal fato se deve à centralização no usuário e nos conteúdos, e não na programação ou no design gráfico.

Em relação aos elementos primordiais presentes em um blog, Orihuela (2007) aponta para as anotações (posts), ordenadas segundo a cronologia inversa (primeiro as mais recentes). O autor ressalta ainda que todo o conteúdo pode ser arquivado de modo cronológico, por meses e anos, como também por categorias temáticas, sendo possível localizar determinada palavra por meio de um buscador interno no blog. Os blogs reúnem ainda uma seleção de sites ou outros blogs recomendados pelo autor.

A fim de estabelecer um pacto de leitura do autor com seu leitor e assim consolidar sua credibilidade, o autor do blog, de acordo com Orihuela (2007), procura passar as informações básicas para que se possa estabelecer esse pacto, como: uma breve biografia do autor, uma vez que a identidade do autor torna-se relevante no contexto de sua escrita; uma descrição, abaixo do título do blog, sobre a temática; e um esclarecimento nos posts, se porventura houver, caso as informações acima não sejam suficientes para sua completa compreensão.

Seguindo a descrição geral de um blog, Orihuela (2007) afirma que nos posts há também, além do endereço permanente, a data e a hora de postagem, bem como um título, o texto e uma seção de comentários para que os leitores participem contribuindo com suas opiniões e sugestões.

Com o intuito de salientar a definição de blogs, Orihuela busca diferenciá-los dos fóruns da seguinte maneira:

[...] deve-se observar que um blog é um meio com autoria centralizada, enquanto o fórum tem autoria dispersa; o blog se estrutura cronologicamente, já o fórum se estrutura tematicamente; o blog gera uma comunidade para fora (blogosfera) mediante links de entrada (referers e trackbacks) e saída (links dos posts e blogroll), ao passo que o fórum gera uma comunidade para dentro. Os visitantes procuram no

blog o ponto de vista, o estilo e a temática de seu autor; os participantes de um fórum vão em busca de uma informação concreta, a fim de contribuir em um debate aberto ou de começar um novo debate. Finalmente, o blog é um meio sem editores, enquanto os fóruns tendem a ser hierarquizados: há editores ou moderadores e diversos tipos de participantes em função da faixa etária, da quantidade e da qualidade de contribuições. (ORIHUELA, 2007, p. 5)

Em suma, um blog possui um formato, até certo ponto, fixo que permite que seu autor construa e atualize seu espaço com mais facilidade, seguindo uma estrutura básica que engloba algumas principais categorias, tais como:

• Título do blog (ou apenas o nome do autor); • Biografia / Perfil do autor;

• Foto do autor do blog;

• Assunto característico de cada universo temático; • Espaço para os comentários dos leitores;

• Arquivo das matérias mais antigas; • Vídeos / fotos;

• Ferramentas próprias do provedor do blog (ex.: Uol); • Patrocínios;

• Links de outros blogs ou sites; • Espaço de busca (por palavra-chave); • Outros.

A título de demonstração, tomemos como exemplo a página da notícia selecionada do jornalista Reinaldo Azevedo - Blog B (Figura 1), por entendermos que seu blog é o mais completo no quesito categorias, em vista dos outros dois pesquisados:

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-vez-autoritaria-ou-ela-ainda- esta-no-estagio-massinha-i/

Dentro dessa blogosfera, como salientado anteriormente, existem variados tipos, cujo blog jornalístico vem tendo um crescimento e importância principalmente na área jornalística. Esse tipo de blog tem sido alvo de críticas positivas e negativas no que diz respeito ao jornalismo, pois, por um lado, é uma alternativa mais dinâmica à imprensa tradicional, mas por outro, a veracidade dos artigos pode ser colocada em cheque pelos leitores.

Entretanto, o fato de ser um blog com características jornalísticas não tem que ser obrigatoriamente elaborado por jornalistas, pode ser um blog criado por qualquer pessoa, seja anônimo ou pseudônimo, no qual reúne variados assuntos provenientes de outros meios em um só e que a informação venha direto da fonte, em que originalmente foi escrita por jornalistas. O importante é que seja um blog majoritariamente referente ao universo jornalístico, para, dessa forma, enquadrá-lo nessa denominação.

Assim, a partir da ilustração do blog B, vimos que seu funcionamento é simples e dinâmico. Sua estrutura proporciona uma interação do criador com seus leitores, permitindo uma troca de informações por meio das notícias postadas. A estrutura dos blogs selecionados para esta pesquisa, ditos jornalísticos, permitem um sistema interativo que gera uma nova prática social entre seus interlocutores. Então, tomemos como exemplo novamente as informações presentes no blog B para representarmos a estrutura da interação ocorrida entre os participantes em ordem de sequência de procedimento:

Quadro 1: Demonstração do processo de interação do blog

1º momento ponto de partida: texto postado pelo jornalista Reinaldo Azevedo:

Uma vez autoritária... Ou: ela ainda está no estágio Massinha I

2º momento réplica

Leitores emitem um comentário relacionado à notícia do jornalista

3º momento tréplica

O jornalista ou demais leitores, quando sentem necessidade, respondem ao comentário deixado pelo leitor.

Explicitando melhor o quadro acima, o autor jornalista do blog posta a notícia referente ao discurso proferido pela pré-candidata à presidência da república nas eleições de 2010, Dilma Rousseff, como mostraremos no capítulo seguinte. Esse primeiro ato equivale ao 1º momento do quadro apresentado. Por sua vez, os leitores que participam desse blog têm a oportunidade de manifestar sua opinião, posicionando-se contra ou a favor da notícia, correspondendo à réplica referente ao 2º momento do quadro. Entretanto, a interação pode não acabar aqui, isto é, o Locutor-jornalista ou mesmo os outros interlocutores podem ainda responder o comentário acima, o que denominamos aqui de tréplica, relacionado, assim, ao 3º momento, daí o caráter dialogal dos blogs.