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Akitte İleri Şürülen Şartlar Bağlamında Akit Serbestisi İlkesi

1.2. İslam Borçlar Hukukunda Rıza İlkesi

1.2.1. Rıza İle İlgili Terimler

1.2.1.1. İrade

1.2.1.1.2. Akitte İleri Şürülen Şartlar Bağlamında Akit Serbestisi İlkesi

Segundo Perelman (1997), auditório é o conjunto de todos aqueles que o orador quer influenciar mediante o seu discurso. Quanto melhor se conhece o auditório, maior é o número de acordos prévios que se tem à disposição, e, portanto, melhor fundamentada será a argumentação. Sendo assim, ainda de acordo com Perelman (1997), há dois tipos de auditórios: o particular e o universal. O primeiro composto por apenas uma pessoa e o outro composto por toda a humanidade, sendo que para cada um há uma técnica própria de argumentação para se obter a adesão. Porém, vale ressaltar que os dois auditórios são criações, sendo que, nos dois casos, não é a quantidade de indivíduos que se conta, pois a atenção é para o discurso, para a retórica. Ser particular ou universal diz respeito aos critérios para a persuasão.

A técnica utilizada para obter um assentimento de uma só pessoa, designada de auditório particular, consiste em elaborar perguntas ao interlocutor, que, por sua vez, responde às contestações que surgirem, transformando, assim, o discurso em um diálogo. Contudo, uma vez que o interlocutor admite cada etapa da argumentação, Perelman ressalta estar no domínio da verdade, e não mais da opinião, o que, segundo o autor, “fica-se convencido de que as proposições enunciadas estão muito mais solidamente fundamentadas do que na argumentação retórica, na qual não se pode fazer a prova de cada argumento”. (PERELMAN, 1997, p. 73)

Em contrapartida, o auditório composto por toda a humanidade, denominado de universal, consiste em não ser real e sim ideal, imaginado pelo autor/orador. Dessa forma, para obter a adesão de um auditório desse tipo, é necessário valer de premissas que sejam aceitas por todos, incluindo o orador, a partir de uma argumentação objetiva, com base na verdade e em valores que sejam aceitos por toda a humanidade. Assim, destaca Perelman, “[...] cada época, cada cultura, cada ciência, e mesmo cada indivíduo, tem seu auditório universal”. (PERELMAN, 1997, p. 74)

Nesse sentido, o autor destaca que o caráter do auditório é essencial na argumentação retórica, o que vale também para a opinião que o auditório possui de seu orador. Como afirma Perelman (1997, p. 74) “é impossível à argumentação retórica escapar à interação entre a

opinião que o auditório tem da pessoa do orador e aquela que tem dos juízos e argumentos deste.”

Nem todas as pessoas admitem as mesmas coisas, podendo entrar em desacordo. Porém, a ideia de auditório universal vem de um auditório ideal, de uma construção mental, uma idealização do orador e do auditório ao qual ele se dirige. Como afirma Perelman, todo auditório reconhece determinados dados constituintes de fatos, verdades, presunções ou valores.

A primeira condição para o desenvolvimento de uma argumentação, de acordo com Perelman e Tyteca (2005), é fundamental que o auditório esteja prestando alguma atenção no que diz o orador, uma vez que seu objetivo é obter a adesão desse auditório. Portanto, como notamos, o auditório pode ser constituído por uma única pessoa, aquela que o orador chama pelo nome ou constituído por um conjunto de pessoas, mesmo quando se trata de um texto escrito, como no caso dos blogs, cujo auditório é formado pelos leitores, o que não pode ser determinado ao certo pelo orador de quem e de quantos se tratam. Porém, “cada orador pensa, de uma forma mais ou menos consciente, naqueles que procura persuadir e que constituem o auditório ao qual se dirigem seus discursos.” (PERELMAN; TYTECA, 2005, p. 22)

No entanto, os mesmos autores ressaltam o fato de que para construir uma argumentação de fato efetiva é preciso que o orador conceba um auditório presumido que se aproxime ao máximo da realidade, isto é, quanto mais se tem conhecimento daqueles que o orador pretende influenciar mais eficiente é sua argumentação. Por outro lado, uma imagem não correspondente do auditório pode provocar um efeito totalmente contrário do esperado pelo orador. Nesse sentido, Perelman e Tyteca (2005, p. 23) afirmam que “[...] todo orador que quer persuadir um auditório particular tem que se adaptar a ele. Por isso, a cultura própria de cada auditório transparece através dos discursos que lhe são destinados”.

Desse modo, muitas vezes o orador se encontra frente a um auditório heterogêneo em vários aspectos, como caráter, social, crenças, etnia, etc., o que dificulta sua argumentação. Isso faz com que ele recorra a diversos tipos de argumentos para tentar influenciar seu auditório, cujo resultado positivo, isto é, a persuasão o faz ser considerado um grande orador, isso se dá porque na arte de argumentar mais vale o parecer favorável do auditório do que saber o que o próprio orador considera ser verdadeiro. Isto é, cabe ao auditório, conforme afirmam

Perelman e Tyteca (2005), o papel de controlar a qualidade de argumentação, bem como a conduta do orador.

Entretanto, a argumentação que o orador utilizará em seu discurso pressupõe sempre um acordo por parte do auditório, isto é, o que vai ser ou não admitido por ele. Portanto, o orador, ao formular sua argumentação, imagina que seu auditório irá aderir a sua proposição, o que, como vimos pela heterogeneidade do auditório, pode não acontecer. Logo, um mesmo enunciado pode situar em três tipos de acordos definidos de modos diferentes, dependendo da situação em que se encontra o auditório, como categorizam Perelman e Tyteca (2005): acordo que se refere às premissas, à escolha e à apresentação, a fim de mostrar até que ponto o orador se empenha para influenciar seu auditório.

Como citamos acima, no processo argumentativo, cada tipo de acordo desempenha uma função diferente. Para tanto, os autores dividem os objetos dos acordos que se referem às premissas em duas categorias: real e preferível.