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2. CEPHECİLİK KAVRAMI, NEDENLERİ VE KORUMA BAĞLAMINDA

2.3. Re storasyon Kuramları ve Cephecilik

2.3.3. Görsel kent yönetim yaklaşımı

O tema relativo ao limite na educação da criança, foi trabalhado pela coordenadora pedagógica do turno matutino, partindo de uma dramatização de um diálogo entre mãe e filha, onde ficava claro as dúvidas e contradições da mãe no tocante a questão de colocar um limite, tanto em relação ao horário, quanto em relação ao tipo de programação que a filha poderia assistir na TV.

FOTO 27: Dramatização sobre limites. (1) Fonte: Arquivo do CMEICAR. Ano: 2004

FOTO 28: Dramatização sobre limites. (2) Fonte: Arquivo do CMEICAR. Ano: 2004.

Partindo dessa dramatização, encenada por uma das professoras e por nós próprias, a coordenadora pedagógica do turno matutino, iniciou um diálogo com as famílias presentes sobre esta questão do limite. A participação das famílias foi bastante significativa neste momento, cada uma colocando a forma como agia, as dúvidas que tinha, as incertezas. Na entrevista realizada ao final dessa atividade, onde perguntamos a opinião dos presentes sobre a mesma, as respostas foram as seguintes:

9 Gostei muito. É bom a gente conversar sobre estas coisas para poder saber como tratar melhor esse povo de hoje, que é muito diferente de quando eu era menina, e obedecia o que meu pai e minha mãe dizia. 9 Foi um encontro muito bom, ri muito com a filha teimosa, perecendo a que eu tenho lá em casa, e achei bom falar sobre essas coisas de ter respeito, de obedecer, de ter hora para fazer as coisa. Foi muito bom, é bom que tenha outros desse.

9 Gostei. Gostei de rir, de conversar, de escutar Kátia falar, de saber que em toda casa tem confusão por causa de teimosia e de saber que a gente precisa de botar rédea, de ter hora prá esses menino fazer as coisa. 9 Essa conversa foi muito boa, as vezes não sei o que fazer com essa menina, mas como trabalho muito, acabo fazendo o que ela quer, para não ter confusão. Vou pensar um pouco no que vocês disseram aqui. 9 Gostei mulher! É igualzinho o que acontece lá em casa, eu mando fazer as coisa, eles não me obedece e eu as vezes acabo batendo e não resove. É bom conversar sobre essas coisa pra gente ficar sabendo mais agir com essas crianças danada.

Essas falas dos familiares presentes foram muito importantes para a nossa reflexão, por que mostram claramente, a relevância da Instituição escolar está abraçando essa nova demanda que é discutir, refletir com as famílias, sobre temáticas relevantes para o processo educativo dessas crianças. Considerando a grave crise de valores da sociedade moderna, é fundamental que as duas maiores instâncias formativas dessa sociedade – família e instituição educativa, busquem trabalhar princípios educativos comuns.

Outra temática trabalhada, que despertou muito o interesse das famílias foi sobre a importância do brincar para o desenvolvimento da criança. Como já dissemos a decisão de discutir esse tema com os pais nasceu das observações, tanto nossa, quanto das professoras, sobre o fato de algumas mães reclamarem muito porque os filhos ficavam meio sujos e brincavam de areia, e suavam no parque; algumas chegando até a solicitar que os filhos não fossem mais ao parque, não brincassem mais, para não se sujar, nem suar.

Partindo dessas observações e constatações, e tendo como parâmetro os estudos realizados desde o início do ano de 2004, que nos mostravam o quanto a brincadeira, o jogo simbólico, é importante para o desenvolvimento infantil, discutimos bastante o assunto com as professoras e a coordenação pedagógica, e juntas, elaboramos algumas ações a serem realizadas com as famílias sobre essa temática.

A primeira delas foi uma conversa, numa reunião mesmo de pais, onde nós informávamos sobre a importância desse brincar, retomávamos com as

famílias os cuidados que tínhamos com o horário do parque – pela manhã, sempre no início do turno; e a tarde sempre no final, quando o sol não estava muito quente, como também o fato do cuidado que tínhamos de varrer, de aguar e de trocar a areia regularmente, principalmente a da chamada caixa de areia – local reservado, onde as crianças mais brincavam com esse material. Mesmo depois dessa reunião, sentimos necessidade de uma ação mais efetiva, mais específica com o tema, foi aí que, em reunião com as professoras, surgiu a idéia de uma vivência com as famílias sobre o tema.

Dessa forma, as próprias professoras, com a ajuda da equipe pedagógica e administrativa, realizaram uma vivência sobre o brincar com as famílias, partindo de um resgate de memória sobre as brincadeiras que elas faziam na infância, promovendo a vivência de algumas dessas brincadeiras, e depois, após pedir que cada participante expressasse os sentimentos vividos naquele momento, foi realizada uma discussão sobre a importância do brincar para as crianças. Segue abaixo alguns depoimentos das famílias após o evento:

9 Foi muito bom voltar a ser criança, eu até comentei que agora, a partir de hoje, acho que vou até mudar com Marília, vou deixar ela brincar mais, porque eu prendo muito: não suje aqui, não suje ali. Mas hoje eu extravasei e vou deixar ela um pouco mais livre para brincar. 9 A gente aprende as coisas por brincadeira, só que não brinquei porque não posso com as pernas. Sentada fiquei, o abacaxi chamava e eu não saia do canto. Mas foi ótimo.

9 Aprendi a brincar mais com a minha filha, a ficar mais com ela, pois o tempo também é pouco. Mas vou tirar mais um tempinho para brincar com ela, para conviver mais com ela.

9 Achei maravilhoso, porque o senhor está conosco, e ele nos guia, levantando pessoas para melhorar o nosso dia, a nossa convivência com as crianças, porque é muito importante ter esses momentos assim. Não temos tempo para parar, mas Deus levanta outras pessoas para nos ajudar.

9 Maravilhoso. Agora dá para entender porque meus filho não ver a hora de vim para o colégio: para se divertir. Foi maravilhoso.

Particularmente para nós, esse encontro com as famílias sobre o brincar, foi uma das melhores contribuições que a Instituição conseguiu dar aos pais para a compreensão deles em torno da relevância da brincadeira como parte integrante das ações de cuidado e educação dessas crianças. Essas atividades sobre o brincar ainda tiveram outro desdobramento, que foi a realização de um projeto didático sobre brinquedos de sucata, cuja culminância foi um grande encontro com as famílias, para que, juntamente com as crianças, elas construíssem brinquedos com os materiais disponíveis.

FOTO 29: Brincando de roda com famílias e crianças.

Fonte: Arquivo do CMEICAR. Ano: 2005

FOTO 30: Construindo brinquedos de sucata com as famílias e crianças. Fonte: Arquivo do CMEICAR. Ano: 2005.

Pelos depoimentos das famílias é possível identificar a percepção deles, após este trabalho, sobre a relevância do brincar para as crianças.

Os depoimentos que mais nos chamaram a atenção, foi o das mães que colocaram que iriam tirar mais um tempo para dedicar aos filhos, que iriam

permitir que eles brincassem mais, mesmo se sujando ou bagunçando. Tivemos a preocupação de acompanhar um pouco mais de perto essas mães,

principalmente as mães do 1º e do 3º depoimento citado acima e tivemos a grata satisfação de constatar que as mesmas, realmente, passaram a dedicar um tempo maior as filhas, valorizando mais o brincar na vida delas. Esse acompanhamento foi possível pelo fato das duas mães estarem sempre muito presentes na Instituição, sendo que uma delas é funcionária da mesma. Dessa forma, através de diálogos e interações constantes com essas mães e as suas crianças, nos foi possível acompanhar, observar e registrar efetivamente esse processo de mudança.

Entendemos que são iniciativas como essa que promovem realmente o compartilhamento, entre instituição de Educação Infantil e famílias, das ações de cuidado e educação das crianças pequenas, e concordamos que “o trabalho de formação de pais e mães na escola, como uma tarefa coletiva, aos poucos, irá ocupar seu lugar em nosso contexto social” (BASSEDAS,HUGUET & SOLÉ, 1999, p. 289)

5.3. Oficinas com as famílias sobre atividades realizadas com as crianças