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Entegre Rapor Yayınlamayan İşletmelerden Elde Edilen Değerlerle Uygulanan Yol Analizi

ENTEGRE RAPORLAMA

ÜZERİNDEKİ ETKİSİNİN YAPISAL EŞİTLİK MODELİ İLE ÖLÇÜLMESİ

3.2.4. Yapısal Eşitlik Modellemesi Yol Analizi Yöntemi ile Araştırma Modelinin Test Edilmesi

3.2.4.1. Entegre Rapor Yayınlamayan İşletmelerden Elde Edilen Değerlerle Uygulanan Yol Analizi

Tradicionalmente, a escola é concebida pela sociedade como uma instituição que possibilita ao indivíduo ascender socialmente, uma vez que a ela cabe a tarefa de

conduzir, de lidar com a transmissão dos conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos. A análise dessas e outras questões suscitam o direcionamento dos apontamentos até aqui expressos para a ordem das problemáticas enfrentadas no contexto escolar, que vão desde o sistema de relações ali estabelecidas até o produto final, que é o ensino. Entretanto, este enfoque destoa do objetivo deste trabalho e nem pretendemos fechar uma resposta sobre essas discussões.

De modo sucinto, destacaremos alguns estudos e pesquisas sobre RS e Educação, apreciados como revisão de literatura e que nos fazem perceber que a TRS tem contribuído para revelar alguns dos dilemas que a escola enfrenta, nos quais se incluem as questões relativas aos professores, agora mencionados em função de serem partícipes desta pesquisa. Parece-nos, pois, oportuno situar alguns grupos de pesquisadores que desenvolvem investigações relacionadas à educação e RS, nas diferentes universidades dos estados e capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Goiânia e em algumas instituições da região Nordeste do país.

Constatamos que a escola é um espaço de contradições, conforme salienta Michel Gilly (2001). Ao mesmo tempo em que se acredita que por meio dela se consegue um futuro promissor, ela é permeada por outras questões que a depreciam e a tornam desacreditada. O autor é reconhecido como um dos primeiros a considerar as possibilidades de se utilizar a TRS para a leitura de fatos educativos, pela possibilidade de se verificar o modo pelo qual as Representações Sociais se constroem, evoluem e se transformam no interior de grupos sociais; ele é reconhecido também por esclarecer como os docentes concebem o seu papel e compreendem elementos da comunicação pedagógica na construção de conhecimentos.

Sobre as contribuições da Teoria das Representações Sociais nessa direção, Gatti (1998, p. 15) afirma que não ao basta ao educador apenas conhecer os aspectos cognitivos relacionados aos processos de aprendizagem:

Eles desenvolvem-se através de interações, de relações interpessoais nas quais valores, emoções, sentimentos e formas de comunicação desempenham papel essencial. Nessas interações agimos a partir de conceitos socialmente construídos, veiculados e mantidos como verdades. Nem sempre temos condições de refletir sobre os preconceitos com os quais atuamos. Os estudos sobre representações sociais iluminam um pouco essa área sombria [...]. (GATTI, 1998, p. 15).

Silva (2000), ao sistematizar os resultados da análise de teses e dissertações produzidas em vários países, na área de Educação e RS, a partir dos anos de 1970, percebe como estudos nessa perspectiva podem revelar os significados produzidos e reproduzidos no

universo escolar e evidenciar a prática educativa enquanto atividade concreta e pensada no cotidiano da escola.

Sobre os referidos trabalhos, a autora chama-nos a atenção para a existência de algumas fragilidades na aplicação da teoria - e que lhes são inerentes - quanto ao referencial teórico-metodológico, tendo em vista seu caráter interdisciplinar de natureza sociológica e psicológica. Nesses termos, ela adverte que trabalhar essa concepção exige muito esforço do pesquisador, que precisa estabelecer a articulação psicossociológica para dimensionar a realidade nessa perspectiva.

Em uma abordagem contextualizada Menin e Shimizu (2005) realizaram um levantamento sobre os estudos em que aplicaram esse referencial teórico. De acordo com as autoras, no âmbito educacional, no rol de trabalhos selecionados para publicação, os dados sobre objetos de representação parecem bastante significativos. Analisam o resultado como uma tendência crescente para identificar as representações existentes no universo das escolas brasileiras. Desse modo Menin e Shimizu corroboram com Gilly (2001), que em sua análise da ambiência internacional afirma ser esta uma área singular para pesquisas sustentadas por este referencial.

As investigações em Educação e RS envolvendo alunos e professores de escolas públicas e particulares permitiram verificar como se delineia o significado da prática profissional a partir das diferentes informações, que articulam estereótipos, esperanças, hábitos e valores desses educadores. Madeira (2000) justifica sua opção pela TRS na área da Educação pela crença de que a realidade escolar é dinâmica e plural e que nela interagem sujeitos concebidos como seres que se relacionam pela troca de experiências e convívios, que constroem e reconstroem seus conhecimentos.

Alves-Mazzotti (2003) ressalta que a TRS, além de oferecer um instrumental teórico-metodológico importante e útil para o estudo do imaginário social, possibilita a compreensão de elementos dos sistemas simbólicos que interferem nas interações cotidianas da escola e que, conseqüentemente, influenciam no fracasso e na exclusão escolar.

Pesquisas sobre RS e Educação têm destacado a influência que as relações sociais de determinada coletividade podem exercer na construção do conhecimento. Em seu estudo, Sousa (2005) entende que as interações estabelecidas entre os grupos, incluindo as dimensões social e histórica de seus membros, faz com que a escola se apresente como uma instituição pensante, e, nada melhor que essa Teoria para evidenciar elementos que possibilitam definir como aquela é concebida.

Conforme observamos a instituição escolar, considerada a partir de sua missão de transmitir conhecimentos, é um campo propício para o estudo das representações sociais e sobre as práticas que se realizam no interior dela. Como palco da vida cotidiana do professor, que exerce a profissão muitas vezes em instituições públicas, a TRS permite investigar os reflexos das relações do poder que as gerenciam, pelo aspecto dos investimentos necessários e as implicações referentes ao aluno, que deixa de contemplar um aprendizado autêntico.

Nesta perspectiva Loureiro (2003, p. 116) reflete que a abordagem propicia um novo olhar acerca do que os profissionais da educação chamam de dificuldades de aprendizagem ou fracasso escolar. Ademais, afirma que a promoção de uma aprendizagem de fato significativa, do ponto de vista dos sistemas de ensino: “[...] não se esgota no interior dos muros da escola, mas depende de um conhecimento que, por certo, ainda está por construir”.

Esse breve esboço teórico leva-nos a inferir que estudos sobre Representações Sociais e Educação contribuem em termos teóricos e práticos ou profissionais, na medida em que se constituem em um conjunto de conhecimentos úteis e auxiliares à compreensão da dinâmica social desenvolvida no âmbito escolar, bem como à leitura de influências de elementos externos a esse universo.

Na revisão bibliográfica realizada, encontramos poucas referências sobre buscas de elementos que melhor esclareçam o objeto Educação Sexual com o aporte teórico da TRS. No entanto, vimos que a escola tem sido campo para o desenvolvimento de estudos envolvendo a sexualidade, à luz desse referencial. Pelas análises que fizemos em alguns estudos, verificamos que as representações sociais são elaboradas sob o enfoque da área de saúde, razão que talvez justifique poucos estudos na área específica da Educação Sexual.

Quanto aos trabalhos sobre RS de sexualidade, destacamos a investigação de Oliveira (2001), realizada junto a professores do Ensino Fundamental na cidade de João Pessoa-PB. O grupo de educadores dessa investigação admite ser importante a discussão de questões sexuais na escola, no entanto elementos como preconceitos, valores e normas morais os deixam pouco à vontade e dificultam a abordagem das questões sociais na escola.

Esse mesmo assunto foi focalizado no estudo de Fernandes (2002), desenvolvido junto a 300 estudantes universitários, sendo 150 do curso de Enfermagem e 150 da Comunicação Social, todos eles alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Ao contrário da escassez relativa às investigações sobre Representações Sociais e Educação Sexual surgiram no Brasil, na década de 1990, muitas pesquisas que referenciaram o tema, tendo em vista a política sobre práticas preventivas nas escolas.

Em São Paulo, há seis anos, um grupo de mestrandos, doutorandos e pesquisadores do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação, Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), vem realizando pesquisas sobre RS da AIDS e outros temas afins. O projeto apresenta características semelhantes às dos trabalhos desenvolvidos por Lage (1998), na França, que focalizou o mesmo objeto.

Segundo Placco (2005), no estudo do grupo da PUC-SP inicialmente foram investigados alunos do Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries) e atualmente o grupo se dedica aos estudos de outros objetos de representação, além da AIDS: drogas, violência e prevenção. Os pesquisadores têm dado continuidade ao projeto anterior, porém na perspectiva de envolver professores das séries do Ensino Médio da rede pública do estado de São Paulo. O alvo dessas pesquisas é oferecer resultados que venham auxiliar as ações formativas facilitadoras do trabalho dos docentes com jovens no campo das referidas temáticas.

Foi por meio de contatos com esse Grupo de Pesquisa que o projeto chegou a Cuiabá, no ano de 2001, e propiciou, entre outros, o desenvolvimento de duas produções sobre RS de sexualidade, as quais fizeram parte de um plano de trabalho mais abrangente (PAREDES et al, 2002). Com proposições igualmente parecidas às do projeto de São Paulo, buscou-se compreender as RS acerca de problemas contemporâneos que envolvem pré- adolescentes e adolescentes. Os temas AIDS, drogas, violência, perspectiva de futuro e sexualidade foram examinados pelo Grupo de Pesquisa em Educação e Psicologia (GPEP), do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação (PPGE) da UFMT.

No âmbito da sexualidade, como nos demais temas, este grupo dividiu as atividades em duas fases. Assim, no primeiro estudo, sob nossa responsabilidade (OLIVEIRA, 2004), pesquisamos um conjunto de jovens escolares. A segunda parte da pesquisa foi realizada por Coutinho (2005), que ouviu professores da rede pública de ensino. Os resultados pontuaram algumas questões sobre educação sexual, porém não nos foi possível identificar nas escolas uma proposta de trabalho sistematizada ou intencional nessa direção. Consideremos também que as pesquisas não trataram diretamente dessa questão.

Através dos diversos estudos destacados, procuramos mostrar um pouco do universo de objetos de representação mais focalizados nas investigações em Educação e suas relações com as Representações Sociais de Sexualidade. Optamos, porém, por não descrevê- los, pois seus resultados poderão balizar as análises que faremos no decorrer deste trabalho. Entendemos a relevância dos resultados para fornecerem conteúdos que auxiliarão nas políticas de educação.