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B. Kamu Görevliliğinin Sona Ermesinde Liyakat İlkesi

3. Emeklilik

Deferida, também, ao empregado doméstico, a aposentadoria por tempo de contribuição encontra-se estabelecida na Constituição Federal brasileira, em seu art. 201, I e § 7º, além dos diplomas infraconstitucionais, Lei n. 8213/91, art. 52 a 56.

Anteriormente denominada aposentadoria por tempo de serviço, era concedida ao segurado, inclusive o doméstico, que houvesse trabalhado por 35 anos, se homem, e 30 anos se mulher, mediante a prova de atividade e recolhimento de 60 contribuições mensais, a título de carência.

De outra parte, a forma de cálculo para a concessão do benefício, levada a efeito por ocasião da legislação anterior, era de 70% do salário de benefício, mais 6% para cada novo ano completo de atividade, limitado ao máximo de 100% do salário de benefício.

E mais, poderia, ainda, ser requerida essa aposentadoria, de forma proporcional, aos 25 anos de serviço a mulher e 30 anos o homem, na mesma proporção acima apontada, isto é, 70% do valor do benefício.

Com as alterações trazidas pela Emenda Constitucional n. 20 à Constituição Federal de 1988, deixou de existir a figura da aposentadoria proporcional por tempo de serviço, figurando apenas a aposentadoria integral por tempo de contribuição, na forma, hoje estipulada, ou seja: carência de 180 meses e contribuição de 35 anos para o homem e 30 para a mulher, porém limitado aos 53 anos de idade, se homem, e 48 anos de idade, se mulher, e facultado a quem houvesse se inscrito no Regime

Geral antes de 16/dezembro/98, um período adicional de 25% do tempo que, em 16/12/98, faltava para atingir o limite de tempo constante do período necessário para se aposentar.

Como inovação da lei, deixa de existir a figura “tempo de serviço” para em seu lugar utilizar-se como critério, “tempo de contribuição” e, em relação ao trabalhador doméstico, a prova da contribuição somente se dá com a apresentação dos carnês de recolhimentos previdenciários.

O cálculo a ser feito, também sofreu alteração, sendo necessário, hoje, a inclusão do fator previdenciário, que leva em conta a expectativa de vida do segurado, para efeito de apuração do valor do benefício, sendo certo que esse índice (fator previdenciário) será aplicado, ao final, sobre o valor do benefício.

Registre-se, por oportuno que o fator previdenciário é calculado mediante a seguinte fórmula: F= Tc x a x [1+ (Id + Tc x a)]

Es 100 Onde:

F = fator previdenciário;

Es= expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria; Tc= tempo de contribuição até o momento da aposentadoria; Id = idade no momento da aposentadoria; e

a = alíquota de contribuição correspondente a 0,31.

Tal expectativa de sobrevida do segurado é determinada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revista periodicamente e, de acordo

com a última pesquisa, (Tábua Completa de Mortalidade), divulgada em início de 2006, a expectativa de vida do brasileiro, para ambos os sexos, é de 71,9 anos.

Há de se registrar, no entanto, que o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, apresenta como risco presumido o fator idade avançada, que no decurso do tempo ocasiona a diminuição da capacidade de trabalho. Segundo bem analisado por MIGUEL HORVATH JUNIOR136

“... O risco “velhice” é presumido no caso de aposentadoria por tempo de contribuição. Presunção esta emanada do texto constitucional que prevê este beneficio no art. 201 e incisos. Presume-se que após 35 anos de contribuição para os homens e 30 anos para as mulheres, o segurado esteja desgastado para continuar exercendo suas atividades.

4.3.3 Auxílio-doença

Também para o segurado doméstico é concedido o auxílio-doença quando o empregado estiver incapacitado para o trabalho, desde que requerido no posto de benefícios e afastado pelo setor de perícias médicas do Instituto.

A Norma Máxima vigente ampara o risco doença como merecedor da proteção previdenciária, em seu artigo 201, instituindo o benefício auxílio-doença.

No mesmo sentido, a Lei de Benefícios, n.8.213/91, em seus art.59 a 63 ampara e regulamenta a concessão de tal benefício, estendendo-o para os segurados empregados domésticos.

Diferentemente dos demais empregados, que receberão o benefício após quinze dias de afastamento, sendo os primeiros quinze dias pagos pelo empregador, o empregado doméstico terá seu benefício pago, a partir do primeiro dia da incapacidade laborativa, pagos pela Previdência Social, na base de 91% do salário benefício, desde que cumprida a carência de 12 meses de contribuição, conforme disposto no art. 70, inciso II do Decreto n.3.048/99, regulamentador da mencionada Lei de Benefícios.

Remarque-se, contudo, que é dispensado o cumprimento do período de carência para a concessão deste benefício, se a incapacidade for decorrente de acidente de qualquer natureza ou causa, na forma do estabelecido no art. 26, inciso II, da Lei de Benefícios.

Nos demais casos, tal período (carência) será computado a partir da primeira contribuição sem atraso, portanto, não pode o segurado passar a contribuir, inclusive o atrasado, a partir da incapacidade. Deve ser feita a contribuição mês a mês e, sendo acometido por qualquer infortúnio ou doença que o incapacite para o trabalho, será garantida a indenização do risco.

Registre-se, porém, que além do cumprimento de carência, há que ser respeitado ainda a manutenção da qualidade de segurado do empregado acometido pela doença, na hipótese do previsto no art. 15 da Lei n. 8.213/91. Assim, no

136 Miguel Horvath Junior. Direito previdenciário,cit., p.144.

momento do requerimento do benefício, ou o empregado está contribuindo, ou está dentro do período de graça.137

Cessada a incapacidade, mediante comprovação pela perícia médica do INSS, cessa o benefício.

Note-se, de outra parte, que o auxílio-doença não é previsto expressamente nos direitos sociais, do art. 7º da Constituição Federal vigente, mas na legislação ordinária da Previdência Social.

Remarque-se, por oportuno, que o Decreto n. 3.049/99, norma que regulamenta as Leis n. 8.212 e n.8.213/91, estendeu o benefício de auxílio-doença, também, às incapacidades decorrentes por acidentes de qualquer natureza. Isto posto, uma vez que o empregado doméstico não está amparado pelos benefícios decorrentes de acidente do trabalho, indiretamente passa a ter seu direito acrescido por esse benefício.

4.3.4 Pensão por morte

Aos dependentes do empregado doméstico, independentemente de carência, é garantida a pensão por morte do segurado, na base 100% do valor da aposentadoria que o segurado recebia, ou que viesse a receber se aposentado fosse, por ocasião do óbito e não podendo ser inferior a um salário mínimo..

137 Para a previdência social, entende-se como período de graça o período em que o segurado mantem a

Estabelecido na Lei 8213/91, em seus art. 74 a 79, tal benefício já era concedido ao empregado doméstico, anterior à citada Lei Básica de Benefício, em razão do disposto na Consolidação das Leis da Previdência Social (CLPS), de 1984.

Em havendo morte presumida, na forma dos citados dispositivos, a pensão por morte será concedida em caráter provisório, depois de seis meses de ausência do segurado.

Registre-se, por oportuno, que tal benefício é concedido aos dependentes do segurado empregado doméstico falecido, assim entendido, aqueles definidos na já citada lei, nesta categoria, conforme aqui ordinariamente elencados:

I) ao cônjuge, à companheira e ao filho não emancipado, de qualquer condição, ou inválido;

II) aos pais;

III) ao irmão, não emancipado, de qualquer condição, menor de vinte e um anos ou inválido.

Resta esclarecer que a ordem de preferência estabelecida na Lei, há de ser rigorosamente respeitada, por classe. Assim, a preferência para a percepção do benefício é do cônjuge, companheiro e filhos e, somente na inexistência destes é que será deferida a pensão aos pais e, sucessivamente.

Se, porém, houver mais de um dependente na mesma classe, o benefício será rateado, de igual valor, entre todos os dependentes de mesma classe, inclusive na hipótese de segurado divorciado do primeiro casamento e união estável em segundo momento: havendo pagamento de pensão alimentícia à primeira esposa, o benefício será dividido igualmente entre as duas dependentes, conforme tem entendido os Tribunais brasileiros.

Registre-se, ainda, que a dependência dos beneficiários da classe I (cônjuge e filhos) a dependência é presumida e dos dependentes das demais classes há de ser comprovada.

Por fim, há de se anotar, que o benefício persistirá enquanto houver dependentes, cessando-se com a morte do dependente ou com o atingimento da idade limitativa à condição de dependentes (filhos ou irmãos).

Assim, trata-se de benefício em que o beneficiário não se confunde com contribuinte, posto que, o segurado contribui para a garantia de seus dependentes, que haverão de ser protegidos ante o infortúnio do desaparecimento de seu provedor.

4.3.5 – Auxílio-reclusão

Capitulado no art. 80 da Lei n. 8.213/91, assim como a pensão por morte, o auxílio-reclusão é devido aos dependentes do empregado doméstico, caso o

segurado venha a ser preso e impossibilitado de prover à sua família, sendo conveniente ressaltar que o benefício somente é conferido se o segurado estiver preso, e não foragido, sendo necessária a comprovação deste requisito a cada três meses, através de atestado emitido, pelo órgão competente.

Para este tipo de benefício, a legislação previdenciária entende como risco, a retirada do segurado do convívio social e que, impedido de desenvolver suas atividades, deixa de propiciar sustento a seus familiares. Trata-se, portanto, de uma modalidade de incapacidade provocada, em regra geral, pelo próprio segurado.

A esse propósito, os juristas muito refletiram acerca da “despesa” que o preso deixa a cargo do sistema previdenciário em razão de crime cometido, porém, tem-se entendido que o Sistema de Seguridade Social é muito mais amplo e o amparo deve ser dado aos dependentes que, na mais das vezes, não pode ser penalizado por crimes cometidos pelo provedor daquela família.

Os beneficiários sujeitos a esta proteção serão os mesmos daqueles definidos para a pensão por morte e já elencados no item anterior.

Já, em relação ao valor, o auxílio-reclusão segue as mesmas regras da pensão por morte: 100% do valor do salário de benefício do segurado.

4.4 BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS A QUE NÃO FAZ JUS O EMPREGADO