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Ekonomik Yaklaşım İlkesinin Peçeleme İşlemlerine Etkisi

Belgede Vergi incelemesi (sayfa 71-74)

B. Ekonomik Yaklaşım İlkesi ve Ekonomik Yaklaşım İlkesinin Birtakım

2. Ekonomik Yaklaşım İlkesinin Peçeleme İşlemlerine Etkisi

Ao longo da pesquisa encontramos, na bibliografia consultada e estudada, a utilização dos termos memória empresarial, memória institucional e memória organizacional como sinônimos. Entretanto, alguns autores salientam diferenças conceituais sobre essas nomenclaturas. A seguir, nos propomos apresentar, brevemente, os posicionamentos conceituais que encontramos ao longo de deste estudo.

Em breve retrospectiva sobre o conceito de memória empresarial, segundo Totini e Gagete (2004), ele adquiriu novos sentidos em meados da década de 1920, após a criação, nos Estados Unidos, da Business Historical Society e da criação, em Harvard, da disciplina História Empresarial. Esse objeto de estudo acadêmico buscava apreender as técnicas administrativas de grandes empresários sobre seus negócios. Sobre a influência dos Estados Unidos, esse novo conceito começou a ser desenvolvido em países da Europa, por exemplo, França e Inglaterra. Ao longo do século XX, esse estudo focalizado na análise econômica passou a abranger outros aspectos, ou seja, temas transversais à trajetória da empresa passaram a compor uma nova perspectiva. O surgimento da Nova História29 teve forte influência nesse processo, pois trouxe a dimensão do simbólico para a memória empresarial. Dessa forma, a história de uma organização passou a adquirir importância a partir de um discurso construído no contexto social, destacando essas instituições como agentes históricos, ou seja, também como construtores das estruturas que as envolvem. As autoras ressaltam a importância e as potencialidades dos projetos de memória empresarial, mas realizam a seguinte ressalva:

Hoje, a memória empresarial constitui-se numa área de atuação específica e importante no universo empresarial, muito embora ainda se assistam a várias distorções de seus princípios fundamentais [...] ligam-se a projetos que, embora se auto- intitulem “históricos”, não se valem da metodologia de análise da ciência, seja quanto à multiplicidade de fontes de pesquisa, seja quanto ao compromisso com sua legitimidade (TOTINI; GAGETE, 2004, p. 117, grifo das autoras).

Sobre o conceito de Memória Institucional (MI), destacamos os estudos de Icléia Thiesen Costa que defendeu sua tese de doutoramento sobre o conceito de MI, em 1997, conforme apresentamos, anteriormente, na revisão bibliográfica.

29 A Nova História expandiu o campo de ação do conhecimento histórico, permitindo a utilização de

novos temas e fontes de pesquisa, transformando os paradigmas da produção de conhecimento nessa área. Com a aceitação cada vez maior da subjetividade, sensibilidades e representações, a música, a pintura, o cinema, a arquitetura, a memória e a oralidade passaram a fazer parte do arsenal do historiador. Veja Burke (2005) e Pesavento (2005).

Para a autora, devemos levar em conta os aspectos instituintes e instituídos no processo de construção do conceito de MI, compreendendo, dessa forma, as instituições como formas fundamentais de saber-poder que surgem como escolhas feitas no seio da sociedade. As instituições possuem duas faces simétricas: lembrar e esquecer, entendendo o esquecimento não como contraposição à memória, mas como condição de possibilidade de lembrança. “Há um processo seletivo em jogo. Resta saber, como essa seleção atua, não só no âmbito individual, mas no conjunto das instituições existentes na sociedade” (COSTA, 1997, p. 02). Nessa perspectiva, considera-se que é a partir da memória que as instituições se (re) produzem; entretanto,

[...] é importante não identificarmos organização com instituição, para que não se confunda o conceito de memória institucional com o de memória organizacional, pois o último tende a tratar a informação-memória privilegiando o aspecto da eficiência. De nosso ponto de vista, memória institucional abrange a memória organizacional, mas não se limita a ela. São as relações de força que determinam o plano institucional que, por sua ver, define a organização. A questão da instituição é a legitimidade (COSTA, 1997, p. 06, grifos da autora).

Nesse sentido, percebe-se que a autora, no processo de desenvolvimento do conceito de MI, deixa claro seu posicionamento de distinção ao conceito de memória organizacional. Conforme exposto no trecho supracitado, a MO está relacionada a formas de administrar o conhecimento organizacional, garantindo, dessa maneira, maior eficácia. Enquanto a MI está relacionada às práticas sociais, as seleções que permitem as criações, a manutenção e as transformações, num processo de permanente elaboração, haja vista que a memória é resultante da função do tempo.

A memória institucional [...] remete-nos a experiências híbridas, que incluem e excluem no social. Na perspectiva do tempo, seria o retorno reelaborado de tudo aquilo que contabilizamos na história como conquistas, legados, acontecimentos, mas também vicissitudes, servidões, escuridão. E, mais importante ainda, por mais paradoxal que possa parecer, precisamos construir uma memória institucional no tempo presente, o único de que

dispomos, já que o passado já passou, e o futuro está em nossas mãos (COSTA, 1997, p.147).

Mais do que reelaborar as diferentes práticas do passado no presente, a autora enfatiza a necessidade de transformação das práticas, pois dessa forma, estaremos criando a MI no tempo presente. Entretanto, faz-se importante ressaltar que, para a criação dessa memória, é necessário partirmos de um processo de seleção, pois é preciso que informações sejam descartadas, para que outros dispositivos informacionais possam ser preservados e reproduzidos. “É nesse sentido que se pode falar que as instituições lembram e esquecem” (COSTA, 1997, p. 139). As instituições não são abstrações, as pessoas fazem as instituições e, nesse sentido, a MI é o reflexo dessa trajetória, não como uma representação estática, mas como uma reelaboração a partir de infinitas possibilidades, levando sempre em consideração o contexto.

Ao reiterar seu posicionamento sobre a diferenciação entre os conceitos de MI e MO, Costa (1997, p. 144) salienta que “As instituições são integradoras e formalizadoras de práticas e comportamentos, com a função inicial de fixar enunciados para, em seguida, reproduzi-los”. Entretanto, nosso olhar sobre a organização parte de uma perspectiva complexa, na qual ela se estrutura em um ambiente auto-eco-organizado e, portanto, ela é mais que um conjunto de características, estabelecendo-se, também, através de práticas sociais que se estruturam por meio de um jogo de forças, constituído por pessoas e, inevitavelmente, por seleções.

Conforme foi exposto na subseção acima (2.5), onde desenvolvemos mais especificamente o conceito de memória organizacional, pudemos perceber que os autores que trabalham com essa nomenclatura, relacionam-na mais com a questão do conhecimento. Entretanto, a MO que referenciamos neste estudo não está atrelada apenas ao armazenamento e a difusão do conhecimento, mas está no centro de um processo que possibilita criações e transformações, que recebe influências e incide sobre as práticas sociais e organizacionais.

Nossos objetivos não estão concentrados em aprofundar a discussão sobre as possíveis, ou não, diferenças que atuam sobre a formação desses conceitos. O interesse em apresentar essas posturas é apenas uma forma de expor suas existências e situar os leitores sobre o motivo pelo qual, neste trabalho, utilizamos as diferentes nomenclaturas como sinônimas, pois as identificamos com a proposta teórico-conceitual desenvolvida nesta pesquisa.

Belgede Vergi incelemesi (sayfa 71-74)