3.1. V.Yüzyılda Bölgedeki Sâsânî Bizans İlişkileri
3.2.4. Sınırda Stratejik Bir Şehir Olarak Anastasiopolis (Dara)’nın Kuruluşu (504-
3.2.4.2. Edessa’nın Dara Şehri Kurulurken Yeniden İşgali (6 Eylül 503)
Mark Rothko (1903-1970) é O pintor das cores de penugem de pêssego, segundo o primeiro verso do poema homônimo de Armindo Trevisan. Ele gostava de literatu- ra (poesia), filosofia, em especial Friedrich Nietzsche, mitologia grega e principal- mente música. Apesar do temperamento irritável e irrequieto, também era conheci- do pelo seu carinho e afeto. A semelhança de temperamento entre Rothko e o pin- tor pós-impressionista Paul Cézanne povoou o imaginário do poeta, ao escrever o poema Rothko, fazendo com que eles se encontrassem para um aperitivo ao crepús- culo, embora os pintores tenham vivido em séculos diferentes. A poesia possibilita essa associação mágica, assim como são as cores dos quadros do pintor russo- americano nascido em Dvinsk, Rússia.
Rothko faz parte da geração de artistas americanos que revolucionaram por completo a pintura americana. Foi um dos protagonistas do movimento que se tor- nou conhecido como Expressionismo Abstrato ou Escola de Nova Iorque, estrutu- rado no período entre-guerras, juntamente com Jackson Pollock, Willem de Koo- ning, Adolph Gottlieb, Robert Motherwell, Franz Kline, Clyfford Still e Barnett Newman. A denominação Expressionismo Abstrato refere-se mais a um processo do que a um estilo. Pretendia expressar sentimentos profundos através do próprio ato de pintar, ou seja, do processo, sem se fixar no verdadeiro produto desse ato, a obra de arte.
Desde finais do século XIX, a arte moderna fora dominada por correntes eu- ropéias, tendo como centro Paris. No período entre-guerras e nas duas décadas pós-guerra, a pintura americana foi gradualmente ocupando o papel principal. O Expressionismo Abstrato primeiramente conseguiu o reconhecimento nacional, através da exposição Quinze Americanos ocorrida em 1952, no Museu de Arte Mo- derna de Nova Iorque (MoMA). No final dos anos 50, foram realizadas exposições
nos principais museus europeus, com que obteve notoriedade internacional. Esse movimento foi considerado pela crítica mundial sem precedentes em toda a história da arte.
Antes do surgimento da Escola de Nova Iorque, o cenário artístico america- no tinha basicamente duas correntes: por um lado, os pintores chamados de Regio- nalistas, em que cada um usava o seu estilo próprio para retratar as virtudes do tra- balho rural da população americana; e um segundo grupo, formado de artistas do Realismo Social, cujo trabalho reflete a vida urbana durante os anos da Grande De- pressão. Nenhuma dessas duas escolas estava interessada em arte abstrata. Pelo contrário, ambas defendiam uma postura conservadora em relação à representação figurativista. Apesar de esses estilos dominarem, os novos artistas encontravam-se no lendário bar Cedar, onde discutiam suas teses radicais: os problemas da arte em geral e da arte americana em particular, as influências dos pintores europeus e de como fazer um corte radical com a arte do passado, rompendo com as técnicas e temas convencionais.
Realismo Social
Norman Rockwell Dando graças – 1951 Óleo sobre tela.
Regionalistas
Grant Wood
Cena americana – 1930 Óleo sobre tela
The Art Institute, Chicago.
Quanto às influências, os artistas se apropriaram de referências da arte euro- péia, em especial do Surrealismo e do Expressionismo, e de artistas como Max Ernst, André Masson, Piet Mondrian, Ives Tanguy e Marc Chagall, emigrados para os Estados Unidos durante a era nazista. Outra fonte de inspiração foi a exposição dos artistas dadaístas e surrealistas no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, em 1936. Outro fator-chave foi a inauguração, em 1942, da galeria Art of this Century, de Peggy Guggenheim, onde Jachson Pollock fez a sua primeira exposição indivi- dual. Entre os famosos comerciantes de arte que promoveram o movimento conta-
vam-se Betty Parsons, Sidney Janis e Leo Castelli. Mas a influência decisiva veio dos últimos quadros de Claude Monet (1840-1926), de algumas pinturas de Henri Matisse (1869-1954) e Wassily Kandinsky (1866-1944), além dos trabalhos de Ma- nuel Orozco e outros muralistas.
As idéias que circulavam nos encontros dos pintores podem ser sintetizadas pelas palavras do pintor Barnett Newman, em 1948:
Estamos a reafirmar o desejo natural do homem pelo sublime, pela preocupação do nosso relacionamento com as emoções absolutas. Não precisamos dos apoios obsoletos de uma lenda fora de moda e antiquada. Estamos criando imagens, cuja realidade é evidente por si, e que é desprovida de apoios e muletas que evocam associações com imagens antiquadas, e que não são só sublimes como são belas. Estamos libertando-nos de impedimentos da memória, associação, nostalgia, lenda, mito, seja o que for que tenham sido os instrumentos da pintura da Europa Ocidental. Em vez de fazermos catedrais a partir de Cristo, do homem ou da “vida”, estamos a fazê-lo a partir de nós, dos nossos próprios sentimentos. A imagem que produzimos é a evidência da revelação, real e concreta, que pode ser entendida por quem quer que olhe para ela sem os nostálgicos óculos da história (NEWMAN, apud BAAL-TESHUVA, 2003, p. 10).
Os novos artistas sustentam a afirmação radical de que a arte consiste em partir do íntimo do ser humano: dos sentimentos mais profundos do artista. É uma afirmação marcada pelo individualismo absoluto, que recusa inclusive a cultura e a história, pelo que se depreende das palavras de Newman. As idéias não têm valor, mas somente os sentimentos. Surge uma arte desvinculada da realidade imediata e baseada na força do sentimento pessoal.
Sendo assim, a definição da estética do Expressionismo Abstrato do pintor Willian Seitz é coerente:
Eles valorizavam a expressão mais do que a perfeição, a vitalidade mais do que o acabamento, a flutuação mais do que o repouso, o desconhecido mais do que o conhecido, o velado mais do que o claro, o individual mais que o social e o interior mais do que o exterior (SEITZ, apud BAAL-TESHUVA, 2003, p. 10)
A Escola de Nova Iorque nunca foi um movimento unificado com um pro- grama fixo, ou seja, os artistas não apresentaram um manifesto para publicar em jornais como faziam os artistas franceses. Eles não tinham uma unidade visual, mas formavam um grupo de artistas frouxamente associados. O crítico americano de arte Harold Rosemberg cunhou a expressão pintura de ação, para descrever os traba- lhos de Jachson Pollock, Willen de Kooning e Franz Kline. O tema desses artistas é, exatamente, o processo de movimento da pintura, em que o movimento das co- res determina o próprio ritmo visual. Nesse sentido, Rothko não era um pintor de ação. Ele, Barnett Newmann e Clyfford Still são os melhores pintores da segunda maior corrente do Expressionismo Abstrato, chamada de pintura de campos de cor ou pintura espacial, na qual o elemento predominante não é o movimento gestual, mas a força emocional da cor. Depreende-se da expressão força emocional da cor uma espécie de impulso subconsciente (o gosto quase sem explicação por uma cor). Embora exista certa convenção sobre o emprego simbólico das cores, ela é o mais irracional dos elementos plásticos, pois vinculada diretamente à subjetividade, tanto do artista, quanto do observador.