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Eğitimin Sürdürülebilir Ekonomik Kalkınma Üzerindeki Etkisi

Esta anomalia consiste na separação da membrana de impermeabilização do seu suporte, traduzindo-se no apa- recimento de pregas ou empolamentos.

Segundo Warseck (2003), o empolamento é o tipo de anomalia mais frequente mas também o menor dos proble- mas porque, embora este tipo de anomalia possa conduzir ao enfraquecimento das membranas e consequente- mente a infiltrações, o sistema da cobertura não é danificado e continua intacto. Griffin (1982) define empola- mento como “sobreelevações / bolsas, visíveis à superfície, do revestimento de impermeabilização”. O em- polamento pode-se produzir em diferentes circunstâncias, mas só por um motivo: a água e a sua transforma- ção em vapor (Trujillo e Caula, 2003). A origem desta anomalia encontra-se intrinsecamente associada à existência de vazios e acumulação de vapor de água entre as camadas do sistema de impermeabilização, ou entre este e o seu suporte (adaptado de Griffin e Dwight, 1982 e 1981). O empolamento ocorre quando existe humidade e um gás, neste caso vapor de água, encurralado entre as camadas da impermeabilização ou entre o sistema de impermeabilização e o seu suporte.

No primeiro caso, entre membranas de impermeabilização, a formação de empolamentos está relacionada, como referido, com a presença de ar e humidade presos. No entanto, segundo Paroli e Booth (1997), o pro- cesso de formação não se pode dar sem o fornecimento adicional de ar e humidade (Figura 3.22). A pressão existente no interior das bolsas é inferior11 à de um sistema totalmente selado12 e promovendo-se a entrada adicional de novo ar, o que estimula o aparecimento dos empolamentos. A formação dos empolamentos ocorre, portanto, quando o volume de ar absorvido para o interior da bolsa excede o volume de ar que é

11 As zonas de baixa pressão atraem zonas de alta pressão, promovendo assim o movimento do ar.

12 Caso o sistema estivesse totalmente selado, a formação da bolsa inicial continuaria a acontecer mas, como o sistema não permite a entrada de ar adicional, então o processo de formação de bolsa retrocederia (Paroli e Booth, 1997).

______________________________________________________________________________________ expelido pela mesma (adaptado de Paroli e Booth, 1997).

No segundo caso, o empolamento só ocorre caso a face inferior (suporte) seja pouco permeável (Figura 3.22). Nestas circunstâncias, a temperatura do vapor de água e ar contido na bolsa aumenta subitamente encora- jando os mesmos a infiltrar-se no suporte da cobertura. Assim, a pressão na bolsa irá aumentar tal como o tamanho da mesma (adaptado de Murray et al., 1997).

Durante o dia, devido essencialmente à incidência da radiação solar e consequente aumento da temperatura, o gás expande, ocupando por isso mais espaço do que anteriormente. A expansão do gás cria uma pressão adicional na parte inferior do elemento que se encontra sobre o mesmo (membrana de impermeabilização), causando o empolamento (adaptado de Holmes et al, 2009).

Figura 3.22 - Tipos de empolamentos (adaptado de Paroli e Booth, 1997)

A Figura 3.23 e a Figura 3.24 ilustram um empolamento causado pela presença de ar e humidade entre o suporte e as camadas de impermeabilização, na platibanda.

Figura 3.23 - Empolamento na membrana de impermeabilização

devido à presença de ar e humidade no seu interior Figura 3.24 - Empolamento da membrana de impermeabilização em zona corrente

O local onde ocorre esta formação de bolhas de ar torna-se mais suscetível à rotura, para além de que promove a acumulação de água nas suas imediações. Uma solução que evita esta anomalia é a adoção do sistema de “co- bertura invertida”, onde a própria disposição do isolamento térmico protege a membrana de impermeabilização do gradiente térmico, o que evita o aumento de temperatura e consequente expansão do gás.

______________________________________________________________________________________ Relativamente à formação de pregas, alguns autores defendem que se inicia logo após a conclusão da instala- ção do sistema de cobertura, mas os proprietários só evidenciam preocupação sobre as mesmas quando estas se apresentam num estado mais avançado. Em superfície corrente (Figura 3.25), embora a formação de pregas não seja muito problemática, o aparecimento de pequenas pregas pode contribuir para um maior desgaste da membrana de impermeabilização (Warseck, 2003). Estas pregas irão, provavelmente, ser submetidas a um problema de fadiga e, consequentemente, sofrer uma rotura. Isto acontece porque, sendo uma anomalia que ocorre à superfície da cobertura, encontra-se mais exposta às ações exteriores, como a passagem de peões ou a ação de agentes atmosféricos que originam o desgaste da membrana.

Já relativamente ao aparecimento de pregas em pontos singulares, o problema adquire outra dimensão, no- meadamente nos remates junto da platibanda (Figura 3.26) ou em elementos emergentes. Uma prega neste local pode permitir a entrada de água no sistema de impermeabilização e o seu aparecimento está associado a movimentos diferenciais entre o perímetro e a estrutura da cobertura que geram pregas, num ângulo de aproximadamente 45º, na membrana de impermeabilização (Warseck, 2003).

A formação de pregas pode não só ocorrer nos remates e membrana de impermeabilização, como também em juntas de dilatação e sobreposição (Brotherson, 1961).

Figura 3.25 - Formação de prega em zona corrente Figura 3.26 - Formação de pregas na platibanda

3.3.5 Fissuração

A anomalia “Fissuração” pretende englobar as fendas que se formam na membrana de impermeabilização, nas juntas, no isolamento térmico, nos remates e no paramento interior do teto (Figura 3.27 e Figura 3.28).

Figura 3.27 - Fissuração no paramento interior de balneários Figura 3.28 - Fissuração no paramento interior de edifico es- colar

______________________________________________________________________________________ de dilatação; movimentos e fissuração do suporte; soluções construtivas incorretas; falta de isolamento13; cor- rosão de encraves14. Para além disso, com o envelhecimento do sistema da cobertura regista-se um decréscimo da sua rigidez, tal como a ocorrência de retração dos materiais. Assim sendo, ações como as alterações climá- ticas, o impacto de cargas e deformações e movimentos diferenciais do próprio sistema podem provocar fissuras na membrana de impermeabilização (Figura 3.29 e Figura 3.30).

Figura 3.29 - Fissuração da membrana de impermeabilização Figura 3.30 - Fissura localizada da membrana de impermeabilzação

Gibson e Hollis (1991) referem um estudo realizado pelo departamento de comércio dos Estados Unidos da América, em 1960, que conclui que a dilatação dos materiais do sistema da cobertura, gerada pela ação da temperatura, deve ser tomada em consideração durante o período de vida útil do edifício, a fim de minimizar ou evitar a ocorrência desta anomalia. Todos os movimentos que a estrutura sofre, podem aparecer na co- bertura na forma de fendas ou fissuras. Assentamentos diferenciais ou deformações estruturais manifestam- se nos muros e transmitem-se à superfície do terraço (Trujillo e Caula, 2003).

Relativamente aos movimentos do suporte, caso o sistema de impermeabilização seja aderido, a membrana de impermeabilização irá sofrer as mesmas solicitações do que o respetivo suporte.

Para evitar este problema, Potter (s.d.) sugere que o sistema de impermeabilização não deveria ser aderido a fim de não receber as deformações transmitidas pelas camadas adjacentes. Trujillo e Caula (2003) acres- centam que, para evitar a transmissão de esforços para a membrana, é conveniente assegurar que o sistema é elástico, aumentando a sua resistência com uma maior espessura, e incluindo armadura que admita um elevado alongamento15.

Também a circulação descuidada de pessoas, por exemplo em ações de manutenção, aliada à inexistência de percursos preferenciais definidos na cobertura, contribuem para a ocorrência desta anomalia. Sempre que se preveja a necessidade de visitas regulares às coberturas e a circulação esteja dificultada, dever-se-á esta- belecer percursos sobre as coberturas (APICC, 1998).

A fissuração em juntas de dilatação está impreterivelmente associado à própria execução das juntas compro- metendo por isso o seu próprio desempenho. A junta tem como objetivo acomodar os movimentos que se dão ao nível do sistema da cobertura sendo que, se a execução da mesma não for adequada, pode originar fissuras profundas ou ao nível da camada de superfície.

Uma solução que permite minimizar este problema da fissuração é a adoção de disposições construtivas que permitam o livre movimento do revestimento de impermeabilização nas zonas mais críticas (juntas entre placas

13 Abordado em 3.3.7.

14 Elementos como estendais de roupa e estruturas para suportar antenas entre outros. Abordado em 3.3.11.

15 Estas armaduras podem ser, por exemplo, armaduras de polietileno que podem chegar a alongamentos superiores a 250% (Trujillo e Caula, 2003).

______________________________________________________________________________________ de certos tipos de isolantes)16 (Lopes, 2010).

Em relação à fissuração da camada de impermeabilização nos remates, poder-se-á aplicar bandas de des- solidarização, nas juntas de sobreposição em questão, tal como proteção térmica da platibanda recorrendo a material isolante (Lopes, 2010).

A fissuração é uma anomalia que também se pode registar ao nível das caleiras (nomeadamente na membrana de impermeabilização), originando muitas das vezes o aparecimento de humidades quer no interior ou exterior do edifício, caso a caleira seja periférica. O aparecimento de fissuras na membrana de impermeabilização das caleiras encontra-se relacionado com o envelhecimento mais acentuado dos materiais que a constituem ou com disposições construtivas insatisfatórias (Lopes, 2010).

3.3.6 Perfuração

Caracteriza-se por orifícios por ações perfurantes, tanto em zona corrente como em pontos singulares. Esta ano- malia é característica das impermeabilizações e é com alguma frequência que está associada à origem de infiltra- ções colocando, por isso, em causa a integridade e o desempenho do sistema de cobertura. Defendendo esta perspetiva, Potter (s.d.) afirma que qualquer tipo de perfuração na membrana de impermeabilização é uma possível origem de infiltrações. Já um estudo, realizado por Schild (1978), na Alemanha, revela que 20% das infiltrações de água pela cobertura são devidas a perfurações localizadas no respetivo revestimento de impermeabilização. Não obstante, algumas perfurações são úteis, por exemplo, para a instalação de iluminação no terraço, construção de chaminés ou na instalação de tubos de ventilação (Potter, 1991).Para a maioria dos proprietários de coberturas em terraço, a perfuração é uma anomalia recorrente sendo que a sua ocorrência está muitas das vezes as- sociada à passagem de peões. Uma das soluções que deve ser utilizada para a resolução deste problema é a criação de passagens próprias para peões ou a adoção de membranas “extra” na impermeabilização (Har- riman, 2004). Lopes (2010) refere que o aparecimento das perfurações se pode dever essencialmente a ações de natureza estática ou dinâmica, sendo as primeiras de caráter permanente e as segundas de curta duração (Figura 3.31 e Figura 3.32). Estas ações, responsáveis pelo aparecimento da anomalia, serão abordadas em 3.4.1.1.

Figura 3.31 - Perfuração devida a ação permanente

Figura 3.32 - Perfuração devido a ação dinâmica, na

platibanda 3.3.7 Ausência / posicionamento inadequado de camada

Traduz-se na ausência de camada afeto ao sistema da cobertura escolhido ou no seu posicionamento incorreto. Estando a laje da cobertura submetida a variações térmicas muito mais relevantes do que as lajes de pisos inter- médios, se não houver isolamento térmico ou se for insuficiente, estas variações, podem originar movimentos do

______________________________________________________________________________________ último elemento exposto e, para além disso, graves problemas tanto no sistema de impermeabilização como na estrutura do edifício. Segundo Trujillo e Caula (2003), os movimentos originados pelos ciclos de calor / frio podem ocasionar fissuras, por esforço de corte, nos muros em que apoia a laje (Figura 3.33 e Figura 3.34).

Figura 3.33 - Fissuras devido ao movimento da laje, sem

isolamento (Trujillo e Caula, 2003) Figura 3.34 - Fissuração do murete devido ao movimento da laje (cobertura sem isolamento térmico)

Outro exemplo típico desta anomalia é a ausência da camada de dessolidarização entre a camada de proteção pesada rígida e o revestimento de impermeabilização. Neste caso, os movimentos da camada de proteção, originados pela variação de temperatura, são transmitidos diretamente à impermeabilização, cuja capacidade de deformação vem a ser excedida (Lopes, 2010).

O fenómeno da retração, originado pela variação de temperatura, pode conduzir, no limite, a rasgamentos da membrana de impermeabilização. Neste caso, o rasgamento dá-se quando a membrana não possui capacidade para absorver as deformações impostas pela variação de temperatura, nomeadamente nas zonas de fixação onde irão surgir tensões (adaptado de Nelson, 1985).