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Donatma İştirakinin Ticaret Unvanı

Belgede Ticaret unvanı ve korunması (sayfa 62-0)

1.6. TİCARET UNVANININ DİĞER TANITMA İŞARETLERİYLE

2.1.1. Ticaret Unvanının Çekirdek Kısmı

2.1.1.8. Donatma İştirakinin Ticaret Unvanı

Do pioneiro Simonton à campanha do centenário da IPB em 1959, a obra História da Igreja Presbiteriana do Brasil de Júlio Andrade Ferreira consegue descrever o período pre- tendido de 100 anos. A descrição pouco analítica, sem crítica ou síntese, é o estilo do autor, que foi pastor e historiador oficial da denominação. Repleta de citações, casos, lembranças, a obra caiu no gosto popular e tem sido também utilizada como obra de referência pelos docen- tes da área de história da Igreja e da IPB nos seminários teológicos da denominação.

Uma rápida apresentação da obra não se faz desprezível, uma vez que de Simonton es- ta tese salta para os anos de seu foco em passado recente ou presente mesmo, que continuam a exalar os mesmos conservadorismo e puritanismo do missionário pioneiro e das gerações se- guintes de missionários presbiterianos estadunidenses chegadas ao Brasil, que estabeleceram o padrão até hoje vigente.

O primeiro dos dois volumes da obra conta com três partes. A primeira cobre o primei- ro decênio – "Período de penetração (1859 a 1869), da chegada de Simonton, pioneiro do Bo- ard de New York, até à chegada dos pioneiros do Committee de Nashville: Morton e Lane" (FERREIRA, v. I, 1992, p. 13) –, cujo balanço mescla otimismo em virtude de conquistas inédi-

tas e perspectivas para o futuro com boa dose de realismo. O Brasil tinha cerca de oito mi- lhões de habitantes e menos de 10 obreiros para cuidar de toda a sua gente, incluindo os mis- sionários estrangeiros. A carência de pastores de fora e brasileiros era o principal empecilho para o desenvolvimento da obra em solo brasileiro.

A situação estatística era a seguinte: Um total de 8 obreiros (incluindo dois do Board de Nasville, que chegam nesse ano; um Presbitério com 6 igrejas: Igreja do Rio, 98 membros; São Paulo, 40; Brotas, 116; Borda, 14; Sorocaba, 5. Total: 279.

Pouca gente para a população brasileira. Custara bons esforços e prometia boa ex- pansão para o futuro.

É o que veremos (FERREIRA, v. I, 1992, p. 102).

"Período de expansão (1869 a 1888), da chegada dos pioneiros de Nasville até à orga- nização do Sínodo Brasileiro" (FERREIRA, v. I, 1992, p. 103) é o título da segunda parte. A terceira completa o primeiro volume com o "Período de dissensão (1888 a 1903), da organiza- ção do primeiro Sínodo até à formação da Igreja Presbiteriana Independente" (FERREIRA, v. I, 1992, p. 289). Com a divisão em dois grandes grupos, a IPB e a IPIB abriram-se para o novo

século, o XX, reforçando os contornos do que seria o quadro presbiteriano no Brasil daquele tempo em diante, com a IPB sempre mais fechada a mudanças em relação à sua irmã ou filha.

O segundo volume finaliza o projeto do autor com as partes quarta e quinta do conjun- to total da obra. A quarta: "Período da reconstituição (1903-1917), desde a origem da Igreja Presbiteriana Independente ata à Comissão do 'Modus Operandi'" (FERREIRA, v. II, 1992, p. 9), que na segunda década do século XX ainda lidava com problemas vinculados às relações dos missionários sustentados pelas missões estrangeiras com os pastores brasileiros sustentados com recursos nacionais.43

"Em 1924, pela primeira vez na História da Igreja Presbiteriana, reuniu-se a Assembléia Geral sem nenhum missionário como delegado de presbitério. Fruto da aplicação do modus operandi" (FERREIRA, v. II, 1992, p. 218), ou seja, do acordo firmado entre a IPB e as missões estadunidenses pelo qual os missionários desligaram-se da igreja na- cional e os presbitérios (campos nacionais) ficaram separados dos campos das missões. Ferrei- ra chega a admitir:

A Comissão de "Modus Operandi" embora não tenha tido no início a eficiência dese- jada foi um passo notável em nossa vida eclesiástica. Foi uma separação pacífica dos missionários. (...) a tese de Eduardo Carlos Pereira, de que a presença de missioná- rios nos concílios nativos perturba a verdadeira independência eclesiástica, é verda- deira. Pena que tivesse aparecido em hora inoportuna. O poder eclesiástico entra em choque com o poder econômico. Quando os missionários perdem uma questão den- tro do concílio, recolhem a mão no orçamento. Uma igreja chega à maturidade ecle- siástica quase sempre antes de contar com recursos suficientes para dispensar o es- forço missionário. A melhor solução é mesmo a de separação de campos. Foi o que se fez por decisão da Assembléia Geral de 1917, em Valença, decisão executada no Rio, no mesmo ano, em reunião que foi prosseguimento da referida (1952, p. 33).

Se se contar "a decisão pouco anterior (da Assembléia de 1916), de não reconhecer compatibilidade entre a profissão de fé evangélica e a maçonaria, conhecida por 'Declaração de Valença'" (FERREIRA, v. II, 1992, p. 221), parece que as teses de Eduardo Carlos Pereira

não eram tão sem propósito – mais: não tinham chegado em hora inoportuna coisa nenhuma. A interpretação dos fatos históricos deve levar em conta a disputa pela liderança nacional de uma denominação inteira de protestantes no Brasil. A argumentação se diferenciava, mas o projeto de poder era o mesmo. Certos e errados estavam os dois lados.

A quinta e última parte da obra História da Igreja Presbiteriana do Brasil – "Período de organização (1917-1946), da comissão do 'Modus Operandi' até à Campanha do Centená-

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"O ano de 1917 (...) passou a ser o ponto de referência na História do Presbiterianismo Brasileiro. Data daí o acordo entre a Igreja Nacional e as Missões, pelo qual os missionários deviam deixar os Presbitérios. As Missões passariam a ter jurisdição inteiramente separada. Isso determinou a reestruturação de campos e concílios" (FERREIRA, v. II, 1992, p. 221).

rio" (FERREIRA, v. II, 1992, p. 219) – deixa a IPB em campanha para a comemoração de seu primeiro centenário, cujo início foi decidido na reunião do Supremo Concílio de Copacabana em 1946. O objetivo da campanha era quíntuplo: 1) avivamento espiritual dos fiéis e igrejas; 2) expansão da igreja por meio da evangelização; 3) consolidação das casas de ensino teológi- co e publicações; 4) afirmação da fé apostólica e crença na Bíblia como Palavra de Deus, úni- ca regra de fé e prática; 5) homenagem póstuma a homens e mulheres que haviam espalhado a fé protestante presbiteriana pelo solo brasileiro. Uma década de comemorações seria encerra- da com "um ano de gratidão por um século de bênçãos" até aos 12 de agosto de 1959.

Bem a seu gosto, Ferreira liga um personagem principal a cada uma das cinco fases da história da IPB, por ele assim dividida, de 1859 a 1969:

(...) Os grandes vultos dos períodos de nossa história foram: Simonton, no primeiro;

Chamberlain, no segundo; Pereira, no terceiro; Álvaro, no quarto. Isso, em caracte- rização sumária.

Entramos agora na época em que a figura central é Erasmo Braga. A ação dele, no sentido de aproximar as denominações evangélicas, não foi infrutífera, mas não foi sem lutas. (...) (FERREIRA, v. II, 1992, p. 221).

Simonton já foi apresentado. George W. Chamberlain foi pastor em São Paulo, prega- dor itinerante e fundador da Escola Americana, base da futura universidade, a UPM de hoje. O pastor, escritor e professor Eduardo Carlos Pereira foi o líder das lutas contra a ligação da IPB com as missões estadunidenses e a maçonaria que acabaram por levar a denominação ao cis- ma de 1903. Álvaro Reis, escritor, pastor, evangelista, representante da IPB em concílios e congressos nacionais e internacionais. Destaca-se na biografia do Rev. Reis o fato de ter parti- cipado do Congresso do Panamá em 1916 e de ter lutado pela implementação de suas decisões em solo brasileiro:44

Imediatamente após o Congresso do Panamá, realizou-se uma série de Conferências Regionais nas grandes cidades da América Latina. A do Rio de Janeiro deu-se nos dias 14 a 18 de abril de 1916, na Igreja Presbiteriana, cujo pastor era o rev. Álvaro Reis (REILY, 1993, p. 245).

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"A Conferência Missionária Mundial de Edimburgo (1910) marcou o início formal do movimento ecumênico. Mas, pela limitação de participação a missões em 'terras pagãs', a América Latina ficou excluída, exceto no caso de missões a índios não-cristãos. No entanto, durante a própria conferência, Robert E. Speer, executivo da Junta Presbiteriana, informado da exclusão, reuniu diversas pessoas que trabalhavam no Brasil, e o grupo decidiu que uma reunião nos moldes de Edimburgo devia ser realizada na América Latina. Já em março de 1913, foi convo- cada a 'Conferência sobre Missões na América Latina', uma reunião de duração de apenas dois dias, em Nova York. Esta Conferência nomeou o Comitê de Cooperação na América Latina (CCLA), o qual, por sua vez, plane- jou e fez realizar o célebre Congresso do Panamá, em 1916. O congresso teve uma estrutura idêntica à Conferên- cia de Edimburgo, mas limitou o seu escopo à América Latina" (REILY, 1993, p. 244-245).

"(...) [Por] Muito tempo o movimento evangélico no Brasil girou em torno das teses panamenhas. Estou certo de que o próprio 'plano brasileiro' (o modus operandi) foi acelerado por esse Congresso" (FERREIRA, v. I, 1992, p. 221).

À quinta parte liga-se o nome de Erasmo Braga, figura central de um período de orga- nização da IPB em todos os recantos do país e de todos os seus departamentos internos, inclu- sive a da sociedade de senhoras presbiterianas. O Rev. Braga alia às características dos anteri- ores o esforço no sentido de aproximar as denominações evangélicas no Brasil. Na introdução do livro Profeta da unidade: Erasmo Braga, uma vida a descoberto, Ferreira escreve a respei- to de seu biografado:

Conhecer a vida e o pensamento de Erasmo Braga é também um dever de gratidão. Ele foi co-fundador e colaborador de muitas instituições, seculares e evangélicas, que perduram e que servem às boas causas neste nosso Brasil.

Sábio brasileiro, ministro evangélico e líder ecumênico, o vulto que vai ocupar estas páginas nos permitirá ver, ao seu redor, toda uma galeria de gente ilustre das primei- ras décadas deste século [XX] (1975, p. 7).

Que não se crie a idéia, como falseamento da realidade, de que os vultos escolhidos por Ferreira para representar cada uma das fases da IPB até 1959, espécies de ícones, repre- sentam o todo do pensamento e da práxis da denominação ou que não sofreram oposição. Porque são destaques, já fica claro, fugiram à regra. Pastores envolvidos com movimentos protestantes internacionais e ecumênicos, educação, publicação de livros e periódicos, movi- mentos populares, em diálogo inter-religioso e com a sociedade, ou seja, que labutavam inter- na e externamente à denominação sempre houve, de maior ou menor grandeza. Sempre sofre- ram a oposição dos profissionais da manutenção do status quo, ainda que, eles mesmos, pro- fissionais da denominação. Não é sem motivo que a fase tão alvissareira da década de 50 do século passado foi apropriada pelos adversários do novo como a construção de uma igreja em perigo, o que será mostrado no capítulo seguinte.

Depois da análise biográfica, um balanço estatístico da IPB na passagem da primeira para a segunda metade do século XX revela os seguintes números extraídos de um artigo do Rev. Benjamin César para o jornal O Puritano, cujo registro Ferreira extrai da obra O protes- tantismo brasileiro de Léonard (1981):

Reconheço que a igreja cresce, sim. Em 1916 contávamos 13.572 membros comun- gantes apenas! Em 1946 já tínhamos 55.468; presentemente já devemos ter mais de 64.000, pois creio ter havido, no mínimo, 4.000 profissões em 1948. Contudo, tendo em vista outras denominações, como a batista e pentecostal (já está ultrapassando a batista), apesar da inconsistência de que se alega sofrerem muitos dos seus trabalhos, bem assim os respeitáveis recursos da igreja em homens de valor, em propriedades e em dinheiro, e ainda a sua idade e suas tradições, devemos humildemente confessar que esse aumento não é aquele que está desejando nesta campanha do Centenário, para cujo término (1959) o Presidente do Supremo Concílio propõe um alvo de 200.000 membros comungantes. Ninguém nega que está havendo um marasmo para desanimar, em vasta região de nossa igreja. Muitas igrejas se contentam, em verifi- car, no fim do ano, apenas o mesmo número de membros do ano anterior. No total

de profissões, nas mesmas, é raro figurarem as de conversões de elementos fora da igreja (FERREIRA, v. II, 1992, p. 436).

O mesmo problema do balanço da primeira década apresenta-se agora, com cifras bem diferentes, é verdade: às vésperas do centenário da IPB, uma mescla de conquistas pretéritas, menores do que as dos sonhos, e perspectivas duras para o futuro, dado o realismo do presen- te. Perspectivas que se endureciam ainda mais à medida que as ciências sociais – Léonard, por exemplo – chegavam para dessacralizar o discurso e oferecer explicações sócio-históricas e políticas para aquilo que pudesse ser considerado apenas dilema espiritual dentro das igrejas. Certamente os presbiterianos da metade do século passado não poderiam imaginar o que pas- sariam a representar os pentecostais, seu crescimento e desdobramentos, para o campo religio- so brasileiro.

Dentro de uma classificação de história propagandista ou interessada em promover a instituição, juntam-se outras obras à de Ferreira com o intuito de reconstituição do período razoavelmente longo que vai de Simonton à contemporaneidade: Protestantismo e cultura brasileira (Aspectos culturais da implantação do Protestantismo no Brasil) de Boanerges Ribeiro, que cobre a chegada e primeiros passos na implantação do protestantismo no Brasil de 1860 a 1890, com ênfase nos movimentos presbiterianos; O padre protestante de Boaner- ges Ribeiro, que narra a história de José Manoel da Conceição, ex-padre católico-romano, convertido ao protestantismo, e que pregou em suas ex-paróquias com o objetivo de fazer conversos à sua nova fé, foi o primeiro pastor presbiteriano brasileiro; A Igreja Presbiteriana no Brasil, da autonomia ao cisma de Boanerges Ribeiro, que cobre o período da década de 80 do século XIX ao cisma de 1903 que resultou na organização da IPIB.

Sobre o mesmo período histórico do livro anterior, um pouco ampliado para o passado, este escrito por alguém que migrou da IPB para a IPIB, Annaes da 1a Egreja Presbyteriana de São Paulo (1863-1903): subsídios para a história do Presbyterianismo brasileiro, cujos título e subtítulo revelam o teor e escopo da obra: "Abrangem um período de quatro décadas. Dos pródromos do presbyterianismo em S. Paulo ao desfecho de 1903" (LESSA, 1938, p. 7). No livro Galeria evangélica: biografias de pastores presbiterianos que trabalharam no Brasil, Ferreira cobre o período da implantação com Simonton e seus pares até às vésperas do cente- nário da IPB: a fabricação de mitos e heróis é uma constante nas páginas de seu livro.

De caráter mais científico destacam-se: Protestantismo no Brasil monárquico (1822- 1888): aspectos culturais da aceitação do protestantismo no Brasil de Boanerges Ribeiro e

Protestantismo e repressão de Rubem Azevedo Alves que, pela via da filosofia e das ciências sociais, constrói uma crítica ao protestantismo com o foco no presbiterianismo brasileiro nas décadas de 50 e 60 do século passado. Sobre o período que se inicia em 1966 duas obras há que possam citadas aqui, escritas por quem viveu a exclusão e teve de sair da IPB para fundar a IPU. São dois livros de caráter panfletário cujo valor é inegável, posto que escritos com tinta e sangue, porém, ricos em documentação, testemunhos e relatos históricos: Inquisição sem fogueiras; vinte anos de história da Igreja Presbiteriana do Brasil: 1954-1974 de João Dias de Araújo, escrito em 1985 "no calor da hora", que analisa a IPB de 1954 a 1974 e Por que IPU de Antônio Marques da Fonseca Júnior, que chegou à luz na passagem do século XX para o XXI.45

Antes de encerrar esta seção, uma pergunta se impõe: por que a história da IPB termina em 1959? A resposta evidente é aquela que associa a data ao primeiro centenário da denomi- nação brasileira – o que não é pouco, mas insuficiente. Resta tentar entender outras razões. O historiador oficial da IPB, Júlio Andrade Ferreira, morreu em 2001 e não publicou o terceiro volume de sua obra, como se nada mais tivesse acontecido do início da segunda metade do século XX até o seu final. É bem verdade que ele não tinha a obrigação de fazê-lo. O dado é que não o fez.

Na seqüência do raciocínio iniciado acima, intriga mais é que ao visitar a página ofici- al da IPB na Internet o interessado em história da igreja terá uma surpresa. O sucessor de Fer- reira como historiador oficial da denominação, Alderi Souza de Matos, assina o texto "Histó- rico da Igreja Presbiteriana do Brasil", no qual apresenta um esboço da história do presbiteria- nismo no Brasil e particularmente da IPB. Sem dar créditos ou fazer menção às obras de Fer- reira, o texto de Matos é profundamente influenciado por elas, inclusive quanto ao plano de divisão da história em períodos, com destaque para os mesmos acontecimentos e personagens principais em cada um deles.

Se Ferreira dividiu a história da IPB até 1959 em cinco períodos, já mostrados, Matos dividiu-a em seis, com forte influência daquele, repita-se: 1. Implantação (1859-1869), 2. Consolidação (1869-1888), 3. Dissensão (1888-1903), 4. Reconstituição (1903-1917, 5. Coo-

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As obras citadas dão conta de oferecer ao leitor e ao pesquisador um roteiro para a pesquisa do protestantismo e presbiterianismo no Brasil. As que foram omitidas encontram-se nas bibliografias das citadas constituindo um longo caminho a se percorrer. As teses e dissertações sobre o tema, especialmente sobre os últimos 50 anos da IPB ainda não publicados, nem acessíveis a pesquisadores e ao grande público, aparecem nesta tese em seções nas quais sua pertinência seja reconhecida.

peração (1917-1932) e 6. Organização (1932-1959). Qual o último parágrafo do texto? A sur- presa:

Após 1950, a campanha ganhou ímpeto. A Comissão Unida do Centenário (IPB, IPI e Igreja Reformada Húngara) planejou uma grande campanha evangelística com a participação de Edwyn Orr e William Dunlap, que estendeu-se por todo o país em 1952. Outras medidas foram a criação do Museu Presbiteriano, do Seminário do Centenário e do jornal Brasil Presbiteriano, resultante da fusão de O Puritano e Nor- te Evangélico (1958). A 18a Assembléia da Aliança Presbiteriana Mundial reuniu-se em São Paulo de 27 de julho a 6 de agosto de 1959. O lema do centenário foi: "Um ano de gratidão por um século de bênçãos" (MATOS, 7 jul. 2004).

Por que um histórico da IPB na rede mundial de computadores, que é ou pode ser a mídia da instantaneidade, exclui 45 anos de descrição, análise ou síntese? Resposta evidente: o autor fez questão de manter a mesma organização de seu antecessor, que é um ícone dentro da denominação. Parece ser de sua obrigação atualizar a história até aos dias de hoje.

Uma outra resposta possível à mesma inquietação transformada em surpresa é que o período posterior a 1959 ainda não terminou e, sem se dar conta disso, o historiador original e oficial não consegue escrever a história do presente, pois, agora, sim, conscientemente, sabe que não poderá fazer de outra forma a não assumindo os pressupostos daqueles cuja história ele está contando. Os riscos são muito grandes: exteriormente, o de desagradar a instituição cuja história é contada, história oficial, nada menos do que isso; internamente, o de ser incoe- rente com os pressupostos e metodologias da profissão que abraçou por vocação.46

Se se acrescentar o termo pluralismo ao último período da história da IPB, o da orga- nização, que para Ferreira começa em 1917 e termina em 1946, e para Matos vai de 1932 a 1959, pode-se estender a data até 1966: "Organização e pluralismo", depois do centenário, uma igreja aberta para o diálogo interno, com o protestantismo nacional e internacional (ecu- menismo ou diálogo inter-religioso) e com a sociedade brasileira (pelo viés teológico do e- vangelho social) (SILVA, 1996; SOUZA, Silas Luiz, 1998).

Hélerson Silva faz do período de 1959 a 1966 uma fase independente: "A era do fura- cão", cuja explicação para o título pode ser encontrado numa das figuras mais proeminentes do período, Richard Shaull:

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Em outro texto já citado nesta tese, "Denominações Presbiterianas no Brasil", também disponível na página da IPB na Internet, o historiador oficial da denominação faz uma pequena síntese do pós-1966 ao tratar da fundação da IPUB: "Foi fundada por elementos que discordaram da postura conservadora da IPB durante a administração do Rev. Boanerges Ribeiro (1966-1978). Surgiram dois grupos dissidentes. Em 1974, membros do Presbitério de São Paulo criaram a Aliança de Igrejas Reformadas. Em 1978, foi criada a Federação Nacional de Igrejas Presbi- terianas (FENIP), em Atibaia. Em 1983, na cidade de Vitória, a FENIP adotou o nome de Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Essa igreja adota uma postura teológica liberal e pluralista".

(...) apenas depois da chegada do missionário norte-americano, Richard Shaull, em 1952, ela [a preocupação com a responsabilidade social dentro da IPB] tomaria grande impulso. A partir de uma pedagogia libertadora – influenciada pelo "Evange- lho Social" de origem norte-americana – Shaull desafiou os teologandos do Seminá-

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