BELİRLENMESİ
Fotoğraf 1-2-3-4 Diyarbakır I.İŞGEM
3.2. Diyarbakır İŞGEM İyileştirme Önerileri
A comunicação de más notícias e a gestão do seu impacto é um desafio para qualquer profissional de saúde, sendo que a competência e a perícia nesta área não decorrem unicamente da experiência, mas sim de um treino adequado aliado à experiência.
Apesar das dificuldades que sentia nesta área, e de ter sido a eleita para o desenvolvimento de competências, verifiquei que ao longo dos estágios essas dificuldades foram sendo suprimidas.
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Todos os campos de estágio selecionados, diferentes em termos de contextos de prestação de cuidados, revelaram-se muito enriquecedores tendo sido possível
atingir os objetivos delineados (Apêndice VII7). Refiro-me particularmente aos
objetivos 2, 3, 4 e 5, em que durante os estágios foi possível a aquisição e o desenvolvimento de competências comunicacionais e relacionais, em especial as relacionadas com a área da comunicação de más notícias. Para além disso, e tendo em conta que o desenvolvimento destas competências requer um cuidado holístico foi também possível desenvolver outras competências mais técnicas relacionadas com a área da oncologia e cuidados paliativos como, por exemplo, a realização de técnicas de relaxamento e o tratamento de feridas malignas.
Considero que nos três contextos em que estagiei compreendi a dinâmica e consegui integrar-me facilmente na equipa, o que auxiliou no desenvolvimento de competências na área da gestão do impacto de más notícias na tríade enfermeiro- doente-família. Refletiram-se quer na prestação de cuidados ao doente e sua família, quer no relacionamento com a equipa de enfermagem e equipa multidisciplinar e nas várias produções escritas que foram sendo realizadas.
Durante os estágios considero que sempre tive uma postura correta, adequada e disponível, promovendo a privacidade, a confidencialidade, as preferências e o respeito pelo doente e sua família, tentando simultaneamente desenvolver as competências comunicacionais e relacionais que pretendia, nomeadamente a comunicação verbal e não-verbal, escuta ativa, empatia, relação terapêutica, presença autêntica, feedback, congruência, gestão dos silêncios, sempre numa lógica de cuidados humanizados, personalizados e especializados na área da comunicação e gestão do impacto das más notícias. Ao longo deste percurso tentei sempre apropriar-me das estratégias de comunicação passíveis de serem aplicadas na minha praxis e replicadas no meu local de trabalho. Tentei sempre ter uma postura genuína que permitisse ao doente ter a perceção de que estava verdadeiramente com ele e a apoiá-lo, tentando sempre proporcionar bem-estar e conforto. Para além disso, considero que garanti sempre um ambiente terapêutico seguro que promoveu a relação de confiança e consegui desenvolver a capacidade de autoconhecimento, assertividade, reflexão ética e pensamento crítico.
7 Apêndice VII. Planeamento dos objetivos específicos, atividades/estratégias, recursos e critérios/indicadores de avaliação para os locais de estágio
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Devo ainda referir que em todos os contextos fui bem recebida e integrada na equipa, sendo o meu profissionalismo reconhecido pelos pares.
Relativamente às produções escritas, jornais de aprendizagem, reflexões e estudos de situação, tentei sempre selecionar situações particulares de cuidados com especial interesse para refletir sobre esta temática, nomeadamente as barreiras ou dificuldades na comunicação, o gerir o impacto de uma má notícia, a conspiração do silêncio, a importância da família e dos cuidadores, o trabalho em equipa, os cuidados humanizados e personalizados, os cuidados ao doente em fim de vida e sua família, os protocolos de comunicação, estratégias e competências de comunicação, entre outras.
Estes documentos escritos realizados ao longo dos estágios e que se encontram em apêndice, para além de terem sido considerados como indicadores de avaliação, foram muito relevantes ao longo do meu percurso e da minha aprendizagem, pois conferem visibilidade ao meu desempenho e às competências desenvolvidas. Todos os documentos refletem diferentes situações vivenciadas, analisando e refletindo as vivências, inquietações, dificuldades, necessidades, pensamentos, sentimentos, as ações desenvolvidas e o seu sentido. Foi também a partir destes documentos que desenvolvi toda a pesquisa bibliográfica e desenvolvimento dos objetivos e competências, especialmente, através da prática reflexiva. A prática reflexiva foi, assim, uma constante ao longo desta caminhada e atuou como um motor de desenvolvimento pessoal de mudança e desenvolvimento de competências. Considero que todos os documentos produzidos reforçam a necessidade e interiorização deste processo como forma de aprendizagem e como um importante meio de capacitação dos estudantes e profissionais de enfermagem na aquisição de um profundo conhecimento dos saberes e das suas práticas (Santos & Fernandes, 2004).
Em relação ao quinto objetivo específico, um dos indicadores de avaliação refere-se à participação em formação na área. Por considerar a formação uma área de extrema relevância, houve oportunidade de participar num curso ministrado pelo Centro de Formação do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil,
EPE, intitulado de “Psicologia do Luto”8. Neste curso foram abordadas as temáticas
do luto, dor da perda, concetualização das ideias de morte e comunicação com
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doentes em fase terminal e sua família. Todas as áreas abordadas foram interessantes e enriquecedoras com subsídios muito positivos para o projeto de intervenção.
Em relação ao primeiro objetivo específico que se refere ao aprofundamento de conhecimentos teóricos sobre a comunicação de más notícias considero que está refletido ao longo de todo este relatório, bem como nos trabalhos realizados durante o período de estágio.
Perante esta temática é importante que todas as intervenções e toda a relação terapêutica sejam genuínas e honestas, pois só assim se consegue compreender o outro e estabelecer um plano terapêutico adequado e personalizado. Todas as intervenções devem ser passíveis de serem realizadas e devem ser ajustadas ao doente e sua família para que se sintam compreendidos, apoiados e acompanhados no processo de doença. Nesta linha de pensamento, Kolcaba (2003) refere que o enfermeiro deve estar atento aos sentimentos que o doente lhe provoca, pois é através deles que conseguimos perceber com maior clareza a pessoa alvo dos cuidados enfermagem de forma a prestar cuidados centrados naquela pessoa e a atender a todas as suas dimensões física, psico-espiritual, ambiental e social, de forma a diminuir ou eliminar o sofrimento, angústia e stress. Kolcaba (2003) alerta para a necessidade dos enfermeiros terem a correta perceção das necessidades de conforto totais dos doentes (que podem ser físicas, espirituais, familiares, sociais, etc) de forma a adotarem medidas de conforto ou intervenções de enfermagem específicas para determinada pessoa.
Todo o meu percurso, em especial as atividades que realizei foram uma grande mais-valia na aquisição e desenvolvimento das competências do EEEMC e de enfermeiro especialista em pessoa em situação crónica e paliativa. Toda a caminhada se baseou numa aprendizagem teórica, científica e prática aliada à prática reflexiva, sempre suportada por um referencial teórico que assenta na teoria do conforto. Como refere Benner (2001), e como futura enfermeira especialista, com o objetivo de ser Perita, a excelência do desempenho conseguir-se-á através da conjugação da experiência com o conhecimento teórico-cientifico.
Esta primeira caminhada durante cerca de três meses não foi fácil, tendo sido, no entanto, bem acompanhada e suportada. Foram muitas as experiências novas, sentimentos vivenciados, emoções e muitas sensações novas, visuais, olfativas e
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tácteis. Apesar de ter sido um percurso desgastante e trabalhoso, todos os momentos foram gratificantes e sinto que cresci, essencialmente como enfermeira, mas também a nível pessoal, com mais sensibilidade e tentando atualmente aliar todos os conhecimentos e estratégias adquiridas.
Para terminar, e como já referi, as competências desenvolvem-se de forma gradativa e em vários contextos (Benner, 2001), e a excelência do cuidar decorre da aquisição e desenvolvimento de competências, quer pela experiência, quer pelas situações de cuidados experienciadas, quer pelo treino adequado num processo dinâmico, proactivo e evolutivo, em especial as competências comunicacionais e relacionais.