4.2. Ġkinci Alt Probleme ĠliĢkin Bulgular ve Yorum
4.2.3. Deney ve Kontrol Grubu Öğrencilerinin Sağlıklı Olmaya Yönelik Tutum
Sabe-se que princípios e regras são espécies distintas de normas. Sem descer a detalhes, que escapam aos objetivos do trabalho, assinala-se que regras destinam-se à solução definitiva de situações concretas e específicas. Elas dispõem
de um conteúdo pré-determinado54, estando aptas a serem aplicadas diretamente a
situações de fato razoavelmente demarcadas. Há uma zona ampliada de certeza das situações hipotéticas que fazem incidir o comando das regras (DUARTE, 1996, p. 272).
Logo, são aplicadas à maneira de tudo ou nada (all or nothing). Se a regra é válida, a solução que ela aponta deve ser aceita e ela se aplicará. Se não é válida, em nada contribui para a decisão e ela não se aplicará (DWORKIN, 1999, p. 36).
Em caso de conflito, normas antinômicas não convivem. Uma delas cederá à validade de outra, e será excluída, a menos que haja uma regra de exceção que exclua a antinomia. Assim, adverte Canotilho (1993, p. 168) que é insustentável a validade simultânea de regras contraditórias. (v.g, a norma”x” manda fazer algo e a norma “w” determina não fazer o que a norma “x” obriga a fazer).
Na perspectiva pós-positivista de aplicação do direito, que reclama por uma reaproximação do direito aos valores éticos comungados pela sociedade no momento historio vivido, os princípios, conforme assenta Humberto Ávila (2011, p. 77),[...] estabelecem diretrizes valorativas a serem atingidas, sem descrever, de antemão, qual o comportamento adequado a essa realização.” O referido autor (2007, p. 06) diz dos princípios que “ [...] servem de fundamento para interpretação e aplicação do Direito. Deles decorrem, direta ou indiretamente, normas de conduta ou instituição de valores e fins para a interpretação e aplicação do Direito”.
A função normogenética (expressão de Canotilho) dos princípios, relacionada ao fundamento das regras jurídicas, tem uma dimensão positiva e negativa, conforme bem assentado por Onofre Batista (2012, p.87-88).
Na dimensão positiva, referido autor sustenta que os princípios são as diretrizes que orientam a criação e execução do direito, fazendo das regras jurídicas aplicação dos princípios. A dimensão negativa significa a rejeição de normas que contrarie os princípios, por serem incompatíveis com suas diretrizes vinculantes.
Em virtude de sua carga deontológica, os princípios “são mandamentos
de otimização”, abarcando também permissões e proibições (ALEXY, 2012, p. 90), que impõe a adoção de medidas necessárias à realização de um determinado
54 Canotilho aduz que as “[...] regras possuem uma abstração relativamente reduzida”., (CANOTILHO, 1993. p. 166). Por sua
vez, Paulo Otero afirma que “ [...] as regras surgem como normas dotadas de um detalhe muito superior aos princípios, prescrevendo imperativamente uma exigência que só poderá ser cumprida ou violada”, (OTERO, 2011, p. 165).
estado de coisas. Eles devem impulsionar comportamentos e interpretações à realização dos fins que almejam, no maior grau possível, “dentro das possibilidades fáticas e jurídicas de sua realização” (ALEXY, 2012, p. 95).
Entretanto, não há um percurso único e pré-definido para a ultimação dos fins apontados pelos princípios. Por estabelecerem orientações gerais, que condensam valores com alta carga de moralidade, projetando opções políticas de sociedade abertas e plurais, os princípios convivem numa latente situação de tensão entre si, ou seja, podem, circunstancialmente, entrar em oposição e contradição.
Daí se diz que os princípios não dispõem de um raio de ação exclusivista, pois a incidência de seus efeitos ocorrerá sempre em relação a outros princípios, exigindo do aplicador que harmonize a relação entre eles. Esta harmonização ocorrerá por meio da ponderação ou sopesamento de valores e interesses (ALEXY, 2012, passim), conforme o peso que o aplicador, diante da situação concreta, irá imprimir a cada um dos princípios que se entrecruzam, sem que a prevalência daquele de maior peso aniquile o de menor peso.
O peso não é um atributo que o princípio, abstratamente, carrega consigo, mas é a força com que ele incide conforme o grau que o intérprete entende seja necessário para a realização de seu fim, diante de uma situação concreta (ÁVILA, 2011, p. 59)55.
Assim, o peso dos princípios é algo relativo. O mesmo princípio, cujo peso predominou diante de principio contraposto, em outra situação concreta, em face do mesmo conflito, por vir a receber menos peso pelo hermeneuta, pode sujeitar-se ao outro princípio que o contrapõe.
Ocorre que a ponderação é uma característica circunstancial dos princípios (ÁVILA, 2011, p.124), que nem sempre estão numa situação concorrencial, de exposição a conflitos. Há princípios que são permanentes parâmetros de aplicação normativa, pois são estruturantes do modo de atuação do Estado, como o princípio democrático, federativo e separação de poderes. Eles não
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Transcrevemos aqui reflexão de Humberto Ávila sobre a atribuição de peso aos princípios: “A dimensão de peso não é algo que já esteja incorporada a um tipo de norma. As normas não regulam sua própria aplicação. Não, são, pois, os princípios que possuem uma dimensão de peso: às razões e aos fins aos quais eles fazem referência é que deve ser atribuída uma dimensão de importância. A maioria do princípios nada diz sobre o peso das razões. É a decisão que atribui aos princípios um peso em função das circunstâncias do caso concreto. A citada dimensão de peso (dimension of wieght) não é, então, atributo abstrato dos princípios, mas qualidade das razões e dos fins a que eles fazem referência, cuja importância concreta é atribuída pelo aplicador. Vale dizer, a dimensão de peso não é um atributo empírico dos princípios, justificador de uma diferença lógica relativamente às regras, mas resultado de juízo valorativo do aplicador”. (Teoria dos Princípios: da definição à aplicação dos princípios jurídicos. 12 ed. São Paulo: Malheiros, 2011, p.59).
podem ser afastados e devem ser observados sempre. Assim, conclui Ávila (2011, p. 130) que “Princípios não são necessariamente meras razões ou simples argumentos afastáveis, mas também estruturas e condições inafastáveis”
Ver-se-á, no capítulo 11, que o princípio da publicidade serpenteia por entre outros princípios constitucionais, da mesma hierarquia, conformando a aplicação deles, diante do caso concreto. É claro que outros princípios, como a moralidade e a impessoalidade também emprestam significado à aplicação do princípio da publicidade, mas jamais restringem ou eliminam seus efeitos; ao contrário, há uma complementariedade entre eles, que, reciprocamente, revigoram suas forças normativas.