ÜÇÜNCÜ BÖLÜM RİSK ODAKLI İÇ DENETİM
3.1. Denetim Kavramı
3.1.2. Denetim Türleri
Os tutores ingressantes em 2011 foram observados apenas com o intuito de melhor compreendermos as práticas da tutoria consideradas como relevantes para seu bom desempenho, assim como para observar quais habilidades deveriam ser melhor exploradas a fim de possibilitar o design da formação inicial e em serviço dos tutores ingressantes em 2012.
Cabe ressaltar que os tutores ingressantes em 2011 seguiram com a turma de cursistas para a fase seguinte do Programa de Formação Continuada de Professores de Matemática do Estado do Rio de Janeiro, a especialização a distância em Novas Tecnologias para o Ensino de Matemática, oferecida pelo Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino da Universidade Federal Fluminense.
Durante a formação em serviço dos tutores ingressantes em 2011, percebemos algumas lacunas no edital que nos impediram de conduzir o processo como gostaríamos. Por exemplo, no edital lançado em 2011 não estavam previstos os encontros presenciais obrigatórios mensais com a coordenação, nem o trabalho de resgate dos cursistas ausentes, por meio de mensagens individuais via plataforma, o que também entendíamos como uma de suas atribuições.
A partir dessas e outras observações, o edital foi redesenhado a fim de preencher as lacunas, elencando atribuições presenciais e a distância e incluindo na carga horária do tutor o tempo previsto para sua formação em serviço. Neste edital não foram exigidas a licenciatura e a obrigatoriedade de experiência em sala de aula, pois já tínhamos indícios da falta de pessoal com essa formação e experiência, uma vez que outros projetos da Fundação CECIERJ já estavam sofrendo com a falta de candidatos aos seus editais.
Em maio de 2012 foi lançado o Edital 004 para preenchimento de 20 vagas para tutoria nos Cursos de Aperfeiçoamento para professores de Matemática atuantes no nono ano do Ensino Fundamental e nas três séries do Ensino Médio. Desta vez tivemos 50 inscritos e classificados para a formação inicial para tutoria.
A partir da avaliação da formação inicial realizada pelos tutores ingressantes em 2011, e dos dados coletados a partir da observação das mediações realizadas por esses tutores, percebemos as seguintes lacunas: - oferta de tutoriais sobre o uso das ferramentas do Moodle;
- oferta de informações mais detalhadas sobre o Programa de Formação Continuada;
- oferta de uma ciranda de mediação, na qual os candidatos à tutoria mediariam a discussão em um fórum por alguns dias;
- oferta de tutoriais e suporte para o estudo de softwares matemáticos que são explorados no material didático do Curso de Aperfeiçoamento.
Do que foi elencado acima, pudemos perceber que a maior insegurança dos tutores, antes de iniciar sua atuação, relacionava-se ao conhecimento tecnológico, apesar de isso não ter sido percebido como um problema quando do início das observações, provavelmente porque estas se iniciaram alguns meses após o início dos trabalhos.
Algo que nos chamou a atenção foi o fato de nenhum tutor ter mencionado a necessidade de mais estudos e discussões sobre o material didático do Curso de Aperfeiçoamento e, por conseguinte, sobre as escolhas de abordagens dos conteúdos por parte de seus autores. Durante as observações dos fóruns de discussão sobre o material didático, percebemos claramente que os tutores eram evasivos ou superficiais ao tratar dos conceitos matemáticos e, algumas vezes, omissos quando o assunto era colocado pelos professores cursistas.
Sensíveis a esses apontamentos, resolvemos, então, fomentar o desenvolvimento dos conhecimentos dos tutores em relação ao conteúdo tecnológico e criamos uma agenda de formação presencial para dar conta das lacunas percebidas pelos próprios tutores e pelo pesquisador. A agenda de formação previa encontros presenciais mensais, de modo que a cada bimestre focássemos em um dos construtos (conteúdo matemático; tecnológico; e pedagógico), procurando sempre integrar os conhecimentos, mas focando de acordo com as demandas mais urgentes trazidas pelos próprios tutores e observadas por este pesquisador.
A edição 2012 do Curso de Aperfeiçoamento, assim como a anterior, foi oferecida ao longo de quatro bimestres letivos que precediam em cerca de duas
de aprofundar o estudo nos conteúdos e estratégias para seu ensino e avaliação. Os encontros presenciais para formação dos tutores seguiam essa mesma estratégia e aconteciam em sábados que precediam o início das discussões sobre aqueles conteúdos com os cursistas, nas duas semanas seguintes. A agenda de formação presencial, e em serviço, dos tutores foi inicialmente desenhada da seguinte maneira:
Primeiro bimestre: estudo e experimentação das ferramentas tecnológicas necessárias ao trabalho do tutor; a exploração de ferramentas do AVA, como preechimento de perfil, criação e gestão de fóruns, envio e avaliação de tarefas, wikis11, mensagens individuais e ao grupo, relatórios etc.; treinamento nos softwares Excel, GeoGebra e Winplot.
Segundo bimestre: estudo de questões específicas sobre a formação continuada de professores; estratégias de mediação pedagógica; e a importância do papel motivacional do tutor em cursos a distância. Este último tópico, não é contemplado de forma explícita nos construtos do TPACK, mas foi escolhido a partir da experiência do pesquisador como tutor e coordenador de tutoria. Terceiro bimestre: discussão sobre questões curriculares em Matemática e estudo das duas coleções de livros didáticos mais adotadas no Estado para as séries presentes no Curso.
Quarto bimestre: discussões mais aprofundadas para articular todo o processo de formação, a fim de verificar se e como os tutores, sujeitos da pesquisa, desenvolveram conhecimentos tecnológicos, pedagógicos e de conteúdo, e outros, caso fossem necessários, e se conseguiam articulá-los em seu discurso e práticas.
Dos vinte tutores ingressantes em 2012, dez se sentiram à vontade para participar desta pesquisa e, destes, apenas seis permaneceram como tutores por todos os doze meses em que se deu o acompanhamento. O convite para participação na pesquisa foi feito no último encontro do curso de formação inicial dos tutores, quando os objetivos da pesquisa foram apresentados e os interessados assinaram um termo de consentimento e livre esclarecido (Anexo 3).
Ao longo dos encontros presenciais realizados, outros tutores confessaram que não ficaram à vontade para participar da pesquisa, por medo de exporem lacunas de formação anterior ou dificuldades com as práticas da tutoria, uma vez que o pesquisador também estava ali como coordenador geral do Curso de Aperfeiçoamento.
Isso já era esperado por nós; sabíamos que seria uma dificuldade natural e que poderia ser superada com a compreensão, por parte dos tutores, de que todos ali estavam em formação permanente e que a proximidade com a coordenação poderia gerar maior confiança mútua a partir do momento em que trabalhassemos juntos em prol da melhoria da qualidade da tutoria.
Dessa forma os sujeitos da pesquisa foram seis tutores que chamaremos pelos nomes fictícios Douglas, Isabela, Heloísa, Paloma, Rafael e Tato, que atuaram no biênio 2012-2013. Ressaltamos que eles não são os mesmos citados na sessão anterior, que atuaram no Curso oferecido entre 2011-2012. O perfil profissional de cada um deles é apresentado a seguir.
- Douglas: 31 anos, professor de Matemática nos Ensino Fundamental e Superior há seis anos, professor das redes municipal e privada, mestre em Educação Matemática, um ano de experiência com formação de professores e com tutoria a distância.
- Heloísa: 48 anos, professora de Matemática no Ensino Médio há 22 anos, professora da rede estadual, especialista em Ensino de Matemática, experiência de quatro anos como tutora em cursos para formação continuada de professores na modalidade a distância.
- Isabela: 36 anos, professora de Matemática nos Ensinos Fundamental e Médio há dez anos, professora da rede estadual, mestre em Ensino de Matemática, sem experiência com formação de professores, dois anos de experiência como aluna em curso a distância, mas sem experiência como tutora.
- Paloma: 30 anos, nunca atuou como professora de Matemática, tendo seguido direto para o mestrado já concluído na área de Matemática Aplicada. Não
- Rafael: 30 anos, professor de Matemática nos Ensinos Fundamental e Médio há cinco anos, professor da rede estadual, especialista na área de Educação, sem experiência com formação de professores e com a modalidade a distância.
- Tato: 29 anos, professor de Matemática nos Ensinos Fundamental e Médio há nove anos, professor da rede privada, especialista em Ensino de Matemática, sem experiência com formação de professores e com EaD.
Para coletar os dados recorremos aos registros constantes no diário do pesquisador e ao uso de instrumentos específicos, discutidos no subitem a seguir.