• Sonuç bulunamadı

I Dünya Savaşı’na Giden Yol ve Avusturya-Macaristan İmparatorluğu’nun

ria(s) de leitura de qualquer obra literária é necessário, por exemplo, traçar a sua trajetória através da descrição das

nheiro (1719), de Daniel Defoe (1660-1731), no Brasil, do período colonial até a c

l

edições em que a história tem sido apresentada, ou seja, em que momentos e modos a obra faz parte do horizonte de expectativas de determinado público leitor. No caso específico dessa tese, importa compreender os caminhos do romance A vida e estranhas e surpreendentes aventuras de Robinson Crusoe de York, mari

ontemporaneidade. Tem-se a clareza de que é um percurso longo e problemático dada as inúmeras variáveis sociohistóricas e literárias que o atravessam, contudo o objetivo é apenas apontar os rastros, na acepção de Paul Ricouer154, contribuindo assim para a história dessa obra, e, por conseguinte, da adaptação

iterária brasileira para crianças e jovens.

Luiz Carlos Villalta155, em pesquisa nas listas de livros submetidos a Real Mesa Censória Portuguesa pelos proprietários que desejam levá-los ou remetê-

Leal Ferreira. Campinas: Papirus, 1997. p.196-216.

de

VILLALTA, Luiz Carlos. Viagens e práticas de leitura do Brasil Colonial: Robinson Crusoe, romance, história e estilo. Anais I Seminário Brasileiro do Livro e História Editorial. Rio de Janeiro: FCRB, UFF, 2004. http://www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/luizvillalta.pdf

154 RICOUER, Paul. Arquivo, documento, rastro. In: Tempo e narrativa. Tomo III. Tradução Roberto 155 VILLALTA, Luiz Carlos. Os leitores e os usos dos livros na América Portuguesa. In: ABREU,

Márcia (Org.). Leitura, história e historia da leitura. Campinas: Mercado de Letra/Associação Leitura do Brasil; São Paulo: Fapesp, 1999. p. 183-212(Coleção Histórias de Leitura)

. Acessado em 01.05.2005.

VILLALTA, Luiz Carlos. Censura e “romances”: notas sobre as proibições, a circulação e a posse dos livros de prosa de ficção na América Portuguesa. In: ABREU, Márcia, SCHAPOCHNIK, Nelson (Orgs.). Cultura letrada no Brasil: objetos e práticas. Campinas: Mercado de Letras, 2005. p. 161-181.

los de Portugal

a, “reputados livreiros”, como, por exemplo, Paulo Martin, Viúva Bertrand e Francisco Rolland, ou “pessoas que provavelmente pertenciam a essa categoria”,

e/ou às “

sua ilha, as suas novas viagens, e as suas reflexões, nas edições de 1785 e 1815. Como tais pedidos se dirigem a uma mesa censória, os ped

alegam, por exemplo, levar “os livros em sua companhia” ou que são “do seu uso”.

para diferentes partes do Brasil, no período de 1769 a 1820, levanta o seguinte sobre a circulação do romance de Defoe. Entre 1769 e 1800, o livro ocupa o 4º lugar entre as obras de prosa de ficção para o Rio de Janeiro, com 08 (oito) remessas e 5º lugar para o Maranhão, com 01 (uma) remessa. Entre 1769 e 1815, 5º lugar naquelas que se destina à Bahia, com 13 (treze) remessas. Entre 1769 e 1821, 7º lugar para o “Brasil”156, com 01 (uma) remessa. Ressalta que o primeiro envio é efetivado em 1796. No sentido inverso, do Brasil para Portugal, entre 1769 e 1821, era a 3ª obra mais citada com 01 (uma) remessa.

Sobre os proprietários desses romances, Villalta os descreve como sendo, em sua maiori

Bernardo José Agostinho de Campos e José Antonio da Silva, por exemplo.

Explicita ainda que o título da obra, nas solicitações, em 08 (oito) das 14 (quatorze) menções encontradas, o nome da personagem é relacionado à “vida”

aventuras”, o que aponta uma conformidade com o da tradução portuguesa de Henrique Leitão de Souza Mascarenhas, Vida, e aventuras admiráveis de Robinson Crusoe, que contem a sua tornada à

intes devem apresentar justificativas, que, segundo o pesquisador, em sua maioria, são de teor conciso. Por exemplo, os comerciantes se restringem a utilizar expressões como “pretende remeter”, “manda para”, “quer fazer remeter”, pretende mandar”, etc. Os demais proprietários considerados menos concisos

156 O pesquisador informa que a expressão “Brasil” se refere aos dados presentes na caixa que não havia

Márcia Abreu157 igualmente investiga a circulação da obra literária no período colonial, especificamente, as solicitações de remessa de livros de

ortugal/Brasil/Portugal, centrando a descrição e análise ao Rio de Janeiro, por ser a cidade com maior número de pedidos. Além desse recorte espacial, a autora leva em consideração o termo belas-letras para a seleção dos livros listados, tendo em vista ue essa expressão “guarda a indefinição do período, permitindo que se considere um onjunto amplo de escritos – poesia, narrativas, peças oratórias e teatrais”

P

q c

dora, esse processo é regulado pela censura portuguesa a quem cabia conceder a licença. Os pedidos/solicitações/requerimentos são constantes dos “Ca

i

F oe não faz parte dos dez

mais pedidos, todavia é referido numa lista do livreiro Paulo Martin, em 1801, como

Aventures de Robinson Crusoe, Paris, 1799

,

158. Entre 1769 e 1826, de acordo com a pesquisa

tálogos para exame dos livros para saírem do reino com destino ao Brasil”.

Entre 1769 e 1807, período em que no Brasil ainda não é permitido a nstalação de tipografias, Abreu lista159 as 10 (dez) obras mais solicitadas, em que o primeiro lugar é Les Aventures de Télémaque, de François de Salignac de la mothe-

énelon, com 38 (trinta e oito) pedidos. O romance de Def

160, que, segundo a pesquisadora, está

entre os menos populares e em língua estrangeira, mesmo havendo nesse período tradução.

Entre 1808 e 1826, espaço de tempo que implica a presença da Corte Real Portuguesa no Brasil por conseguinte, a instalação da Impressão Régia, a autora apresenta uma segunda relação161 com os dez mais solicitados, em que Les Aventures

de Télémaque continua em primeiro lugar, com 65 (sessenta e cinco) pedidos. O

157 ABREU, Márcia. Os caminhos dos livros. Campinas, SP: Mercado de Letras/Associação de Leitura

do Brasil; São Paulo: Fapesp, 2003. (Coleção Histórias de Leitura)

158 Id. Ibid., p. 15. 159 Id. Ibid., p. 90.

160 “Catálogos: exame de livros para saída do reino”, destino: Rio de Janeiro, caixa 153, RMC – ANTT

apud Abreu, op. cit., p. 97.

romance de Defoe, mais uma vez, não aparece nessa listagem, contudo, entre os

The life and strange surprizing adventures of Robinson Crusoe of York, Mariner, com 18 (dezoito)

ingleses, o livro

pedidos ocupa o topo da lista. Observa também que alguns solicitantes preferem ler a referida obra de Fenelon, em inglês, e a de Defoe, em francês, o que foi

s manuscripts anglais, em que o tradutor acha melhor dar o seguinte título: Os dois Robinsons, ou Aventuras de Carlos e Fanny, dous meninos ingleses, aban

M

nie, de Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre. Considerando, apenas, o romance, gênero que ainda nesse período não é reconhecido como “alta literatura”, a autora constata que ele está no topo da preferência do público leitor, haja vista que, entre 1769 e 1807, do total de pedidos, 55% são direcionados para esse tipo de texto, e, entre 1808

feito igualmente pelo tradutor e editor portugueses em Vida, e aventuras admiráveis de Robinson Crusoe, que contem a sua tornada à sua ilha, as suas novas viagens, e as suas reflexões, traduzidas da língua francesa por Henrique Leitão de Souza Mascarenhas, em 1785.

Chama a atenção o fato de algumas traduções se utilizarem da fama de Defoe, como, por exemplo, Lollote et Fanfan, ou les Aventures de deux enfants abandonnès dans une isle deserte, redigée sur de

donados em huma ilha da América. Tal estratégia, consoante Abreu, dá certo, visto que não consta nenhum pedido para

Lollote et Fanfan e para Os dois Robinsons há 15 (quinze).

Se em Portugal as solicitações são feitas à Real Mesa Censória, no Brasil, com a instalação da Coroa Portuguesa, os requisitantes devem se reportar à esa do Desembaraço do Paço do Rio de Janeiro. Do período entre 1808 e 1821, a pesquisadora elabora uma terceira lista162, confirmando o primeiro lugar de Les

Aventures de Télémaque, e Robinson Crusoe passa a ocupar o 7º lugar com 12 (doze) pedidos, ao lado de El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, Oeuvres, de Boileau, Oeuvres, de Alain René Lesage e Paul et Virgí

e 1826, o perce

164

resentada, em 1779, por Francisco Izidoro da Silva, a qual inclui Vida de Robinson Crusoé165.

refe de

leitura podem indicar mais da

Rio de J 166 167

168 racterizam como uma

amostra constituída por 70 (setenta) publicações, sendo 18 (dezessete) inglesas, 17 (dezessete) bra

ntual é de 58%. Tanto no primeiro período quanto no segundo, Les Aventures de Télémaque ocupa o primeiro lugar, já Robinson Crusoe ocupa o 12º lugar163, no segundo momento.

Quanto aos leitores do período colonial, a autora tenta estabelecer um perfil, cuja descrição fica circunscrita ao rol de obras trazidas/solicitadas. Entre esses leitores, têm-se aqueles em cuja biblioteca convive o livro de Fenelon com romances modernos, como, por exemplo, Vida e aventuras de Robinson Crusoé ,

sendo esse o caso de Jorge Joaquim de N. Feital. Encontram-se, ainda, leitores possuidores de livros considerados de entretenimento e sem nenhum prestígio, como são caracterizados os contidos na lista ap

Além dessas fontes documentais consultadas pelos pesquisadores ridos, os acervos das bibliotecas públicas e privadas brasileiras e de gabinetes

dos sobre a circulação da obra em estudo no Brasil. Para tanto, realizou-se pesquisa nos catálogos eletrônicos da Biblioteca Nacional do aneiro e de bibliotecas universitárias públicas e privadas das quatro regiões brasileiras. A consulta também é feita em Romances ingleses em circulação no Brasil do século XIX, cronologia elaborada por Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos . Ressalta-se que os resultados obtidos se ca

sileiras; 14 (quatorze) francesas, 10 (dez) norte-americanas, 04 (quatro) alemãs, 03 (três) portuguesas, e 02 (duas) espanholas e italianas, cada.

163 Id. Ibid., p. 131. 164 Id. Ibid., p. 157. 165 Id. Ibid., p. 160. 166 www.bn.br

167USP, UNICAMP, PUCSP, UNESP, UFMG, UFU, UFOP, PUCMINAS, UFRJ, UERJ, UFF, UFRGS,

PUCRS, UFSC, UNISINOS, UFPE, UFBA, UFPI, UFRN, UFC, UFPB, UFPA, UNB, UFG.

168 VASCONCELOS, Sandra Guardini Teixeira. Romances ingleses em circulação no Brasil do século

Esses dados quantitativos indicam, a princípio, a circulação do romance em 08 (oito) idiomas, o que denota não só a popularidade da obra, mas também um hipotético circuito livreiro e editorial do Brasil com outros países, visto que tais livros podem ter sido adqui

ditori

publicações oriundas do século XIX ao XXI

datada de 1800-1801,

indicando duas publicações,

As norte-americanas contabilizam 10 (dez) publicações, sendo a primeira datada

e a ci

ridos não nos seus países de origem e sim através de outro mercado e al. Do ponto vista temporal, tem-se um conjunto de

. Do século XIX, localizaram-se duas edições francesas, publicadas em Paris. A primeira pela Bibliothèque Nationale,

Les aventures de Robinson Crusoe: édition complete; a segunda pela Moutardier, em 1835, Aventures de Robinson Crusoé. As demais publicações francesas aparecem entre 1907 e 1975, por diferentes editoras, tais como Hachette, Galimmard, e Flammarion.

As edições inglesas circulam no século XIX, conforme pesquisa de Vasconcelos, The Life and Adventures of Robinson Crusoe of York, mariner, editado em Paris pela Casimir, e Life and Adventures of Robinson Crusoe, de London, pela G. Routledge. No século XX, as publicações são datadas entre 1902 e 1999, sendo a primeira The life & adventures of Robinson Crusoe, publicada pela Oxford University. Observa-se que a circulação de edições inglesas prolonga-se até a contemporaneidade, enquanto que o registro das francesas para em 1975. As edições inglesas são, preferencialmente, das editoras Oxford University, com 05 (cinco), e Peguin Books, com 04 (quatro).

de 1925, Robinson Crusoe, editada pela The John C. Winston Company, e a localizada mais recentemente é de 1991, Robinson Crusoe, pela Bantam. O curioso é qu dade de origem das editoras é New York, com exceção de uma que é de Chicago. Esse total de edições reforça o volume de publicações em língua inglesa, o que aparentemente explicita um maior interesse de leitores

brasileiros pela obra nesse idioma, muito embora se devam considerar as diferenças entre o inglês dos Estados Unidos da América e o da Inglaterra.

As edições alemãs têm origem entre 1920 e 1978, sendo duas da primeira data, Robinson Crusoe, pela Jugendblþatter, e Robinson Crusoes: leben und seltsame ubenteuer, pela R. Zhienemanns; a de 1925, muito embora seja uma publicação da A

atadas entre 1905 e 2005, exatamente u

Defoe. A primeira, ora

Garnier, traduzida do original inglês sem

lemanha, o idioma é o inglês, Life and surprising adventures of Robinson Crusoe of York, mariner, pela Velhagen & Klasing. Salienta-se que tais livros foram localizados no acervo da Biblioteca Central da Universidade do Vale do Rio Sinos, UNISINOS, localizada em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, região de colonização alemã, o que explica a presença das mesmas.

Quanto às edições de Portugal, nesses acervos localizaram-se três publicações, Vida e aventuras admiráveis de Robinson Crusoé, que contém a sua tornada à sua Ilha, as suas novas viagens e as suas reflexões, traduzida do francês por Henrique Leitão de Souza Mascarenhas, editada em Lisboa, pela Tipografia Rollandiana, em 1816; Vida e aventuras de Robinson Crusoe, versão livre da edição completa inglesa por Agostinho de Sottomayor, de 1903; Robinson Crusoe, pela editora lisboeta Europa-América, datada de 1991, mas o copyright indica o ano de 1976. Uma quarta tradução portuguesa aparece, mas sob a responsabilidade da editora brasileira Cultura, em 1940, Robinson Crusoe, “tradução portuguesa revista e actualizada por Nabro Cayres Britto”.

As edições brasileiras totalizam 17 (dezessete) publicações, d

m século de circulação e editoração da obra de

Aventuras de Robinson Crusoe, é de responsabilidade da Edit indicação do tradutor e ilustrada com vinte e quatro lindas gravuras, conforme consta da folha de rosto, em 02 (dois) tomos. A segunda publicação leva o mesmo título da anterior e aparece em 1930, pela Cia.

Editora Nacional, também sem o nome do tradutor, e com o sobrenome do autor grafado assim: De Poe. Essa edição volta ao mercado em 2002, com o mesmo título, apresentando uma atualização lingüística e notas de Alípio Correia de Franca Neto, sendo o sobrenome agora escrito Defoe. O editor tem o cuidado de informar que se trata de uma tradução anônima pertencente ao acervo da editora.

Em 1947, sai pela Editora W. M. Jackson, Robinson Crusoe, tradução de Flavio Poppe

m a sua apresentação, nas páginas finais do livro, é “a maior e melhor biblioteca clássica publicada no Brasil”, pois os seus títulos são “as melhores obras da humanidade” e com as seguintes cara

categoriz s pelos melh

Após a edição da Jackson, as Organizações Simões lançam Robinson Crusoe, em 1952, e o Clube do Livro, em 1955,

dução de Zuzú Ferre

de Figueiredo e Costa Neves. É o volume 01, da Coleção “Grandes Romances Universais”. Contém uma nota biográfica sem ser assinada e o texto é dividido em duas partes sem subdivisão em capítulos. Ainda sob a tutela da Jackson, essa tradução é reeditada em 1952 e 1963. Ela volta a circular pela Ediouro, em 1966, portando a seguinte nota da editora, no verso da folha de rosto: “O texto dessa obra foi cedido por gentileza da W. M. Jackson, inc., editores da famosa coleção ‘Grandes Romances Universais”. Acrescida do prefácio de Candido Jucá Filho e de 105 (cento e cinco) ilustrações assinadas por Grandville, faz parte da coleção “Clássicos de Bolso”, que, de acordo co

cterísticas: textos integrais, traduções adas, introduções e nota ores especialistas, ilustrações e retratos da época. Por fim, explicita o leitor endereçado: professores e estudantes universitários e pré-universitários. Esse vínculo com o público da universidade é expresso nas edições de 1988 e 1993, uma vez que conta com “Guia universitário de Assis Brasil”, escritor e crítico literário piauiense, residente no Rio de Janeiro.

Vida e aventuras de Robinson Crusoe, tra ira, em dois volumes. Contém nota explicativa assinada por Aristides Ávila, seguida de uma pequena biografia. Informa que a tradução é realizada a partir da edição de Geoffrey Cumberlege, Oxford University

Press, Amen House, Londres. É a primeira a apresentar um título que mais se aproxima da obra original. O primeiro volume conta com 19 (dezenove) capítulos e o segundo com 22 (vinte e dois), os quais são titulados. Ao final do volume II, a editora inclui o texto “A grande epidemia de Londres (1165)”, seguido de uma “Advertência”, assinada por J.M.M, sobre a inserção desse texto de Defoe. A obra é dividida em duas partes, assim como ocorre com a da Jackson.

Em 1995, a Círculo do Livro publica Robinson Crusoe, tradução de Vera Veloso, inserida na coleção “Grandes Romancistas Universais”. É uma tradução editada inicialmente pela Editora Bruguera e cedida, posteriormente, para Abril Cultural, que publica em 1972, na coleção “Clássicos da Literatura Juvenil”, e, em 1979, na “Grandes Aventuras”, agora sob a licença da Cedibra. No entanto, trata-se não só de uma tradução, mas também de adaptação, conforme consta da página 02 dessa última edição. A publicação é uma espécie de mix de outras edições, já que a tradução é uma

do autor. O texto não é dividi

e cinqüenta e três) dos títulos que compõem a “Coleção L&PM Pocket”.

Cada Autor”, sendo a de Defoe a de número 26 (vinte e seis) de um total de 150 (cento e cinqüenta), que são lançadas nesse ano. Igualmente à publicação da L&PM, reedição e a coleção leva o mesmo título usado anteriormente pela Editora W. M. Jackson.

A Editora L&PM traz para o leitor brasileiro, em 1996, As aventuras de Robinson Crusoe, no formato pocket, enfatizando já na capa que se trata de versão integral, traduzida por Albino Poli Jr. Reproduz o texto constante da primeira folha da edição de 1719 e o prefácio de Defoe. Ao final aparece uma nota biográfica sobre o escritor inglês. Na contracapa há um resumo da obra e novamente dados biográficos do em partes e capítulos. É o número 453 (quatrocentos

A Editora Martin Claret, em 2003, coloca no mercado livreiro,

a capa informa tratar-se de “texto integral”. O texto é dividido em 25 (vinte e cinco) capítulos, todos com título. Diferentemente das demais edições, essa traz ao final do livro o “Complemento de Leitura”, um questionário com 09 (nove) questões, o que enota o tipo de público leitor a que se destina, o escolar. Na contracapa, há um equeno resumo da obra e da biografia do autor. A editora volta a publicar tal título, m 2005, c m capa e paratextos iguais à da anterior, compondo a mesma coleção, gora com 203 (duzentos e três) títulos. Con udo, a tradução não é mais do citado radutor, mas de Flavio Poppe de Figueiredo e Costa Neves, os das publicações da Jackson e da Ediouro, acrescida da introdução assinada por Henry Thomas, retirada do livro Vidas de grandes romancistas, da Editora Globo, datado de 1954. Na contracapa, o editor expressa a ress

d p

e o

a t

t

alva de que “a nova edição sai, agora, completada com as partes que não foram incluídas nas edições anteriores”169, ou seja, com os textos que dão continui

d, A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson, Moonfleet, de J. M. Falkner, e As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. Consta uma introdução,

do o início da narrativa, contudo chama atenção o fato de que o título da obra aparece na íntegra, logo após esse prefácio, A vida e as estranhas e surpreendentes aventuras

.

A Editora Iluminuras, por sua vez, lança nesse mesmo ano Robinson Crusoe, traduzido por Celson M. Parcionik, com apresentação, localizada na

ontracapa e nas orelhas, de Alípio Correia de Franca Neto, o mesmo que fez a

dade às aventuras de Robinson Crusoe.

A Editora Record, em 2004, publica Robinson Crusoe, traduzido por Domingos Demasi, uma das obras da “Coleção Clássicos da Aventura”, ao lado de Ela

e Ayesha, a volta de Ela , ambos de H. Rider Haggar

“Os primórdios do romance”, assinada por Heloisa Seixas, que também é autora do texto presente nas orelhas; prefácio do autor, segui d

de Robinson Crusoe, Marinheiro de York

c

9 DEFOE, Daniel. Robinson Crusoe. Tradução Flávio P. de F. e Costa Neves. São Paulo: Martin

laret, 2005. (Coleção A obra prima de cada autor)

16

atualização da edição da Cia. Editora Nacional, de 2002. Entre o índice e o prefácio do autor, encontra-se o título completo da obra acrescido de texto presente na folha de rosto da edição de 1719, A vida e as estranhas e surpreendentes aventuras de Robinson Crusoe, de York, Marinheiro: Que viveu vinte e oito anos totalmente só numa ilha não a da América, próximo à embocadura do grande rio Orenoco; e que

homens perece c

foi estranhame

t

r compreender esse cruzamento como um diálogo.

habitada na cost

foi lançado à praia em virtude de um naufrágio, em que todos os ram exceto ele mesmo. SEGUIDO de um relato sobre omo ao final nte libertado por piratas. ESCRITO POR ELE MESMO. O texto é dividido em 31 (trinta e um) capítulos, indicados pelos títulos dos mesmos sem o ermo capítulo seguido de numeração. Ao final do livro, encontram-se um texto sobre o autor e um glossário.

A análise da editoração e da circulação da obra de Defoe no Brasil demonstra a vitalidade do romance junto ao público leitor, bem como, de certo modo, expressa porque é importante adaptá-la para crianças e jovens. Enfim, a