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1986-1999 DÖNEMİ GERÇEKLEŞTİRİLEN ÖZELLEŞTİRME İŞLEMLERİ (Milyon ABD doları)

Belgede 1999 YILLIK RAPOR (sayfa 168-172)

111.1. BANKACILIK SEKTÖRÜ VE KREDİ POLİTİKASI

1986-1999 DÖNEMİ GERÇEKLEŞTİRİLEN ÖZELLEŞTİRME İŞLEMLERİ (Milyon ABD doları)

Em que pese a Constituição Federal ser a norma maior e mais importante do sistema educacional, ela não é a única que regula o sistema nacional de ensino. Existem várias outras regras que norteiam a educação brasileira, dentre as quais destacamos a Lei nº 9.394/96, que

estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional, a Lei nº 11.494/07, que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e os Planos Nacionais da Educação.

A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB), estabeleceu as diretrizes e bases da educação nacional, disciplinando a educação escolar em instituições próprias. Não obstante esta lei reconhecer que o processo educacional se desenvolve também na vida familiar, na convivência humana, no ambiente laboral e nas manifestações culturais, ela regula apenas a educação no ambiente escolar.

Assim como a Constituição Federal, a LDB estabeleceu que a educação é dever do Estado e possui a finalidade de preparar o educando não apenas para o mercado de trabalho, mas também para o exercício da cidadania. Segundo a LDB, o ensino deve estar pautado sob os princípios do acesso e permanência na escola, gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, valorização do profissional da educação, gestão democrática, garantia de padrão de qualidade, valorização da experiência extra-escolar e vinculação entre educação escolar, trabalho e práticas sociais (BRASIL, 1996).

Observa-se que a LDB também estabeleceu alguns critérios de avaliação do sistema educacional, haja vista que determinou o direito de acesso e permanência na escola, a gratuidade do ensino, a valorização do servidor da educação, dentre outros, como alvos a serem alcançados pelos gestores, logo, passível de controle e avaliação.

Mais adiante, no art. 4º, a referida norma estabelece como deverá ser efetivado o dever do Estado perante a educação. Dentre os principais deveres, destacam-se: educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos, educação especial aos educandos com deficiência, oferta de ensino noturno regular, ensino para jovens e adultos, garantia de merenda escolar, material didático, transporte e assistência à saúde e padrões mínimos de qualidade de ensino. Esses deveres são considerados direitos de qualquer cidadão, podendo, inclusive, acionar o Poder Judiciário a fim de assegurar o direito à educação. Caso o gestor público não promova um ensino pautado nos princípios e garantias supramencionados, ele incorrerá em crime de responsabilidade (BRASIL, 1996).

No que se refere à avaliação de desempenho e garantia de qualidade do sistema nacional de ensino, a LDB atribuiu à União a competência para assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental objetivando a melhoria da qualidade do ensino (Art. 9º, VI). Neste dispositivo, a legislação prevê uma forma de avaliar a qualidade do ensino, que é um dos princípios constitucionais que deve nortear a educação. Além de servir para aferir a qualidade do ensino, a avaliação determinada pela LDB também

almeja detectar pontos fracos do sistema educacional. Com isso, os gestores podem direcionar as políticas e recursos públicos para a correção dos pontos de melhoria e os órgãos de fiscalização possuem mecanismos de aferir quais são os principais problemas da educação e quais as medidas e ações que o gestor está adotando para combatê-los.

Outro ponto fundamental para a administração do sistema de ensino é a obrigatoriedade de adoção de uma gestão democrática, onde seja assegurada a participação de profissionais da educação, da comunidade escolar e dos conselhos escolares (BRASIL, 1996). Estes últimos possuem papel imprescindível no controle e avaliação da gestão educacional, haja vista que possuem a competência de participar da elaboração do projeto político- pedagógico, acompanhar as ações escolares, a gestão administrativa e financeira e exercer o controle social dos gastos públicos. Em suma, os conselhos escolares também são responsáveis pelo monitoramento e avaliação da gestão escolar.

No art. 25 da LDB está previsto que as autoridades responsáveis pela gestão do sistema de ensino terão como objetivo permanente alcançar relação adequada entre o número de alunos e professores, a carga horária e as condições materiais do estabelecimento. Ao estabelecer esses objetivos, a norma visou atender questões pedagógicas de ensino- aprendizagem, haja vista que, em regra, quanto menos alunos por professor, maior a atenção empregada pelo professor a cada aluno, e quanto melhores forem as condições estruturais e materiais do ambiente escolar, maior a probabilidade do aluno apropriar o conhecimento.

Em seguida, no parágrafo único do artigo 25, a norma estabelece que cabe a cada sistema de ensino estabelecer um critério adequado para relação professor/aluno, considerando as condições disponíveis e as características regionais e locais. Dessa forma, no sistema de ensino infantil e fundamental, cada município estabelecerá um quantitativo adequado de professores por aluno. No entanto, o Ministério da Educação - MEC (2006) estabeleceu parâmetros nacionais de qualidade para as instituições de educação infantil, estipulando que a relação entre o número de crianças por agrupamento ou turma e o número de professores da educação infantil por agrupamento varia de acordo com a faixa etária. Assim, previu 1 professor para cada 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos; 1 professor para cada 15 crianças de 3 anos e 1 professor para cada 20 crianças acima de 4 anos. Além disso, o Ministério da Educação estipulou que a quantidade máxima de crianças por agrupamento ou turma é proporcional ao tamanho das salas que ocupam.

A partir do art. 61, a LDB começa a regulamentar aspectos concernentes aos profissionais da educação. Já no § 1º do art. 62, ela menciona que todos os entes federados deverão promover a formação, inicial e continuada, dos profissionais do magistério, inclusive

podendo-se utilizar a tecnologia à distância. A lei também assegura que os sistemas de ensino promovam, através dos estatutos e planos de carreira, o aperfeiçoamento contínuo dos profissionais do magistério, bem como: piso salarial, progressão funcional com base em títulos, condições adequadas de trabalho e ingresso exclusivamente por concurso público (BRASIL, 1996). Quanto a este último ponto, a referida norma também assegura a qualquer cidadão exigir a abertura de concurso público para cargo de docente de instituição pública caso existam cargos ocupados por professores não concursados. Observa-se nestes dispositivos que a lei elencou vários indicadores que poderão servir para os órgãos fiscalizadores e de avaliação do ensino na aferição do nível de valorização que os gestores públicos oferecem aos profissionais da educação.

No Título VII, a LDB versa sobre o financiamento da educação, indicando quais são suas fontes de custeio e repete o dispositivo constitucional que determina a aplicação mínima de 25% das receitas de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE). Uma regra importante está disposta no art. 70 e 71, que estabelece quais são as despesas que podem ser consideradas como manutenção e desenvolvimento do ensino e quais não constituem despesas com MDE.

Por fim, a partir do art. 73, a Lei nº 9.394/96 estabelece regramentos para controle e avaliação da educação. De acordo com a norma, os órgãos de fiscalização examinarão, prioritariamente, quando da análise das prestações de contas, se os entes federados estão cumprindo o percentual mínimo de aplicação das receitas de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino. Além disso, também deverá ser observado como estão sendo aplicados os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB. Nestes itens da norma, a lei direciona a fiscalização dos órgãos de controle para alguns pontos fundamentais, no entanto, não há restrição ou impedimento para esses órgãos fiscalizarem os demais dispositivos da legislação.

Visando assegurar um padrão mínimo de qualidade no ensino fundamental, a lei estipulou um custo mínimo por aluno que seja capaz de proporcionar um ensino com qualidade. Esse custo mínimo é calculado anualmente pelo Governo Federal e considera na sua composição variações nos custos dos insumos nas diversas regiões do país. Esse custo mínimo por aluno também serve de parâmetro para que a União possa efetuar transferências diretas para as instituições de ensino a fim de garantir o valor mínimo por aluno.

Ainda no que se refere à avaliação do ensino, o §3º do art. 87 menciona que os municípios deverão incluir todos os estabelecimentos de ensino fundamental no sistema

nacional de avaliação do rendimento escolar. Com essa medida, todos os alunos matriculados nas instituições oficiais estarão inseridos no sistema nacional de avaliação, possibilitando aos órgãos de controle e fiscalização mensurar a evolução do desempenho dos estabelecimentos de ensino, bem como comparar com outros estabelecimentos do mesmo sistema ou de sistemas de ensino de outras localidades.

A LDB também determina como um dos objetivos dos sistemas de ensino a progressão das escolas urbanas de ensino fundamental que atuam em tempo parcial, para o regime de tempo integral.

Por fim, a referida lei destaca uma das penalidades que os municípios poderão sofrer caso não cumpram os dispositivos legais. Segundo o § 6º do art. 87, a União e os Estados somente poderão efetuar assistência financeira caso os municípios beneficiados estejam cumprindo o percentual mínimo (25%) de aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino e demais dispositivos legais pertinentes.

Da análise dos dispositivos referentes à Lei de Diretrizes e Bases da Educação, observa-se que ela reafirmou algumas das disposições inicialmente previstas na Constituição Federal, normatizou questões pedagógicas e curriculares e definiu os níveis e modalidade de ensino. Porém, para efeitos de avaliação e controle das entidades de ensino, a LDB definiu diretrizes bem claras e objetivos a serem seguidos pelos gestores dos sistemas educacionais. Essas diretrizes e objetivos deverão servir de base nas avaliações realizadas pelos órgãos de fiscalização e pelos conselhos escolares, quando da apreciação da prestação de contas e da gestão escolar.

4.2.3 Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos

Belgede 1999 YILLIK RAPOR (sayfa 168-172)