• Sonuç bulunamadı

B. Yasal ve İdari Düzenlemeler

Belgede 1999 YILLIK RAPOR (sayfa 145-150)

111.1. BANKACILIK SEKTÖRÜ VE KREDİ POLİTİKASI

BANKA KREDİLERİNDEKİ GELİŞMELER

III. 1.2. B. Yasal ve İdari Düzenlemeler

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB) baseia-se em alguns critérios para determinar se a gestão do administrador público é passível de aprovação ou reprovação. Segundo a Lei Complementar nº 18/93, a decisão do Tribunal em processo de prestação de contas definitiva é aquela pela qual o TCE-PB julga as contas regulares, regulares com ressalvas ou irregulares (PARAÍBA, 1993).

No caso específico da gestão educacional municipal, o Parecer Normativo PN TC nº 52/2004, que uniformiza a análise e interpretação de alguns aspectos inerentes às prestações de contas dos Poderes Municipais, prevê que constituirá motivo para emissão de parecer contrário a aprovação das contas, dentre outros aspectos, a não aplicação dos percentuais mínimos da receita de impostos e transferências de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino (TCEPB, 2004). O percentual mínimo de aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino é determinado pela Constituição Federal de 1988 (CF/88). O art. 212 do CF/88 prevê que os municípios deverão aplicar, anualmente, no mínimo 25% da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Além disso, o Parecer Normativo PN TC nº 52/2004 também prevê que constituirá motivo para emissão de parecer contrário a aprovação das contas a não aplicação do percentual mínimo dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) no pagamento dos profissionais do magistério. A Lei nº 11.494/07 que regulamentou o referido fundo, determina que, no mínimo, 60% dos recursos do FUNDEB sejam destinados para o pagamento da remuneração dos profissionais do magistério que estejam em efetivo exercício.

Desse modo, ressalvados casos de desvio de dinheiro público, malversação do patrimônio público e outros aspectos graves que maculem a gestão educacional, caso o município atenda ao percentual mínimo de 25% das receitas de impostos na MDE, e destine,

no mínimo, 60% dos recursos do FUNDEB para o pagamento da remuneração dos professores, terá as contas aprovadas.

Para fins de cálculo do percentual de aplicação na MDE, considera-se como receitas de impostos e transferências de impostos os seguintes tributos:

• IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano

• ISS – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza • ITBI – Imposto de Renda Retido na Fonte

• FPM – Fundo de Participação dos Municípios

• ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços • IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores • IPI Exportação – Imposto sobre Produtos Industrializados • ITR – Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural • ICMS Desoneração das Exportações

• DAT – Dívida Ativa Tributária de impostos

Portanto, 25% da arrecadação das receitas listadas acima deverão ser aplicadas na manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE). Porém, é importante saber o significado da expressão ‘manutenção e desenvolvimento do ensino’. Além disso, deve-se definir quais despesas da educação poderão ser consideradas como MDE.

Inicialmente, é importante ressaltar que somente constituirão despesas com a manutenção e desenvolvimento do ensino aquelas que estejam no âmbito prioritário de atuação de cada ente federado (BRASIL, 1996). No caso dos municípios, em virtude do que dispõe o §2º do art. 211 da CF/88, apenas as despesas efetuadas para atender ao ensino infantil e fundamental (educação básica) serão consideradas como MDE.

Além disso, a Lei nº 9.394/96, que definiu as diretrizes e bases da educação nacional, estabeleceu que as despesas realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais serão consideradas como manutenção e desenvolvimento de ensino, tais como: remuneração, aperfeiçoamento, bolsas de estudos, material didático, transporte escolar, etc.

Esse mesmo instrumento normativo definiu que despesas como subvenções a instituições assistenciais, programas suplementares de alimentação, assistência médico- odontológica, psicológica e outras formas de assistência social, obras de infraestrutura e

remuneração de profissionais em desvio de função não são consideradas como despesas com MDE. Percebe-se, portanto, que não são todas as despesas da educação que são consideradas como aplicação na MDE.

Além do índice de aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino, o TCE-PB também verifica se os gestores públicos estão cumprindo o que determina o art. 22 da Lei nº 11.494/07. Esta lei regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). O FUNDEB é um fundo de natureza contábil composto com receitas de vários impostos das três esferas governamentais. O art. 22 da Lei nº 11.494/07 prevê que pelo menos 60% dos recursos anuais totais do fundo serão destinados ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública de ensino.

O Parecer Normativo PN TC nº 52/2004 estabelece que constituirá motivo para emissão de parecer contrário à aprovação das contas dos gestores públicos a não aplicação de 60% dos recursos do FUNDEB no pagamento da remuneração dos profissionais do magistério. Este índice é calculado dividindo-se o somatório das remunerações dos profissionais do magistério pelo montante recebido pelo FUNDEB de cada município. Caso o valor do índice seja igual ou superior a 0,6 o gestor não terá suas contas reprovadas.

O TCE-PB também realiza outras verificações quando da avaliação da gestão educacional, tais como: cumprimento do piso nacional dos salários dos professores, desvio de finalidade dos recursos do FUNDEB, plano de cargos e salários dos professores, pareceres e orientações dos conselhos de educação, merenda e FUNDEB, controle de estoque de merenda e prestações de contas de convênios. No entanto, esses indicadores não são observados em todas as prestações de contas, variando em função do tamanho do município, arrecadação, histórico, amostragem e tempo de análise. Os únicos indicadores que são obrigatoriamente verificados em todas as prestações de contas municipais são o percentual de aplicação da receita de impostos mais transferências na MDE e a aplicação de 60% dos recursos do FUNDEB no pagamento da remuneração dos profissionais do magistério.

Desse modo, para fins do presente trabalho, considerar-se-á como critérios utilizados pelo TCE-PB para avaliar a gestão pública educacional os seguintes indicadores:

• Aplicação de no mínimo 25% das receitas de impostos e transferências de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino;

• Aplicação de no mínimo 60% dos recursos do FUNDEB para o pagamento da remuneração dos profissionais do magistério.

Belgede 1999 YILLIK RAPOR (sayfa 145-150)