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Battal Gazi’nin Oğlu Filminin Ana Fikri

3.6. Battal Gazi’nin Oğlu

3.6.5. Battal Gazi’nin Oğlu Filminin Ana Fikri

3.1 Desenvolvimento do arranjo de gestão das parcerias

José Clodoaldo Silva Cassa (2001) afirma que o programa de reciclar resíduos da construção civil possibilitará desenvolver projetos urbanos sustentáveis pelas seguintes razões: devolve os resíduos da demolição ao seu ciclo de vida; promove a inclusão social ao empregar e capacitar mão-de-obra desqualificada; viabiliza a auto- gestão e o empreendedorismo. Baseando-se nestas afirmativas busca-se um novo olhar, quanto às ações que visam às dimensões da sustentabilidade focadas no ambiental, no econômico e no social.

Entre os resultados positivos das práticas de gestão ambiental destacam-se aquelas que promovem a inclusão social de camadas populacionais marginalizadas por meio da geração de empregos, aumento da consciência ambiental, ampliação e fortalecimento da co-responsabilidade da sociedade na fiscalização e controle dos agentes responsáveis pela degradação socioambiental, redução dos impactos ambientais derivados das atividades econômicas e no caso específico deste trabalho, as atividades da construção civil.

Uma das formas de inclusão social implementada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio de políticas e práticas de gestão dos resíduos da construção civil, foi a implementação da fábrica de produção de artefatos de concreto, em que são utilizados agregados reciclados como matéria-prima.

Neste capítulo serão abordadas as possibilidades de se trabalhar os agregados de RSCC’s, de forma a empregá-los como material para revestimentos de paredes das residências contempladas pelo projeto. Para isso, parte-se de um modelo de Planejamento de Gestão possível, por meio de parcerias, expressos em três organogramas, em apêndices neste trabalho.

Pereira (2000) afirma que a partir dos novos paradigmas da globalização e da Constituição Federal de 1988, fundada na democracia e descentralização, criam-se novas configurações geopolíticas e um novo modelo de gestão pública de relacionamento entre Estado e Sociedade Civil, flexibilizando-se o processo produtivo e buscando-se novas relações competitivas econômicas e políticas de poderes transnacionais e locais. As cidades do século XXI vêm se transformando em espaços desiguais e de exclusão social. Felizmente, graças a um novo modelo de políticas

públicas na construção da cidadania, entre atores de funções variadas, muito importantes na continuidade do processo democrático instaurado, esta realidade poderá ser revertida. Nesse novo modelo, os espaços compartilhados de interlocução multidisciplinar, com foco nas transformações dos significados das ações sociais e coletivas são expressos nas análises e discussão de atores e centros de decisão, modelando à lógica e a trajetória das decisões das políticas públicas.

Baseando-se em França (2004) busca-se aqui a proposição de um modelo simples e possível no planejamento da gestão para o desenvolvimento um projeto-piloto, que possibilite a negociação entre parceiros sociais, públicos e privados e um gestor para intermediar as interlocuções multifuncionais. Neste caso, busca-se aplicar o compósito pigmentado, como texturas e motivos plásticos em revestimentos de paredes externas e internas das residências, assim como, a utilização em revestimentos de móveis de alvenaria, criados aplicando as ferramentas do Design de Ambientes, buscando assim melhorar as condições de uso das moradias e de seus familiares. Esta iniciativa necessitará da gestão de planejamento, modelo que se definirá através dos três organogramas apresentados, nos Apêndices C deste trabalho.

Os organogramas modelos I e II, (Apêndices C) têm por base a metodologia de França (2004) no processo de planejamento, os quais, para melhor apreensão do conjunto, modelo de gestão abordado neste trabalho, se resumem a seguir:

Identificação dos atores e suas respectivas funções, os quais farão parte do projeto. Estes desenharão cenários constituídos com a participação da sociedade civil, políticos e técnicos. Cada qual na sua função dará sua parcela de contribuição, na solução de desafios identificados, a serem solucionados;

Identificação do problema, apontando causas e conseqüências;

Dependendo do grau de complexidade sugere-se planejar, adotando-se indicadores que monitorem os processos e impactos exigindo o mínimo para um plano de ação, através de legislações ambientais nas três instâncias;

Os resultados deverão ser lidos por meio de indicadores, quantitativos e ou qualitativos descritos em um período temporal, que se espera ser visto;

A partir daí traçam-se os desafios ou os objetivos a serem alcançados: planos de ação efetivos capazes de promover transformações no mundo;

Buscou-se desenvolver quatro planos de ações que nortearam este trabalho, os quais serão descritos a seguir: Plano 1 – constam do desenvolvimento técnico dos compósitos a partir dos RSCC, coletados pela SLU; Plano 2 – aborda a gestão e

articulação dos atores sociais, políticos e suas funções e apreensão do contexto cultural do lugar e dos atores envolvidos juntamente com o estudo do público alvo; Plano 3 – a aplicação dos compósitos, em intervalos de duas residências escolhidas; Plano 4 – aplicação dos compósitos em intervenções dos espaços livres comuns. Manutenção e monitoramento da proposta realizada. Análise do sucesso ou insucesso do projeto aplicado. (os Planos 1, 2, 3, serão as ações abordadas neste trabalho). Para que tais planos fossem desenvolvidos foi necessário envolver as ações de vários atores, cada qual com suas respectivas funções. Entre eles, empresário da construção civil, sindicatos e proprietários de bens particulares, através dos quais se obtêm os materiais necessários para as intervenções. Profissionais especialistas e responsáveis pela capacitação, coordenação e desenvolvimento do projeto (designer, arquitetos, engenheiros, professores). Os órgãos públicos (Secretaria Municipal, SLU e Urbel) e por último a própria comunidade, que através da associação dos seus moradores se expressou no curso de capacitação de multiplicadores, e no mutirão com a mão-de- obra.

Os problemas/questões identificados são os seguintes: solucionar os problemas dos resíduos sólidos da construção civil (entulho) que são abandonados pelos bota-foras clandestinos na periferia da cidade; o causador da poluição do espaço público contribuindo para a degradação da paisagem e encurtando a vida útil dos aterros sanitários; dar um tratamento aos entulhos de maneira sustentável, ou seja, propiciar uma destinação diferente para que os entulhos não vão indevidamente para os aterros sanitários.

Seguindo a metodologia de França (2004) procurou-se definir resultados e metas com o propósito de revitalizar residências através da utilização dos resíduos processados e desenvolvidos a partir de subprodutos dos entulhos.

Através das ações, foi possível promover algumas transformações, tais como: inserção social; dar um tratamento adequado aos entulhos; melhorar a qualidade de vida de moradores do aglomerado, criar um projeto piloto para comunidades carentes. Ainda baseando-se na metodologia de França (2004), buscaram-se os resultados e indicadores quantitativos e qualitativos computados da seguinte forma: duas residências foram beneficiadas com intervenções de revitalização; dez pessoas foram beneficiadas com a revitalização; três pessoas foram capacitadas com 72 horas de aula.

O organograma III (Apêndice C) refere-se à Matriz de Planejamento, que demonstra a questão da responsabilidade e compromisso dos gestores, refere-se ao cálculo

estratégico, seguido da capacidade de gestão e governabilidade. São elementos que capacitarão transformações reais como construção de parcerias, articulação, liberações, aprovações, supervisão.

Conforme diz França (2004, p. 148) plano de governo, capacidade de gestão e governabilidade são aspectos que viabilizam e impulsionam transformações sociais, e deverão ser monitorados, para que as atividades que, por ventura venham se realizar se integrem ao plano e possam eventualmente sofrer alguma intervenção, alterando resultados e desafios. Como Matriz de Planejamento, o modelo se baseará em cálculos estratégicos (governabilidade) por meio de formação de Conselho, com membros representantes da comunidade, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (Regional Pampulha), ED/UEMG (Escola de Design da UEMG) e instituições financiadoras. Quanto à capacidade de gestão busca-se a Escola de Design como gestor (coordenador) do projeto, a qual ficará encarregada de captar interessados, em contribuir com o trabalho, contatar as instituições financiadoras e parceiras, capacitar por meio de palestras e oficinas os profissionais/bolsistas interessados em trabalhar no desenvolvimento da proposta. Posteriormente, será proposto um projeto de parceria-pública privada entre os atores, onde serão assegurados: o alcance dos objetivos, o mecanismo de prestação de contas e de controle das funções de cada ator envolvido, com um contrato social de fechamento, como programa a outras municipalidades.