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PETRA II: GENÇLERİN İLK MESLEKİ EĞİTİMİ VE HAREKETLİLİĞİ

OKUL ÖNCESİ DÖNEMDE ANNE BABA YETİŞTİRMESİ

2.2. OKULÖNCESİ DÖNEMDE BİREYİN GELİŞİMİ

2.2.2. Gelişimde Temel Yaklaşımlar

2.2.2.7. Bağlanma Yaklaşımı

Os movimentos vanguardistas influenciaram a literatura, a pintura, as artes plásticas, a dança, o cinema e o teatro. O primeiro movimento que abordaremos será o futurismo. De acordo com Berthold (2011), este movimento teve início na Itália com as artes plásticas e se caracterizou como uma radical rejeição do tradicional. A partir de 1905 iniciou-se a primeira fase do futurismo e de 1909 a 1914, em sua segunda fase, foram escritos diversos manifestos relacionados a áreas como: literatura, pintura, música, escultura, arquitetura, teatro e cinema. Carlson (1997) destaca que em 1909 foi lançado, em Paris, um manifesto do poeta, jornalista, editor e literato Filippo Marinetti (1876-1944), o qual foi considerado um marco para a disseminação do movimento futurista. Ainda de acordo com esse autor, Marinetti propunha a busca de uma nova arte para o século XX, pautada na idealização da guerra como luta para a destruição do passado, o fim dos museus e bibliotecas; exaltava o prazer de ser vaiado e propunha a imediaticidade e irreverência em seu teatro de variedade; por fim, posicionava-se de forma contrária ao moralismo, feminismo e utilitarismo. O teatro era visto, portanto, como uma arte essencial para a concretização dos ideais futuristas na sociedade, como forma de preconizar o poder das máquinas, da velocidade, além da fuga dos temas tradicionais e das ações cotidianas. Assim, a partir destas ideias, o teatro se constituiria em palco de variedades, busca da surpresa e assombro do público, instinto e intuição, negação da arte clássica e remodelação do real. Sintetizando esses princípios futuristas, vemos que “[...] forma, cor, palavras e ação física devem ser exibidas e desfrutadas por si mesmas, e não em referência a valores exteriormente estabelecidos” (CARLSON, 1997, p. 331). A partir desta afirmação, compreendemos que não se desejava a presença de valores estabelecidos a priori, que servissem de base para a expressão artística. Em 1915, outro Manifesto do Teatro Futurista (Proclama Sul Teatro Futurista) foi redigido por Marinetti e, de acordo com Berthold (2011), possuía a finalidade de redefinir as condições para o teatro do futuro. De forma geral, o foco do teatro futurista estava na defesa incondicional do mundo das máquinas e da velocidade. Para isso, o ator condicionaria seus movimentos aos de uma marionete em nível acrobático, reduzindo-se a uma engrenagem e a cenografia deveria seguir essa dinâmica de movimento constante, tornando-se parte do ritmo do movimento. Os critérios seriam a dinamicidade das máquinas, a mecanização e o automatismo. Finalmente, a

terceira fase do futurismo, desenvolvida após 1914, foi marcada pelos princípios artísticos subordinados às ideologias políticas, sendo que estas utilizavam os preceitos do movimento futurista em sua retórica, a exemplo do fascismo. Percebemos, portanto, que no futurismo rejeitava-se tudo o que estivesse relacionado ao passado e ao moralismo, valorizando-se o desenvolvimento tecnológico e os conceitos de velocidade e movimento, associados à exaltação das máquinas. Nos palcos, a intenção era ser original e causar espanto, propiciando um “turbilhão de emoções” nos espectadores.

O segundo movimento vanguardista do início do século XX, que trataremos a partir deste momento, será o dadaísmo. Este, segundo Tringali (1990), surgiu em Zurique (Suíça) por volta de 1916 e perdurou até os anos de 1922, espalhando-se pela Europa e ganhando novos contornos à medida que se desenvolvia em outros países. Este movimento foi marcado pela inauguração do “Cabaré Voltaire” em 1916, pelo poeta alemão Hugo Ball (1886-1927) e sua esposa Emmy Hennings (1885-1948). Neste cabaré ocorriam apresentações escandalosas e contestadoras acerca da Primeira Guerra, além de exposições de pinturas e lançamento de edições de revistas ligadas a esse movimento. Tristan Tzara (1896-1963), poeta romeno, foi o responsável por lançar o primeiro manifesto dadaísta em 1918 e tornou-se o principal expoente deste movimento. Em linhas gerais, o dadaísmo se voltou contra uma sociedade que havia prometido luz aos homens, mas ao invés disso trouxe-lhes violência e angústia por seus falsos valores; a arte era repudiada, subversiva, anárquica, cínica, destrutiva, sem finalidades de agradar ou educar e não imitava o real. Ela deveria se basear no automatismo mecânico, sendo original e absurda ao mesmo tempo, contestando a tudo e a todos, inclusive o próprio movimento dadaísta. Havia, dessa maneira, uma contradição profunda no dadaísmo, pois mesmo a arte sendo repudiada, ela se tornaria a base de contestação do grupo em prol de uma visão idealista de pacifismo. No teatro, o dadaísmo foi marcado por cenas curtas, provocativas, satíricas e escandalosas, com fins de irritar o público, contrariar o teatro denominado tradicional e concretizar o ideal dadaísta de unificar todas as artes.

Por fim, o terceiro movimento de vanguarda que discutiremos será o surrealismo. Ele nasceu no interior de um grupo dadaísta francês e usou como base a revista “Littérature”, fundada pelos escritores franceses Breton (1896-1966), Aragon (1897-1982) e Soupault (1897-1990), em 1919. O surrealismo foi se

diferenciando do dadaísmo e se estruturou de fato em 1924, na França, findando por volta de 1939. Ao contrário do dadaísmo, que explorava o consciente absurdo, o surrealismo foi composto por sua relação com o inconsciente, pela onipresença do sonho e pela escritura automática (psíquica) como expressão do funcionamento do pensamento. Com influências dos ideais freudianos, os representantes surrealistas valorizavam a arte do inconsciente; a criatividade interior que se encontrava reprimida e que precisava ser libertada; o maravilhoso, expresso pela mistura do fantástico e do cotidiano; a livre associação de ideias, desprovidas de traços de racionalidade, e o automatismo psíquico. Dessa forma, os surrealistas buscavam a relação entre o inconsciente e o racional. Estes conceitos foram expressos no primeiro Manifesto Surrealista de 1924, escrito por André Breton (1896-1966), o qual, de acordo com Tringali (1990), marcou a independência do surrealismo frente ao dadaísmo francês que lhe dera origem. Os surrealistas, da mesma forma que os dadaístas, compartilhavam uma visão crítica frente à sociedade ocidental desumanizada, entretanto, eles buscavam mais do que a destruição pela destruição, já que possuíam preocupações humanitárias. No teatro, podemos citar como exemplos do drama surrealista, segundo Berthold (2011) e Tringali (1990), as peças de dois autores franceses: “Ubu-Roi” (Ubu-Rei, 1896), de Alfred Jarry (1873-1907) e “Les Mamelles de Tirésias” (As Mamas de Tirésias, 1917), de Guillaume Apollinaire (1880-1918), responsável por cunhar o termo “surrealismo”; além de algumas obras de Ibsen (1828-1906), entre outros.

Os surrealistas demonstravam o desejo de encontrar uma solução para a libertação humana e, segundo Berthold (2011), a arte surrealista tencionava se diferenciar do naturalismo e do realismo opondo-se à lógica e caracterizando-se como super-real ou suprarreal. Corroborando esta ideia, Tringali (1990) afirma que o surrealismo possuía como fontes a psicanálise de Freud, o marxismo e o ocultismo, teorias que entravam em choque diversas vezes porque este movimento pretendia ser “[...] uma investigação e uma teoria da suprarrealidade, não num sentido transcendente de acima ou além da realidade, fora da realidade, mas no sentido de realidade fundamental que explica toda a realidade” (TRINGALI, 1990, p. 43). Tratava-se, portanto, de uma tentativa de síntese dialética entre o mundo consciente/racional e o mundo inconsciente/onírico, a fim de que ambos formassem uma unidade explicativa do real. No entanto, na concepção surrealista, o peso maior

se encontrava na atividade imaginária do inconsciente, vista como a expressão artística responsável pela libertação do homem.

Ressaltamos que os movimentos vanguardistas que discutimos - futurismo, dadaísmo e surrealismo - marcaram o cenário europeu do início do século XX e exerceram influências nas artes e obras desenvolvidas durante este período. Porém, será o movimento expressionista que trará possibilidades de diálogo com as primeiras obras da produção teatral brechtiana. Passaremos a discutir este movimento, destacando as suas aproximações e distanciamentos em relação à dramaturgia de Brecht.