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C. AraĢtırma Konusu ile Ġlgili ÇalıĢmalar

2.2. Doğu Türkistan Coğrafyasının Belirli Bölgelerinde Ġcra Edilen MeĢrepler

2.2.9. Seyle (Gezme, ġenlik) MeĢrepleri

2.2.9.2. Bağ Seylisi

Nesse período, o Instituto de Antropologia encontrava-se em intensa atividade. Seu quadro de pesquisadores e áreas de pesquisa havia aumentado consideravelmente. Tinha se transferido para prédio próprio, um espaço consideravelmente maior, onde instalou sua Biblioteca, com a organização da bibliotecária Zila Mamede188, laboratórios e salas de estudos espaçosas, além de dezenas de salas projetadas para expor o material coletado nas pesquisas, construindo assim o seu grande Museu Expositor.

Se voltarmos a nossa atenção para as correspondências do Instituto nesse período, 1964-1966, os contatos estabelecidos com as instituições e pesquisadores durante o ano de 1962 se mantiveram, porém muitas relações foram estreitadas e outros assuntos passaram a se tratados, sobretudo, relacionados à colaboração e intercâmbio entre pesquisadores e instituições. O IA passou a desenvolver pesquisas na área da paleontologia em parceira com Museu Nacional do Rio Janeiro. Com a Academia de Ciências Naturais da Filadélfia (Academy of Natural Sciences of Philadelphia), o Instituto manteve intercâmbio de pesquisadores e coleções científicas, além de aumentar a sua biblioteca com a doação de publicações. Com o instituto norte-americano Smithsonian foi firmado uma parceira que proporcionou ao IA o recebimento de um grande volume de publicações científicas, além de financiamento de pesquisas arqueológicas e manutenção de uma bolsa para um dos pesquisadores auxiliares.

Em conversa, principalmente, com as instituições que remetiam suas publicações ao IA, Cabral anunciava, ainda em 1963, a pretensão de o Instituto futuramente enviar os trabalhos e ensaios produzidos pela sua equipe de pesquisadores. Essa aspiração não demorou muito a ser concretizada, pois em março de 1964 o IA lançou sua publicação própria, os

Arquivos do Instituto de Antropologia, uma revista de divulgação dos trabalhos realizados

pela Instituição e de outros pesquisadores nacionais e estrangeiros, com os quais o IA mantinha parcerias.

Considerado um instrumento básico do cotidiano da prática científica, as revistas científicas dos institutos de pesquisa constituíam-se como veículos privilegiados da produção e do diálogo científico nesses espaços. É por meio das revistas que a produção científica dos

188 A bibliotecária Zila Mamede também exercia a mesma função na Biblioteca Central da UFRN. Foi posteriormente homenageada, tendo seu nome sid[´[[o dado a essa Biblioteca Central.

espaços ganha visibilidade e onde, principalmente, a produção de um pesquisador é submetida à avalição dos seus pares189.

Na nota de apresentação do primeiro volume do Arquivos do IA, Cabral fala sobre a satisfação da equipe do Instituto em divulgar suas pesquisas para um maior número possível de interessados. Os Arquivos do IA representava, nas palavras de Cabral, “um atestado de vitalidade da equipe que há mais de um ano vem trabalhando em prol de um conhecimento melhor do Rio Grande do Norte”190.

Além dos trabalhos de pesquisa, a revista Arquivos do IA também trazia uma sessão de noticiários, que apresentava um resumo das atividades do Instituto. No primeiro volume, há informações sobre o Curso de Introdução à Antropologia, sobre o trabalho de pesquisa em conjunto com os cientistas norte-americanos, George e Mary Kline, as publicações que sua biblioteca recebeu, entre outras notícias do ano de 1963. Na sessão ainda constava a reprodução das principais impressões que os visitantes deixavam no livro de visitas do Instituto. Entre os depoimentos, destacamos o de Gilberto Osório de Andrade, professor da Faculdade de Filosofia da Universidade de Recife, que chama o Instituto de “célula explosiva” pela quantidade expressiva de trabalho que aquele espaço e seus pesquisadores haviam desenvolvido em apenas um ano de funcionamento:

Este Instituto de Antropologia é uma célula explosiva. Basta considerar o quanto já tem feito em tão pouco tempo, e o quanto já lhe deram tão poucos com tanto entusiasmo, para se ter a perspectiva duma notável projeção para o futuro191.

Os arqueólogos Clifford Evans e Betty J. Meggers, no Smithsonian Insitution, em carta endereçada ao reitor Onofre Lopes e reproduzida na sessão, diz que

[...] após visitar todas as grandes universidades do Brasil ondem funcionam departamentos de Antropologia, como também vários museus, a fim de inspecionar as instalações e avaliar o potencial de pesquisa e ensino da Antropologia e seus campos relacionados. [...] o Instituto de Antropologia da Universidade do Rio Grande do Norte [...] é um dos mais ativos em seu país192.

189 CRUZ, Helena de Faria. As revistas científicas: espaço do debate público da academia paulista no final do século XIX e início do XX. In: ALMEIDA, M.; VERGARA, M. de R. Ciência, história e historiografia. Rio de Janeiro: MAST, 2008, p. 267.

190 ARQUIVOS DO INSTITUTO DE ANTROPOLOGIA, v.1, n.2, dezembro de 1964, p. 202. 191 ARQUIVOS DO INSTITUTO DE ANTROPOLOGIA, v.1, n.1, março de 1964, p. 93-94. 192 ARQUIVOS DO INSTITUTO DE ANTROPOLOGIA, v.2, n.1-2, dezembro de 1966, p. 413-414.

O segundo número do primeiro volume do Arquivos do IA apresenta uma série de depoimentos acerca da repercussão entre os cientistas e instituições da publicação da própria revista. São, ao todo, 31 (trinta e um) testemunhos de pesquisadores que receberam o primeiro volume e manifestaram seus elogios e críticas à revista.

A revista teve apenas dois números, cada um com dois volumes. O primeiro número do volume um, de março de 1964, trouxe 08 (oito) textos dos pesquisadores do IA, fruto do trabalho de investigação em campo, e 02 (dois) de colaboradores externos. Os trabalhos, além do texto, trazem fotografias, mapas e ilustrações. O segundo número, publicado em dezembro de 1964, trazia mais que o dobro de artigos, sendo novamente 08 (oito) textos dos seus pesquisadores e 09 (nove) de colaboradores. O segundo volume foi publicado em março de 1966, e contou com 21 (vinte e um) trabalhos, sendo 08 (oito) das pesquisas do IA e 13 (treze) de colaboradores.

O terceiro número do Arquivos do IA deveria ter sido publicado no ano de 1968, no entanto, a Universidade, a partir daquele ano, passou por sérias reformulações que interferiu diretamente no funcionamento do IA e que culminou com o encerramento da revista.