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1.2. Kent Yönetimi ve Büyükşehir Yönetimi

1.2.4. Kalkınma Planlarında Büyükşehir Belediye Sistemi

1.2.6.2. Büyükşehir Belediyelerinin Görev Ve Yetkileri

Comic strips, bandes desineés, fumetti, historieta, mangá, história aos quadradinhos, literatura em estampas, nona arte, banda desenhada, TBO ou apenas gibi. Não importa o nome que a designa, mas o seu poder de seduzir o público, em geral, e as crianças, em particular. Contudo, uma questão básica vem à tona: o que viriam a ser “histórias em quadrinhos”?

Lucchettti e Lucchetti (2006), na tentativa de traçar um conceito do que seriam as HQs, buscaram as ideias defendidas por alguns estudiosos sobre quadrinhos. Laonte Klawa e Haron Coehen, professores, consideravam-na como um conjunto e uma sequência, a ligação

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Compreende-se estratégia como as atividades realizadas para auxiliar os aprendizes a compreenderem o conteúdo, devendo estas ser implementadas durante todos os momentos de ação para com os alunos. As estratégias devem envolver, por parte do professor, “procedimentos de caráter elevado, que envolvem a presença de objetivos a serem realizados, o planejamento das ações que se desencadeiam para atingi-los, assim como sua avaliação e possível mudança”. (SOLÉ, 1998, p.70).

entre imagens. Já Luiz Cagnin, professor de histórias em quadrinhos, considerou-as como um conjunto formado por dois códigos gráficos: a imagem e a palavra. Gaetano Strazzulla, crítico de HQ, apontou para o modo da sua leitura, da direita para a esquerda, formada por uma série de desenhos. Maurice Horn, historiador de histórias em quadrinhos, acrescentou às características já citadas o aspecto de continuidade das HQs e a concepção de que o diálogo está incluso na imagem. Dessa forma, Lucchetti e Lucchetti (1993, p. 26), tentando englobar os conceitos apresentados, denominaram-na como “[..] uma narrativa formada por uma seqüência de pequenos quadros desenhados – a cercadura que delimita estes quadrinhos é optativa”.

Nesse mesmo sentido, Franco (2004) analisa o conceito de HQs atribuído por outros autores, como Eisner (2008), que a denomina como “arte sequencial”. Conceito esse que, segundo Franco (2004), foi de extrema importância para os quadrinhos, antes denominados apenas como “comics”, termo bastante limitado, haja vista que nem todas as histórias têm o viés cômico. Assim, Eisner (2008)eleva os quadrinhos à categoria de arte, mas o termo ainda foi considerado amplo, pois enquadraria os desenhos animados também. Desta feita, McCloud (1995, apud Franco 2004, p. 23) as caracteriza como “Imagens pictóricas e outras justapostas em seqüência deliberada destinadas a transmitir informações e/ou produzir uma resposta no espectador”. Assim, o autor minimiza as chances de confundi-la com os desenhos animados – que também são considerados uma arte sequencial –, contudo, a definição não categoriza as HQs nem como meio de comunicação nem como arte.

Guimarães (1999 apud FRANCO, 2004) tece uma definição mais ampla, que abarca também o cartum, as charges e as tiras. Para o autor, não importa se está desenhada numa gruta, tapeçaria, tela ou papel dividido em quadros. Basta se tentar narrar um evento através de imagens. A opinião do autor vai de encontro à opinião da maioria dos autores, pois não leva em consideração a sequência da narrativa. Franco (2004, p. 25) compila as definições e a caracteriza como “[...] a união entre texto, imagem e narrativa visual, formando um conjunto único e uma linguagem sofisticada com possibilidades expressivas ilimitadas”. Franco (2004) ainda aponta o termo utilizado no Brasil – histórias em quadrinhos – como o que melhor define esta arte, pois o termo italiano “fumetti” está ligado a somente um elemento da linguagem quadrinhística, ao passo que o termo americano “comics” está relacionado a apenas um dos gêneros do quadrinho (cômico). As “bandes dessinées” francesas ou “bandas desenhadas” portuguesas estão ligadas à organização das histórias em tirinhas. Daí que o

termo “história em quadrinhos”, no plural, está sempre ligado a uma sequência de fatos, nunca a um quadrinho só11.

Paulo Ramos (2008) inicia sua definição de quadrinhos como linguagem autônoma que possui mecanismos próprios e – diferente dos demais autores citados – categoriza-as como um “hipergênero”, por considerar que a mesma abarca diversos outros gêneros, cada qual com as suas particularidades, como cartuns, charges e tiras.

Com base nos diversos conceitos que foram apresentados, sentimos a necessidade de caracterizar a histórias em quadrinhos de acordo com o nosso olhar, agrupando a opinião de estudiosos na área, e, assim, elaborando um conceito próprio que consideramos mais completo por abarcar um maior número das atribuições complexas desta mídia pós-moderna. Consideramos esta como uma arte sequencial lúdica, híbrida e assimétrica, na qual o imagético é predominante sobre o verbal, mas que dialoga em perfeita sintonia com este, dotada de uma linguagem própria, constituindo-se como um meio de comunicação interativo. Como produto da indústria cultural, ela é carregada de ideologias e características da época na qual foi produzida.

Apontando então como as consideramos, podemos partir para uma análise histórica da HQ, centrando nossa atenção para as de viés cômico e infantil, que se constituirá na estratégia metodológica de nosso trabalho.

3.2 QUADRINHOS INFANTIS E DE HUMOR: ONDE TUDO COMEÇOU

Neste estudo, não pretendemos traçar a história das histórias em quadrinhos de forma geral, pois já realizamos este feito em trabalhos anteriores (CARVALHO, 2007; CARVALHO; MARTINS, 2009). Contudo, não poderíamos deixar de situar historicamente a inserção dos quadrinhos no repertório leitor da humanidade. Dessa forma, nossa retrospectiva se limitará aos primeiros passos das histórias infantis e de humor, por se configurarem características das HQs que utilizaremos em nosso estudo.

11 Apesar das diversas considerações sobre o termo “história em quadrinhos” não serem apenas de base

etimológica, mas também estarem relacionados à compreensão sobre a configuração deste gênero textual, no intuito de evitar uma repetição terminológica exacerbada e desnecessária, em nosso trabalho, faremos uso das diversas expressões que a designam.