1.5. Hükümet Programnda Dış Politika ve Değerlendirmesi
1.6.1. ABD ile İlişkiler
Este tópico apresenta os comentários da professora quanto à gestão escolar, no decorrer do ano letivo:
4.1.6.2.1 Falta de apoio e suporte da direção escolar
Na entrevista inicial, a professora ressaltou sua relação de parceria com a diretora e, nas conversas informais, ela passou a se queixar da falta de apoio da direção:
A professora falou sobre suas inquietações quanto ao suporte da direção ao seu trabalho. Queixou-se de que assumiu um desafio muito difícil ao concordar trabalhar com tantos alunos com dificuldades de aprendizagem reunidos numa única sala. Contudo, só poderia fazer isso se contasse com um suporte, o que não estava acontecendo porque a diretora sempre estava ausente da escola. (DC 12/05)
Outro motivo de sua indignação: ao assumir a sala de alunos com dificuldades de aprendizagem e comportamentos ela sabia que poderia contar com a parceria da direção. Para ela, isso foi fundamental na sua decisão. Contudo, no ano letivo decorrente, ela sentiu-se completamente só, pois a diretora a abandonou e a nova coordenadora nunca lhe deu assistência. Disse que, por várias vezes solicitou um horário para conversar com a direção e que esta sempre dizia: “Pode ir lá para a sala que quando eu tiver um tempinho eu subo lá!”, mas esse tempinho nunca aconteceu. Elas apenas a procuravam para resolver problemas, quando seus alunos aprontavam, geralmente na sua ausência, e onde elas aumentavam a proporção dos problemas para puni-los, ou seria para puni-la? – questionava-se. (DC 20/11)
4.1.6.2.2 O excesso de atividades da direção escolar
Para a professora, os problemas com a direção foram decorrentes do excesso de atividades acumuladas pela diretora em 2009:
Disse ainda que a diretora errou ao assumir outras funções fora da escola, porque havia muito trabalho a ser feito ali no dia a dia e que ela perdia muita coisa na sua ausência. Elogiou a competência e a boa vontade da diretora, ressaltando que trabalhavam juntas há anos e que eram muito amigas, mas que achava que ela estava se perdendo. (12/05)
Novamente, ela ressaltou a importância dessa escola em sua vida e vice-versa, pois ela estava ali desde sua fundação. Falou da sua parceria com a diretora e do quanto as duas realizaram coisas boas na escola. Mas, segundo ela o problema começou quando a diretora acumulou funções e passou a se ausentar da escola. (DC 20/11)
4.1.6.2.3 A interferência de outros funcionários no trabalho pedagógico
A ausência da diretora no estabelecimento escolar, devido a suas outras funções fora da escola, permitia que outros funcionários interferissem na gestão escolar:
Reclamou que na sua ausência, muitas decisões eram tomadas pela monitora, que não possuía conhecimento técnico e competência para tais funções e que isso poderia atrapalhar o trabalho pedagógico. Disse que a monitora Ro interferia e palpitava em assuntos relacionados a alunos e sala de aula. (12/05)
Professora: “Todo mundo manda nessa escola! Direção, coordenação, secretária, monitores, professores. Qualquer pessoa manda nessa escola. Depois que a diretora assumiu outras funções a escola perdeu o rumo. Eu já disse isso para ela. Essa que estava aqui (disse se referindo à monitora Edi) disse-me que não suporta os meus alunos. Você acha que eu tenho que ouvir isso? Quem ela pensa que é? Ela só tem o trabalho de cuidar deles nos intervalos. Eu sou a professora. Eu convivo com eles. Eu os conheço, não ela. (DC 24/06)
A professora fez uma avaliação de sua história na escola, dizendo, novamente, que estava lá há 10 anos, desde sua implantação. Desse modo, conhecia cada aluno, professor e funcionário. Disse que a escola já foi mais funcional, na época em que havia apenas uma secretária. Atualmente, com secretária, monitoras, serventes, bibliotecária, coordenadora e diretora havia uma bagunça geral. Ressaltou ser impossível conseguir uma informação na escola, pois ninguém sabia nada e havia muito desinteresse. (09/12)
Também se queixou das monitoras, que ao invés de ficarem circulando pelos corredores e atenderem às necessidades dos professores e alunos, permaneciam dentro da secretaria conversando e sem fazer nada e interferiam no trabalho dos professores, fazendo fofocas e perseguindo os alunos. (DC 09/12).
4.1.6.2.4 Os problemas com a coordenação
Um dos problemas que mais pareceu afligir a professora, ao longo do ano, era a sua relação com a coordenação:
A professora relatou que, ao chegar à sala de aula naquele dia, foi abordada pela coordenadora, que lhe entregou uma folha com a relação de nomes de alunos que não se comportaram na sua ausência. Os alunos May, Jhon C e LF foram suspensos no dia anterior, quando a professora se ausentou.
Segundo a coordenadora, a mãe de Jhon C a destratou e argumentou que o aluno se comportava muito bem na presença da professora e questionou se a escola não sabia lidar tão bem com os alunos. Em contrapartida, a coordenação disse à classe, na frente da professora, que a professora deveria estar mentindo e escondendo o mau comportamento dos seus alunos. Ela se indignou, porque se reconhece como uma profissional séria com 20 anos de magistério e não merecia ser tratada como um “moleque irresponsável”.
A professora estava muito nervosa e não fez nada durante a aula. Deixou os alunos trabalhando individualmente com os problemas, enquanto ela mexia nos seus materiais. Quando os alunos conversavam, ela se exaltava e exigia silêncio. Os alunos a obedeciam e estavam mais quietos naquela tarde. (DC 25/08)
Em relação à coordenadora ela comentou o ditado “Dê poder a alguém e conheça sua verdadeira face”, dizendo que esta se tornara uma ditadora. (DC 08/09).
A nova coordenadora assumiu o comando, mas de acordo com a professora, ela não soube liderar, apenas abusou do seu poder com os professores e alunos. Ela achou que a coordenadora tinha ciúme de sua relação com a direção e tinha medo de que ela pudesse roubar o seu lugar. Ela riu e disse que seu lugar era na sala de aula e assumiria um cargo de gestão apenas quando este fosse eleito pelos pares ou concursado, pois não gostaria de ser indicada por amizade. (DC 20/11)
Segundo ela, estava sem material escolar, pois a escola não atendeu ao seu pedido, mesmo havendo material disponível para distribuição aos professores. A pesquisadora perguntou se isso acontecia apenas com ela que disse ter ouvido alguns colegas se queixarem do mesmo problema, mas com ela a situação era mais grave. Ela se sentia perseguida pela coordenadora, que antes fora sua colega de profissão e se relacionavam bem. (DC 25/11)