6. TÜRKİYE’NİN AB BÖLGESEL POLİTİKASINA UYUMU
6.5 Türkiye’nin AB Bölgesel Politikasına Uyumunun Değerlendirilmesi
6.5.8 AB İlerleme Raporları
Em setembro de 1927, sob a gestão de Fernando Costa, a Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas do Estado de São Paulo passou por uma ampla reforma, transformando-se na Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio (Martins, 1991). Essa reformulação da Secretaria ficou conhecida como Reforma Fernando Costa (ibidem).
A nova Secretaria organizou-se em departamentos que tinham funções especializadas e procurou valorizar as regiões agrícolas, os produtos agropecuários, a expansão e organização do setor, o melhoramento dos rebanhos e a proteção das faunas terrestre e ictiológica (ibidem). Atuou também nos assuntos relativos a terras, colonização, imigração, indústria extrativa, comércio interno e externo, bem como relacionados às diferentes estatísticas, incumbindo-se, ainda, das obras de engenharia rural (ibidem).
A pesquisa realizada no âmbito da Secretaria desenvolveu-se em três frentes: fomento agrícola, fomento animal e defesa das produções vegetal e animal (Silva, 2007). Ainda no âmbito de sua atuação, foram definidas linhas de conservação e preservação das matas e de exploração dos recursos madeireiros (Martins, 1991). Foram ampliadas as pesquisas geológicas com
vistas à exploração de minas e jazidas, especialmente do petróleo, assim como das bacias hidrográficas, visando desenvolver a agricultura (ibidem).
A Reforma Fernando Costa ocorreu em período no qual se pretendia desenvolver outros segmentos da agropecuária paulista, até então muito centrada na produção do café, incentivando-se a diversificação da agricultura, que cresceu no Estado no período entre as duas grandes guerras, quando o número de pequenas propriedades rurais aumentou (Silva, 2007). A Reforma faria parte de um movimento mais amplo, de mudanças empreendidas pelo governo de Júlio Prestes, que procurava utilizar os conhecimentos científicos na solução dos problemas da economia paulista e melhorar, de forma geral, a estrutura estatal, para enfrentar a crise financeira e de legitimidade pela qual passava o Estado (ibidem).
Com a reformulação, passaram a fazer parte da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio: as Diretorias de Agricultura, de Indústria e de Comércio, de Indústria Pastoril, de Terras, Minas e Colonização, de Publicidade Agrícola e de Contabilidade e Expediente (Martins, 1991). Mantiveram-se subordinados à Secretaria: o Instituto de Veterinária, a Comissão de Estudo e Debelação da Praga do Café, o Serviço Meteorológico, o Departamento Estadual do Trabalho, o Patronato Agrícola, a Comissão Geográfica e Geológica, o Instituto Agronômico e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ibidem).
Entre as importantes iniciativas da gestão de Fernando Costa à frente da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo está a fundação do Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal, em dezembro de 1927. O projeto de criação do Instituto13 foi elaborado em conjunto por Fernando Costa e Arthur
Neiva (Martins, 1991; Silva, 2007). Quando Fernando Costa apresentou sua idéia de uma instituição destinada às defesas animal e vegetal, em uma reunião com os diretores da Secretaria, o único diretor a discordar de sua proposta foi Arthur Neiva, que argumentou já haver um projeto seu aprovado pela Câmara dos Deputados relativo à criação de um instituto voltado ao estudo da cafeicultura e do combate às pragas e doenças dessa cultura
(Martins, 1991). Fernando Costa discordou da proposta de Neiva, pois além de ver uma sobreposição com as atividades já realizadas pelo Instituto Agronômico, a formulação de Neiva não incluía a defesa animal, ponto importante para o secretário (ibidem). Neiva acabou cedendo à argumentação de Fernando Costa, e juntos elaboraram o projeto do Instituto, que se ajustou às diretrizes da nova Secretaria de Agricultura (Martins, 1991; Silva, 2007). A Arthur Neiva couberam a constituição dos quadros do Instituto e sua primeira direção (Silva, 2007).
Outra instituição criada por Fernando Costa, em junho de 1929, ainda em sua gestão na Secretaria, foi o Parque de Exposições da Água Branca (atualmente denominado Parque Fernando Costa). O Parque era a nova sede do Posto Zootécnico de São Paulo e da Diretoria de Indústria Animal (Martins, 1991), destinava-se a exposições e provas de zootecnia e contava com seções de Defesa Sanitária Animal, Caça e Pesca, Atendimento Veterinário, entre outras. Nele há também um caramanchão, tanques de peixes, um pequeno zoológico e um cinema mudo. Permanecem até hoje no Parque seus prédios em estilo normando, projetados pelo arquiteto Mário Whately, e o pórtico de entrada do parque com vitrais, em art déco, desenhados pelo pintor Antônio Gomide. No final dos anos de 1970, as exposições de gado foram transferidas para o Parque de Exposições da Água Funda, e, em 1996, o Parque da Água Branca foi tombado como bem histórico, arquitetônico, turístico, tecnológico e paisagístico. Conta atualmente um minizôo, aquários, um museu geológico e a Casa do Caboclo.14
O Instituto Biológico é apontado junto com o Instituto Agronômico de Campinas (1887), o Parque de Exposições de Água Branca (1929) e a Diretoria de Inspeção e Fomento Agrícola como as instituições paulistas que desenvolviam atividades de “agricultura moderna em bases científicas” (Ribeiro, 1997).
No fascículo de Chácaras e Quintais de abril de 1929, foi publicada uma
14 Informações coletadas na página da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo:
http://www.agricultura.sp.gov.br/Parque%20da%20Agua%20Branca.asp. E na página: http://www.guiadasemana.com.br/detail.asp?ID=4&cd_place=1157. Acesso em 25/09/2007.
matéria ilustrada sobre a inauguração em data próxima (26 de maio de 1929) de uma instituição também criada por Fernando Costa: o Museu Agrícola e Industrial do Estado de São Paulo (Chácaras e Quintais, V. 39, n. 4, abr. 1929). De acordo com o artigo, o Museu fora construído no “Palácio das Indústrias”, visando organizar mostras permanentes de tudo o que era produzido no Estado, incluindo produtos industrializados e matéria-prima. Seriam seções de informações industriais e comerciais. O objetivo da instituição era “educar industrial e comercialmente a população – promovendo palestras e reuniões sobre métodos e processos industriais e comerciais; organizando uma biblioteca industrial e comercial; organizando mostruários para as escolas públicas; promovendo palestras nas escolas primárias e organizando, principalmente, filmes educativos que revelem processos industriais e maneiras de se desenvolver o comércio” (Chácaras e Quintais, V. 39, n. 4, abr. 1929).
A idéia de um museu com tais características é sem dúvida interessante e aponta para o desenvolvimento dos setores agrícolas, comerciais e industriais do Estado de São Paulo.15 Um Estado que investia em pesquisa em saúde pública e nas áreas de agricultura e pecuária, com instituições de ensino e pesquisa associadas às áreas das ciências agrícolas, com setores comerciais e industriais em franco desenvolvimento.
Observa-se, portanto, por parte do governo paulista uma preocupação não apenas com a criação de instituições que realizassem pesquisas científicas nas áreas da saúde, das ciências biológicas e agrárias, mas também de instituições voltadas à divulgação do conhecimento científico aplicado à veterinária, à agricultura, à indústria e ao comércio.