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ŞARTA BAĞLI SERMAYE ARTIRIMI 1. Kurallar ve Sınırlamalar

ANONİM ŞİRKETLERDE SERMAYE ARTIRIMININ ŞARTA BAĞLI OLARAK GERÇEKLEŞTİRİLMESİ

2. ŞARTA BAĞLI SERMAYE ARTIRIMI 1. Kurallar ve Sınırlamalar

Semelhante à Nova Economia Institucional (NEI), a corrente da Nova Sociologia Institucional (NIS) surgiu na metade dos anos 70. A Sociologia Institucional caracteriza-se por representar uma oposição clara às perspectivas baseadas no pressuposto de racionalidade dos atores organizacionais e na procura de modelos econômicos que otimizem a relação custo/eficiência (MAJOR; RIBEIRO, 2008). Na abordagem da NIS, as instituições são constituídas de estruturas (pilares) reguladoras, normativas e cognitivas que conferem estabilidade e significado ao comportamento social e que, se adotadas, tornam uma organização socialmente legítima (SCOTT, 2001).

Scott (2001) subdivide esses pilares em regulador, normativo e cognitivo. O pilar regulador distingue-se dos demais por sua ênfase nas ações de estabelecimento e controle de regras, leis e sanções. Esse processo envolve a busca, pelos indivíduos, de interesses próprios movidos por uma lógica utilitarista de custo-benefício e emprega mecanismos de controle coercitivo.

Logo, sob tal pilar, a base da legitimação organizacional é a conformidade às exigências legais (SCOTT, 1995).

As investigações realizadas sob o pilar normativo concentram-se na análise dos valores e das normas, como elementos institucionais que introduzem uma dimensão prescritiva e avaliativa de obrigatoriedade do contexto social e organizacional. Como tal, acredita-se que os valores e as normas se tornam papéis, formais ou informais, a serem desempenhados por indivíduos ocupantes de posições específicas no enfrentamento de determinadas situações.

Segundo Fonseca (2003), a lógica aqui é a da adequação, uma vez que, com o seu uso cotidiano e repetitivo, os valores e normas são interiorizados e, ao longo do tempo, tornam-se uma obrigação ou comportamentos moralmente governados.

Na concepção de Ferreira de Jesus e Tatto (2008), o pilar normativo tenta desvendar de que modo às opções estruturais assumidas pelas organizações são derivadas da pressão exercida pelas normas e valores. Para essa versão, os valores representam concepções do preferível ou desejado junto com a construção de princípios nos quais estruturas e comportamentos existentes podem ser comparados e avaliados. Assim, as normas especificam como deveriam ser moldados os comportamentos dos sujeitos dentro de uma organização para que as estruturas organizacionais sejam mantidas.

Quanto ao pilar cognitivo, Scott (1995c) afirma que ele tem a sua atenção direcionada para os aspectos simbólicos das ações, resultantes das interpretações e consequentes representações que os indivíduos fazem do ambiente. De acordo com seus argumentos, as organizações encontram-se inseridas em ambiente constituído por regras, crenças, valores e redes relacionais criados e consolidados por meio da interação social.

O pilar cognitivo, na visão de Scott (2001), propõe que, além das condições objetivas, sejam também valorizadas as interpretações subjetivas das ações, somando as representações que os indivíduos fazem de seus ambientes configuradores de suas ações. Diferente do paradigma regulador, que dá prioridade a normas, leis e sanções, e do normativo, que indica a aceitação como mecanismo de funcionamento da organização, o pilar cognitivo considera o aspecto individual e as organizações como realidades socialmente construídas com distintas capacidades e meios para a ação, além de ser detentor de objetivos que variam de acordo com o contexto institucional. Sob este pilar, a atenção é direcionada para os aspectos simbólicos das ações, resultando em uma lógica baseada no conjunto de conhecimentos e significados culturais socialmente criados, difundidos e aceitos, empregados como parâmetros de conduta.

Nesse caso, a legitimidade decorre do seu compartilhamento pelos atores sociais (AMARAL FILHO; MACHADO-DA-SILVA, 2006).

Com base no exposto, pode-se entender que os três pilares diferenciam-se entre si em face dos pressupostos que definem a sua orientação. Uma vez que os

pilares regulativo e normativo têm sua base na realidade social, apesar de o foco de análise do pilar normativo ser deslocado para elementos não-racionais de caráter coletivo que moldam o comportamento dos atores, e o pilar cognitivo fundamentar- se no contexto social de acordo com a prática social. Portanto, o pilar normativo difere do cognitivo pela ênfase que ele coloca nas expectativas que guiam o comportamento, expressas nos papéis sociais, enquanto reflexo da conduta moralmente desejável, e que o cognitivo imprime à identidade social dos atores (AMARAL FILHO; MACHADO-DA-SILVA, 2006).

De modo geral, o que se percebe é que, apesar de as três correntes fornecerem enfoques distintos, suas visões são complementares para a análise organizacional. As três correntes fornecem subsídios relevantes e robustos para compreender a escolha e o processo de institucionalização de determinados instrumentos e práticas utilizados no controle gerencial das organizações. Todavia, é na NIS que vários estudiosos fundamentam suas análises, por considerarem ser na vertente sociológica onde se constatam diferenças significativas entre os conceitos de instituição e processo de institucionalização (CARVALHO et al., 1999).

Conforme aponta Scott (1995c), diversas formas culturais (normas e leis, expectativas ou tipificações, segundo a interpretação da organização reguladora, normativa ou cognitiva), estruturas sociais (sistemas de poder, sistemas de autoridade ou isomorfismo estrutural) e atividades rotineiras da vida cotidiana da organização (procedimentos padronizados, conformidade ou execução de programas de ação segundo uma versão reguladora, normativa ou cognitiva) reúnem os elementos institucionais que formam uma organização.

Consequentemente, uma estrutura que se tornou institucionalizada é considerada, pelos membros de um grupo social, como eficaz e necessária e serve como uma importante força casual de padrões estáveis de comportamento.

Entende-se que, apesar de as três vertentes subsidiarem a compreensão da configuração dos instrumentos gerenciais utilizados na prática da gestão organizacional e, consequentemente, do processo de institucionalização desses instrumentos gerenciais, neste estudo há predominância da vertente sociológica

(Nova Sociologia Institucional). Nesse sentido, o presente estudo utiliza preponderantemente como base para fundamentação das discussões e análises a plataforma teórica da Nova Sociologia Institucional, por considerar que as estruturas normativas, reguladoras e coercitivas conferem legitimidade ao comportamento social dos indivíduos nas organizações.

Quadro 17 - Dimensões da Relação Instituições x Ação Individual

Fonte: Adaptado Quinello, 2007.

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Benzer Belgeler