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2. KURAMSAL BİLGİLER VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.2. Üniversitelerin Tarihsel Gelişimi

2.2.1. Üniversitenin Modern Yapılanması

A constituição de um mercado regional integrado, o Mercosul, e a instituição do Regime Automotivo Brasileiro foram elementos importantes para a consolidação de um mercado consumidor de mais de 2 milhões de unidades, entre o Brasil e a Argentina, o que incentivou a vinda de novos investimentos para estes países.

As iniciativas para uma integração econômica entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai visando à constituição do Mercosul tiveram início em 1985. Em 1991 foi iniciado um programa que procurava reduzir e até eliminar as tarifas alfandegárias da maioria dos produtos comercializados entre estes países para a criação de uma zona de livre comércio (BEDÊ, 1997: 374). Desse modo, as medidas para a formação do Mercosul resultaram numa elevação do comércio realizado entre os países para a indústria automobilística, especialmente no que diz respeito ao comércio intrafirmas. Além disso, contribuíram para que as montadoras estabelecessem estratégias orientando suas atividades na busca da complementação e especialização entre as unidades produtivas localizadas no Brasil e na Argentina.

No Brasil, procurou-se reforçar a especialização na produção dos veículos compactos, aqueles de menor porte e valor com maiores escalas de produção, e também na produção de veículos comerciais pesados: ônibus e caminhões. Enquanto isso, na Argentina, buscou-se uma especialização na produção de veículos de maior porte e de maior valor unitário, com menor escala de produção: os comerciais leves. Ao mesmo tempo, tanto em um país como em outro foram feitas importações de veículos mais sofisticados originários das matrizes das montadoras, o que complementava as especializações estabelecidas por ambos os países (BEDÊ, 1997: 376). Como resultado, pode-se afirmar que “este padrão de especialização e de complementaridade produtivas tem viabilizado uma estratégia de ‘customização’ da produção de veículos, ou seja, uma maior diversificação e diferenciação de produtos sem comprometer os ganhos de economias de escala” (SARTI, 2001: 95).

Com a acelerada elevação das importações brasileiras de veículos, que cresceu mais de cinco vezes, passando de 733 milhões de dólares em 1990 para 4,8 bilhões de dólares em

1995, o governo se adiantou ao andamento do processo de negociações para a liberalização do comércio de veículos dentro do Mercosul e estabeleceu o Regime Automotivo Brasileiro1. Este regime, editado no final de 1995, foi basicamente o resultado da convergência dos interesses entre o governo e as empresas produtoras de veículos estabelecidas no País, e acabou melhorando “a capacidade dessas empresas de se defenderem contra a ameaça das importações e dos novos entrantes e reforçou seu poder de barganha vis-à-vis fornecedores, sindicatos e governo” (SARTI, 2002: 54-55).

O objetivo principal do Regime Automotivo foi incentivar a elevação da produção, das exportações brasileiras e a realização de novos investimentos. As medidas procuravam facilitar as importações daquelas empresas que elevassem suas exportações e realizassem investimentos no País. Isto foi feito por intermédio da redução do imposto de importação. Em contrapartida, as medidas fixavam determinados índices de nacionalização na montagem final dos veículos e na aquisição de bens de capital, matérias-primas e autopeças. A estratégia do Regime Automotivo procurava vincular o volume de importações com a expansão da produção local e das exportações (SARTI, 2001:84).

Importa ressaltar que o Regime Automotivo acabou estabelecendo tratamentos diferenciados entre as montadoras e as empresas de autopeças, dando uma proteção maior às primeiras (BEDÊ, 1997: 380 - 383). A redução das tarifas de importação de autopeças para montadoras já instaladas foi significativa, mas ao mesmo tempo mantiveram-se elevadas as tarifas de importação de automóveis montados. Além disso, ficou estabelecida uma diferença na tarifa de importação de automóveis para as montadoras já instaladas (35%) e para as outras montadoras (70%). O objetivo evidente era que estas últimas procurassem investir em unidades produtivas no Brasil.

Um outro objetivo do Regime Automotivo era melhorar a situação do balanço de pagamentos. E isto foi feito procurando-se um potencial ponto de equilíbrio da balança comercial da indústria automobilística brasileira ao abrir o mercado e ao buscar um processo de integração regional com a constituição do Mercosul. O fluxo de comércio entre Brasil e Argentina aumentou no período de 1996 a 1999. Após a adoção do Regime Automotivo Brasileiro, mais da metade dos veículos importados era de procedência da Argentina e dois terços das exportações brasileiras tinham como destino o mercado argentino (SARTI, 2001: 90).

1 Alguns pontos deste regime já vinham sendo discutidos na Câmara Setorial. O Regime Automotivo Brasileiro veio também

como o objetivo de se contrapor ao Regime Automotivo Argentino que já existia desde 1991 (QUADROS et al., 2000: 12- 13).

O Regime Automotivo Brasileiro contribuiu para a consolidação do mercado doméstico e regional. Seus resultados foram considerados positivos, em termos de ganhos de competitividade, quando associados à obtenção de maiores escalas na produção e também na atração de um expressivo volume de novos investimentos. Isto possibilitou que o Brasil — juntamente com a Argentina — fosse considerado importante mercado consumidor e também base de produção nas estratégias das grandes corporações mundiais (SARTI, 2001: 81).

A partir de 1998/99, as dificuldades para o prosseguimento da constituição do Mercosul aumentaram devido à crise desencadeada pelos países asiáticos, com a instabilidade das situações macroeconômicas de Brasil e Argentina e, particularmente, com os efeitos da desvalorização da moeda brasileira. Assim, a retração do mercado consumidor brasileiro a partir de 1998 e a desvalorização cambial em 1999 estabeleceram novo e inferior patamar para as exportações argentinas. A queda das vendas no mercado interno argentino também foi responsável pela redução das exportações brasileiras. A partir daí, os empecilhos foram crescentes, com as políticas governamentais adotadas para atração dos investimentos sendo mais concorrentes do que complementares, o que dificultou o processo de integração comercial na indústria automobilística (QUADROS et al, 2000: 67 - 70).

3.2.3 Os novos investimentos, a inserção internacional e o papel do desenvolvimento do